VALETE – Capítulo 28

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UMA NOVELA DE LUCA SUICINIV

228 - Cópia - Cópia (6)

Tempo-10

 

| CAPÍTULO  28

 

CENA 1. RUA CARIOCA. INTERIOR. NOITE

Continuação da última cena do capítulo anterior. Maitê firme, Otávio um tanto descompensado.

Maitê — Isso é uma piada Otávio?

Otávio — Você não é ingênua Maitê e sabe bem como ficou grávida.

Maitê — Sei sim, eu amo o Lúcio e ele me ama e decidimos ficar juntos e então eu fiquei grávida.

Otávio — Você acha mesmo que esse filho é do Lúcio?

Maitê — E por que você acha que estou esperando um filho seu?

Otávio — Porque nunca transamos com camisinha Maitê.

Maitê — Só porque eu tomava remédio e usava o diu… Otávio por favor eu to só perdendo o meu tempo falando com você!

Otávio — Não importa eu exijo que você faça esse exame de DNA, eu posso ser pai desta criança e os meus direitos.

Maitê — (rir) Gente, você tá completamente louco Otávio. Você não exige nada, vamos começar por ai. Mesmo que estes bebês sejam seus, eu nunca deixaria você cuidar deles ou ao menos chegar perto.

Otávio — Bebês?

Maitê — To grávida de gêmeos, vim do exame agora.

Otávio — (lágrimas, cínico) Eu vou ser pai de gêmeos, meu Deus, que vontade de sair gritando pro mundo inteiro isso… Eu te amo Maitê, vamos ficar juntos? Vamos cuidar do nossos filhos?

Maitê — Nossos filhos? Ficar juntos? Você pirou de vez Otávio, precisa procurar ajuda psicológica. Agora licença porque eu estou atrasada.

Maitê sai, sorridente, confiante. Otávio ali, revelando-se odioso, vingativo.

Corta para:

CENA 2. ANDTV. INTERIOR. DIA

Programa de TV. Maria Paula sendo entrevistada em off. Maria Paula super a vontade, Ray a entrevista. Tempo. Programa encerrado. Por trás das câmeras.

Ray — Obrigado pela entrevista, você foi ótima, sua história de vida é inspiradora, poderia escrever um livro em… Sucesso no seu novo negócio.

Maria Paula — (veemente) Obrigada, você é um excelente profissional. Pensei que ficaria desconfortável, mas me senti tão bem e tão leve.

Ray — Obrigado.

Maria Paula — Quando o programa vai ao ar.

Ray — Não sei bem, mas a produção pode te informar. Agora tenho que ir, eu tenho outros compromissos!

Maria Paula — Claro… Obrigada!

Maria Paula sai sendo cumprimentada pelas pessoas da produção. Fred a espera e dar um beijo apaixonado.

Corta para:

CENA 3. CLIP. GRÉCIA. EXTERIOR. NOITE

Belos takes de Saint-Tropez, Paulo e Mateus encantados com a beleza, felizes, vários beijos e fotos. Eles sorriem, andam abraçados.

Corta para:

CENA 4. SAINT – TROPEZ .HOTEL. INTERIOR. NOITE

Mateus saindo do banho só de toalha, Paulo na janela olhando a paisagem maravilhosa. Mateus vem o abraça por trás e dá um beijo simples em seu rosto.

Paulo — Há lugares no mundo em que a gente não sabe que dizer, apenas olhamos e guardamos na lembrança.

Mateus — Eu já tinha vindo a Grécia antes, neste hotel aqui mesmo. Mas nunca tinha sido tão perfeito como está sendo agora.

Paulo — (virando-se) Ah é? Por que?

Mateus — (brincando) Porque da ultima vez eu tive que pagar tudo e me custou uma nota.

Paulo — Entendi.

Mateus — Tô brincando. Na ultima vez que estive aqui foi a trabalho e também não estava com uma companhia tão maravilhosa como a sua.

Paulo — Agora eu fiquei feliz…

Paulo coloca a mão por dentro da toalha que está sobre a cintura de Mateus, ele o beija, Mateus pega Paulo no colo, passa as cortinas, muitos beijos. Mateus coloca Paulo sobre a cama.

Mateus — Vamos fazer que essa esse período morando aqui seja a mudança da nossa vida, que possamos todos os dias nos amar e esquecer todos os problemas que já houve em nossas vidas.

Paulo — Já estou fazendo isso Mateus, eu quero te fazer o homem mais feliz do mundo. Nunca me senti tão bem quanto me sinto estando ao seu lado.

Mateus — Luís Fernando Verissimo disse assim: “Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.” Se hoje eu me

encontrasse com ele diria que encontrei esse alguém.

Paulo — Então veio Caio Fernando de Abreu e disse assim: “Você acha que nosso amor pode fazer milagres? – Eu acho que o nosso amor pode fazer tudo aquilo que quisermos. É isso que te traz de volta pra mim o tempo todo”. E eu digo, vamos nos amar porque podemos ir onde quisermos.

Corta para:

CENA 5. RESTAURANTEA.AMBIENTE. INTERIOR. NOITE

Fred servindo uma mesa, clientes conversam sobre Penélope.

Cliente – Lembra daquela menina, Penélope? Ela morreu.

Cliente — Aquela gostosinha?

Cliente — A Donatella , cafetina dela, me disse que ela morreu na cadeia, parece que pegou fogo e ela não conseguiu escapar. Procurei pela Penélope semana passada e ela me disse isso.

Cliente – Um final quente tanto quanto ela.

Fred sai abalado. Clientes sorrindo.

Corta para:

CENA 6. APART MARGOT. INTERIOR. NOITE

Margot e Vitória dão o ponta pé inicial para colocar Donatella na cadeia.

Margot — Você liga pra ela e tenta agir normalmente, não demostra nervosismo, tenta mostrar que tá super entusiasmada.

Vitória — Ok… Você acha que ela vai cair nessa?

Margot — A Donatella é muito cautelosa com certeza vai querer marcar um encontro

pessoalmente. Na ligação ela não vai deixar nada escapar.

Vitória — Entendi, então é melhor que eu nem toque no assunto por telefone, né? Que eu demostre que eu tenha acreditado no papo de modelo.

Vitória pega o celular e disca o número de Donatella.

Vitória — Alô… Donatella? Me chamo Vitória, sou a menina que você entregou o cartão outro dia no shopping, não sei se lembra de mim… Você pediu que eu ligasse caso me interessasse.

Donatella — Tudo bem, querida? Me lembro sim de você, podemos marca um jantar pra hoje?

Vitória — Pra hoje? Claro que sim, me fala o nome do resultante que eu estarei lá.

Vitória começa a anotar. Tempo.

Corta para:

CENA 7. RESTAURANTE. AMBIENTE. INTERIOR. NOITE

Donatella e Vitória em uma mesa, prato principal já servido. Conversa vai ao meio.

Donatella — Você vai adorar trabalhar conosco, sempre tem meninas chegando e outras saindo. Hoje mesma fui deixar uma no aeroporto porque amanhã e já deve estar desfilando nas passarelas italianas.

Vitória — (firme) Pode cortar essa Donatella, eu sei a verdade. Eu não vou ser modelo, vou ser prostituta.

Donatella — O que você ta falando Vitória?

Vitória — Nem mesmo o nome da agência você me passou Donatella e outra eu não sou

bobinha a este ponto pra acreditar que você vai me convidar pra ser modelo.

Donatella — Ótimo, adora meninas espertas. Então quer dizer que você quer entrar pra esse mercado?

Vitória — Preciso de dinheiro e no momento essa a melhor opção que eu tenho.

Elas se entrem olham. Donatella satisfeita. Tempo.

Corta para:

CENA 8. AP MARIA PAULA.. INTERIOR. DIA

Maria Paula de robe saindo do quarto, vai até a cozinha toma um copo de agua. Pega o celular, vê as mensagens, olha a foto de Blanca.

ENTRA PARTE DA CENA 12, DO CAPITULO 27:

CENA 12. AP. MARIA PAULA.SALA. INTERIOR. DIA

Maria Paula tomando um suco e lendo o jornal, campainha toca, ela mesma vai abrir a porta é Blanca.

Maria Paula — A quanto tempo não vejo você, filha!

Blanca — Eu quero conversar, eu posso entrar?

Maria Paula — Claro, mas não tenho muito tempo, preciso ir ao meu restaurante, ta uma correria para mim!

Corta para a sala. Maria Paula preparando um copo de whisky.

Maria Paula — Quer um pouco também? Um whisky sempre dá uma levantada no dia e você parece tão abalada.

Blanca — Mãe…/

Maria Paula — (corta, suave) Maria Paula pra você por favor.

Blanca — (lágrimas) Não faz assim, por favor, eu to arrependida pelo o que eu fiz, os meus dias estão sendo os piores do mundo, as vezes eu acho que queria morrer e nascer de novo. Eu só queria que a senhora me perdoa-se, talvez assim esse peso que eu estou sentindo acabasse.

Maria Paula — (tempo) Ficou quanto tempo ensaiando este texto?

Blanca — Eu não…/

Maria Paula — (corta) Blanca, eu não sei o que passou pela a sua cabeça antes de vir aqui, mas se foi a possibilidade de um perdão, ou de você tentar me dar um golpe você ta muito enganada.

Blanca — Não é isso e a senhor sabe mais que qualquer outra pessoa que eu odeio pedir desculpas. Se eu vim até aqui é porque eu realmente tenho um motivo.

Maria Paula — O Santiago faliu?

Blanca — (lágrimas) Bem que ele poderia ter perdido tudo desde que isso curasse a minha aids!

Maria Paula — Como é que é?

Blanca — Tem um tempo que eu descobri isso mãe, comecei a me sentir mal e com o tempo foi piorando eu fiquei preocupada, fui no médico e…

Maria Paula — E por que você não em procurou antes filha? Pelo amor de Deus Blanca, aids? Você é tão inteligente como é que não se cuidou? Eu não sei o que falar, eu…/

Blanca — (corta) Eu só preciso de um abraço e um “vai ficar tudo bem”. A senhora poderia fazer isso?

Maria Paula — Eu amo você minha filha e não importa o que aconteceu, eu quero cuidar de você e pra isso vamos ao melhor médico deste país.

Blanca — (abraça Maria Paula) Obrigada mãe, eu não sei o que poderia fazer sem a senhora e me perdoa. Eu sei que fui a pior filha da puta do mundo.

RETORNA A CENA

Maria Paula — O Santiago faliu?

Blanca — (lágrimas) Bem que ele poderia ter perdido tudo desde que isso curasse a minha aids!

Maria Paula — Como é que é?

Blanca — Tem um tempo que eu descobri isso mãe, comecei a me sentir mal e com o tempo foi piorando eu fiquei preocupada, fui no médico e…

Maria Paula — E por que você não em procurou antes filha? Pelo amor de Deus Blanca, aids? Você é tão inteligente como é que não se cuidou? Eu não sei o que falar, eu…/

Blanca — (corta) Eu só preciso de um abraço e um “vai ficar tudo bem”. A senhora poderia fazer isso?

Maria Paula — Eu amo você minha filha e não importa o que aconteceu, eu quero

cuidar de você e pra isso vamos ao melhor médico deste país.

Blanca — (abraça Maria Paula) Obrigada mãe, eu não sei o que poderia fazer sem a senhora e me perdoa. Eu sei que fui a pior filha da puta do mundo.

Corta para o tempo real.

Maria Paula — Oh minha filha será que eu possa acreditar em você desta vez?

Corta para:

CENA 9. HOTEL.EXTERIOR. DIA

Camareira entra para a limpeza do quarto. Cama bagunçada, quarto todo revirado. Quando ela entra no banheiro encontra homem completamente nu e com um lança ficada da perna até a barriga e enforcada. Reação.

Corta para:

CENA 10. APART DONATELLA. INTERIOR. DIA

Margot e Donatella tomam um drink. Conversa vai ao meio.

Margot — Eu acho muito arriscado você colocar aquela menina pra fazer um programa com alguém importante Donatella.

Donatella — Eu sei querida, mas uma hora ela tem que ir pra cama com alguém Margot, quer que eu faça o que?

Margot — Mas eu acho que sei o que fazer pra resolver esse problema.

Donatella — Nem vem me dizer que você vai bater bife com ela.

Margot — Deixa de ser ridícula Donatella.

Donatella — (ri) To animadíssima hoje, vai fala, qual o teu plano querida.

Margot — Eu tenho um amigo que adora menininhas virgens, ou seja, gosta dessas que não sabem como se comportar. Ele paga bem nesses casos.

