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A T É  O N D E  N O S S A  B U S C A  A L É M  D O  H O R I Z O N T E , P O D E  N O S  L E V A R ?

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V E M _ A Í

 

Logo FH Alternativo

​A Rosa e o Beija-Flor – Último Capítulo  

UMA NOVELA DE RONALDO ONHAS


ÚLTIMO CAPÍTULO 


 

Kaio: Eu não consigo acreditar que você está viva todo esse tempo. Eu vi seu corpo sendo cremado, eu vi o sofrimento de madrinha. Eu vi você morrer! Sua falsa!

Vitória: Kaio nunca viu filme de ficção não? Eu encenei tudo e lógico, comprei algumas pessoas. E Socorro me ajudou em tudo, vocês estavam tão tristes com minha morte que nem perceberam. Idiotas!

Vitória ri escancaradamente.

Kaio: Você é um lixo. Fez com que madrinha sofresse durante todo esse tempo. Seu filho cresceu com remorso de não ter a mãe ao lado, e isso tudo foi encenado. Você sempre teve tudo do melhor, a madrinha sempre lhe deu atenção, só que você sempre invejosa. O Dani sempre foi coração bom, enquanto você era amargurada. Eu tenho nojo de você, Vitória. Você merece o inferno!

Vitória: Sabe Kaio, acho que em vez de ter matado o Daniel eu deveria ter lhe matado. Colocado uma bomba no seu apartamento e explodido você todinho.

Victor: Você pai o tio Dani? Você é um monstro.

Vitória: Foi tão engaçado vê a cara dele de tipo “ você tá viva”.

Vitória descompensadamente.

Kaio: Você merece a morte sua assassina.

Victor: Você matou o Afrânio também?

Vitória: Acertou na mosca, mas nessa brincadeira eu tive ajuda da Socorro, ela foi maravilhosa. Ah, e pra quem não sabe nós estamos noivas?!

Vicente: Senhoras larguem as armas, para que tudo ocorra da melhor forma possível.

Vitória: Victor, você merecia uma mãe melhor, mas essa sou eu.

Vitória corre em direção ao penhasco. Vicente e Julia correm na direção dela, mas Vitória se joga do penhasco.

Socorro larga Madona e grita.

Madona: Nãooooooooooooo!

Julia, rapidamente, algema Socorro. Raoni corre para ajudar Madona, que o cumprimenta com um beijo caloroso.

Madona: Eu te amo, Raoni.

Raoni: Eu também te amo, Madona.

Vicente: Socorro você está presa por ser cúmplice nos assassinatos de Daniel Castro e do caseiro da família Castro. Com certeza vai esperar seu julgamento na cadeia.

Kaio se aproxima de Socorro, mas Julia segura Kaio.

Kaio: Sua bruxa, então você que estava envenenando a madrinha. Você vai sofrer o pão que o diabo enfrentou, sua imunda.

Julia: Se controle Kaio, ela sofrerá uma bela sentença.

Kaio abraça Victor, que está aos prantos.

Kaio: O Victor o pior já passou.Infelizmente você conheceu a sua mãe, a Vitória que eu já conhecia. Mas, você precisa seguir em frente,afinal tem uma nova família lhe esperando.

Victor se aproxima de Madona.

Victor: Me desculpe por não acreditar.

Madona: Você não tem culpa, afinal elas planejaram tudo direitinho.

Raoni: Mas, o que importa é que esse pesadelo acabou.

Alguns meses depois. 

CENA 02 – EXTERNO/ FESTA DE LANÇAMENTO DO PERFUME/ MANHÃ

Kaio passa correndo e vê Dionísio e Betina se beijando.

Kaio: Como assim?

Betina: Ué, o mais atualizado de toda Campo de Tulipas não ficou sabendo?

Kaio: Estou para morrer que todos já sabem, menos eu.Será que posso demitir vocês por justa causa?!

Dionísio: Eu acho melhor não, senão você perderia sua melhor funcionaria.

Kaio: E também melhor amiga.

Dionísio: Mudando de assunto, é verdade que a Ruth foi demetida?!

Kaio: Betina, mas esse seu namorado é fifi não é?

Eles riem.

Kaio: Sim, é verdade. Eu peguei a bonita falando ao celular com sub-blogueira Milena. A Ruth era a pessoa que passava as informações para a Milena, vocês acreditam?!

Betina: Confesso que sempre desconfiei da bondade dela, pra mim nunca foi flor que se cheire.

Kaio: Betina, agora pare de chamego e vai fazer seu trabalho. Enquanto eu procuro a Flora.

CENA 03 – EXTERNO/ FESTA de LANÇAMENTO DO PERFUME/ MANHÃ

Flora conversa com Pedro e Queiroz.

Flora: Queiroz, eu quero pedir mil desculpas por ter desconfiado de você desde o começo.

Queiroz: Eu que quero lhe pedir desculpas, desde que você chegou na Flor de Beijo lhe recebi muito mal. Nunca imaginei que as minhas lamurias fariam com que uma pessoas se vingança da empresa por mim.

Pedro: Na verdade a culpa não é do meu pai, eu sempre comentei com a Helena que eu tinha vontade de me vingar da empresa, mas eu falava tudo da boca pra fora.

Flora: Confesso que quando eu assisti a fita de segurança e vi a Helena envenenando o solo com aqueles produtos tóxicos, fiquei muito surpresa. Afinal a Helena sempre foi uma funcionária ímpar.

Queiroz: A moça amava muito meu filho, acho que até cegamente. Fico me sentindo culpado pela demissão dela.

Flora: Não se sinta culpado, ela apenas foi demitida. Mas, acredito que ela e Pedro ainda serão muito felizes, não é?

Pedro: Eu também acho.

Kaio se aproxima de Pedro, Queiroz, e Flora.

Kaio: Com licença, meninos. Mas, eu preciso roubar a estrela da noite.

Flora: Eu? Estrela?

Pedro: Claro que é Flora, a fragrância uqe você criou é a melhor desde que trabalho na empresa.

Queiroz: Confesso que Flroa tem o dom, o único que tinha esse dom era o falecido marido de Eva, você merece esse prestigio.

Kaio: Chega de blá blá bblá, vamos Flora.

Flora: Torçam para eu não vomitar lá de cima.

Eles riem.

CENA 04 – EXTERNO/ FESTA de LANÇAMENTO DO PERFUME/ MANHÃ

Kaio passa por Jéssica e Ricardo, que estão se beijando.

Kaio: Flora, vai indo que preciso conversar com esse casal.

Flora sai.

Jéssica: Olha Kaio não é porque você está solteiro, que tem o direito de vir agourar meu namoro.

Ricardo: Concordo, com a Jéssica totalmente.

Kaio: Primeiramente, eu e o Miguel apenas demos um tempo. Mas, não estou agourando ninguém. Só quero saber que história é essa que vocês vão se casar no Havaí? Por que não me contaram nada? Fiquei sabendo de fofoca de bastidor, estou passado. Isso é verdade?

Ricardo e Jéssica riem.

Ricardo: Sim, vamos casar no Hawai. Mas, era para ser segredo, sabe? Será uma cerimônia discreta.

Jéssica: Então por isso não falamos nada com você, afinal discrição não combina com você, né?!

Kaio: Eu não acredito, nisso. Jéssica tudo bem que não nós tivemos nossos desentendimentos. E muitos por sinal, mas me deixar fora dessa super festa?

Ricardo: Para de show, viada. Decidimos tudo correndo, afinal Jéssica já estava de férias, daí consegui que Doutor Marcos me desse férias também.

Jéssica: Mas, é claro que a gente iria lhe convidar? Você aceita ser nosso padrinho de casamento?

Kaio finge um desmaio.

Kaio: Eu não acredito!

Kaio abraça o casal.

Kaio: Eu sempre soube que vocês eram um do outro. Vocês merecem ser muito felizes.

CENA 05 – EXTERNO/ FESTA de LANÇAMENTO DO PERFUME/ MANHÃ

Vanessa e Lucas conversam.

Lucas: Vanessa eu olhei seus catálogos no seu site. Você tem uma carreira promissora.

Vanessa: Sério? Lucas nem brinque com isso. Você sabe que sou sua fã e admiro muito seu trabalho.

Lucas: Tenho uma proposta para você?

Vanessa: Quer me fotografar? Acho que eu não sirvo para modelar não.

Os dois riem.

Lucas: É um convite muito melhor. Eu fui convidado por uma agência para fazer um trabalho com eles, e eu estava precisando da ajuda de alguém novo no mercado e com um olhar diferente do meu. Eu pensei em te chamar, que tal?

Vanessa: Eu trabalhar com você?! É claro que topo.

Lucas: Mas seria um trabalho na África, ficaríamos lá por volta de 1 mês.

Vanessa: África? 1 mês? É claro que eu topo!

Lucas: Vai ser um prazer trabalhar com vocês.

Lucas olha encantado para Vanessa, que fica sem graça.

CENA 06 – EXTERNO/ FESTA DE LANÇAMENTO DO PERFUME / Manhã

Barita empurra o carrinho e se aproxima de Eva.

Eva: Minha amiga.

Bartira: Olha quem eu trouxe para lhe dá um beijo.

Eva: Meu netinho, gotoso.

Eva pega o neném no colo.

Bartira: Minha mãe que vida doida né? Quem diria que a gente seria avó do mesmo neto.

As duas riem.

Eva: A vida é surpreendente.

Raoni se aproxima das duas.

Raoni: Mãe, olha quem tá querendo falar com você.

Raoni mostra o celular para Bartira que vê Rudá no outro lado da ligação de vídeo.

Bartira: Rudá, meu filho. Estamos com saudades.

Rudá: Eu também estou morrendo de saudades. Estudar fora tem suas vantagens, mas fica longe de casa não tem preço. Principalmente, longe da sua comida mãe.

Raoni: E aí, mano tá muito frio aí?

Rudá: Aqui na Argentina está 5º abaixo de xero. Está bom para vocês? Como está o meu sobrinho preferido.

Raoni: O Radona é puro fechamento, mano. Esse moleque vai dá trabalho.

Bartira: Ainda mais se puxar os pais que tem …

Rudá: E como está o lançamento do Sensação Flora?

Raoni: Está sendo um sucesso.

Rudá: Mande um beijo para ela. Ah, mãe em breve tenho novidades.

Bartira: Quer matar sua mãe de curiosidade. Conta logo.

Rudá: Dá um oi para Karen.

Uma moça morena aparece no vídeo.

Bartira: Que moça bonita, meu filho. Quem é ela?

Rudá: É um amiga! Ma~e, olha quem também tá aqui.

Antonella , Gisela e Vicente aparecem no vídeo acenando.

Bartira: Olá, Doutora Gisela é muito bom saber que vocês estão juntos novamente.

Gisela: Olá, Bartira! Estamos com saudade. Da próxima que viermos passear vamos lhe trazer conosco.

Bartira: Deus me livre, eu morro de medo de avião.

Antonella: Bartira é mô da hora, você nem vai ficar com medo.

Rudá: Mãe, preciso desligar. Beijo te amo. Raoni cuida bem deles.

CENA 07 – INTERNO/ Bastidor/ FESTA DE LANÇAMENTO DO PERFUME/ MANHÃ

Madona se olha no espelho.

Rodolfo: Você está linda!

Madona: Não precisa mentir para me agradar.

Alice Brasil entra na sala.

Alice: Rodolfo nunca mente. Você está divina, garota. Vou precisar arrastar você comigo para meus eventos.

Madona: Eu nem acredito que vou desfilar junto com a top model internacional Alice Brasil.

Alice: Menos, Madona.Tá vendo isso aqui?

Alice mostra a perna.