Donatella — E porque você não falou desse santo antes?

Margot — Eu não lembrava dele, me veio na cabeça agora. O que você acha?

Donatella — Liga pra ele e marca para o mais rápido possível, se puder pra hoje ainda, precisamos aumentar o nosso cachê.

Margot — Vou fazer melhor, vou marcar um almoço com ele hoje e falo sobre a garota, pessoalmente ele vai ficar muito mais animado.

Donatella — Você conhece bem esse seu amigo né.

Margot — Já fui pra cama com ele algumas vezes!

Corta para:

CENA 11. CENA DO DRIME. GERAIS. INTERIOR. DIA

Carlos investiga a cena, procura por vestígios. Tempo. Passa para outro ponto, muito concentrado, Carlos encontra algo, reação.

Corta para:

CENA 12. AP MARIA PAULA. INTERIOR. DIA

Maria Paula e Fred deitados na cama, dialogo leve, beijos entre as falas.

Maria Paula —O mundo é mesmo doido, olha onde nós estamos, Barra, um apartamento

gigantesco e lindo. Eu aqui com o homem que eu amo.

Fred — Pois é. Quando a barra pensou que teria uma mulher tão linda quanto você como moradora?

Maria Paula — Bobo.

Fred — A estreia do seu restaurante foi um sucesso meu amor, tinha tanta gente. Eu pensei que não iria parar mais de chegar.

Maria Paula — Estou louca pra ver as críticas, mas ao mesmo tempo to com medo do que podem falar.

Fred — É impossível alguém não tenha gostado Maria Paula, pode ficar tranquila meu amor. E mesmo que alguém não goste, agora você pode mandar matar.

Maria Paula — Criar uma máfia agora é?

Fred — Eu iria adorar mudar meu nome, fazer um sotaque italiano.

Maria Paula — Você não existe Fred.

Beijam-se com paixão. Tempo.

Corta para:

CENA 13. ATENAS. HOTEL DE LUXO. INTERIOR. NOITE

Mateus na recepção do Hotel, Anahí se aproxima surpresa com a coincidência.

Anahí — Eu não posso acreditar, ou o mundo é realmente pequeno ou o destino quer nos unir novamente. Eu não to acreditando Mateus!

Mateus — (surpresa) Anahí?

Anahí — Linda e ainda mais maravilhosa do que a última vez Mateus!

Mateus — Férias? Ou ta aplicando mais um dos seus golpes?

Anahí — Meu Deus, quanta grosseria (t) mas eu relevo, só porque você está muito mais gato do que antes.

Mateus — Anahí as coisas mudaram, eu iria levar muito tempo pra explicar e você iria fazer um escândalo.

Anahí — Se for casamento tudo bem, eu aceito se amante, semana que vem to indo pra Suíça então vai ser só uma aventura mesmo.

Mateus — Não, eu não to casado, não é essa a situação.

Anahí — Ué gente, não é casamento, então você ficou milionário? Esse hotel é uma nota.

Mateus — Quem dera eu tá milionário Anahí.

Paulo com os cabelos molhados, vindo da praia, apenas de short. Se aproxima de Mateus que o beija. Reação de Anahí.

Mateus — Esse é o meu noivo Anahí, acho que consegui te explicar da melhor forma possível. Bem prático.

Anahí — (pasma) Que brincadeira é essa gente? É pegadinha Mateus, não é possível que você seja gay Mateus. Você me provocou os meus melhores orgasmos, você é um gato.

Paulo — Mateus, quem é ela?

Anahí — Eu era noiva dele e você quem é?

Mateus — Já te falei Anahí, ele é o meu noivo, Paulo! E temos que sair pra almoçar, marquei um horário num restaurante e estamos em cima da hora.

Paulo — Vou lá em cima então trocar de roupa, colocar alguma coisa mais apropriada.

Mateus — Que isso meu amor, não precisa. Você é lindo, teu corpo é lindo. Não

precisa colocar uma camiseta para irmos a este restaurante.

Paulo — Então vamos? To com muita fome.

Mateus — Vamos sim (a Anahí) até qualquer dia, Anahí.

Paulo — Tchau, foi bom te conhecer.

Mateus e Paulo saem de mãos dadas sorrindo. Anahí ali atônica.

Corta para:

CENA 14. ADNTV. SALA VINNY. INTERIOR. DIA

Movimentação na ante sala, Ray e Ronaldo vindo da sala do Vinny, Maria Paula cumprimenta. Entra na sala.

Vinny — Maria Paula Legran, que prazer conhece-la.

Maria Paula — Eu que me sinto imensamente honrada, já ouvi falar bastante sobre o senhor!

Vinny — Você, por favor… Afinal pretendo ter uma certa intimidade com você.

Maria Paula — (T) Como assim? Não entendi.

Vinny — Com o tempo o ADNTV veio crescendo de uma forma estrondosa e buscando sempre aprimorar a nossa grade de entretenimento decidimos desenvolver um problema de culinária.

Maria Paula — Que maravilha, ótimo. Garanto que muita gente gosta desta temática, eu mesma sou louco por programas de culinária.

Vinny — A sua participação em nosso programa foi incrível, os índices foram gigantescos e você tem uma simpatia incrível… Conversando com os diretos o seu nome foi apontado para apresentar o nosso programa.

Maria Paula — (surpresa) Como é?

Vinny — O que me diz? Aceita fazer parte desta família?

Maria Paula pasma, mas feliz. Vinny confiante. Close alternados.

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CENA 15. HOTEL DE LUXO. INTERIOR. NOITE

Donatella em uma poltrona, Vitória em outra. Enrico serve as duas um drink, Vitória nervosa, Donatella super leve.

Donatella — (a Enrico) Essa é umas das minha novas meninas, Gabriela, posso dizer que você é quem vai ensinar tudo pra ela.

Enrico — Então ela é…

Donatella — Difícil acreditar, mas ainda virgens neste mundo. E por isso vai custar um pouco mais do que o habitual.

Enrico — Eu pago o for necessário e se eu gostar passo a ser cliente exclusivo.

Donatella — Fiquei bem animada agora… Bom vou deixar vocês sozinhos, vim traze-la só porque você fez questão Enrico. Mas não se acostuma!

Enrico — Você nem mesmo terminou de tomar o seu drink.

Donatella — Tenho que me manter sobrinha, tenho muitas meninas pra gerenciar essa noite, é um empreendimento muito procurado…

Enrico — Tudo bem… Eu te acompanho até a porta.

Enrico e Donatella seguem até a porta. Quando abrem um agente federal dá voz de prisão.

Policial — Donatella, a senhora está presa por Lenocínio!

Reação de Donatella, close.

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Escrita por
Luca Suiciniv

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção

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VALETE – Capítulo 27

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UMA NOVELA DE LUCA SUICINIV

228 - Cópia - Cópia (6)

Tempo-10

 

| CAPÍTULO  27

 

CENA 1. AP. SANTIAGO. QUARTO. INT. NOITE

Clima de final da noite, Blanca deitada na cama. Santiago trocando de roupa.

Blanca — (espantada) Eu não esperava por essa Santiago e por que você não me contou que ia assumir a presidência da Life&World?

Santiago — (já deitando) O segredo do negocio é sempre manter em segredo meu amor.

Blanca — Entendi e adorei. Só que temos um problema pra resolver.

Santiago — Qual problema?

Blanca — (preocupada) Minha a mãe, Maria Paula. Precisamos tirar ela de circulação Santiago!

Santiago — Quando você sente esse desejo de destruir alguém, você fica tão mais excitante.

Blanca — É eu sei Santiago. Mas não estamos falando disso agora, precisamos criar um plano pra acabar com a sonsa da Maria Paula.

Santiago — Ta negando fogo?

Blanca — Não to negando fogo, to querendo ter foco.

Santiago — Ok… Você venceu Blanca. Mas amanhã a gente conversa sobre isso.

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CENA 2. FORUM.SALA DE AUDIENCIA.INTERIOR. DIA

Audiência vai ao meio, em off Sueli dopem, reação de Lucas, logo em seguida Lucas falando alguma coisa. Audiência encerrada, foi favorável para Lucas. Corredor.

Lucas — Se você quiser a gente parar por aqui Sueli, se eu fosse não perderia seu tempo.

Sueli — Ah guerra só está começando meu querido, não quer dizer que a audiência de hoje tenha sido favorável pra você que eu vá ganhar.

Lucas — E também não quer dizer que vá perder na próxima. Você pode ter certeza que isso aqui não é uma disputa por ego ferido é a decisão de uma vida toda Sueli.

Sueli — Não vem com as suas chantagens emocionais Lucas…

Lucas — Não é chantagem é a realidade!

Sueli — Ah ta bom, o bom menino, Jesus Cristo né.

Lucas — Eu tentei te avisar Sueli, já que você quer continuar, boa perda pra você no final.

Sueli — (mais nervosa) Bem menos…

Sueli saí furiosa, Lucas sorrir.

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CENA 3. CASA EDUARDO.SAUNA. INTERIOR. DIA

Eduardo e Heitor tomam uma vodka. Tempo. Karen entram completamente nua, para de frente aos dois, Eduardo levanta e os dois começam a se beijar intensamente. Eduardo desse até os seios e chupa com vontade, Karen delira e chama Heitor que começam um beijo voraz, Eduardo levanta os três se beijam. Heitor desse e sente todo o corpo de Karen que não solta os lábios de Eduardo. Tempo. Corta para:

Corta para:

CENA 4. CLIP PASSAGEM DE TEMPO. INTERIOR. DIA

Belos takes do Rio, pessoas andando pelas ruas, outras entrando em empresas, na praia algumas pessoas jogando futevôlei. LETREIRO: 03 MESES DEPOIS.

Corta para:

CENA 5. CADEIA. AMBIENTE. INTERIOR/EXTERIOR. DIA

Abre em Otávio pegando os seus pertences, logo em seguia passando por um pátio, corta para Otávio do lado de fora da cadeia, olha em volta, olhar de ódio.

Corta para:

CENA 6. AP. DONATELLA. SALA. INTERIOR. DIA

Donatella com um whisky na mão, empregada abre a porta do apartamento. Donatella sentada no sofá, Otávio entra.

Otávio — Donatella!

Donatella — Ai Jesus, vou ter que demitir essa empregada gente, como ela deixa um mendigo entrar na minha casa?

Otávio — Nós temos que fazer alguma coisa esse tempo na cadeia me deram várias ideias pra nos vingar de todos e assumir a presidência da Life & World.

Donatella — Nós?

Otávio — Nós é claro, Donatella eu não vou perder tudo assim tão fácil, não eu lutei demais pra chegar onde eu tinha chegado e conseguir tudo o que eu tinha conseguido.

Donatella — Você deve ter ficado louco né Otávio. Você teve a sua chance e falou, eu não me envolvo com perdedores meu querido e muito menos vou ligar o meu nome a de um ex presidiário. Então por favor querido, sai daqui.

Otávio — Você não vai fazer isso!

Donatella vai até a porta, abre. Tempo, Otávio saí.

Corta para:

CENA 7. RUA CARIOCA. EXTERIOR. DIA

Otávio furioso andando pela rua.

Otávio — Vou fazer com que a Donatella se arrependa por tudo.

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CENA 8. FACHADA DA DELEGACIA. INTERIOR. NOITE

No carro Vitória e Margot conversam. Vitória uma tanto nervosa, Margot leve.

Vitória — Temos mesmo que fazer isso Margot? Eu não sei, se ela me procurar? A Donatella me parece ser uma pessoa perigosa.

Margot — O Estado vai te dar toda proteção necessária Vitória, pode ficar tranquila, nada vai acontecer com você ou sua família Vitória, pode confiar.

Vitória — E podemos confiar neste estado gente? Tiraram a presidente do país sem ela ter cometido crime nenhum, vão me proteger? Uma pobre que eles nem conhecem.

Margot — É eu sei que é difícil acreditar, mas temos que tentar fazer alguma coisa pra impedir que a Donatella continue a fazer o que ela faz.

Vitória — Isso eu sei, ai meu Deus, só não quero arranjar mais problemas pra mim Margot!

Margot — Pode ficar tranquila que não vai ter problema nenhum pra você, só for preciso eu mesmo faço a tua proteção quando sairmos daqui.

Vitória — Ok, tudo bem…

Margot — Vamos entrar então?

Vitória — Vamos sim.

Corta para Vitória e Margot entrando na delegacia. Tempo.

Corta para:

CENA 9. AP. ENRICO. SALA. INTERIOR. DIA

Enrico trazendo duas taças de vinho, Lara examinando algum documento.

Enrico — (contente) Sabe o que eu acho mais irônico neste caso?

Lara — Obrigada… Não, o que?

Enrico — As cartas que são deixadas em todos as cenas, foi o que mais me intrigou, a assinatura do assassino e sempre ser em locais de luxo.

Lara — (brinca) Talvez o assassino seja libriano.

Enrico — (sorrir) Mas é sério, eu não sei se você analisou por este ponto também, mas em todos os casos o assassinato aconteceu em um local de luxo.

Lara — Talvez tenhamos que começar por ai, investigar os hotéis ou condomínios mais caros do Rio de Janeiro e tomar alguma atitude.

Enrico não responde, fica olhando para Lara.

Lara — Enrico, fala alguma coisa.

Enrico — Quero beijar você!

Lara — (sem graça) Não faz assim, por favor!

Enrico — Eu estou tentando me controlar e você é prova viva disso, mas eu não consigo. Tem algo em você que me eixa louco.

Lara — Enrico…

Enrico — (de frente) Se você não quiser eu paro!

Enrico chega cada vez mais perto, Lara hesita, mas acaba se entregando. Beijo apaixonado, lento. Tempo.

Corta para:

CENA 10. AVIÃO.INTERIOR. INTERIOR. NOITE

Mateus colocando guardando uma mala, Paulo olha pela janela. Comissário de bordo oferece champanhe.

Paulo — Somos completamente loucos, na verdade, eu, sou muito louco Mateus.

Mateus — Por que?

Paulo — Por que? Estou me mudando para outro país com o meu médico e namorado que não conheço nem a um ano.

Mateus — E o que tem de mau nisso? Sou o melhor médico possível e o melhor namorado do mundo.

Paulo — Convencido.

Mateus — E louco por você meu amor.

Paulo — Ah é? Quanto?

Mateus — Muito!

Paulo — muito quanto?

Mateus — Mais do que tudo….

Corta para:

CENA 11. CLINICA MÉDICA. QUARTO. INTERIOR. NOITE

Maitê fazendo um ultrassom, muito emocionada. Enfermeira faz cara estranha.

Maitê — Que foi? Tem alguma coisa errada? Ta tudo bem com o meu filho.

Enfermeira — Não, ta tudo certo, já pensou em ser mãe de dois bebes? Parabéns a senhora está esperando gêmeos.

Maitê sorrir, lágrimas escorrem. Close de Maitê.

Corta para:

CENA 12. AP. MARIA PAULA.SALA. INTERIOR. DIA

Maria Paula tomando um suco e lendo o jornal, campainha toca, ela mesma vai abrir a porta é Blanca.

Maria Paula — A quanto tempo não vejo você, filha!

Blanca — Eu quero conversar, eu posso entrar?

Maria Paula — Claro, mas não tenho muito tempo, preciso ir ao meu restaurante, ta uma correria para mim!

Corta para a sala. Maria Paula preparando um copo de whisky.

Maria Paula — Quer um pouco também? Um whisky sempre dá uma levantada no dia e você parece tão abalada.

Blanca — Mãe…/

Maria Paula — (corta, suave) Maria Paula pra você por favor.

Blanca — (lágrimas) Não faz assim, por favor, eu to arrependida pelo o que eu fiz, os meus dias estão sendo os piores do mundo, as vezes eu acho que queria morrer e nascer de novo. Eu só queria que a senhora me perdoa-se, talvez assim esse peso que eu estou sentindo acabasse.

Maria Paula — (tempo) Ficou quanto tempo ensaiando este texto?

Blanca — Eu não…/

Maria Paula — (corta) Blanca, eu não sei o que passou pela a sua cabeça antes de vir aqui, mas se foi a possibilidade de um perdão, ou de você tentar me dar um golpe você ta muito enganada.

Blanca — Não é isso e a senhor sabe mais que qualquer outra pessoa que eu odeio pedir desculpas. Se eu vim até aqui é porque eu realmente tenho um motivo.

Maria Paula — O Santiago faliu?

Blanca — (lágrimas) Bem que ele poderia ter perdido tudo desde que isso curasse a minha aids!

Maria Paula — Como é que é?

Blanca — Tem um tempo que eu descobri isso mãe, comecei a me sentir mal e com o tempo foi piorando eu fiquei preocupada, fui no médico e…

Maria Paula — E por que você não em procurou antes filha? Pelo amor de Deus Blanca, aids? Você é tão inteligente como é que não se cuidou? Eu não sei o que falar, eu…/

Blanca — (corta) Eu só preciso de um abraço e um “vai ficar tudo bem”. A senhora poderia fazer isso?

Maria Paula — Eu amo você minha filha e não importa o que aconteceu, eu quero cuidar de você e pra isso vamos ao melhor médico deste país.

Blanca — (abraça Maria Paula) Obrigada mãe, eu não sei o que poderia fazer sem a senhora e me perdoa. Eu sei que fui a pior filha da puta do mundo.

Corta para:

CENA 13. RUA CARIOCA. INTERIOR. DIA

Maitê caminhando na rua com algumas sacolas, Otávio sai de um bar e para Maitê.

Maitê — (assustada) Que que é isso? Ficou louco?

Otávio — Fica calma Maitê, relaxa, eu não vou te machucar… Eu só queria te lembrar que todas as vezes que transamos foi sem camisinha, então eu posso ser o pai desse bebe que você está esperando. Então me vejo obrigado a te pedir um exame de DNA.

Maitê — Que?

Close em Maitê. Corta para:

| CONTINUA AMANHÃ

 

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Escrita por
Luca Suiciniv

Direção
Vinny Lopes

Realização
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VALETE – Capítulo 26

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UMA NOVELA DE LUCA SUICINIV

228 - Cópia - Cópia (6)

Tempo-10

 

| CAPÍTULO  26

 

CENA 1. RUA CARIOCA. CARRO DE DONATELLA. INT. NOITE

Donatella toda ensanguentada no carro, muito machucada. Coloca uma música alta, vira uma garrafa de vodka pelo gargalo, toma uma dose boa. Obstinada, acelera o carro, corte descontinuou entre carro em alta velocidade e Donatella, o carro colide contra um poste, grande estrago.

Corta para:

CENA 2. AP. EDUARDO. QUARTO. INTERIOR. NOITE

Eduardo e Karen nus entre os lenções. Dialogo leve.

Karen — Amor, o que você nunca fez na cama e tem vontade?

Eduardo — (tenta ser leve) Ué… sei lá… eu pergunta é essa?

Karen — Porque vamos nos casar Eduardo, depois do casamento não quero ter aquelas conversar constrangedoras em que o marido releva um fetiche fora do normal.

Eduardo — Ai meu Deus!

Karen — Eu tenho vontade em ver você de policial, bem gostoso e safado. Contei, agora você.

Eduardo — Tem certeza que quer ouvir Karen?

Karen — Claro que tenho, sempre que eu faço uma pergunta eu sei o que to falando. Vai, conta!

Eduardo — Eu, você e outra pessoa.

Karen — Como é?

Eduardo — Você que perguntou Karen, falei e agora aguenta…

Karen — (muito sério, não se abala) Eu já fiz ménage Eduardo e iria adorar repetir… Se você quiser podemos realizar esse teu fetiche.

Eduardo pasmo. Karen levanta nua e vai ao banheiro.

Corta para:

CENA 3. RESTAURANTE JAPONES. AMBIENTE.INT. NOITE

Planos gerais do restaurante. Casal entrando, Lara e Enrico em uma mesa.

Lara — Jesus… Que bom que comida japonesa é saudável porque eu venho nesses restaurantes eu fico louca, como tudo.

Enrico — Eu gosto muito da cozinha grega, marroquina. Gosto da japonesa, mas prefiro a grega.

Lara — Diferente, aqui no Brasil é difícil encontrar restaurantes Grego.

Enrico — Eu rodeio o Rio inteiro e encontrei um muito bom. Falando sobre restaurante bom no Rio, conheço um ali em Botafogo, Casarão o nome.

Lara — Ah conheço, eu adoro ele, fica numa rua bem simpática entre as casas né.

Enrico — Qualquer dia podemos ir lá, talvez um almoço porque não sei se eles oferecem jantar…

Lara — Quando você quiser!

Enrico — Então nosso almoço ta marcado, amanhã no Casarão.

Corta para:

CENA 4. CASA DE MARIA PAULA.QUARTO BLANCA. INT. DIA

Blanca fazendo as malas com pressa, Maria Paula entra séria, Blanca percebe e continua colocando as roupas.

Maria Paula — Pensei que você não viesse mais em casa…

Blanca — (cínica) Depois de tudo o que você em falou. Eu tenho vergonha na cara mãe e não vou continuar debaixo do seu teto.

Maria Paula — Bom você ter vergonha na cara mesmo, é sinal que ainda existe caráter e decência dentro de você.

Blanca — Não vem com as suas afrontas contra mim Maria Paula… Não estou disposta.

Maria Paula — Afrontas? Estou dentro da minha casa e eu acho que posso falar o que eu quiser, na hora que eu quiser e pra quem você quiser.

Blanca — Que isso? Ficou valente de uma hora pra outra? Não to te reconhecendo meu amor…

Maria Paula — Você não viu nada Blanca!

Maria Paula enfia a mão na cara de Blanca com tudo.

Blanca — (reação) Ficou louca?

Maria Paula dá outro tapa na cara de Blanca que cai no chão. Maria Paula sobe em cima de Blanca, prende os braços dela com as pernas, começa uma sequencia de tapas na cara de Blanca, muitos gritos. Lágrimas escorrem do rosto de Maria Paula que pega Blanca pelos cabelos, coloca ela de frente ao espelho.

Maria Paula — Olha bem, mas olha bem pra essa sua cara, esse é monstro que você ta tentando se tornar Blanca. Eu deveria ter dado uma surra como essa a muito tempo atrás, mas só agora eu tive coragem. Agora você vira uma mulher de verdade e para de se vender porque você não precisa disso. Agora você vai ter o que merece.

Gritos de Blanca, Maria Paula pega ela pelo braço com força, sai do quarto, Blanca protestando, Maria Paula descendo pelas escandas com a filha presas nos braço, abre a porta de casa, o portão e a joga no chão, no meio da rua, vizinhos vendo, curiosos.

Maria Paula — É ai que uma mulher fútil tem que ficar, é ai que uma mulher vulgar tem que viver. No chão, na rua e com muitos urubus vendo a carniça que é a sua vida… Agora se você quiser se tornar uma mulher descente de classe, de caráter. Se levanta entre dentro de casa, limpa esse rosto e começa do zero uma vida descente.

Corta para:

CENA 5. AP. SANTIAGO. QUARTO. INTERIOR. DIA

Blanca bem vestida, se olhando no espelho, curativo feito. Maquiagem pra tentar amenizar, mas ainda tem marcas fortes pelo rosto.

Blanca — Todas as vezes que me olho no espelho e lembro da cena ridícula que ela mulher aprontar, eu tenho vontade em descarregar um revolve na cara da Maria Paula.

Santiago — Tua mãe tem a mão pesada mesmo, fez um estrago em você.

Blanca — (ignora) Se ela quer uma mulher de fibra, ela vai ter uma mulher de fibra. Vou ter tanto caráter que a Maria Paula vai passar toda a grana dela pro meu nome Santiago.

Santiago — O bom é que essa tua vingança vai ter lucros pra gente, mas o que vamos ter que fazer pra parecer que você mudou?

Blanca — Isso é o de menos, eu sei bem o que fazer pra passar a Maria Paula pra trás.

Santiago — Meu amor tua mãe tava com ódio mesmo de você porque tua cara ta bem acabada.

Blanca — Um monstro, umas mulher indelicada, com mãos grossas, nunca passou um creme bom, nunca fez um tratamento descente. Indelicada, brega… Se ela acha que vou ser assim, ficar com a barriga no fogão pra sustentar alguém ela ta muito enganada. Eu não nasci pra isso.

Santiago — É mais pra convencer a sogrinha você vai ter que fazer isso.

Blanca — Por pouco tempo Santiago e por uma boa causa.

Santiago — Sei…

Blanca — Ela vai pagar por cada tapa e cada palavra falou!

Close de Blanca odiosa.

Corta para:

CENA 6. HOSPITAL. QUARTO DE DONATELLA. INTERIOR. NOITE

Donatella deitada, bem machucada. Margot entra no quarto, cai na risada logo no começo. Donatella irritada.