Alice: Eu também tenho estria, tenho espinha, acordo de mau humor. Eu sou de carne e osso meu bem.

Flora entra junto com Vanessa e Kaio.

Kaio: Chegou à estrela da noite.

Flora: Por favor, menos gente.

Rodolfo: Olha o Victor já está apresentando o evento.

Vanessa: Amiga, eu fico tão feliz por você até onde você chegou. Sempre acreditei no seu potencial. Mesmo com essa tragédia toda que aconteceu você mostrou que é mais que a namorado do chefe e também uma perfumista de qualidade.

Vanessa e Flora se abraçam.

Victor entra nos bastidores.

Victor beija Flora na boca.

Victor: Eu te amo sabia?! Acho que desde da primeira vez que eu te vi eu te amo. Não é a toa que seu nome é Flora, minha perfumista preferida. Você é minha metade, sabia?

Flora: Você também é minha metade! Eu te amo!

Kaio: Chega de melasão, vamos pro desfile.

Música: Worth It ft. Kid Ink (Fifth Harmony)

Alice desfila roubando a atenção de todos os convidados, em seguida Madona entra desfilando e manda beijo para Raoni, que está segurando o neném no colo. Kaio também entra na passarela, seguido de Flora que é ovacionada pelos convidados. Victor cumprimenta Flora com um beijo.

Victor: Vamos espalhar amor por aí! Use e abusem do perfume do amor.

FIM


FIM 


#Vem aí:

Escrita por

Ronald Onhas

Colaboração

Nathália Dias

Direção

Vinny Lopes

Realização

ADNTV Ficção 2016


​A Rosa e o Beija-Flor – Penúltimo Capítulo

UMA NOVELA DE RONALDO ONHAS


PENÚLTIMO CAPÍTULO 


Antonella corre em direção aos dois, e os abraçam. Antonella chora, copiosamente, mas é amparada por Gisela.

Gisela: Amor olha pra mim. O Thor está num lugar melhor agora, ele estava sofrendo muito aqui.

Antonella: Mas, ele tinha muito o que viver, mãe.

Gisela: Foi o melhor minha filha.

Antonella: O melhor pra quem? Me fala.

Gisela: O melhor pra todos.

Gisela abraça sua filha fortemente.

Vicente: Eu preciso voltar para a festa.

Gisela: Vicente, obrigado novamente. Acho que nós dois merecemos mais um chance.

Gisela dá um selinho em Vicente, que sorri.

 MÚSICA: Hello – Adele

CENA 02 – INTERNO/ SALÃO DE FESTA/ MADRUGADA

Flora entra no banheiro femenino, seguida por Sérgio, que logo mostra a arma. Sérgio manda uma garota que está no banheiro sair. A garota sai apressada, olhando para Flora, que está apreensiva.

Sérgio: Agora vocÊ vai ser minha…

Flora: Para de doidera Sérgio.

Sérgio: Eu quero você, Flora.

Sérgio beija os lábios de Flora a força.

Sérgio: Já que você não quer pegar o dinheiro do ricaço eu vou ter que matá-lo por sua causa.

Sérgio tranca a porta do banheiro.

CENA 03 – INTERNO/ SALÃO DE FESTA/ MADRUGADA

A garota corre e se aproxima de Vanessa, que fotografa Doutor Marcos e os outros cirurgiões. A garota cochicha algo no ouvido de Vanessa, que fica atordoada. Vanessa, apressadamente, chega próxima de Victor e lhe conta sobre Sérgio trancar Flora no banheiro.

Victor: Precisamos tirá-la de lá. Esse maluco pode fazer algum mau a ela.

Rudá se aproxima.

Victor: Afinal ele está armado.

Rudá escuta parte da conversa.

Rudá: Quem está armado? Vanessa você por acaso viu a Flora?

Vanessa: Rudá, por favor, mantenha a calma, oks? Flora está sendo mantida refém nesse momento no banheiro feminino.

Rudá se desespera.

Rudá: Precisamos fazer alguma coisa. Eu vou procurar o Iuri, ele estava por aqui.

Victor: Calma, não podemos assustar as pessoas.

Rudá: A gente precisa fazer alguma coisa. Quer dizer, eu vou fazer alguma coisa.

Rudá se altera e sai de perto dos dois a procura de Iuri.

CENA 04 – INTERNO/ SALÃO DE FESTA (CANTO)/ MADRUGADA

Iuri e Milena se beijam

Iuri: Por que esse beijo demorou tanto?

Milena: Todo tinha sua hora certa. Na verdade esse beijo é mais uma despedida.

Iuri: Como assim? Você vai me deixar? E seu público de Tulipenses?

Milena ri.

Milena: O Nícolas vai assumir tudo. Vou fazer um estágio nos EUA. Sabe aprimorar minha veia investigativa.

Iuri: Saiba que eu vou continuar lhe esperando.

Rudá se aproxima de Iuri, atrapalhando o momento entre o casal.

Rudá: Iuri, eu preciso de você. Chame a polícia, a segurança local, até o BOPE, mas vamos salvar a Flora.

Iuri: O que foi? Respira!

Victor e Vanessa também se aproximam deles.

Vanessa: Já contatamos a polícia. Iuri, o Sérgio, que trabalha no bar da Bartira estava mantendo a Flora refém lá no banheiro. O cara está armado, uma amiga minha viu ele entrar com ela no banheiro.

Rudá: Precisamos fazer alguma coisa.

Iuri: Vamos pra lá.

Iuri beija Milena e acompanha os demais.

CENA 04 – EXTERNO/ LADO de FORA DA MANSÃO/ MANHÃ

Madona, escondida, vigia Socorro de longe. Socorro fala ao celular, e olha para direção que Madona está, mas Madona abaixa, se escondendo. Socorro pega a bicicleta e sai. Madona entra em um dos veículos da mansão e segue Socorro, discretamente.

CENA 05 – INTERNO/ Em FRENTE AO BANHEIRO/ MANHÃ

Iuri, Vicente, e Julia tentam negociar com Sérgio, que se mostra indomável.

Vicente: Rapaz solte a moça que será o melhor para todos.

Sérgio: Todos? Ela vai ser feliz no lado do pobretão e eu vou pro xilindró? Isso é o melhor? Eu quero a Flora somente pra mim. Ela será só minha e de mais ninguém.

(Perto da cena) 

Rudá: O que esse cara tá falando? Ele conhece a Flora?

Vanessa: Uma vez ele foi lá no apê, mas disse que estava fazendo um favor para você.

Rudá: Eu nunca pedi nenhum favor pra ele.

Vanessa: Será que eles se conheciam?!

A câmera foca na conversa dos policiais com Sérgio.

Sérgio: Eu não vou fazer nenhum mal para Flora, pó. A mina é mulher da minha vida, meu primeiro e único amor de verdade.

Vicente: Acho melhor negociarmos de uma maneira mais suave.

Sérgio: Suave? Eu quero o dinheiro do ricaço mande ele mandar a bufunfa pra cá, porque a gente sabe que ele tem muito dinheiro.

Julia e Iuri se posicionam com um objeto grandioso de metal, para arrombar a porta do banheiro.

CENA 06 – EXTERNO/ PRÓXIMO AO UM CASEBRE/ MANHÃ

Madona estaciona o carro bem distante do casebre que Socorro havia entrado. Madona pega o celular e tecla o numero de Raoni.

Madona: Eu sei que você está bravo comigo e eu não tiro sua razão. Mas,quando escutar esse recado na caixa postal, por favor, venha correndo para cá. Vou te mandar a localização.

Madona clica no celular enviando a localização do local. Madona é surpreendida pela voz de Socorro atrás dela.

Socorro: Acho que você assistiu muito as três espiãs demais. Mas, só se esqueceu de uma coisa: você é uma só.

Socorro bate, fortemente, em Madona, que desmaia.

CENA 07 – INTERNO/ DENTRO DO BANHEIRO/ MANHÃ

Sérgio conversa com Vicente através da porta, enquanto está abraçado, com Flora. Flora percebe a presença de Victor no basculante do banheiro. Flora tenta avisar Victor para ele ir embora, mas Victor faz sinal de “silêncio” para Flora. Flora, rapidamente, simula para Sérgio.

Flora apalpa o corpo de Sérgio, que fica desconcertado.

Sérgio: O que você tá fazendo?

Flora: Sérgio, por favor, pelo amor que você tem por mim. Vamos fugir. Eu tenho plano certo, você sai daqui comigo refém, depois disso a gente passa na mansão e arromba o cofre do ricaço. Depois disso será moleza fugir do Brasil.

Sérgio: Você está falando sério?

Sérgio encara Flora, enquanto ela apalpa seu corpo e partes íntimas. 

(lado de fora)

Vicente: Sérgio, não temos mais tempo. Você precisar decidir. Qual vai ser?!

(dentro do banheiro)

Flora puxa Sérgio em direção a parede, fazendo com que o bandido ficasse com a visão para Flora. Victor, sorrateiramente, entra pela basculante. Flora apalpa a perna de Sérgio, depois a bunda e, rapidamente, pega a arma de Sérgio, apontando para ele.

Sérgio: Que porra é essa Flora?!

Victor abraça Flora, enquanto ela aponta a arma na cara de Sérgio.

Sérgio: Sua cadela eu vou te matrar.

Sérgio parte para cima de Flora, mas é impedido de por Victor, que luta bruscamente com ele no chão. 

Flora: Socorro!

Victor: Atira, Flora! Atira!

Flora: Eu não consigo …

Iuri e Vicente arrombar a porta, e entram juntamente com outros policias. Victor enforca o pescoço de Sérgio, e rapidamente Julia atira no bandido, matando-o.

Flora se desespera ao vê Sérgio morto na sua frente. Flora chora, copiosamente. 

Flora: Nãooooooooooooo! Não, não!

Victor: Já acabou, Flora! Já acabou!

Victor abraça Flora, que se emociona. Rudá entra no banheiro acompanhado de Vanessa. Flora abraça Rudá e Vanessa. Kaio também se aproxima para consolar Flora.

Vicente: Vamos desfazer essa bagunça pessoal.

Rudá atende a ligação de Raoni.

Rudá: O que? Onde você está? Vicente, preciso de vocês.

Vicente: Qual a emergência?

Rudá: A Madona está em apuros.

Victor: O que aconteceu com ela?

Rudá: O Raoni está nervoso, mas parece que a sua empregada está na jogada.

Victor: A Socorro? Ela é quase a família …

Kaio: A Socorro trabalha conosco há muito tempo …

Rudá: Ele mandou a foto do local.

Vicente: Julia venha comigo. Iuri controle a situação por aqui.

Victor e Rudá: Vanessa cuide da Flora.

Victor: Vem comigo?

Rudá: Bora, salvar a maluca da Madona.

Kaio: Eu também vou com vocês.

CENA 08 – EXTERNO/ CAMPO DE TULIPAS/ MANHÃ

Madona acorda ferida e vê Socorro ao lado de Vitória.

Socorro: Vamos mesmo matar a piranha?

Vitória: Não podemos deixar marcar. Temos que exterminar essa menina de vez.

Socorro e Vitória percebem que Madona acordou.

Vitória: Então você é a piranha que quer roubar a fortuna de minha família?! Vadia!

Vitória cospe em Madona.

Madona: Eu te conheço de algum lugar.

Vitória: Sério mesmo? Olha eu acho que nunca lhe vi. Afinal não anda com putas.

Madona: Você é a mãe do Victor, eu não acredito.

Vitória: Prazer em conhecê-la. Pena, que hoje você vai morrer.

Madona: Por favor, eu estou grávida. Não façam nada com meu filho.

Vitória: Eu estou nem aí para esse monte de merda aí na barriga. Esse será mais um que vai querer roubar minha fortuna.