Donatella — Se veio pra tripudiar pode dar meia volta e sair querida… O que menos preciso é da sua presença e do seu deboche!

Margot — Mesmo com essa cara você não perde a pose em Donatella, se eu fosse você já marcava uma cirurgia plástica. Agora que não entendo é esses arranhões na tua cara, essas marcas de dedos. Desculpa Donatella, mas isso não foi só a batida de um carro.

Donatella — Ai meu Deus, você não cansa de criar tanas histórias Margot? Você poderia ser famosa pelos seus contos.

Margot — (Sem ter parado) Abre logo o jogo Donatella, quem deu na sua cara e por que?

Donatella — Os modos que você fala comigo Margot!

Margot — Querida no estado que você está, qualquer modo é apropriado para lhe dirigir a palavra. Agora sem rodeios por favor, quem te deu uma surra.

Donatella — (firme) Maria Paula, mãe da Blanca. Mas ela não perde por esperar, eu poderia matá-la, porém vou fazer pior. Até o último suspiro da vida dela eu vou inferniza-la, vou ser a sobra dela, o chão por onde a Maria Paula anda, o ar que ela respira, o som que ela ouve… Antes mesmo de morrer a Maria Paula vai descobrir o que é caminhar ao lado do diabo!

Margot ali decida.

Corta para:

CENA 7. AP DONATELLA.QUARTO SOFÍ. INTERIOR. NOITE

Sofí terminando de se arrumar, passando um perfume, celular toca.

Sofí — Olá… Tudo bem? No lugar de sempre?

Marcelo — Tudo bem sim… Não, desta vez eu quero fazer uma coisa diferente.

Sofí — Diferente?

Marcelo — Eu pensei em não ser só sexo (criando coragem) na verdade não ter sexo, pensei em sair pra jantar.

Sofí — Jantar?

Marcelo — É jantar, eu conheço um restaurante muito bom ai na Barra, eu passo pra te buscar ás 20h. Pode ser?

Sofí — Desculpa Marcelo, mas um jantar não rola. Sou prostituta, não sua futura mulher, eu sei o que aconteceu com você…

Marcelo — (querendo evitar discussão) Não tem nada haver uma coisa com a outra, se for preciso eu pago a noite, só vamos ser pessoas normais.

Sofí — (balançada) Eu não sei Marcelo, pra Donatella é tudo bem, mas pra mim.

Marcelo — Se não estiver gostando você volta pra casa, eu prometo não te obrigar ficar comigo.

Sofí — Ok! Você ganhou, me convenceu. Te espero ás 20h Marcelo. Não se atrasa, você sabe que odeio atrasos.

Marcelo — (feliz) Ótimo, muito bom… Então eu te pego, prometo não em atrasar.

Sofí — (se contendo) Ok. Assim eu espero!

Marcelo — Até mais tarde Sofí.

Mostrar no visor do celular a ligação encerrada. Sofí animada, vibra.

Corta para:

CENA 8. CASAGRANDE.AMBIENTE. INTERIOR. NOITE

Maria Paula e Marrirosa entrando no Casagrande. Dialogo simples.

Maria Paula — Esse lugar me proporcionou os melhores dias da minha vida Marrirosa, por mais que eu ficasse horas atrás daquele fogão, ou atrás desse balcão Marrirosa, foi o melhor momento da minha vida.

Marrirosa — Foi?

Maria Paula — Foi, agora com essa volta que o destino me proporcionou minha amiga, eu vou sair daqui, vou procurar um novo caminho. Não vou deixar a cozinha fora da minha vida (sorrir) porque é a minha paixão. Eu não quero vender o Casagrande porque é como se fosse um filho e eu não me sentiria bem em não saber do que ele foi feito.

Marrirosa — E o que você vai fazer então? Porque não tem porque você ficar indo e vindo da Barra pra cá.

Maria Paula — Eu pensei e não me veio nada melhor do que dá pra você o Casagrande, eu sei que só você pode dar conta e vai amar esse lugar como eu amo.

Marrirosa — (surpresa) Tá falando sério Maria Paula? Mi hijita, não brinca comigo assim.

Maria Paula — Isso não é anda perto de tudo o que você já fez por mim Marrirosa, você merece tudo e tudo o que eu puder fazer para te recompensar eu vou fazer Marrirosa.

Marrirosa — Você é um anjo que Deus colocou na minha vida!

Maria Paula abraça com carinho Marrirosa. Tempo.

Corta para:

CENA 9. HOSPITAL. QUARTO DONATELLA. INTERIOR. NOITE

Donatella tomando um analgésico, Blanca vem entrando. Donatella odiosa.

Donatella — O que você ta fazendo aqui? Perdeu o senso do ridículo?

Blanca — Eu soube que você sofreu um acidente e vim te visitar, eu fiquei preocupada…

Donatella — Quanto que você ganha pelo seu cinismo? Poderia investir em teatro ao invés de cama.

Blanca — Donatella eu não estou entendo a sua agressividade, seus insultos. O que eu fiz?

Donatella — Tá vendo as marcar na minha cara? Você acha que isso aqui foi um acidente de carro? Eu dirijo muito bem pra bater com o carro querida. Isso aqui foi a Maria Paula, conhece?

Blanca — (surpresa) Maria Paula?

Donatella — Se você não estiver lembrada é a sua mãezinha.

Blanca — Ela foi até o apartamento? Como ela soube que…

Donatella — (corta) Eu acho que essa pergunta quem faz sou eu Blanca, não você. Mas a sua mãezinha não sabe o que a espera.

Blanca — (odiosa) Eu vou matar aquela mulher! Matar!

Donatella — Ah não, isso eu não vou deixar acontecer. Eu quero a sua mãe vivíssima Blanca porque ela vai provar o gosto do inferno.

Blanca — (decida) Independente do que você for fazer, eu to no seu lado. Vamos juntar destruir a vida da Maria Paula!

Maria Paula obstinada, close de Donatella com sede de vingança.

Corta para:

CENA 10. CASA MARIA PAULA. INTERIOR. NOITE

Maria Paula colocando algumas coisas em caixas. Vitória ajudando, criando coragem.

Vitória — Eu posso confiar em você Maria Paula?

Maria Paula — Claro, no que você quiser Vitória. Sou tua amiga, quase tua família.

Vitória — Outro dia eu estava no shopping batendo pernas e uma mulher me abordou, me ofereceu um cartão (mostra pra Maria Paula) eu acho que você conhece ela.

Maria Paula — (lendo) Desde quando Vitória? Você chegou a falar com ela depois disso?

Vitória — Não, claro que não. Eu saquei na hora, Verdades Secretas e Salve Jorge me ajudou bastante (sorrir) eu não caio nessas, ninguém sai oferecendo oportunidade de dinheiro na crise que estamos.

Maria Paula — (suspira) Que alivio, meu Deus do céu, eu fiquei trêmula.

Vitória — Nós precisamos fazer alguma coisa Maria Paula, não podemos essa mulher solta por ai.

Maria Paula — Eu acho que sei bem o que fazer!

Vitória — Tô dentro…

Maria Paula — Precisamos ter cautela Vitória. Não é um filme ou novela em.

Corta para:

CENA 11. QUARTO MATEUS. INTERIOR. NOITE

Paulo deitado na cama passando alguns canais na tv. Mateus vem com uma bandeja linda, um jantar maravilhoso.

Mateus — Tantos anos morando sozinho pra estudar me ensinou a fazer umas coisas boas.

Paulo — Tá com uma cara maravilhosa e um cheiro incrível, to morrendo de fome. Como você adivinhou que adoro culinária grega?

Mateus — Ouvi você comentando uma vez, ai eu lembrei…

Paulo — Nossa como você é atencioso em!

Mateus — (comendo algo) Você já foi a Grécia quantas vezes?

Paulo — Deixa eu te falar a verdade. Eu nunca fui a Grécia, sempre pesquisei, até aprendi a língua, mas nunca de fato estive em solo Grego. Pretendo ir no fim da faculdade.

Mateus — E se mudássemos os planos Paulo?

Paulo — Como assim?

Mateus — Eu vou ter que passar uma temporada na Grécia, me escrevi num curso a um tempo atrás e hoje eu fui chamado.

Paulo — Morar…

Mateus — (sorri) Eu prometo que vão ser os melhores dias da tua vida Paulo. Não me deixa morar em Atenas sem o meu amor!

Mateus com cara de menino pidão. Paulo o beijo apaixonado.

Corta para:

CENA 12. CASA MARIA PAULA. SALA. INTERIOR. NOITE

Vitória terminado de embalar uma caixa. Alguém bate na porta, Maria Paula vai atender.

Maria Paula — (abrindo a porta) Você quase não me pega mais aqui.

Margot — Que bom que consegui te encontrar a tempo então, o destino está ao nosso favor… Você é a Maria Paula né? Eu sou Margot, agente policial.

Maria Paula — Aconteceu alguma coisa?

Margot — Conheço a Donatella e quero colocar ela atrás das grades, acho que você pode me ajudar.

Maria Paula — (olha para Vitória, Margot) E eu sei bem como vamos fazer pra acabar com aquela víbora.

Corta para:

CENA 13. FESTA LIFE&WORLD. INTERIOR. NOITE

Festas rolando, pessoas bonitas e chiques por todo lado, música interessante tocando. Champanhe sendo servido. Santiago vai até o palco, faz uma anuncio.

Santiago — Senhores (olha pro DJ, abaixa o som). Preciso fazer um anuncio.

Corta para Barbara e Carlos.

Barbara — Você sabe o que o Santiago vai falar?

Carlos — Nossa filho é imprevisível Barbara, parece até que não conhece.

Santiago — Depois de tantas reviravoltas e contornos do destino, eu veio dizer que é com muito orgulho que eu estou assumindo a partir de hoje a presidência da Life & Word, essa empresa tão importante pra minha família, pra mim e a minha tia Lavínia.

CAM desvia e a reação de Carlos e Barbara sem acreditarem.

Corta para:

| CONTINUA AMANHÃ

 

# VEM AÍ:

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Escrita por
Luca Suiciniv

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção

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VALETE – Capítulo 25

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UMA NOVELA DE LUCA SUICINIV

228 - Cópia - Cópia (6)

Tempo-10

 

| CAPÍTULO  25

 

CENA 1. DELEGACIA DE REPOUSO. INTERIOR. NOITE

Continuação da última cena do capítulo anterior. Blanca na porta, incrédula vendo Maria Paula do lado de dentro.

Blanca — (nervosa) Mãe? O que você ta fazendo aqui? Que brincadeira é essa?

Maria Paula — Brincadeira? Que brincadeira? Eu contratei uma prostituta e ela acabou de chegar… To precisando apimentar minha relação com meu marido!

Blanca — Quem armou isso pra mim? Como foi que você descobriu?

Maria Paula — Entra, quer um drink?

Blanca — Não quero entra, eu vou embora daqui!

Maria Paula — (firme) To mando você entrar (pela pega braço) entra Blanca, não é um convite!

Blanca — Ah… me larga (revelando-se) sua idiota. Me solta, ta me assando toda, ai meu Deus, demorei horas me arrumando.

Maria Paula — Por que Blanca? Por que você fez isso? O que te faltava? O que te fez se vender filha?

Blanca — Ai meu Deus do céu, que ladainha em Maria Paula.

Maria Paula — Me responde Blanca, para de debochar, por que você fez isso com a sua vida? Se prostituir!

Blanca — Eu acho que você não vai conseguir ouvir mãezinha, é pesado… Se eu fosse você tomava uma boa dose de vodka, o tranco é pesado.

Maria Paula firme.

Blanca — Ok… Você acha mesmo que com o valor que você levantava no Casarão poderia bancar tudo o que eu precisava mãe? Minhas roupas, a faculdade, o inglês, as festas, as viagens… Eu não nasci pra pobreza, pra aquela vida medíocre que você poderia me oferecer mãe. Por favor, olha pra mim, olha pro meu corpo, pros meus olhos. Sente só a minha pele… Você acha que com aquela “mesada” que você me dava eu conseguiria me manter, manter a minha vida?

Maria Paula — (lágrimas, transtornada) Chega Blanca… Chega!

Blanca — Ah não! Não mesmo, agora você vai ouvir tudo o que tenho pra falar… Foram homens e homens, casais, olha eu confesso que acho o fim do mundo ta acontecendo porque você envolver outra mulher na cama do teu marido, ai credo… Mas faço porque esses são os mais caros. Menina, o Santiago ele era meu cliente e agora vai me dá a vida de rainha que eu sempre mereci. Não sou santa mesmo e nem tenho vontade de ser, acho muito brega. Essa sou eu, o lobo em pele de cordeiro mesmo, mas pra sobreviver a este mundo é necessário tomar essas atitudes mãe.