Raoni chega de carro e se aproxima delas.

Socorro pega Madona pelo braço, enquanto Vitória aponta a arma para Raoni.

Vitória: Garoto vou lhe dá o direito de escolha: você quer morrer primeiro ou quer ver sua amiguinha morrendo?

Raoni: Você é louca! Solte a Madona, ela está grávida. Me mate, e deixe ela em paz.

Vitória atira próximo aos pés de Raoni, Madona grita de desespero.

Raoni: Não adianta me matar, eles já estão chegando.

Vitória: Droga, Socorro. Eu mandei você vigiar essa garota. Porra!

Socorro: Vitória, eu fiz tudo como combinamos. A culpa é dessa piranha que chegou para atrapalhar nossos planos.

Socorro puxa o cabelo de Madona.

A viatura com Julia e Vicente se aproxima da cena, acompanhando do carro de Victor, que está com Rudá e Kaio de carona.

Raoni: Acho que o show acabou.

Victor sai do carro e reconhece sua mãe. Kaio sai em seguida, ainda perplexo.

Victor: Mãe?

Victor se emociona.

Victor: Você está viva?!

Victor corre para se aproximar de Vitória, mas Vitória aponta a arma para ele.

Victor: Que doidera é essa, mãe! Larga essa arma. O que você está me fazendo?

Vitória: Eu preciso terminar meu plano de vingança. Preciso acabar com a família Castro, nem que seja dando fim ao seu filho.

Victor: Mãe, que insanidade. Você está falando do seu neto? Que plano de vingança?

Vitória: Você não sabe de nada. Você sempre foi o mimado da família, afinal o único neto, o único sobrinho, o único bosta. Mas, eu não fui tratada assim. Tive que dividir tudo com Daniel e também com esse aí.Eu odeio todos vocês!


FIM DO PENÚLTIMO CAP.


#Vem aí:

Escrita por

Ronald Onhas

Colaboração

Nathália Dias

Direção

Vinny Lopes

Realização

ADNTV Ficção 2016


​A Rosa e o Beija-Flor – Capítulo 24

UMA NOVELA DE RONALDO ONHAS


CAPÍTULO XXIV


A mãe de Thor é barrada na porta do quarto e recebe a notícia que o garoto está mal.

Ana Luiza: Ai meu Deus, não acredito, meu filho! Onde está a Doutora Gisela, ela vai curar ele!

Enfermeira: Estamos tentando contata-la. Fique calma, senhor.

Ana Luiza: Como eu posso ficar calma?  Meu filho está morrendo!

A mãe chora nos braços do pai e assiste a enfermeira entrar para o quarto de seu filho. 

CENA 02 – EXTERNO/ SALÃO/ NOITE

Vicente: Agora que já sabemos de todo o ocorrido, você pode ficar calma, Gisela. Vai dar tudo certo.

Dr. Marcos: Verdade Gisela, você sabe que a apoiamos em dar queixa sempre que algo como isso acontecer. Atender ao publico é algo muito imprevisível, cada pessoa é diferente e tem uma forma de agir diferente. Mas não é necessário que nós, profissionais, tenhamos que sofrer agressões por somente atender uma pessoa.

Gisela: Muito obrigada pelo seu apoio, Dr. Marcos. Eu não saberia lidar sozinha com a situação. Tento fazer o melhor para o meu trabalho. Obrigada também Vicente.

Marcos e Vicente se sensibilizam pelo que Gisela está passando e a abraçam.

Vicente: Vamos voltar à festa, eu te deixo em casa depois.

Dr. Marcos: Parece que uma criança tentou entrar aqui no salão, esse mundo de hoje está perdido!

Gisela e Vicente riem, ele pega a mão de Gisela e seguem para o meio do salão.

CENA 03– INTERNO/ HOSPITAL/ NOITE

Ritinha e Antonella entram no hospital e seguem para a recepção.

Antonella: Oi moça, boa noite. Eu preciso ver o meu irmão que está internado na ala três, a infantil.

Secretária: O nome dele, por favor.

Antonella: Thor. Eu posso ir subindo né… Obrigada pela atenção.

Antonella escapa do olhar da enfermeira e segue correndo para os elevadores.

Ritinha: Antonella! Você vai me meter em confusão!

Antonella: Anda logo, Ritinha. O Thor precisa de mim!

O elevador chega ao terceiro andar e a menina já sabe de cor onde é o quarto.

Enfermeira: Você não pode entrar aqui, criança! Aqui é o isolamento, área de risco. Quem te deixou entrar?

Antonella: Moça, eu só preciso ver o Thor, por favor, por favor!

Enfermeira: Não, o risco de contágio é altíssimo, não pode…

Antonella passa correndo e entra no quarto de Thor.

Plantonista: Mas o que essa criança está fazendo aqui?

Thor: Anto…nella! Vo…cê…

Antonella: Thor melhore logo, para a gente poder ir brincar!

Os olhos da menina enchem de lágrimas.

Plantonista: Você é filha da Doutora Gisela! Sua mãe sabe que você está aqui?

Antonella: Ô moço eu só quero ficar com meu amigo, por favor, cuida dele. Eu não consegui chamar minha mãe.

Antonella chora e abraça Thor. 

Antonella: Thor, fique bem, fique bem!

CENA 04 – EXTERNO/ SALÃO/ NOITE

Gisela e Vicente circulam pelo salão e param onde Rudá está.

Rudá: Parabéns Doutora Gisela! Aquele prêmio foi mais que merecido.

Gisela: Obrigada, Rudá. Recebe-lo foi muito importante para mim.

Rudá: Nós sabemos o quanto você é competente. Não ligue para o que falam!

O celular de Rudá toca e ele vê o número do Hospital.

Rudá: Alô.

Enfermeira: Rudá, você está na festa? Viu a Doutora Gisela?

Rudá: Oi, estou sim. Ela está bem na minha frente.

Vicente e Gisela prestam atenção na conversa de Rudá.

Enfermeira: Graças a Deus a encontramos. Peça a ela para vir com urgência para o hospital, é o Thor está com problemas.

Rudá: Tudo bem, eu falo com ela.

Enfermeira: E outra, a filha dela está aqui causando o maior transtorno com o menino.

Rudá: Ai Jesus… Aviso a ela agora.

Rudá desliga o telefone e dá as noticias à Gisela.

Rudá: Gisela, você precisa ir ao hospital, urgente, é o Thor o quadro dele se agravou, e como você é a medica responsável…

Gisela: Não acredito, a pneumonia deve ter evoluído… Preciso correr!

Rudá: E não é só isso… Antonella está com ele.

Gisela: Com ele quem? Com Thor?

Vicente: O quê? Não entendi direito.

Rudá: Corra, estão precisando de você!

Gisela: Vicente você poderia me levar até lá?

Vicente: Claro, vamos logo!

CENA 05– INTERNO/ HOSPITAL/ NOITE

A pressão de Thor só cai e os enfermeiros e os plantonistas tentam fazer de tudo para salvar o garoto.

Enfermeira: O coração está muito fraco.

Plantonista: Já conseguiram chamar a Dra. Gisela?

Enfermeira: Parece que sim… A criança dela só está complicando as coisas.

Plantonista: Vamos pensar nisso depois.

Enfermeira: Ok.

CENA 06 – INTERNO/ RUA/ ESTACIONAMENTO DO HOSPITAL/ NOITE

Vicente: Pronto está entregue.

Gisela: Muito obrigada, Vicente. Você pode vir me ajudar com a Antonella?

Vicente: Claro, vamos.

Gisela entra correndo ao Hospital e já vê a sua equipe a esperando com sua troca de roupa.

Vicente: Vou estacionar o carro e já volto.

Gisela: Ok, Secretárias deixem a entrada dele liberada.

Vicente sai e Gisela corre para o elevador.

CENA 07– INTERNO/ HOSPITAL/ NOITE

Antonella se desespera e chora ainda mais com Thor.

Antonella: Cadê a minha mãe? Cadê…

Thor não consegue falar mais e está ligado a um oxigênio mais forte.

Gisela chega ao quarto.

Gisela: Antonella, pelo amor de tudo que é mais sagrado, saia dessa sala!

Antonella: Mãe, você chegou! Salva o Thor, por favor!

Gisela: Antonella saia. Enfermeiro leve ela para outro isolamento, ela pode ter se contaminado também, peça exames.

Antonella: Mãe eu não vou poder deixar o Thor. Eu fico!

Gisela percebe que algo está errado no monitor.

Gisela: Falência dos rins. NÃO ACREDITO NISSO! Dê-me o prontuário dele.

Ela pega o exame de sangue e analisa rapidamente.

Gisela: Não acredito nisso. Thor está com sepse grave. Não há mais o que fazer se os rins já pararam. Com certeza o fígado também. Aparelhos de ultra sonografia.

As enfermeiras trazem e os monitores continuam disparando mensagens de alerta.

Gisela: Fígado, rins já comprometidos.

Antonella chora cada vez mais alto no canto da sala com os enfermeiros ao redor da menina.

CENA 08– INTERNO/ HOSPITAL/ CORREDOR/ NOITE

A mãe de Thor, chorando, acompanha tudo pelo vidro e os enfermeiros tentam acalma-la.

Ana Luiza: Ai meu Deus, acho que meu filho está indo. Não posso viver sem ele! Não faça isso comigo Deus!

Enfermeira: Calma, Doutora Gisela chegou, daqui a pouco ela conversa com você.

Ana Luiza: Quem é aquela garotinha? Ela pode entrar lá e eu não?

Enfermeira: Longa história, mas ela não quer deixar o seu filho.

A mãe chora ainda mais…

CENA 09– INTERNO/ HOSPITAL/ QUARTO DO THOR/ NOITE

Gisela tenta aplicar medicações, mas nada tem sucesso.

Gisela: Coração fraco, rins e fígado comprometidos…

Enfermeira: Doutora Gisela, acho que chegamos a falência dos órgãos. Podemos tentar uma hemodiálise, mas acho que pelo tempo, não vamos conseguir.

Gisela: Não queria pensar nisso, mas é o diagnóstico final. Se ele não está respondendo a medicação também não vai responder a hemodiálise.

Gisela anota suas conclusões no prontuário. E o bip do monitor cardíaco acelera.

Enfermeira: Parada cardíaca.

Gisela aperta o sinal do quarto e vai para socorrer o menino.

Gisela: Código Azul! Código Azul!

O menino sofre uma parada cardiorrespiratória. Antonella abraça os joelhos ainda chorando e observa seu amigo partir.

Gisela: Carregue!

Enfermeira: Sem resposta. Monitor estático.

A medica executa manobra cardíacas.

Gisela: Carregue de novo.

A medica aplica o desfibrilador.

Gisela: Resposta?

Enfermeira: Nenhuma.

Mais alguns minutos se passam e não há nenhuma resposta do garoto.

Gisela: Hora da morte 03:12.

Gisela põe as mãos na cabeça e vai até Antonella que chora de soluças. 

Gisela: Filha, vamos. Não era preciso você ter assistido isso.

A menina corre em direção a Thor.

Antonella: Thor volta, por favor. Nem deu para a gente assistir desenho. Volta, volta!

Gisela: Vamos filha. Eu preciso conversar com a mãe dele.

Antonella: Thor, THOR!

Gisela: Mande char o Vicente. Vou precisar da ajuda dele para tirar ela daqui.

A enfermeira sai da sala para atender ao pedido de Gisela e a equipe termina os procedimentos em Thor.

CENA 10– INTERNO/ HOSPITAL/ MADRUGADA

Vicente está no corredor esperando pela filha. Gisela finalmente consegue retirar a menina do lado de Thor.

Vicente: Filha, por que você veio sem permissão?

Antonella: Papai ele era meu amigo, meu amigo!

Vicente: Você sabia o quanto era perigoso de você também pegar a mesma doença que ele?

A menina se desespera e chora ainda mais no colo do pai.

Gisela: Cuide dela Vicente. Preciso dar a noticia a Sra. Ana Luiza.

Vicente: Pode ir eu cuido dela.

Gisela encontra a mãe e o pai de Thor sentados com as mãos unidas.

Ana Luiza: Doutora Gisela! Me dia, por favor, como está meu filho! Minha aflição é muita!

Gisela: Minhas noticias não são boas. Eu e nossa equipe fizemos tudo o que podíamos, mas infelizmente a infecção do Thor já tinha atingido um limite muito alto. Ele teve sepse, falência múltipla e uma parada cardiorrespiratória.

A mãe e o pai do menino olham para a médica e ficam estáticos.

Ana Luiza: Você quer dizer que meu menino se foi?

Gisela: Infelizmente sim.

A mãe cai no sofá e não tem reação alguma.

Gisela: Sra. Ana Luiza?

Ana Luiza: Quero ver meu filho.

Gisela pede aos enfermeiros para levar a moça até o quarto do seu filho.

Vicente está no corredor a esperando.

Gisela: Ela se acalmou?

Antonella estava dormindo no colo de Vicente.

Vicente: Depois de muito choro, sim.

Gisela: Vamos para casa então.

Vicente: Claro, vocês merecem descansar.

Gisela: Você vem com a gente?

Vicente: Sim, vou levar meus bens mais preciosos para casa.

Gisela abraça Vicente e segue pelo corredor.


FIM DO 24° CAP.


#Vem aí:

Escrita por

Ronald Onhas

Colaboração

Nathália Dias

Direção

Vinny Lopes

Realização

ADNTV Ficção 2016


​A Rosa e o Beija-Flor – Capítulo 23

UMA NOVELA DE RONALDO ONHAS


CAPÍTULO XXIII



Gisela: Obrigado, Vicente!

Vicente: Calma, vamos colher seu depoimento e vamos resolver essa situação. Você é uma profissional maravilhosa e, principalmente, uma mulher maravilhosa não merece passar por nada disso. Ele vai sofrer judicialmente por todos os danos morais lhe causado.

Gisela: Vicente, eu só quero paz!

CENA 02 – INTERNO/ HOSPITAL/ NOITE

A enfermeira responsável pela ronda passa verificando o paciente.

Enfermeira: Boa noite, Thor. Como você está se sentindo?

Thor: Boa noite, eu queria ver televisão, mas acho que não tô me sentindo muito bem…

Enfermeira: Fale para mim, o que lhe incomoda?

Thor: Doí, meu corpo todo…

A enfermeira checa a temperatura do paciente que aponta muita alta, a respiração do menino está acelerada e a frequência cardíaca está baixando.

Enfermeira: Calma, vou te dar um remédio e já você melhora.

Thor: Tá… bom…

A enfermeira sai da sala com o telefone na mão, e comenta com um outro enfermeiro.

Enfermeira: Terei que chamar a médica responsável, a infecção piorou, o menino corre riscos. A situação é urgente!

CENA 03 – INTERNO/ CASA DE ANTONELLA/ NOITE

Antonella estava na companhia de Ritinha, já que sua mãe estava se divertindo na festa do hospital.

Antonella: Ai, espero que a mamãe esteja se divertindo. Porque eu estou definitivamente entediada!

Ritinha: Antonella vai assistir TV que o tédio passa!

O telefone começa a tocar e Antonella atende.

Antonella: Quem estaria ligando para o telefone fixo? Ninguém hoje em dia usa isso. Alô?!

Enfermeira: É da casa da doutora Gisela? Falo em nome do Hospital Madre Gertrudes. Precisamos falar com ela urgentemente!

Antonella: É sim, você pode me passar o recado que eu falo com ela?

Enfermeira: Avise-a que o paciente dela, Thor, precisa ser assistido com urgência!

Antonella: Aviso sim.

A menina desliga o telefone e começa a chorar, compulsivamente.  

Antonella: Não acredito que meu amigo está pior! Eu preciso vê-lo! Eu tenho que ir para o hospital!

Ritinha: Quem era no telefone, Antonella?

Antonella: Temos que ir atrás da minha mãe urgente, caso de vida ou morte, Ritinha! Por favor!

Ritinha: Calma, já que é caso de vida ou morte, vou ligar para o Raoni ele já deve ter fechado a lanchonete.

CENA 04 – INTERNO/ MANSÃO/ NOITE

A empregada leva a bandeja com suco e frutas para Madona no quarto.

Madona: Muito obrigado, Otilha.

Otilha: De nada, senhora.

Madona: Já te falei para não me chamar de senhora, por favor. Otilha, por acaso você viu a Socorro por aí?

Otilha: Não, senhora … quer dizer não. A noite, geralmente, é o momento de folga da Socorro. Mas, eu posso lhe ajudar em alguma coisa? É algo que você quer?

Madona: É, na verdade não. Quer dizer, você poderia me ajudar.

Madona se levanta, pega a bolsa dentro do closet e retira um dinheiro.

Madona: Otilha, você tem filhos?

Otilha: Sim, senhora. Eu tenho dois meninos e duas meninas.

Madona: Acredito que você faria de tudo para fazer eles felizes não é? Por acaso vocês costumam passear?

Otilha: Não, Madona. Nós somos pobres, ainda mais depois que meu falecido marido caiu nos braços de Morfeu, ficou somente eu e as crianças. Tudo é muito difícil para nós. Ainda bem que tenho esse emprego.

Madona: Otilha, eu ainda não sou mãe. Mas, eu se eu já fosse iria querer fazer tudo de melhor para os meus filhos.

Madona retira o dinheiro da bolsa e coloca na bandeja do suco.

Madona: Otilha, por acaso você confia na Socorro? Você acha que Dona Eva precisa desses remédios todos?

Otilha: Olha, pra falar a verdade o Afrânio sempre dizia que Dona Eva nunca precisou de remédio coisa nenhuma, e que ela sempre estava disposta quando não estava dopada de remédios. Mas, como seus filho e neto nunca paravam em casa nunca deram conta disso.

Madona: Interessante. Otilha, e como era a relação da Socorro com o Afrânio? Porque até onde eu sei eles eram os funcionários mais antigos da mansão.

Otilha: Eles não eram muito amigos, não. Na verdade a Socorro sempre foi muito na dela, bem discreta.

Madona: Você acha que a Socorro teria coragem de fazer algo contra o Afrânio?

Otilha: É isso eu não sei …

Madona retira outra nota da bolsa, deixando visualmente percebível.

Otilha: Eu não sei. Mas, não boto minhas mãos no fogo. Madona, eu já posso ir?

Madona: Sim, fique à vontade. Adorei nosso papo de amigas.

Otilha leva a bandeja, juntamente, com o dinheiro.

Madona: Obrigado.

Otilha sai do quarto.

Madona: Eu sabia que tinha algo estranho nessa história. Amanhã eu vou seguir ela, e já sei quem vai me ajudar! O Raoni, vou até ligar pra ele agora!

CENA 05 – INTERNO/ RUA/ NOITE

Ritinha e Antonella se aproximam de Raoni.

Ritinha: Chegamos, Raoni. Bora pro hospital?

Raoni: Primeiramente, Ritinha a mãe dessa menina sabe que você está saindo com ela?

Ritinha: Raoni eu sou a babá dela, então eu sou a responsável por ela.

Raoni: Eu posso ser meio pateta, as vezes, até concordo. Mas não podemos sair com ela, pois a garota é menor de idade.

Antonella: Raoni, por favor. É caso de vida ou morte. Eu nunca te pedi nada.

Antonella finge choro, e o celular de Raoni toca. 

Ritinha: Quem é ?

Raoni vê o nome de “Madona” no visor.

Raoni: Não é ninguém de importante. Vamos.

Eles entram no carro.

CENA 06 – Interno/ Festa / Noite

Alice Brasil e Lucas Roberto posam ao lado de Rodolfo e Ricardo, para as lentes de Vanessa.

Vanessa: Só mais uma pessoal.

Vanessa registra a foto.

Vanessa: Valew, galera!

Algumas convidadas se aproximam de Lucas para fotografarem com ele. 

Lucas: Vem Alice.

Alice repara nas janelas do salão e lembra de sua infância. 

Alice: Esse lugar me lembra algo …

 (LEMBRANÇA)

Alice fica atrás de um cortina olhando para a passarela. Uma mulher se aproxima dela.

Mulher: Alice, minha filha encare seus medos. Você é uma artista e nasceu para brilhar. Essa noite será sua. Daqui você irá rodar o mundo. Mas, nunca se esqueça, jamais perca sua humildade. Sua humildade é sua maior beleza!

A mulher beija o rosto de Alice. Alice desfila, brilhantemente, na passarela. Alice se lembra de Daniel na fileira lhe aplaudindo, ao lado de Eva.

Alice: Lembrei! Eu lembrei.

Alice corre pelo salão a procura de Rodolfo, e se depara com Kaio e Vitor.

Alice: Eu lembrei!

Kaio: Lembrou de que?

Alice: Eu lembrei quem eu era, quem eu sou. Lembrei de minha essência, de minha verdade. Eu lembrei!

Alice abraça Vitor fortemente.

Rodolfo se aproxima.

Rodolfo: O que houve Alice? Esqueceu da discrição?

Alice: Eu voltei! Eu voltei,Rodolfo!Eu recordei de minha infância, de minha mãe, do Dani.

Rodolfo: Graças a Inês Brasil, já podemos marcar sua nova temporada. E sumir desse fim de mundo.

Kaio: Rodolfo olha como você fala de minha cidade.

Lucas Alberto se aproxima deles.

Alice: E nesse fim de mundo que eu nasci e cresci. Eu não quero mais voltar para Paris, quero ficar aqui no Brasil. Minha mãe disse que a maior beleza é a humildade, e, confesso, que preciso recuperar a minha. Preciso de um tempo longe dos holofotes, preciso ser eu de verdade, e não mais uma marca.

Lucas: Tem certeza, gatinha?

Alice: Certeza, absoluta.

CENA 07 – INTERNO/ FESTA/ NOITE

Flora e Rudá assistem aos acontecimentos chocados com a atrocidade falada pelo homem à Gisela.

Flora: Não é possível que ainda existam pessoas capazes de ofender uns aos outros pela cor. Deplorável.

Rudá: São pessoas sem total humanidade. Doutora Gisela é uma excelente profissional, deixa de passar muito tempo com sua filha para se dedicar a profissão. Só um babaca para ofendê-la dessa forma.

Flora: Espero que esse babaca sofra as consequências. Vamos aproveitar o resto da festa?

Rudá: Claro, ainda tem comida, vamos.

Flora: Pelo amor de Deus, você é uma criança.

Os dois seguem para a mesa de frios, flora ainda rindo das bobeiras de Rudá.

CENA 08 – INTERNO/ HOSPITAL/ NOITE

A enfermeira tenta de todas as formas manter a estabilidade de Thor junto com o medico plantonista.

Enfermeira: O paciente já não está mais respondendo a medicação intravenosa, doutor.

Plantonista: A pressão arterial também está caindo cada vez mais.

Os dois se olham, temendo pelo futuro do paciente.

Plantonista: Peça um exame rápido, precisamos ver como o vírus está, só assim saberemos agir enquanto a Dra. Gisela não chega.

A enfermeira segue rapidamente para a coleta de sangue alertando a recepção para tentar o contato com Dra. Gisela.

CENA 09 – INTERNO/ RUA/ NOITE

Raoni chega com Ritinha e Antonella no estacionamento do salão de festas onde ocorre o baile do hospital.