Maria Paula — ( fora de si) Eu não posso acreditar meu Deus, eu não posso acreditar que eu nunca vi isso, Jesus amado, que estava na minha frente e eu não enxerguei.

Blanca — Ai que exagero mãe… Sem drama, você sabe que não gosto de drama.

Maria Paula — Drama? Não é drama Blanca, eu sou tua mãe e descobri que você é (criando força) prostituta, eu não estou sendo dramática e mesmo se eu quiser ser dramática eu tenho todo o direito… Meu Deus, que vontade de morrer Blanca, eu não to sem chão. Que pesadelo meu pai.

Blanca — Ai que escândalo mãe, pelo amor de Deus enquanto vocês transam de graça eu peço uma remuneração. Mãe, acorda né, é um desperdício uma mulher linda, completa como eu dar prazer a esse bando de homem de graça. Ah não, eu não sou nem obrigada mãe!

Maria Paula — (raiva) Você quer dinheiro Blanca, eu te dou dinheiro.

Maria Paula pega as várias notas dentro da bolsa e joga em Blanca, empurra o dinheiro nervosa, odiosa, enojada. Vários golpes contra Blanca que tenta se defender, Maria Paula cai no choro e acaba caindo nos braços de Blanca.

Corta para:

CENA 2. APART HOTEL BLANCA. INTERIOR. NOITE

Blanca na janela fumando, nervosa. AO telefone conversa com Santiago.

Blanca — Nos vamos roubar todo o dinheiro da minha mãe Santiago, ela me paga.

Santiago — (off) Sua mãe deve tá com ódio gigante de você Blanca!

Blanca — Pode ficar tranquilo porque eu sei como contornar a situação, a minha mãe como aqui na palma da minha mão, você pode ter certeza que vamos ficar milionários.

Santiago — Se você ta dizendo, quem sou eu pra discordar.

Blanca — (veemente) Ai que ódio da Maria Paula, que ódio Santiago. Acho que nunca senti tanto ódio assim por alguém.

Santiago — E quando você vai começar agir?

Blanca — O mais rápido possível!

Corta para:

CENA 3. AP MATEUS. QUARTO. EXTERIOR. NOITE

Sobe Fools Troye Sivan. Paulo e Mateus aos beijos, muita paixão, aos poucos vão caindo sobre a cama, os corpos se encontram, vai escurecendo. Efeito. Tempo depois.

Paulo — Eu sempre quis ter uns dois filhos, mas sei lá, as vezes eu acho tão difícil.

Mateus — Dois filhos? Nossa…

Paulo — Por que? Você acha melhor só um?

Mateus — Não (T) Com você eu quero ter uns 6 filhos, talvez até 10… Quero uma casa grande e cheia, quero escutar grito de criança e te ver correndo por todos os lados cuidando deles.

Paulo — Ah é Mateus? Você quer me ver louco? Não precisa nem ter filhos, eu te mostro como eu sou!

Mateus — Libriano é foda viu… A gente tenta ser romântico e ele te dá um fora.

Paulo — Não amor… Desculpa Mateus, saiu sem querer.

Mateus — Me beija que eu desculpo…

Paulo — Ah é…

Beijos intensos e apaixonados.

Corta para:

CENA 4. CASA MARIA PAULA.SALA. INTERIOR. NOITE

Marrirosa, séria, diante de Maria Paula, acabada.

Marrirosa — Eu não esperava isso dá Blanca, não sei nem o que te dizer minha filha… Esperava qualquer coisa, menos isso Maria Paula.

Maria Paula — Quem espera ter uma filha prostituta? Eu trabalhei tanto Marrirosa, eu dei o meu máximo, onde foi que eu errei? Essa é a pergunta que to em fazendo desde do momento que descobri. Onde foi que eu errei?

Marrirosa — Você não errou em lugar nenhum… Não se culpa pelas escolhas da Blanca, você não pode decidir o modo em que ela consegue se manter.

Maria Paula — Mas eu sou mãe dela e como mãe sou eu que tenho obrigação de sustenta ela, como mãe eu tenho que fazer das tripas coração pra Blanca ter o melhor… Como mãe você sabe que é assim.

Marrirosa — Você fez Maria Paula, meu Deus, quantas noites sem dormir aditando as coisas no restaurante, dias e dias na frente daquele fogão. Anos sem se cuidar, sem ao menos um dia de folga, pra manter um padrão de vida decente pra Blanca! A Culpa não é sua, você nunca deixou a peteca cair, fez de tudo pra dar o melhor pra ela.

Maria Paula — Mesmo assim não foi suficiente. É isso que me machuca, mesmo me fazendo em mil a Blanca teve que ir pra rua, teve que se vender. Se vender!

Marrirosa — Maria Paula…

Maria Paula — E não para por ai não, o casamento da Blanca é por dinheiro, não é por amor. Ela disse na minha cara que o Santigo era cliente dela.

Marrirosa — Minha amiga, ta na hora de você pensar em si, esquecer um pouco a Blanca porque ela não pensou em você quando fez toda essa sujeira.

Maria Paula — Pedir pra uma mãe esquecer a própria filha? Não é do nosso extinto, a Blanca pode me dar um tiro na cara que se eu sobreviver e ela precisar do meu coração e dou o meu.

Marrirosa — Mas ela tem que ter uma lição. A Blanca precisa parar!

Corta para:

CENA 5. AP. MARCELO E PAULO. INTERIOR. DIA

Dia Seguinte. Paulo e Marcelo tomando café da manhã, mesa farta, dialogo leve.

Marcelo – E você filho, ta bem? Ta conseguindo lidar com toda essa situação?

Paulo — O destino ta tratando de acertar tudo. Eu e o Mateus estamos cada vez mais firmes, não estamos com pressa e isso ta fazendo que nosso elo cada vez se torne mais forte.

Marcelo — Oh meu filho, eu fico muito feliz por você, tudo o que te deixei feliz eu torço pra que de certo.

Paulo – E o senhor tem que lutar pela sua felicidade também. Não deixa a oportunidade passar.

Paulo toma um copo de suco de laranja. Marcelo sorri pra ele.

Corta para:

CENA 6. APART ENRICO. INTERIOR. DIA

Vários processos espalhados pelo chão, alguns documentos, computador ligado uma bagunça organizada.

Lara — O que mais que intriga nesse caso é o tamanho da perfeição em não deixar evidencias comprobatórias.

Enrico — Em Londres peguei alguns casos como esse, sempre depois de procurar muito encontramos alguma coisa…

Lara — Assim eu espero Enrico porque eu não entro em nenhum caso pra perder. Precisamos descobrir quem é esse assassino é pra um bem da comunidade.

Enrico — Nós vamos achar.

Lara — Mas porque você voltou pro Brasil? Na Inglaterra com certeza você tinha mais recursos nas suas investigações.

Enrico — Por isso mesmo, eu estando no Brasil com menos recursos, porém com uma bagagem gigantesca Lara, aqui no Brasil eu tenho um destaque e diferença maior entre os demais da areia.

Lara — Pensando por esse lado você tem razão, sendo bem sincera, eu não sei se estivesse em outro país com mais recursos teria esse pensamento.

Enrico — A vida fora do brasil não é assim tão fácil, quando você fala que é brasileiro as pessoas torem o nariz, viram a cara… Você acaba procurando subterfúgios pra voltar pra casa.

Lara — Pois é, eu escuto muito isso, mas acho que só sentido na pele…/

Enrico — Então você volta pra casa e se depara com a sua realidade e com tudo que pode fazer, além de tudo isso, uma colega de trabalho tão linda como você.

Lara — (sem graça) Eu to vendo alguns relatos de alguns casos em Paris, tem muita semelhança com nosso caso Enrico.

Enrico — Não sabe receber elogios?

Lara — Sei sim, adoro elogios, quem não gosta né? Mas acho que não estamos no momento apropriado.

Enrico — Desculpa!

Enrico serve café a Lara. Eles se entrem olham. Clima leve, gostoso.

Corta para:

CENA 7. AP DE KAIRO.SALA. INTERIOR. NOITE

Kairo só de calça. Barbara já sentada no sofá, ele vem do quarto.

Kairo — Veio pra brigar mãe? Tô com dor de cabeça e de verdade eu não to afim de brigar com você.

Barbara — Eu vim em paz meu filho, depois do inferno que eu passei Kairo eu não quero brigar com você, quero fazer as pazes.

Kairo — Até quando?

Barbara — Kairo, por favor, bandeira branca. Eu quero entender você, a sua escolha a sua nova vida… Eu quero participar de tudo, quero estar por perto. Entende que é difícil pra mim, ninguém quer um filho gay, me ensina a entender tudo isso.

Kairo — Não é um bicho de sete cabeças mãe, não precisa de um cerimonia, em quatro paredes estou com outro homem essa é a única diferença. Mas continuou sendo o teu filho e o Kairo que eu sempre fui, eu nunca fingi nada.

Barbara — Agora você e pai. E eu não quero ver isso de longe, não me importa o que acontece com você na sua intimidade Kairo. Eu quero saber é se você e o Lucas estão cuidando bem da minha neta.

Kairo — Eu pensei que…/

Barbara — Esquece o que você pensou meu filho e me mostra a minha neta, to ansiosa pra pegar ela no colo.

Corta para:

CENA 8. AP MAITE E LUCIO. INTERIOR. TARDE

Maitê de frente ao espelho, teste de gravidez em cima da pia do banheiro.

Maitê — Meu Deus…

Corta para:

CENA 9. BOTAFOGO. RUA. EXTERIOR. NOITE

Maria Paula e Fred andando pela rua. Maria Paula um pouco melhor, mais forte e Fred cuidadoso.

Maria Paula — Eu preciso fazer alguma coisa Fred, eu tenho que dar uma lição na Blanca. Eu tenho que mostrar o lugar dela e o todo o erro que ta comentando.

Fred — Você não sabe nada da sua filha Maria Paula, como é que você quer corrigir, essa é a verdade, desculpa. Mas eu tinha que falar.

Maria Paula — Por isso mesmo, preciso ver a cara dela, preciso sentir quem eu tenho como filha. Preciso entrar no jogo da Blanca. Eu não posso mais tampar o sol com a peneira Fred, eu preciso encarar o mundo, ver a verdade nua e crua diante os meus olhos.

Fred — Até que fim a mulher de fibra despertou dentro de você meu amor. Tava na hora de levantar.

Maria Paula — Ta doendo Fred, doendo muito… Mas vai continuar a doer se eu não fizer nada. É minha filha e se eu não corrigir o mundo vai corrigir e esse a Blanca não vai aguentar.

Fred — Eu preferiria que você deixasse o mundo da uma lição na Blanca porque ela precisa de uma rasteira da vida…/

Maria Paula — (corta) É a minha filha quem estamos falando Fred, a rasteira ela já levou, só não ta sabendo como levantar! E ela vai levantar com a minha ajuda, não que não vá doer porque vai. Mas não quanto a justiça do mundo.

Fred — Já sabe o que vai fazer?

Maria Paula — Mais ou menos, a primeira coisa que eu vou fazer é dá o que a fonte merece. A Donatella vai me pagar, ela vai ser a primeira e vai ser hoje.

Fred — Ela parece ser perigosa Maria Paula, não faça nada que você possa se arrepender…

Maria Paula — Não vou me arrepender, nesta altura não tem nada que possa me causar arrependimentos Fred. To preparada pra tudo!

Fred — As vezes não parece a minha Maria Paula que está falando.

Maria Paula — Eu sou a mesma de sempre Fred, a mesma Maria Paula, o que acordou em mim é a sede de fazer a minha filha voltar pro eixos. Toda mulher por ser protetora tem isso e quando desperta ninguém freia.

Fred — Quem sou pra tentar parar então.

Maria Paula — E nem se atreva.

Fred — (beijando) Você ta me deixando excitado com esse seu jeito, ta me deixando mais louco por você.

Beijo apaixonado e quente entre os dois. Tempo.

Corta para:

CENA 10. CASA MARRIROSA.SALA. INTERIOR. DIA

Lúcio, Marrirosa, Ressureição, a conversa vai a meio.

Lúcio — As vezes as coisas acontecem quando a gente menos espero.

Ressureição — Acho que já sei onde está história vai dá em…

Lúcio — Mãe, com quantos anos você ficou grávida de mim?