Raoni: Pelo amor de Deus, Ritinha. Vê se toma cuidado com essa criança!

Ritinha: Fica calmo, espera ai que vamos ver se conseguimos pegar a Dra. Gisela… Não sai daí!

Raoni: Tá bom, vão logo!

Antonella: Vamos logo, Ritinha!

Ritinha e Antonella chegam até o portão de entrada e falam com a recepcionista.

Antonella: Oi, preciso falar com a minha mãe, é urgente!

Segurança: Mais uma querendo entrar de penetra… Essa não cola, criança.

Antonella: Minha mãe é médica, ela tem uma chamado de urgência, eu preciso avisar a ela.

Segurança: Vai brincar de Barbie, ou melhor, essa hora é hora de criança dormir.

O segurança vira as costas e fecha a porta de vidro.

Ritinha: Antonella, não deu! O que vamos fazer agora?

Antonella: Ah, mas alguém vai me ouvir…

A menina resolveu bater e gritar na porta.

Antonella: MÃE, MÃE! É O THOR, ELE TÁ MAL! MÃE ATENDE…

Segurança: ô garota, dá o for daqui, ou vou chamar a polícia…

Ritinha: Não precisa não moço, já estamos indo.

Ritinha pega Antonella a força que ainda chamava pela mãe e a leva para o carro de Raoni.

Ritinha: Toca para o hospital.

Raoni olha preocupado para a cena: Antonella chorava compulsivamente, mas segue o pedido de Ritinha.

CENA 10 – INTERNO/ HOSPITAL/ NOITE

A enfermeira chega com o exame de Thor pronto para o plantonista, que o analisa cuidadosamente.

Plantonista: Sabia. A bactéria da pneumonia se alastrou, o quadro se desenvolveu.

Enfermeira: O que devemos fazer então?

Plantonista: Máximo isolamento, pois o vírus é transmissível. Mande chamar a Dra. Gisela pelo microfone da festa. Precisamos dela urgente e da infectologista. Corremos risco grave de perder o paciente.

Enfermeira: Ok, vou tomar as providências.


FIM DO 23° CAP.


#Vem aí:

Escrita por

Ronald Onhas

Colaboração

Nathália Dias

Direção

Vinny Lopes

Realização

ADNTV Ficção 2016


A Rosa & o Beija-Flor – Capítulo 20

UMA NOVELA DE RONALDO ONHAS


CAPÍTULO XX



Vitória e Socorro se abraçam.

Vitória: Eu já lhe disse o quanto sou apaixonada por você?

Socorro: Acho que apenas umas quarenta e seis vezes hoje.

As duas riem.

Socorro senta no colo de Vitória, demonstrando uma intimidade subjetiva.

Socorro: Às vezes eu fico pensando …

Vitória: Sobre?

Socorro: Será que vai valer a pena? Todo esse plano para ficarmos com uma fortuna que é sua de direito?

Vitória: Claro que vale a pena. Nós ainda vamos rir disso tudo. A família Castro tem muito dinheiro e pegar um pouquinho do que é meu não tem problema.

Socorro: Vitória, porque você odeia tanto sua mãe?

Vitória: Eu não odeio, mamãe. Eu apenas …

Vitória respira ofegantemente.

Vitória: Apenas prefiro não ter amor por ela. Mamãe sempre deu mais amor e carinho pro Daniel, além disso a Dona Eva, santa e pura, dava mais atenção ao Kaio, aquela bicha nojenta, do que a mim. Eu, Vitória Botelho Castro sempre fui a rejeitada.

Socorro: Não era mais fácil mudar para outro país ou sei lá, sumir do mapa?

Vitória: Claro que não. Porque mudar de pais se eu podia fazer melhor? Simular uma morte. Uma morte perfeita, meu plano deu mais certo do que eu pensava. Mamãe ficou doente e pagou na mesma moeda por sempre ter me destratado.

Socorro: Tadinha da Dona Eva, as vezes tenho pena dela.

Vitória: Aé, Socorro? Quem tem pena é galinha, tá! Trate de aumentar as doses dos medicamentos da Dona Eva, preciso descobrir onde minha mãe está guardando as jóias dela. Tenho certeza que está na mansão.

Socorro: Mas, onde? Já revirei aquela casa de cima pra baixo.

Socorro vê o celular vibrar.

Socorro vê a ligação perdida no seu celular.

Socorro: Preciso ir, o serviço me espera.

Vitória: Quem era?

Socorro: É uma das novas empregadas dizendo que sua mãe já acordou …

Vitória: E elas são de confianças?

Socorro: Depois de uma quantia boa de bufunfa, quem não é confiável?

Vitória: Cuidado com a Maria golpe do baú. Ela pode ser um perigo.

Socorro: Já estou de olho nela. Mas, acho melhor darmos um jeito nela.

Vitória: Vou pensar em algo, mas nada de morte. Já chega de assassinato por aí.

Vitória ri.

Socorro: Deixa eu ir. Seu filho está em casa hoje então já´viu …

Socorro dá um beijo na testa de Vitória.

CENA 02 – INTERNO/ MANSÃO/ AMANHÃ

As empregadas colocam alimentos na mesa, enquanto Victor e Eva comem algumas frutas. Madona, se aproxima da mesa e observa a mesa gigantesca com variedades de alimentos e frutas.

Eva: Bom dia, moça. Venha tomar café conosco.

Madona: Bom dia, Dona Eva.

Victor: Madona, sente-se. E fique a vontade, a casa também é sua.

Victor se levanta e puxa a cadeira para Madona sentar. Madona envergonhada se senta ao lado de Eva.

Victor: Madona, você precisa se alimentar. Afinal uma grávida precisa de alimentação saudável, por isso já contratei a nutricionista da empresa para nos auxiliar com sua gestação.

Madona: É tanta coisa que nem sei por onde começar a comer?

Victor: Comece pelo começo.

Victor ri e admira Madona, encabulada, com a quantidade de comida.

Kaio entra na mansão.

Kaio: Uhul, cheguei.

Eva: Meu filho, que bom te ver.

Kaio: Como assim você teve alta do hospital e eu não fique sabendo? Obrigado, Victor Castro por me avisar. Você é um imprestável.

Kaio beija Eva.

Victor: Fui buscar a vovó hoje de manhã.

Kaio repara em Madona.

Kaio: Você? Aqui?

Madona: Eu …

Kaio: Não precisa me explicar, já entendi tudo. Eu só vim ver minha madrinha querida, porque hoje dia será cheio. Cadê aqueles modelos de nariz em pé?

Rodolfo, Alice Brasil e Lucas Alberto descem as escadas.

Rodolfo: Estamos aqui, Kaio.

Kaio: Meu Deus, está casa virou uma pensão?

Os três se juntam a mesa com Madona, Eva e Victor.

Victor: Você sabe muito bem que essa casa tem 9 quartos vazios. Por que não recebermos hospedes?

Kaio: Não quero, saber. O Alice e Lucas, agilizam aí que eu preciso de vocÊs.

Rodolfo: O que você quer com o meus meninos?

Kaio: Rodolfo não vem dá uma de materna não, ok? Eu preciso fazer um entrevista com os dois, aproveitar que eles estão hospedados de graça aqui na casa de madrinha quero usar a imagem deles para promover o aniversário de 30 anos da empresa.

Rodolfo: Mas…

Kaio: Mas, nada. Eu vou conversar com o Victor e já volto.

Victor: Licença, pessoal.

CENA 03 – INTERNO/ ESCRITÓRIO DE VICTOR/ MANHÃ

Kaio: Só uma pergunta: o que você tem na cabeça? Me responde.

Kaio encara Victor seriamente, que está sentado na cadeira. Victor continua em silêncio.

Kaio: Hospedar esse monte de gente, doida e com o ego inflamado aqui na mansão? Olha o estado de saúde de madrinha, Victor. O que você tem na cabeça? E agora essa garota, qual mesmo o nome dela? Lady Gaga? Não .. é Katy Perry. Ah, lembrei Madona.

Victor: Se você se importasse de verdade com a vovó, você iria entender que ela precisa de alegria, de casa cheia, de paz na vida dela. E você é um ótimo afilhado, sabia? Em vez de ficar fazendo intrigas e fofocas por aí, por que não vem visitá-la de vez em quando? Todas as vezes que você dá aquelas saidinhas para pegar seus “boys”, por que não veio visitar vovó?

Kaio se irrita.

Kaio: Como você se atreve a dizer isso? Você é muito prepotente, né? Achei que seu relacionamento com a Flora tivesse semeado um pouco de paz em você. Você vai assumir o filho dessa aí? Você sabe que esse filho não é seu. Qual é a sua Victor Castro? Você acha que é coincidência a morte do seu tio, depois a morte do Afrânio. Quem será o próximo a morrer? Será que eu serei a próxima vítima? Para de doidera, garoto. Tá pirando igual sua mãe?

Victor se enfurece e agarra a gola da camisa de Kaio.

Kaio fica enfurecido.

Kaio: Nunca mais ouse colocar suas mãos imundas em mim, Victor Castro. A partir de hoje você tem um inimigo e quando tudo desabar não conte comigo.

Kaio sai do escritório batendo, fortemente, a porta.

CENA 04 – INTERNO/ LANCHONETE DA BARTIRA/ MANHÃ

Rudá chega, aparentemente, animado do serviço. Bartira coloca as cadeiras da lanchonete no chão e repara no filho.

Rudá: Bom dia para a melhor mãe do mundo.

Rudá um beijo em Bartira.

Bartira: Ou você ganhou mais um presente de seus pacientes ou você viu o passarinho verde.

Rudá: Verde, azul, amarelo… acho que ele era colorido, mãe.

Bartira: Esse passarinho tem nome?

Sérgio, de longe, finge lavar a louça da pia.

Rudá: É a Flora, mãe.

Bartira senta em uma das mesas.

Bartira: Flora? A namorado do Victor …

Rudá: Não, mãe. Flora, a ex-namorado do Victor …

Sérgio seca as mãos e sai pela porta dos fundos.

Bartira: Filho, você acha que deve se envolver com essa garota?

Rudá: Mãe, eu estou apaixonado por ela, e vou levá-la para o jubileu de ouro do hospital.

Bartira: Meu filho se é isso que você deseja eu te apoio. Afinal você é um rapaz tão bondoso, com certeza merece ser feliz ao lado de alguma garota bacana.

Rudá: Te amo, mãe. Obrigado.

Rudá abraça Bartira.

Rudá: Cadê o mano? Ele sempre abre a lanchonete com você. Ele ainda está nos braços de Morfeu?

Bartira: Rudá, seu irmão está na fossa. Ele precisa muita da gente.

Rudá: O que houve?

Bartira: Madona terminou com ele. Ele está arrasado. E o pior, parece que ela estava grávida de outro. Viu, quando eu falava que essa menina não prestava vocês não gostavam.

Rudá: Poxa, meu irmão deve tá malzão. Vou lá falar com ele rapidinho, afinal já tenho que voltar para o meu segundo plantão.

CENA 05 – INTERNO/ MANSÃO/ MANHÃ

Queiroz entra na mansão com um buquê de flores. Eva se surpreende com a presença de Queiroz em sua sala.

Eva: Bom dia, Queiroz. Você por aqui meu amigo? Como via?

Queiroz: Tudo ótimo, dona Eva. E com a senhora?

Eva: Muitíssimo bem, Queiroz.

Queiroz: Eu não tive a oportunidade de lhe visitar no hospital então quando soube de sua recuperação resolvi vim lhe visitar.

Eva: Queiroz, fico tão feliz em tê-lo aqui. É tão nos encontrarmos, afinal nós éramos um quarteto imbatível né? Eu, você, Bartira e o falecido, Vicente.