Marrirosa — Com 20, quando recuerdo desto…. Que loucura Dios.

Lúcio — Agora a senhora tem 52 anos, ta na hora de ser vovó né.

Ressurreição — Sangue do cordeiro.

Marrirosa — Que es esto? Que hablas Lúcio? Eu ser avó, tá louco? Não tenho vocação pra isso Lúcio. Não me venha com as suas brincadeiras.

Lúcio — Mas não é brincadeira mãe, a Maitê ta grávida, você vai ser vovó!

Ressureição – Faustão? Ratinho, já sei, Silvio Santos? Gente cadê as câmeras? Não quero passar vergonha nas pegadinhas!

Lúcio — Não tem pegadinha nenhuma tia.

Marrirosa — Então é verdade!

Marrirosa desmaia.

Lúcio — Ela tem que fazer uma cena…

Corta para:

CENA 11. AP DE BARBARA. SALA. INT. DIA

Barbara e Maitê tomando um suco, conversa com clima agradável.

Corta para:

Maitê — Mãe, quando você ficou grávida teve muito enjoou?

Barbara — Muito filha, se eu não estivesse grávida teria secado, ficaria magérrima porque eu não queria comer nada.

Maitê — Me sinto tão enjoada também.

Barbara — Que?

Maitê — (feliz) Eu estou grávida mãe!

Barbara — (passada) Pai Cristo! Eu vou ser avó? Maitê, eu não to preparada, sou muito jovem pra isso minha filha…. Nem sei que roupa usar pra esse evento.

Maitê — (sorrindo) Não precisa ter roupa mãe, não é um evento, só amor. Meu bebe só precisa de amor, carinho.

Barbara — (emocionada) Eu sei e vou ser melhor vó do mundo… E o batizado eu vou organizar…Ah e as festas de aniversario também. Menina já até pensei na decoração da primeira. Vamos fazer no barco.

Maitê — Ai mãe você é louca!

Barbara — Mas meu bem, ninguém vive sem a minha loucura. E meu netinho vai amar a avó dele.

Corta para:

CENA 12. RIO DE JANEIRO. GERAIS. EXTERIOR. DIA/NOITE

Belos takes da cidade, indicando passagem de tempo de alguns dias. Um ultra-leve pousa na praia de São calçadão. Música: I heard it through the grapevine.

CENA 13. AP DE DONATELLA. INTERIOR. NOITE

Campainha toca. Donatella atende.

Maria Paula — (ansiosa) Que ótimo, era com você mesma que eu queria falar Donatella, tenho que te dar um negocio…

Donatella — Ah é? Um negócio? Adoro presentes.

Maria Paula — Olha que esse é bem especial… Posso entrar?

Donatella — Por favor…

Já na sala.

Donatella — O que você quer me dá

Maria Paula — Estou ansiosa pra te mostrar…

Maria Paula enfia a mão com tudo na cara de Donatella que cai sobre a mesa de centro de vidro, a mesa quebra, Maria Paula sobe sobre Donatella e dá outro tapa na cara de Donatella, puxa ela pelos cabelos e levanta, gritos de Donatella.

Maria Paula — Cala a boca, cala a boca, todas as vezes que você gritar eu vou dá mais na sua cara, isso é pra você aprender a não mexer com a minha filha.

Maria Paula dá outro tapa na cara de Donatella, a joga na parede que cai sentada e começa a chutar a barriga de Donatella, Maria Paula senta sobre os braços dela enquanto da vários tapas no rosto de Donatella. Tempo. Maria Paula cansada, levanta, pega a bolsa, se olha no espelho se arruma. Close de Donatella destruída no chão, ensanguentada, muito machucada. Maria Paula já saindo, olha pra trás.

Maria Paula — Se eu fosse você tirava umas férias porque o estrago foi grande, tenho certeza que você não vai querer explicar isso pra pessoas… E não tenta nada contra mim, vai ser muito pior pra você!

Corta para:

| CONTINUA AMANHÃ

 

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Escrita por
Luca Suiciniv

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção

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VALETE – Capítulo 24

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UMA NOVELA DE LUCA SUICINIV

228 - Cópia - Cópia (6)

Tempo-10

 

| CAPÍTULO  24

 

CENA 1. CADEIA.SALA. INTERIOR. NOITE

Otávio impaciente sentado, um agente penitenciário logo atrás. Eloisa entra, se sentindo superior. Grande embate.

Eloísa — (cínica) Dia difícil meu amor?

Otávio — Veio tripudiar Eloísa? É melhor você ir embora, nada que você faça pode me deixar se sentindo pior.

Eloísa — Mas é claro que não, não vim pra te fazer se sentir pior. Eu vim pra te deixar um trampo mesmo.

Otávio — O que você tem haver com isso?

Eloísa — (cínica) Eu? Jamais, tenho muito mais o que fazer, mas eu nunca poderia perder a oportunidade de ver você atrás das grades.

Otávio — Detesto a sua arrogância, a sua presunção…

Eloísa — Já eu, adoro a sua burrice, a sua falta de percepção do mundo Otávio… Pensou mesmo que ficaria livre depois de me dar uma rasteira?

Otávio — Vai pra put…./

Eloísa — (corta, séria, rápido) Que isso? Palavras de baixo calão? Nem em uma cadeia eu mereço palavras tão grotescas.

Otávio — Você é patética Eloísa!

Eloísa — Patética eu? Não! Você é patético e vou adorar assistir os próximos capítulos da sua degradação.

Eloísa levanta, quase saindo, olha pra trás.

Eloísa — Boa estadia neste hotel de luxo, bebê!

Já cortou antes para:

CENA 2. AP. DONATELLA. INTERIOR. DIA

Com a última fala da cena precedente em OFF, Maria Paula na porta do apartamento de Donatella. Toca a campainha algumas vezes. Tempo. Sofí abre a porta.

Maria Paula — Oi… Tudo bem? Sou…/

Sofí — (corta) Você deve ser a cliente que a Donatella falou que estava chegando.

Maria Paula — (sem entender) Não eu não…/

Sofí — Tudo bem, a grande maioria fica tímida na primeira visita, talvez você queira dá um up no seu casamento… Olha modéstia a parte, eu sou ótimo quando se trata de ménage.

Maria Paula — (impressionada) Ménage?

Sofí — Desculpa, estou indo rápido demais né… Eu, você e seu marido (percebe) opa, você não sabia que sou garota…

Maria Paula — (estarrecida) Do que você ta falando?

CORTA PARA:

CENA 3. AP DONATELLA. INTERIOR. DIA

Continuação imediata da cena anterior. Maria Paula estarrecida.

Maria Paula — Eu vim falar com a Blanca…

Sofí — Ah, Blanca… Ela deu uma saída, mas já deve está chegando. Qual o seu nome? Eu falo pra Donatella que você chegou.

Maria Paula — Não (tom) Não precisa, eu só queria falar com a Blanca, mas se ela não está (criando coragem) você é prostituta?

Sofí — (sorri) Também chamam assim, aqui preferimos produtoras de atividades intimas. Mas já que prefere, prostituta, o cliente sempre tem a razão. Ordens da Donatella.

Maria Paula — (impressionada)Prostituta (destruída) Meu Deus… Minha Blanca…

Sofí — Você ta bem? Por favor, entra… Eu vou te trazer um copo de agua.

Maria Paula — Não precisa, eu já to indo embora, nada me desce agora… Só não conta pra Blanca que eu vim até aqui, eu mesma vou ligar pra lá!

Sofí — Tem certeza? Você não parece bem.

Maria Paula — Tenho sim, por favor só não conta pra Blanca que alguém a procurou, nem pra Donatella… Eu mesma vou falar com ela.

Sofí — (simpática) Como quiser.

Corta para:

CENA 4. RUA CARIOCA. EXTERIOR. DIA

Com a última fala da cena precedente em OFF na mente de Maria Paula, ela andando atônica pela rua do edifício, quase é atropelada por um ciclista. Maria Paula acabada, flash back.

Corta para:

CENA 5. FORUM. ESTACIONAMENTO. EXTERIOR. DIA

Sueli vem saindo, Advogado acompanha. Quando chegar perto do carro do advogado, Sueli para e faz algumas perguntas.

Sueli — O senhora acha que temos chance de ganhar o caso doutor?

Advogado — Absoluta certeza dona Sueli, só o fato do Lucas não ter uma casa própria é uma grande vantagem.

Sueli — Ótimo e espero não perder mesmo, você está me custando uma fortuna e não posso dar esse gostinho ao Lucas.

Advogado — (firme) A senhora está nisso pela sua neta ou por vingança dona Sueli, se for por vingança eu prefiro não assumir esse caso.

Sueli — Meus interesses pessoais não desrespeitam a você, por favor, seja profissional doutor. É a sua obrigação.

Advogado — Até mais ver dona Sueli, até a primeira audiência!

Corta rápido para:

CENA 6. CATIVEIRO. AMBIENTE. EXTERIOR. DIA

Carro de Santiago estacionado. Ele conversa com Blanca e bandido.

Santiago — Como minha mãe está, vocês não machucaram ela né?

Bandido — Estamos fazendo do jeito que o patrão mandou, somo ‘profissa’! E a grana quando entra? Não dá pra ficar enrolando essa mulher mais não.

Blanca — Acho que ainda hoje, mas eu já trouxe um adiando pra vocês como o combinado. Esperem mais umas horas e vamos ligar pra vocês.

Bandido — E os coxinhas? Não corre risco de encontrar a gente não né? Se eu rodar, vocês rodam comigo!

Santiago — Policial nenhuma vai embaçar não, pode ficar tranquilo, o meu pai já tem muitos problemas na polícia pra procurar outro.

Blanca — Além do mais o Carlos sabe que a Barbara tem horror a colunas policias e preferiria morrer a ter uma foto estampada no jornal.

Santiago — Então, espera entrarmos em contanto com você e solta a minha mãe perto do Rio.

Santiago e Blanca entram no carro, arranca. Capangas se aproximam. Tempo.

Corta para:

CENA 7. SHOPPING. AMBIENTE. INTERIOR. TARDE

Vitória passeando pelo shopping, distraída vendo as vitrines. Donatella observa de longe, corte descontí-nuo entre as duas. Tempo. Donatella aborda Vitória quando ela está apaixonada por um vestido.

Donatella — Maravilhoso, não acha? É Carlos Miele, eu particularmente adoro as suas coleções, sempre deslumbrantes.

Vitória — Deve custar uma fortuna, mas é maravilhoso mesmo. Quem dera usar um desses.

Donatella — Posso te fazer usar um desses e muitos outros.

Vitória — (sarcástico) Tá bom, minha filha, você é fada madrinha agora? (saindo) Corta essa.

Donatella — Esse é o meu cartão, trabalho com agencia de modelo. Já lancei muita gente importante, você tem porte. Se sentir interesse me procura.

Vitória — Ok…

Donatella — (sarcástico) E fada madrinha? Não, não mesmo. Eu sou muito melhor do que isso.

Donatella vai saindo, Vitória meio tonta, mas encanta-da.

Corta para:

CENA 8. PRAIA. AMBIENTE INTERIOR. TARDE

Movimento. Mateus e Paulo caminhando ao pôr do Sol. Algumas pessoas ainda na praia. Focar apenas neles.

Paulo — As vezes eu fico me perguntando o que a vida quer comigo Mateus, quantos golpes eu estou ganhando em tão pouco tempo.

Mateus — Sei que é difícil, eu tive que sair de casa cedo pra poder estudar e ajudar a minha família… Praticamente não vi quando minha mãe faleceu, quando meu pai também partiu… Mas procurei ver com outro olhos essas situações.

Paulo — Depois que eu descobri a doença, pensei que poderia aguentar qualquer coisa, quantas vezes eu já sofri por ser gay, ou quando resolvi falar sobre ser HIV positivo na faculdade, mas nada supera o que to sentindo, a falta que a minha mãe faz.

Mateus — O mundo as vezes resolve desmoronar todo de uma vez sobre nós, mas não vejo nada melhor do que isso porque toda a dor e frustração acontece uma vez só.

Paulo — Só quero ter essa força que você tem Mateus, acho que não vou aguentar tudo isso sozinho…/

Mateus para de frente a Paulo, pega com carinho no rosto dele, lagrimas escorrem no rosto de Paulo.

Mateus — Nem por um momento, nenhum segundo pensa ou sinta que está sozinho Paulo, eu estou aqui com você, quero ficar com você, cuidar de você… Força você cria com o tempo, a cada vez que acor-da, todas vezes que sai de casa, que se encara no espelho!

Paulo — Você é o melhor que está me acontecendo Mateus.

Mateus — Tudo vai ficar bem, eu te prometo.

Paulo — (abraçando, tom) Obrigado!

Corta rápido para:

CENA 9. CASA MARIA PAULA. INTERIOR. NOITE

Maria Paula deitada no sofá cara de quem chorou muito, Fred vem entrando. Algo passando na TV, pouca luz.

Fred — Meu amor… O que você tem? Que aconteceu?

Maria Paula abraça forte Fred, lagrimas caem.

Maria Paula — Fred…Fred… Eu quero morrer, quero sumir!

Fred — Me explica o que aconteceu Maria Paula, eu não to entendo. Vou pegar um copo de agua com açúcar pra você meu amor! Um minuto, rapidinho

Fred sai. Tempo. Corta para Maria Paula terminando de beber agua.

Fred — Agora me fala o que aconteceu Maria Paula.

Maria Paula — (lagrimas) Lembra daquela carta anônima que me mandaram uma vez? Falando que a Blanca era prostituta.

Fred — Sei, que que tem?

Maria Paula — Hoje eu fui visitar a Blanca, falar que tinha ganho na loteria, que ela poderia voltar a morar comigo, não precisava mais trabalhar… Quando eu cheguei no endereço que ela me passou (chora mais) uma outra menina abriu a porta e…/

Fred — Calma meu amor, fala…

Maria Paula — (respira) Ela começou a me perguntar umas coisas, eu me fiz de desentendida porque não tinha coragem de perguntar a verdade.

Fred — Você tá me deixando nervoso Maria Paula, que verdade é essa meu Deus?

Maria Paula — O que estava dizendo na carta é verdade Fred, tudo aquilo que estava escrito sobre a Blanca, sobre a minha filha é verdade Fred… A Blanca é prostituta.

Fred — Como é que é?

Maria Paula — A minha filha, a minha pequena é garota de programa (chorando muito) a minha princesa!

Corta rápido para:

CENA 10. APARTAMENTO DE MATEUS.QUARTO. INTERIOR. NOITE

Televisão ligada. Mateus sai do banheiro ainda molhado só de toalha, Paulo olha pela janela, percebe quando Mateus sai do banho. Paulo se aproxima de Mateus, um beijo intenso. Sobe “ Eres – Anahí”

Paulo — Eu já estou pronto…

Mateus — Você não sabe o quanto eu esperava por isso.

Mateus beija Paulo com carinho. Toalha vai ao chão. Os dois vão deitando devagar, sem parar com o beijo. O olhar em conexão (CAM – aos mãos de Mateus pegam um preservativo) Mateus beija todo o corpo de Paulo. Corta para movimentos leves entre Paulo e Mateus próximo a janela. Tempo. Eles no chão, Mateus sobre Paulo.

Mateus — Eu amo você meu menino.

Paulo — Te amo como nunca vou amar outra pessoa… Aprendi que não preciso do ar para viver, mas de você pra me motivar a respirar.

Corta para eles na banheira, beijos intensos e apaixo-nados.

Corta para:

CENA 11. AP DE KAIRO.. EXTERIOR. DIA

DIA SEGUINTE. Campainha toca, Lucas vai atender, Oficial de justiça. Lucas atônico, assina um documento. Lê a intimação. Notificação sobre a disputa de guarda de Beatriz.

Corta para:

CENA 12. CADEIA.CELA DE OTÁVIO. INTERIOR. DIA

Detentos dormindo. Otávio já acordado, apático. Donatella chega.

Donatella — Quem te viu e quem te vê Otávio…

Otávio — Graças a Deus, eu pensei que você iria me deixar aqui… Quando eu saio?

Donatella — (sorrindo) Do que você ta falando? Você contratou algum advogado? Pergunta pra ele quando você vai sair.

Otávio — Então o que você veio fazer aqui?

Donatella — Te dizer pessoalmente que todos as ações que passei pra você eu estou re-tirando. Que as ações que Lavínia “passou” pra você, já estão em meu poder… Que a casa que você comprou, hoje é minha… Que a sua vida, agora pertence a mim!

Otávio — Do que você ta falando Donatella? O que você aprontou sua filha da puta?

Donatella — Eu nada, foi você que fez tudo, nas entre linhas, nas letras pequenas, nas ultimas páginas, nas clausulas no meio do documento. Naquilo tudo que você não leu com cede de riqueza, com espirito de burrice, com a mente pequena, estava escrito que eu era a portadora de tudo o que estava em seu nome caso você descumprisse com a lei, morresse, ficasse invalido.

Otávio — Você só pode está brincando Donatel-la! Eu mato você se estiver dizendo a verdade

Donatella — Matar? Não, você não vai conseguir fazer isso. Afinal vai ficar muito tempo atrás das grades, assassinar, falsificação… Vão te render muito tempo ai!

Corta para:

CENA 13. CASA MARIA PAULA. QUARTO DE BLANCA. INT. DIA

Maria Paula entrando no quarto de Blanca, começa a caminha devagar, vê as roupas, a cama, os livros, cader-nos. Lágrimas escorrendo pelo rosto. Pega o celular e dica um número.

Maria Paula — Alô… Falo com a Donatella?

Donatella — Ela mesmo, com quem eu falo?

Maria Paula — Estou casada a um tempo e queria deixar as coisas melhores, meu casamento está meio morto…

Donatella — Bom eu acho que tenho o que você procura, mas nesses casos é bem mais caro!

Maria Paula — (se contendo) Dinheiro não me importa, eu tenho… Só quero melhorar o meu casamento.

Donatella — Tenho uma menina, ela se chama Sofí e…/

Maria Paula — (corta) Não, me indicaram a… Blanca, não sei bem o que ela tem, mas meus contatos disse que vale a pena. Eu quero um programa com a Blanca.

Já cortou antes para:

CENA 14. COPACABANA PALACE.SUITE. INTERIOR. NOITE

Abre em Maria Paula com um vestido lindo bem maquiada, deslumbrante, de frente ao espelho. Campainha toca, Maria Paula respira profundamente e cria coragem. Abre a porta. Reação de Blanca e Maria Paula.

Maria Paula — Surpresa Blanca? Fica tranquila, eu pago bem… Você deve está sabendo. To milionária!

Corta.

| CONTINUA AMANHÃ

 

# VEM AÍ:

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Escrita por
Luca Suiciniv

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção

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VALETE – Capítulo 23

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UMA NOVELA DE LUCA SUICINIV

228 - Cópia - Cópia (6)

Tempo-10

 

| CAPÍTULO  23

 

CENA 01. LOTERIA. INT. DIA

Maria Paula ainda incrédula, pessoas abraçando – a e saudando. Planos gerais do lugar.

Corta:

CENA 02. CASA MARIRROSA.SALA. INTERIOR. DIA

Ressureição ajoelhada rezando, Vitória vem descendo as escadas mexendo no celular, se joga no sofá. Ressurei-ção incomodada.

Ressureição — Deus me livre, que falta de respeito meu Jesus… Vitória você vai ficar mesmo ai sentada enquanto eu rezo?

Vitória — Mas tia o que que tem? Qual o pro-blema?

Ressureição — É uma afronta, sua mãe te criou muito mal viu garota. Levanta desse sofá e cola seus joelhos no chão pra rezar cristã.

Vitória — Pirou tia? Já basta a minha mãe!

Ressureição — Vem contemplar as honras que Deus te concede garota. Louca ta você de ainda não ter vindo rezar comigo. Se quiser vou ai te buscar.

Vitória — Ai Meu Deus do Céu…Eu mereço!

Corta rápido para:

CENA 03. CASA DE BARBARA.SALA. INT. DIA

Maitê aflita andando de um lado pro outro. Leila trás um copo de agua pra Maitê, Santiago tens sentando no sofá. Kairo muito aflito. Carlos tentando se contro-lar. Telefone toca. Carlos avança e pega.

Carlos — Pronto… Carlos na linha.

Barbara — (off, grita) Socorro, me tirem da-qui!

Bandido — (off) 500 Mil reais pra libertar a dona, ou ela morre!

Carlos — Eu não tenho esse dinheiro todo, o valor é muito alto…Vamos negociar,

mesmo que eu tenha se eu sacar vai ser suspeito.

Bandido — (off) Não sou mané…Eu não quero saber… 500mil na mão ou a dona mor-re! Vocês tem 24 horas.

Barbara — (off) Carlos!

Carlos — (hesita) 500 Mil é muito, por favor, solta a minha mulher, não vamos a po-licia, tudo o que temos é 350 Mil…

Bandido — (off? Não ouviu eu falar porra? É 500 mil eu sei que você pode dá um jeito!

Carlos — Só não mata a Barbara…Eu vou dá um jeito!

Corta para:

CENA 04. RUAS CARIOCA. EXTERIOR. DIA

Maria Paula e Fred caminhando, Maria Paula super em-polgada. Fred animado.

Maria Paula — Tô tão feliz e ao mesmo tempo assus-tada, Fred a alguns dias eu estava vendo o meu restaurante… Agora eu ou milionária.

Fred — Meu amor, o destino gosta de brincar assim com a gente, quando menos se es-pera acontece alguma coisa.

Maria Paula — Tô aqui andando pela rua, minha ficha ainda não caiu. De verdade, es-tou anestesiada.

Fred — E qual o seu primeiro desejo como a nova milionária do Rio de Janeiro?

Maria Paula — Você sabe que mãe só fica feliz quando tem seus filhos em casa né Fred… Eu vou comprar um apartamento na Barra e trazer a Blanca pra dentro de casa de novo!

Fred — Seu pedido é uma ordem meu amor.

Corta para:

CENA 05. RESTAURANTE. INTERIOR. DIA

Abre em carne sendo flambada. Porta abre, corta para mesa de Lara e Heitor.

Lara — Sinceramente eu nunca pensei que es-taria com você num restaurante e num encontro romântico Heitor.

Heitor — Por que? Sou tão sem graça assim?

Lara — Claro que não… É porque nos conhe-cemos de uma forma tão inesperada e eu fui muito grossa com você.

Heitor — Que isso, eu jamais perderia a opor-tunidade de jantar com uma mulher tão encantadora quanto você.

Lara — (atraída) Então é galanteador.

Heitor — Nem é questão de ser galanteador La-ra, mas é impossível jantar com uma mulher como você e não se sentir bem, olha em volta devem está todos pensan-do “ cara de sorte, olha que mulher linda que ele está jantando”.

Lara — (Desconcertada) Assim você vai me deixar sem graça Heitor, por favor, já estou ficando vermelha.

Heitor — Vou tentar, prometo.

Lara — (simples) Podemos pedir?

Heitor — Claro…

Tempo nos dois. Corta para:

CENA 06. CASA DE BARBARA. QUARTO DE MAITÊ. INT. DIA

Dialogo já iniciado. Maitê bem abatida, Kairo tentando acalmar Maitê.

Maitê — (medo, entrecortado) Puta que…, É a nossa mãe Kairo! É ela quem está lá agora correndo perigo…

Kairo — Mas não tem nada que a gente possa fazer irmã, o nosso pai já está ten-tando achar o cativeiro.

Maitê — É… Mas nada assegura que ela vai sair de la sã e salva.

Kairo — Pensamento positivo é o mais impor-tante agora, é o máximo que podemos fazer Maitê.

Maitê — Pra mim não é tão fácil assim!

Kairo — Nem pra mim, nem pra mim minha ir-mã…

Corta para:

CENA 07. PISCINA DE CLUBE. EXTERIOR. DIA

Margot e Donatella tomando um drink. Margot com o ce-lular na mão gravando debaixo da mesa. Donatella bem despojada.

Margot — Agora conta ai querida, como você matou a Penélope? Porque convenhamos aquilo ali foi tudo preparado… Você já aprontou uma dessas querida!

Donatella — Você tem a imaginação bem fértil em Margot, querida… Poderia começar a escrever uma novela, ah não esquece. Me coloca como vilã. Odeio mocinhas!

Margot — Confesso que até gosto das suas iro-nias Donatella, mas desta vez, fala a verdade. Você tem um dedinho nisso né!

Donatella — Ela mereceu Margot e como diz a mi-nha querida Paola Bracho, os mortos não falam.

Margot — Aquela menina era praticamente a sua escreva Donatella, o que ela tinha contra você?

Donatella — As vezes quando você se faz de sonsa me da uma raiva.

Margot — Donatella, além da Penelope ser tua prostituta ela não mostrava nenhum pe-rigo pra você.