Queiroz: Vicente, era um homem bom. E também um excelente amigo.

A empregada entrega uma xícara de chá aos dois.

Queiroz: Dona Eva, preciso contar um negócio pra senhora. Não tenho mais como guardar isso.

Eva: O que foi, Queiroz? Alguém está destratando o você? Não me diga que vai pedir demissão!

Queiroz: Não, nada disso. Eva, eu sempre fui apaixonado pela senhora. Só que não tinha coragem de falar.

Eva: (em choque) Sério, Queiroz? Nunca percebi nada. Nós sempre fomos grandes amigos.

Queiroz: Sim. Eu sempre tentei disfarçar, porque eu sempre tive respeito pelo falecido Vicente, mas a verdade que todas as cartas que ele lhe entregava na adolescência, era quem escrevia. Escrevi todas as cartas, mas nunca tive a coragem de me declarar para você.

Eva: Ah, Queiroz. Estou surpresa! Você sempre se demonstrou ser tão apaixonado pela Fátima, sua falecida esposa. E criaram o Pedro, que é aquele menino tão profissional. Você me pegou de surpresa. Mas, acho que já passamos dá época de pegação!

Queiroz: Por favor, Eva. Me dê essa chance de lhe amar, como eu sempre sonhei.

Queiroz: Mas eu sempre quis ser mais do que isso.

Queiroz ameaça um beijo em Eva.

Eva: Tem certeza que devemos, Queiroz?

Queiroz: Eu nunca tive tanta certeza na minha vida.

Queiroz e Eva se beijam, poeticamente.

CENA 06 – INTERNO/ APÊ DAS MENINAS/ MANHÃ

No banheiro, Flora toma banho, enquanto Vanessa arruma a bolsa de fotografia na sala.

Vanessa: Flora, to indo, gata. Vou fazer a coletiva de imprensa com Alice Brasil e o gato do fotografo top das estrelas Lucas Alberto.

Flora: Vanessa não se esquece que você vai a trabalho, então nada de tietagem, por favor.

Vanessa: Fui, até mais.

Vanessa sai e fecha a porta.

Sérgio, sorrateiramente, abre a porta da sala do apartamento das meninas e desliga o registro de energia do apartamento.

Flora: Ué, gente? Será que esse chuveiro queimou? Não acredito, estou cheia de sabão.

Flora se enrola na toalha, e sai do banheiro. Flora se aproxima do registro de energia, mas é surpreendida por Sérgio.

Flora: Seu maníaco, sai daqui. Se você não sair eu vou começar a gritar.

Sérgio: Você vai fazer o que eu mandar. E a primeira coisa é terminar o seu rolo com o Rudá.


FIM DO 20° CAP.


#DIA 8 – ESTREIA:

Escrita por

Ronald Onhas

Colaboração

Nathália Dias

Direção

Vinny Lopes

Realização

ADNTV Ficção 2016


A Rosa & o Beija-Flor – Capítulo 19

UMA NOVELA DE RONALDO ONHAS


CAPÍTULO XIX



Raoni: Eu vou ser papai!Não, acredito!

Raoni levanta Madona no ar.

Madona aparenta uma fisionomia séria.

Raoni: Eu já tenho até ideias de nomes. Se for menino vai ser Neymar, e se for menina …

Madona interrompe Raoni, bruscamente.

Madona: Raoni, esquece isso. Você não vai escolher nome nenhum.

Raoni: Nem vem, Madona. Eu sou o pai, também tenho direito de escolher. A gente pode colocar nome duplo ou até então… Já sei … Podemos fazer um sorteio, que tal?

Madona: Raoni, larga de ser burro. Você não entendeu. Esse filho não é seu.

Raoni: O que? Mas, como assim? Madona então você me traiu?

Raoni se desespera e começa a chorar.

Madona: Raoni, a gente tinha dando um tempo.

Raoni: Não, não pode ser. Esse filho tem que ser meu.

Raoni encara Madona, seriamente, com os olhos cobertos de água.

Raoni: De quem é esse filho? Me conta.

Madona: Você não conhece.

Raoni: Me conta, eu tenho direito de saber.

Raoni aperta os braços de Madona, que se assusta.

Raoni: Fala!

Madona: Raoni, você tá me assustando. Se acalma.

Raoni: Me fala Madona.

Madona: É o Victor Castro.

Raoni: Victor Castro? O ricaço?

Raoni gargalha, sarcasticamente, na cara de Mdona.

Raoni: Entendi tudo. A velha história do golpe do baú. Parabéns, Madona.

Madona: Cala a sua boca, Raoni. Eu nunca faria isso. Eu sempre te amei, seu idiota!

Raoni: Amou? Você sabe o que é amor? Você não presta, Madona. Vai atrás do seu ricaço, vai!

Madona chora copiosamente.

Madona: Me perdoa, Raoni.

Raoni: Sai daqui, sumaaaaaaaa daqui. Suma da minha vidaaa!

Madona sai do bar, chorando.

Raoni senta-se à mesa do bar e chora, copiosmente.

CENA 02 – INTERNO / HOSPITAL/ TARDE

A secretária do administrativo verifica a agenda de eventos do hospital e avisa ao seu chefe as ações que aconteceram.

Secretária: Dr. Marcos, o senhor tem algumas reuniões com o conselho médico. Há também a festa anual que o hospital executa para levantar fundos para os projetos sociais.

Dr. Marcos: Ah, que maravilha. Peça que a organizadora venha falar comigo. Espero que todos os funcionários já tenham recebido seus convites.

Secretária: Sim, senhor. Os convites já foram enviados. Inclusive, a temática da festa deste ano será anos 50, em homenagem ao jubileu de ouro!

Dr. Marcos: Maravilha! Espero que tudo já esteja mobilizado, quero muita alegria, temos o que festejar.

CENA 03 – EXTERNO / HOSPITAL/ REFEITÓRIO/ TARDE

Sara, Miguel e Rudá conversam enquanto lancham na cantina do hospital “Madre Gertrudes”.

Sara: Vocês viram que arraso o convite do baile?

Miguel: Fino e rico. Estou com expectativas para esse baile.

Sara: Mas acho que o melhor de tudo é saber que podemos levar acompanhante!

Rudá, que antes estava só escutando seus colegas, entusiasmou-se com a afirmativa de Sara.

Rudá: Sério isso?

Miguel: Sim, sim! É jubileu de ouro né, o hospital quer verba!

Rudá observa que os colegas voltam a comentar sobre o evento, mas fica pensativo.

Sara: Quem você vai trazer, Miguel?

Miguel: Ainda não convidei, mas vocês saberão!

Sara olha desconfiadamente para Rudá.

Miguel: Larga de ser curiosa, Sara. E você Rudá parece que ficou entusiasmado? Pretende trazer alguém em especial. Conta para a gente!

Rudá: Surpresa. Vão ficar querendo saber. Seus curiosos.

Rudá termina o suco.

Rudá: Deixa eu ir, que daqui a pouco já vai acabar meu plantão. Beijos.

Rudá esbarra sem querer em outro funcionário. Sara e Miguel assistem a cena, e riem.

Rudá sai do refeitório.

CENA 04 – EXTERNO/ HOSPITAL/ ESTACIONAMENTO/ TARDE

Rudá sai do hospital e vai em direção ao carro. Rudá olha para o carro e se lembra de Flora.

Rudá: Será que devo?

Rudá abre a porta do carro.

Rudá: Não custa tentar.

Rudá pega o celular.

Rudá: Alô, Flora?

Flora atende a ligação.

Flora: Rudá? Aconteceu alguma coisa?

Rudá: Nãao… Tipo, você me deu seu telefone, né? Posso falar com você um minutinho?

Rudá fica esperando a resposta da moça.

Flora: Claro, posso conversar por uns minutos. Afinal, minha vida por aqui já está todo organizada.

Rudá: Não ficou gripada por aquele dia na chuva? Ficou tudo bem depois?

Flora: Tudo bem sim, mas para de enrolar. Conta ai o que quer!

Rudá: Já ouviu falar que todos os anos o hospital faz uma festa para arrecadar fundos para os projetos sociais?

Flora: Não sabia. Conta como é!

Rudá: Então esse ano o tema é anos 50, temos direito a um acompanhante e…

Flora: E …

Rudá: Vem comigo, Flora?

A linha telefônica fica em silêncio.

Flora: Eu vou adorar Rudá!

Rudá: Isso! Vai ser ótimo! É… Nos falamos depois, Flora. Beijo na testa!

Rudá encerra a chamada rapidamente. Com o coração acelerado e feliz da vida por Flora estar com ele no baile, já era um bom começo.
CENA 05 – INTERNO / HOSPITAL/ NOITE.

Gisela e Miguel conversam no horário de descanso.

Gisela: Antonella me deu um cansaço esse dia que ela veio ficar aqui comigo. Ela está ficando uma pequena pestinha!

Sara: Doutora, animada para o baile?

Gisela: Um pouco, vamos ver como será na próxima semana.

Enquanto os dois conversam, há uma batida na porta e um homem engravatado aparece na porta.

Gisela: Por quem procura?

Homem: Doutora Gisela.

Gisela: Sou eu mesma, em que posso ajudar?

Homem: Sou oficial de justiça, vim tratar sobre o caso de racismo. Posso ter uma palavrinha com a doutora?

Gisela: Claro, vamos até a minha sala. Com licença, meninos.

Gisela entra em outra sala, acompanhada do homem.

Sara: Então era verdade o burburinho que rondava?

Miguel: Pelo visto, sim. Acho muita coragem da parte dela.

Sara: Coragem, por quê? Ela está no direito dela Miguel, em pleno século 21 ainda existir racismo, é o fim.

Miguel: É, você tem razão.

Sara: Vamos parar de papo fiado que a madrugada será longa.

CENA 06 – INTERNO / CASA DE MADONNA/ NOITE

Madona coloca suas roupas dentro de uma mala, enquanto chora. Madona escuta alguém gritando seu nome. Madona abre a janela e se depara com Victor.

Madona: Você? Vai embora!

Madona fecha a janela na cara de Victor.

Victor: Madona, por favor! Eu sei que eu errei com você. Mas, quem nunca errou não é mesmo? Eu preciso conversar com você. Eu estou disposto a assumir o meu filho. Por favor.

Madona abre a porta e sai na rua, ficando de frete para Victor.

Madona: Eu vou sumir desse lugar!Você nunca mais verá o seu filho…

Victor: Por favor, Madona. Eu te imploro.

Victor se ajoelha no chão e grita, fazendo com que todos olhem para os dois.

Victor: Por favor, Madona! Eu perdi meu tio recentemente, meus pais são falecidos, e minha avó está com problema de saúde, e agora a morte do Afrânio aquela casa precisa de vida nova, por favor, me dê à chance de cuidar desse filho!

Victor chora.

Victor: Por favor!

Madona: Tá bom, afinal o meu filho precisa de um pai. Eu fui criada sem pai e sei como é sentir a ausência do pai, enquanto todas as minhas coleguinhas da escola tinham um pai. Eu vou morar com vocês.

Victor: Se jura? Não estou acreditando.

Victor abraça Madona, e a levanta no alto.

Victor: Vamos agora mesmo para casa.

Madona: Eu nem imagino eu morando naquela mansão.

Victor pegas as malas de Madona.

Victor: Vocês serão muito felizes, lá!

Raoni vê de longe, Madona entrar no carro de Victor.

Raoni enche os olhos de lágrimas.

Raoni: Eu te odeio Madona.

Bartira: Não fique assim, filho.

Raoni: Eu perdi a mulher da minha vida!

Raoni sobe as escadas, tristemente.

Bartira: É dona Madona a senhora conseguiu dar o golpe do baú.

No outro dia

CENA 07 – EXTERNO / HOSPITAL/ MANHÃ

As organizadoras do evento beneficente correm contra o tempo. A festa está sendo minuciosamente organizada pela equipe contratada contando com a ajuda de um profissional do hospital.

Sara: Nem acredito que estou ajudando nisso. Esta ficando tão lindo. Afinal, sempre é escolhido alguém do quadro de funcionários para que tudo fique com o jeito do funcionamento do local. E ser a escolhida não é para qualquer pessoa.

Organizadora: Gostou? Desta vez nós vamos contar com a apresentação de bandas e a novidade maior é grupo de dançarinos que irá animar os médicos.

Sara: Espero que assim os ricaços doem mais verba! Você já tem a lista parcial dos confirmados?

Organizadora: Tenho sim, pode olhar aqui.

Sara se dirige a uma mesa vazia e começa a procurar por quem iria e quem não iria.

Sara: Será que agora eu consigo saber quem é a pessoa misteriosa com quem o Miguel fica cochichando no telefone por aí?

CENA 08 – INTERNO/ CASEBRE ANTIGO/ MANHÃ

Socorro entra num quintal de um casebre antigo e abandonado. Socorro olha sequentemente para trás observando se estava sendo seguida. Socorra entra no casebre. Os moveis estão todos com uma espécie de lona, fazendo o local ter uma aparência de abandonado. Socorro entra e vê uma pessoa descendo as escadas do casebre. A pessoa veste um sobretudo preto, e também luvas pretas.

Alguém: Pensei que não viria mais.

Socorro: Hoje foi mais difícil para vim lhe ver. A mansa estava cercada de investigadores.

A pessoa entona uma voz de preocupação.

Alguém: Mas, alguém lhe viu?

Socorro: Calma, a ninguém me viu. Fiz tudo como das outras vezes. Despistei a todos, e sai pela saída de emergência.

Alguém: Ótima ideia! Você foi genial! Quer dizer como sempre. Se não fosse você nada disso estaria dando certo.

Socorro: Qual será o nosso próximo passo?

Alguém: Matar aquela garota e o bebê dela.

Socorro: A Madona?

Alguém: Sim, depois nós damos um jeito no meu filhinho, querido.

(Câmera dá close no rosto de Vitória)

Socorro: Vitória, você é genial.


FIM DO 19° CAP.


#DIA 8 – ESTREIA:

Escrita por

Ronald Onhas

Colaboração

Nathália Dias

Direção

Vinny Lopes

Realização

ADNTV Ficção 2016


A Rosa & o Beija-Flor – capítulo 18 

UMA NOVELA DE RONALDO ONHAS


CAPÍTULO XVIII



Victor se aproxima da janela de sua sala e fica olhando para o aviário. Victor se lembra de seu beijo com Flora.

Alguns dias depois

CENA 02 – INTERNO/ FLORICULTURA / MANHÃ

Queiroz aproxima-se de Pedro, que examina um conteúdo de terra dentro de um reservatório.

Queiroz: Filho, não consigo gostar dessa Flora. Ela não me passa uma boa impressão. Sinto que ela é falsa, dissimulada, má.

Pedro: Da onde você tirou isso, pai? Alguém tá enchendo sua cabeça com essas minhocas? Ela é uma ótima profissional, sempre disposta a ajudar.

Queiroz: Não, ninguém tá falando isso pra mim. Mas, ela não é isso que aparente ser. Eu tenho certeza.

Pedro: Ela te destratou, pai? Tá acontecendo alguma coisa que eu não estou sabendo?

Queiroz: Claro que não, filho. Se tivesse, eu falaria. Deve ser impressão minha então.

Pedro: Também acho que é cisma sua. E não se esqueça que ela pode ser a futura dona dessa empresa, então nada de treta com ela, pois eu preciso desse emprego para conseguir casar com a Helena.

Queiroz: Fique tranquilo, meu filho. Deixa eu ir ver os roseirais.

Queiroz sai da sala.

CENA 03 – INTERNO/ FLORICULTURA / MANHÃ

Dionísio ensaia com Helena sua declaração para Betina, segurando o buquê de flores. Pedro chega e os observa.

Dionísio: Ah, você sabe que eu te amo muito.

Dionísio ajoelha-se e abre a caixa dos anéis. Pedro observa a cena intrigado.

Helena: Nossa, Dionísio. Eles são lindos!

Dionísio: Quer namorar comigo, meu amor? Diz que sim, eu sempre fui apaixonado por você!

Pedro sai de trás da bancada de flores.

Dionísio: Oi, Pedro!

Pedro: Posso saber o que tá acontecendo aqui? Que palhaça é essa, Dionísio!

Pedro se irrita.

Helena: Não é isso, Pedro. Eu estou apenas ajudando o Dionísio.

Helena se aproxima de Pedro para beijá-lo, mas Pedro rejeita o beijo.

Pedro: Ajudando ele no quê? Pra ver o melhor jeito pra ele se declarar pra você e anunciar que você me traiu?

Dionísio: Que isso, Pedro?! A Helena me deu conselhos pra eu me declarar pra Betina. Po, você sabe que eu sou louco na Betina, mano!

Pedro: Ah, me engana que eu gosto. Sempre te tratei bem e você faz isso comigo, Helena?! E você, Dionísio, toma isso.

Pedro dá um soco no rosto de Dionísio, que cai. Helena tenta separar a briga, aos gritos. Dois funcionários da empresa passam e separam a briga. Um funcionário segura Pedro, que está descontrolado de raiva, e o outro funcionário segura Dionísio.

CENA 04 – INTERNO/ FLORICULTURA / MANHÃ

Queiroz está na sala de flora mexendo em seus documentos pessoais. Flora entra na sala, e presencia Queiroz mexendo em sua mesa. Queiroz simula está fazendo outra coisa.

Flora: Oi, Queiroz. Está procurando alguma coisa? Eu posso te ajudar?

Flora encara Queiroz, que fica, aparentemente, desconcertado.

Queiroz: Nada não, Dona Flora!

Flora: Já te falei para não me chamar de Dona Flora. Então …Nada mesmo?

Flora insiste.

Queiroz: Nada mesmo!

Flora: Tudo bem. Mas, se você estiver precisando de algo, pode me falar. Só quero as coisas certinhas aqui dentro, ok? Hoje o dia será atarefado preciso recolher o solo de quase toda a plantação. O dia será cheio! E você já verificou o aviário, hoje?

Queiroz: Ainda não, já estou indo para lá. As flores me esperam. Já estou saindo.

Queiroz sai da sala. E Flora verifica seus documentos.

Flora: O que será que ele queria? Será que o Queiroz é o envenenador? Vou ficar de olho nele! Mas, deixa eu voltar ao trabalho.

CENA 04 – INTERNO/ EMPRESA / TARDE

Jéssica entra na sala de Victor.

Jéssica: Oi, Victor. Vim te fazer companhia. Falaram que você estava sozinho o dia todo. Não é bom ficar sozinho, ainda mais quando estamos tristes.

Victor: Estou chateado por causa de tudo que andou acontecendo. A morte do Afrânio e o meu término com a Flora, esse filho que eu não esperava. Tudo assim de repente.

Jéssica: Você não precisa ficar assim. O Afrânio sempre tava com um sorriso no rosto. Sei que é difícil, baby, mas tenta ficar mais alegrezinho.

Victor: Tá difícil, Jéssica. Você poderia me deixar sozinho um pouco?

Jéssica: Sinceramente, não. Vamos fazer alguma coisa. Vem pro shopping comigo! Vamos dá um rolé, igual antigamente.

Victor: Prefiro ficar aqui mesmo.

Jéssica: Ah, Victor. A Flora não merecia você. Você é muito pra ela.

Victor: Mas, é difícil terminar algo que deu tão certo.

Jéssica: Já que você não quer sair, vamos fazer algo aqui mesmo. Já sei! Vou contar uma piada. Essa é boa: por que uma mulher não pode ser eletricista?

Victor: Ah, sei lá.

Jéssica: Porque ela leva nove meses pra dar a luz!

Victor ri.

Victor: Gostei dessa. Só você, Jéssica, pra me fazer rir.

Jéssica: Ah, que bom que tá rindo.

Ruth bate na porta e entra.

Ruth: Jéssica, os dois já estão na sua sala!

Victor: Os dois brigões?!

Kaio entra na sala.

Jéssica: Vou demiti-los!

Kaio: Nada disso, Dona Jéssica. O Dionísio é apenas um estagiário, e, além disso, é seu estagiário. Lembre-se ele quebra todos os seus galhos. Se ele for demitido, o Rh vai demorar achar outro bom estagiário como ele. E eu não vou liberar a Betina para você.

Jéssica: Já vi que voltou com a macaca. Por acaso está de casinho com o estagiário?

Kaio: Você me respeita, Jéssica. Quem vive de casinho as escondido por aí.

Victor: Senhores, não comecem. Não vamos demitir ninguém, mas já os deixe avisados. Não podemos perder dois ótimos funcionários.

Jéssica: Victor, se você pretende guiar a empresa precisa ser mais rigoroso, e menos frágil.

Victor: Jéssica, eu aprendi muito bem com o meu tio Daniel, ele foi o meu melhor exemplo de como erguer das cinzas.

Kaio: Falando em Daniel, tenho que ir. Eu e Betina vamos entrevistar o gato do Lucas Alberto …

Jéssica termina a fala de Kaio.

Jéssica: O fotógrafo das estrelas … Ao contrário de alguns eu vou trabalhar. Beijos.

Jéssica sai da sala.

Kaio: Eaí? Você e Flora nada né?

Victor: Você tinha que lembrar desse assunto?

Kaio: Kaio sai dessa e vai cuidar de sua vida. Se a Flora não quer se feliz com você, vá atrás de sua felicidade com Madona. Olha, o exemplo de seu tio esperou tanto a pessoa perfeita, que infelizmente, faleceu sem ter uma família.

Victor: Quer saber? Vou atrás da Madona.

Kaio: Como assim? Agora?

Victor: Sim, preciso mudar a minha vida. Obrigado Kaio pela dica.

Victor dá um beijo na testa de Kaio e sai.

CENA 05 – INTERNO / HOSPITAL/ TARDE

Ricardo e Gisela conversam no corredor do terceiro andar.

Gisela: Esse negócio da Antonella ficar aqui no hospital não dá certo.

Ricardo: Mas, o que houve com a babá dela?

Gisela: A Ritinha se acidentou e está de repouso algumas semanas … Se Doutor Marcos brigar comigo …

Ricardo: Calma, Gisela. Não tem nada demais, nós também somos humanos, também temos vida e uma família. E cadê ela?

Gisela: Eu vou vê se ela esta na biblioteca do andar infantil, ela adora aquele lugar. Deixa eu ir procurá-la, Ricardo.

Ricardo: E eu vou para casa. Preciso cair nos braços de Morfeu.

CENA 06 – INTERNO / HOSPITAL/QUARTO DO THOR/ TARDE

Thor e Antonella conversam.

Antonella: Agora está na hora de eu ir, espero que minha mãe já tenha voltado.

Thor: Não fica triste por ela ter que trabalhar até tarde não, ela ajuda as pessoas a não morrer.

Antonella assente e se levanta indo em direção a porta.

Thor: Você já vai?

Antonella: Eu preciso ir, mamãe deve achar que estou lá na biblioteca. Deve está furiosa me procurando.

Thor: Por favor, volte mais vezes.

Antonella: Vou tentar. Reza para minha babá continuar de repouso, assim poderia sempre vir ao hospital.

Thor: Você promete?

Antonella: Vou tentar. Tchau, Thor!

Thor: Tchau, Antonella.

As crianças se despedem e a menina sai pelo corredor como se não tivesse invadido uma área perigosa e com risco de contagio.

CENA 07 – EXTERNO / HOSPITAL/CORREDOR/ TARDE

Gisela procura Antonella, desesperadamente, na biblioteca, do segundo andar.

Depois de muito tempo andando, Gisela avista um ser vestindo as roupas de segurança da internação, aquela cabeleira ela reconheceria em qualquer lugar.

Gisela: Antonella! Onde você estava? Porque não me obedeceu e ficou na sala?

Antonella: Relaxa, mãe. Eu já estava entediada de ficar lá na biblioteca. Vamos embora? Já estou cansada.

Gisela: Ué, sem reclamação nem nada?

Antonella revira os olhos para a mãe.

Antonella: Vamos, mãe.

CENA 08 – INTERNO/ BAR DA BARTIRA/ TARDE

Madona: A gente precisa conversar.

Raoni: Pode falar amor.

Raoni se aproxima de Madona para beijá-la, mas ela se recusa.

Raoni: O que foi?

Madona: Eu estou grávida!


FIM DO 18° CAP.


#DIA 8 – ESTREIA:

Escrita por

Ronald Onhas

Colaboração

Nathália Dias

Direção

Vinny Lopes

Realização

ADNTV Ficção 2016



A Rosa & o Beija-Flor – Capítulo 17

 

UMA NOVELA DE RONALDO ONHAS


CAPÍTULO XVII



Eva se desespera e desmaia.

Alice: Meu Deus, alguém ajuda aqui em cima.

Rodolfo e Lucas saem do quarto.

Rodolfo: O que está acontecendo? Por que esse policias?

Socorro sobe as escadas, para ajudar Eva que está desmaiada.

Socorro: Minha nossa Senhora, ajudai Dona Eva.

Iuri e Vicente tentam reanimar Eva, que está desmaiada. Victor entra na mansão e vê Eva sendo amparada por todos.

Victor: Vó?

Victor se desespera ao vê Eva no chão.

Victor: Vó, fala comigo. Eu não posso lhe perder.

Victor chora.

Vicente: Vamos levá-la para o hospital.

Lucas: Deixa que eu ajudo.

Lucas, Victor e Iuri carregaram Eva no colo, enquanto Socorro rezava, Alice Brasil e Rodolfo acompanhavam assustados.

CENA 02 – EXTERNO/ MIRANTE / MANHÃ

Flora acorda, sonolentamente, enquanto Rudá dorme no banco do motorista.

Flora: Rudá. Rudá.

Flora tenta acordar Rudá.

Flora: Rudá você não me acordou. Eu preciso ir pro meu emprego.

Rudá acorda.

Rudá: Oi? Eu to sonhando?

Flora: Acorda, garoto. Anda, eu preciso ir.

Rudá: Calma, moça. Você não parece uma botânica. Vamos apreciar a natureza.

Flora: Eu vou apreciar a minha mão na sua cara, sabia?

Rudá: Calma, calma. Eu preciso descansar, por acaso você que vim de dois plantões de 12 horas. Estou exasuto.

Flora: Você sabia que seu eu não for para casa agora eu posso ser demitida.

Rudá: Mas, você namora com o dono …

Flora: Não, namoro mais. E mesmo se namorasse…Vamos!

Rudá liga o carro e sai.

CENA 03 – INTERNO/ EMPRESA / MANHÃ

Betina sentada e Dionísio em pé, bebendo um café, admirando-a.

Betina: Ah, Dionísio, essa viagem do Kaio está me deixando tão atarefada.Estou ficando louca!

Dionísio: Mas, isso é um bom sinal!

Dionísio senta ao lado de Betina.

Betina: Bom? Estou tão cansada.

Betina finge dormir em cima da mesa.

Dionísio: Significa que ele confia em você. E você tem que se achar agora, porque a gente conhece o Kaio. Ele desconfia até da própria sombra.

Betina: Verdade. E você, Dionísio? Muito atarefado? Jéssica está lhe dando muito serviço extra. Porque aquela lá adora fazer a gente de escravo. Eu já fui estagiária dela, e sei bem como é.

Dionísio: Um pouco.

Betina: Ah, Dionísio, nem te contei a novidade! O Lucas Alberto, fotografo das estrelas está na cidade. Acredita?

Dionísio: E daí?

Betina: E daí?

Betina fica furiosa com o “pouco caso” de Dionísio.

Betina: Dionísio, o cara é o top das estrelas. Sucesso internacional, querido. Estou doido para conseguir uma entrevista com ele para o site da empresa. Quem sabe ele não faça álbum fotográfico comigo. Pode falar eu até sirvo para ser a nova Gisele.

Dionísio se mostra com ciúmes.

Dionísio: Toma cuidado! Esse cara não deve ter boas intenções. Daqui a pouco você tá tirando foto de biquíni e sem saber ele tá vendendo essas fotos por aí. Quer dizer para o mundo todo.

Betina: Cruzes, Dionísio. Está parecendo que você quem quer ver essas fotos minhas.

Dionísio: Eu tenho respeito por você, Betina, diferente desse fotógrafo.

Betina: Você nem conhece ele.

Dionísio: Muito menos você.

Betina: Não precisa se preocupar.

Dionísio: Ah, sei. Vou voltar pro meu trabalho. Até mais. Só acho uma roubada você correr atrás dele.

Betina: Até!

Dionísio sai da sala.

Betina fica admirando as fotos de Lucas Alberto na tela do computador.

CENA 04 – INTERNO/ FLORICULTURA / MANHÃ

Helena: Oi, Dionísio. Quer alguma coisa?

Dionísio: Mais ou menos. Quero conselhos seus.

Helena: Eu tenho cara de psicóloga agora?

Dionísio: Não, mas tem cara de conselheira amorosa.

Helena: Eu? Conselheira? Tudo bem que assisti aquele filme “Hicth, conselheiro amoroso” um zilhão de vezes…

Dionísio: Me escuta, Helena.

Helena: Ah, lá vem…

Dionísio: Enfim, eu quero saber como conquistar a Betina.

Helena: Bem, essa tarefa não é tão fácil, nem tão difícil. Não é tão difícil, porque ela se encanta facilmente com as coisas, mas não é tão fácil porque ela não está disposta a entrar num relacionamento sério.

Dionísio: Estou pronto para me declarar para ela. Mas, como eu posso conquistar ela?

Helena: Já que você veio aqui na floricultura, não custa nada levar umas flores pra ela. Outra coisa: ela adora jantares românticos. Por que você não leva ela em um restaurante bem romântico? Ela adora aquele japonês perto da empresa. Dionísio, usa essa sua cabeça para algo que não tenha a ver com tecnologia.

Dionísio: Sério? Eu detesto comida japonesa.

Helena: Ah, Dionísio, faz um esforço né?

Helena o encara seriamente.

Dionísio: Vou fazer. Por ela, iria até em restaurante de canibais.

Helena: Meu pai amado…

Helena ri.

Dionísio: Muito obrigado, Helena. Tô te devendo essa.

Helena: De nada. Vou me lembrar disso.

Dionísio: Pode cobrar. Então vou indo…

Helena: Não vai levar as flores não?

Dionísio: Ih, é. Já tava esquecendo.

Helena: Leva essas rosas. São por minha conta.

Helena entrega as rosas a Dionísio.

Dionísio: Valeu, Helena. Você pode me ajudar a ensaiar então?

Helena: Ensaiar sua declaração?

Dionísio: Sim.

Helena: Tá bom. Então vamos aqui pro canto! Para não sermos flagrados por nenhum chefe de mau humor.

Helena e Dionísio vão para um canto mais reservado.

CENA 05 – INTERNO/ HOSPITAL/ MANHÃ

Ricardo entra no corredor e avista Victor.

Ricardo: Meu amigo. Eu vou cuidar de tudo, tá. Pode deixar a vó vai ficar bem.

Ricardo abraça Victor, que cai em lágrimas.

Victor: Muito obrigado, meu amigo.

Ricardo entra no quarto de Eva.

Jéssica chega e vê Victor chorando.

Jéssica abraça Victor.

Victor: Se minha vó morrer, eu não sei o que será da minha vida.

Jéssica: Calma meu amor. Vai ficar tudo bem. Eu já providenciei tudo para o velório e o enterro do caseiro.

Victor: Eu não consigo acreditar. O Afrânio trabalhava a tanto tempo para gente. Ele tinha boca, mas não falava. Quem poderia fazer algo com ele?

Jéssica: A polícia vai cuidar de tudo, Victor.

Victor: A polícia? A mesma que descobriu quem matou o meu tio?! A polícia não serve para nada. Eu preciso fazer justiça com as próprias mãos.

Jéssica: Se acalme Victor.

Jéssica abraça novamente Victor.

CENA 06 – EXTERNO/ CEMITÉRIO/ MANHÃ

Algumas pessoas carregam o caixão de Afrânio. Socorro fica, aparentemente, abalada, ao lado de Alice Brasil e Victor que choram. Jéssica acompanha de longe, ao lado de Ricardo, mas discretamente. Victor fica aos prantos, quando, de repente, Kaio aparece ao lado do empresário.

Victor dá um longo abraço em Kaio, que também se mostra profundamente abalado. Bartira e Raoni também observam de longe.

O caixão de Afrânio vai sendo enterrado, e as pessoas vão jogando, aos poucos, as flores.

CENA 07 – INTERNO/ EMPRESA/ TARDE

Flora entra na sala de Victor.

Flora: Posso entrar?

Flora repara nos olhos inchados de Victor.

Victor: Claro, que pode.

Flora: Eu vim saber como você tá. Eu nem imaginei que você viria para a empresa hoje, mas aí me disseram que você estava na sua sala, resolvi vir …

Victor: Obrigado.

Flora: Posso lhe dá um abraço?

Victor assente com a cabela.

Flora tenta largar, mas Victor prolonga o abraço.

Victor olha dentro dos olhos de Flora.

Victor: Você jura que não quer mais nada comigo?

Flora: Victor, você precisa resolver sua vida.

Victor: Mas, a minha vida não tem graça sem você.

Flora: Victor, a gente precisa terminar. Vai ser melhor assim.

Victor: Melhor? Para quem?

Flora: Você cuida daquela criança, do seu filho.

Victor: E se não for meu filho?

Flora: E se for?

Victor fica desestabilizado.

Flora: Victor aproveite esse momento. Vai cuidar de você, da sua vó, faça uma viagem com ela. Ela vai precisar. Esse clima que ficou instaurado na casa de vocês é muito pesado.

Victor: Flora, fala a verdade: você não me ama mais é isso?

Flora: Victor não tem nada a ver com isso. Eu ainda tem amo, mas …

Victor: Eu não consigo te entender. É tão fácil, se a gente se ama, e só ficar junto.

Flora: Não é tão simples assim.

Victor: Flora, você é minha flor, lembra? Eu sou seu beija-flor!

Flora: Não posso. O nosso perfume não é mais o mesmo. Já disse você precisa resolver sua vida. E eu só quero sua felicidade.

Ruth bate na porta.

Ruth: Com licença, Dona Flora o senhor Pedro está lhe chamando lá no aviário.

Ruth sai.

Flora: Eu preciso ir. Me perdoa!

Victor: Por favor, Flora!

Flora: Victor, fique bem!

Victor: Flora, eu te amo!

Flora sai da sala.

Victor: Nãoooooooooooooooo!


FIM DO 17° CAP.


#DIA 8 – ESTREIA:

Escrita por

Ronald Onhas

Colaboração

Nathália Dias

Direção

Vinny Lopes

Realização

ADNTV Ficção 2016