Donatella — Você acha mesmo que a Penelope só fazia isso? Querida, ela em ajudou no assassinato da Gislene, Lavínia e além de eu ser a cafetina dela… Meu bem, a Penelope tinha um arquivo que pode-ria acabar com a minha vida!

Margot — Realmente, no seu lugar eu também faria alguma coisa, mas matar?

Donatella — Mas eu matei, mais um ou menos um, tanto faz!

Margot — A sua frieza me assusta Donatella.

Corta para:

CENA 08. AP. LUCAS. QUARTO. INT. DIA

Sobe “Saudade – Sandy” abre em um bebezinho lindo no berço, aos poucos mostrar Lucas ali hipnotizado pela criança, no canto um retrato de Valentina (Fernanda Vasconcellos)

Lucas — Será como sua mãe deve estar meu amor?

CORTA PARA FLASH BACK. CENTRO CIRURGICO, VALENTINA EM TRABALHO DE PARTO, MEIO DESACORTADA, LUCAS O TEMPO TODO AO LADO DELA, VALENTINA UM POUCO NERVOSA. TENSAO POR TODA A PARTE.

Lucas — Calma meu amor, vai da tudo certo, os médicos estão fazendo tudo certo, você e a nossa beatriz vai ficar bem.

Valentina — (em lágrimas) Promete que você vai cuidar da nossa filha? Promete que nunca vai abandonar a nossa Beatriz?

Lucas — Meu amor, você vai cuidar dela comi-go pode ter certeza.

Valentina — Promete Lucas! Promete que você vai cuidar da nossa filha se acontecer al-guma coisa comigo (suplica) por favor, promete que vai cuidar dela.

Lucas — (emocionado) Eu prometo meu amor, eu prometo que vou cuidar da nossa prin-cesa todos os dias, sempre… Mas me

promete você que vai ficar viva, que vai cuidar da nossa Beatriz.

Valentina em lágrimas, calada.

Lucas — Meu amor, promete que você vai ficar comigo que você vai ficar com a gente meu amor.

Valentina — (muito emocionada) Eu não posso pro-meter meu amor, eu não posso…

Médico — Tirem ele daqui por favor.

Reação de Lucas.

Lucas — Aconteceu alguma coisa dr.? A Valen-tina está bem?

Valentina — Meu amor, presta atenção, promete que vai cuidar da nossa filha, promete que você nunca vai abandonar nossa fi-lha… Eu prometo que de onde é que eu esteja que eu vou estar olhando para vocês.

Lucas — Prometo meu amor.

Lucas dá um beijo na desta de Valentina, em seguida é retiro pelos enfermeiros do centro cirúrgico, Valenti-na começa a ser entubada, processos cirúrgicos para caso grave.

Valentina — Filha…

Corte descontínuo entre Lucas transtornado pelo corre-dor e Valentina falecendo aos poucos no centro cirúr-gico.

CORTA PARA TEMPO REAL.

LUCAS ACORDA ASSUSTADO. TODO SOADO. LEVANTA VAI ATÉ A SALA PROCURA POR KAIRO E NÃO ENCONTRA, VOLTA PARA O QUARTO E PEGA BEATRIZ NO COLO. VALENTINA APARECE ATRÁS DE LUCAS SORRINDO. BEATRIZ PERCEBE A PRESENÇA DA MÃE E SORRI.

CENA 09. AP.OTÁVIO. SALA. INTERIOR. DIA

Televisão ligada. Otávio apenas de short tomando uma cerveja. Campainha toca.

Otávio — Não tenho um minuto de paz nesse lu-gar, deve ser esses vizinhos malditos querendo se socializar. Vou mandar pro raio que o parta!

Otávio abre a porta de uma vez. Policias federais na porta.

Policial — Senhor Otávio? O senhor tá preso!

Corta para:

| CONTINUA AMANHÃ

 

# DIA 08 – ESTREIA:

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Escrita por
Luca Suiciniv

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção

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VALETE – Capítulo 22

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UMA NOVELA DE LUCA SUICINIV

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Tempo-10

 

| CAPÍTULO  22

 

CENA 01. AP DE SANTIAGO. QUARTO. INT. NOITE

Blanca e Santiago terminaram de transar, ofegantes. Blanca deitada sobre o peito de Santiago.

Santiago — (beija) Você acabou comigo hoje Blanca!

Blanca — Ser má, me dá fogo, me dá gás para viver Santiago. É o meu combustível meu amor!

Santiago — O que você fez Blanca?

Blanca — (sorridente) A essa hora a idiota da Penélope deve estar sendo presa.

Corta para:

CENA 02. AEROPORTO SANTOS DRUMMOND. INTERIOR. NOITE

Penélope na fila para despacho. Apresenta os documen-tos, passagem. Coloca as malas para serem despachadas, passam pelo detector. Alarme dispara. Seguranças se aproximam, reação de Penélope, gritos em OFF. Polícia chegando. Close de Penélope, tensa.

Corta para:

CENA 03. AP DE DONATELLA. SALA. INTERIOR. NOITE

Continuação imediata. Donatella muito irritada de pé em frente na janela, Sofí logo atrás. Blanca sentada no sofá.

Donatella — Eu não vou tirar ela de lá… Se a Penélope foi capaz de traficar, ela que sai com as próprias pernas. Eu avisei!

Blanca — Eu vou tirar ela de lá, me formo es-se ano, sei como fazer, tenho contatos de bons advogados. Eu vou tirar a Pe-nélope de lá.

Corta para:

CENA 04. DELEGACIA. CELA DE PENÉLOPE. INTERIOR. DIA

Dia seguinte. Penélope deitada no chão, duas mulheres na cela. Blanca entra com todo glamour, para de frente a Penélope que está atrás das grades.

Penélope — O que você tá fazendo aqui?

Blanca — Eu vou te tirar daqui!

Penélope — Como é que é? Você acha mesmo que vou confiar em você Blanca? Você em colocou aqui! Foi tudo parte do seu plano.

Blanca — O meu plano e eu sei bem o que estou fazendo, onde estou colocando os meus pés Penélope. E você tem que confiar em mim!

Enquanto fala, Penélope anda de um lado pro outro.

Penélope — Você se acha muito especial porque está se formando em direito, porque se acha uma mulher direita e respeitável. Meu bem, você é prostituta assim como eu, você vende o seu corpo por dinhei-ro assim como eu, qualquer um que te-nha um pouco de dinheiro pode deitar com você e fazer o que quiser como o seu corpo!

Blanca — Penélope…

Penélope — Ah Donatella faz parte disso? Ela tá te apoiando nessa loucura Blanca?

Blanca — Ela tem muito mais o que fazer, não perderia o tempo fazendo uma besteira dessas. E prostituta? Não minha queri-da e muito menos como você, eu sou única, inigualável. Não faço sexo com qualquer um, eu tenho uma lista de se-nadores, artistas, jogadores de fute-bol, ricos… Não vou apenas pra cama, eu viajo, estou em festas, participo de reuniões, coquetéis. Sexo é apenas um detalhe, eu escolho com quem eu quero transar e se quero transar, eu

traço com quem vou estar. Eu não sou uma prostituta barata, sou quase a ra-inha da Inglaterra, as pessoas preci-sam marcar hora, disputar dias, abrir brechas. Não sou qualquer uma, sou a melhor. Então não me compare com você Penélope porque eu sou muito melhor do que você! Eu tentei te ajudar, agora apodrece nesse cadeia, querida.

Corta para:

CENA 05. AP. DONATELLA.QUARTO DE DONATELLA. INT. NOITE

Donatella caminhando de um lado para o outro dentro do quarto. Pega o celular, desisti joga em cima da cama. Pensa mais um pouco, a ponto de ter um colapso. Pega o celular decida.

Donatella — (telefone) Alô… Sou eu Donatella, eu preciso de um favorzinho seu e você tá em devendo essa… Aham… Ainda hoje, pelo amor de Deus…Uma garota que foi presa hoje… Penélope Lua-na…Tráfico de drogas…

Margot passando pelo corredor, escuta a conversa de Donatella.

Donatella — (telefone) Eu não sei como… Mas faça… Isso mesmo…E que ninguém perceba nada…Ótimo… Quero a cabeça dela numa bandeja ainda hoje!

Corta para Margot.

Margot — Meu Deus, ela vai matar a Penélope.

Corta para:

CENA 06. ESTACIONAMENTO DO SHOPPING. INTERIOR. NOITE

Barbara se aproximando do carro, distraída, Barbara é surpreendida por um homem que aplica um golpe nela, carro se aproxima acelerado, para próximo. Barbara é jogada dentro do carro que sai disparado.

Corta para:

CENA 07. DELEGACIA. INTERIOR. NOITE

Briga já iniciada na cela em que Penélope está, planos gerais, Penélope recebendo chutes e socos dos outros detentos. Muitos gritos. Carcereira vem correndo, en-tra na cela e separa a briga. Penélope é levada pra enfermaria.

Corta para:

CENA 08. AP BOTELHO.QUARTO DE PAULO. INT. NOITE

QUARTO. Pouca luz. Paulo com a foto de Lavínia nas mãos, se lembra do último jantar juntos.

Lavínia — Ta se sentido bem filho? Tomou os remédios, fez tudo direitinho?

Paulo — Tudo como deve ser feito mãe, me passa o suco ai.

Marcelo — A gente até saiu pra correr hoje.

Paulo — E como sempre eu ganhei, ta me de-vendo uma viagem em.

Lavínia — Eu ouvi bem? Vocês saíram pra cor-rer? Marcelo!

Marcelo — Meu amor nosso filho tá bem, ele correu como sempre correu, o Paulo to-mou os medicamentos corretamente, se alimentou. Como o médico disse, que nosso filho tem a uma vida normal.

Lavínia — Não é bem assim Marcelo…/

Paulo — (corta) Oi, gente, eu to aqui. Parem de falar da minha vida como se eu não estivesse aqui ou a vida não fosse mi-nha. Mãe, eu estou bem, to me sentido ótimo mãe, por favor, para com essa paranoia.

Lavínia — Vocês ficaram completamente loucos e se você caísse? Se machuque-se Paulo? Em Marcelo? O que você iria fazer, o eu vocês iriam fazer?

Marcelo — (t) Levantaria, se tivesse se machu-cado íamos vir para casa o calçadão é um pulo daqui de casa, eu ligaria pro

médico e perguntaria o que teríamos o que fazer. (alterado) Eu e o Paulo não fomos retardados Lavínia.

Paulo — (t) Não precisa brigar por pouca coisa, foi só uma saída nada demais, vocês não precisam brigar por tudo o tempo todo.

TEMPO REAL.

Paulo — (chorando) Mãe, eu preciso de você!

Corta para:

CENA 09. DELEGACIA/ENFERMARIA/CELA. INTERIOR. NOITE

Abre em planos gerais. Celas pegando fogo, detentas sendo realocadas, muita correria, entre a fumaça das chamas, Donatella aparece vestida de enfermeira já no leito de Penélope; olha bem para ela. Penélope acorda.

Donatella — Você tinha que saber que ninguém me vence Penélope!

Donatella asfixia Penélope com almofada. Penélope per-de as forças. Tempo. Close de Donatella saindo dali, enquanto o caos toma conta.

Corta para:

CENA 10. RUA CARIOCA. INTERIOR. DIA

Blanca caminhando, celular toca. Ela logo atende.

Homem — (off)Dona Blanca, está feito! A don-doca já está conosco.

Blanca desliga o celular, sorridente. Vitoriosa.

Corta para:

CENA 11. AP DONATELA.SALA. EXTERIOR. DIA

Sofí dá notícia para Donatella e Margot. Reação de am-bas.

Sofí — (chorando) Acabaram de ligar da de-legacia, a Penélope se meteu em uma briga, estava na enfermaria e aconte-ceu um incêndio. A Penélope não conse-guiu escapar…

Margot — Que?

Donatella — (cínica, lagrimas) A Minha Penélope o que? Do que você tá falando Sofí? Que história ridícula é essa? Não é possível.

Margot — Quando aconteceu isso?

Donatella — Não importa quando aconteceu isso Margot… A Penélope morreu, morreu, quem vai poder reparar isso?

Donatella cai no chão, Margot sem entender. Sofí so-frendo.

Corta para:

CENA 12. AP.SANTIAGO. QUARTO. EXT. DIA

Blanca e Santiago perplexo com a morte de Penélope. Blanca escolhendo uma roupa para usar. Santiago colo-cando o sapato.

Santiago — Você acha que foi a Donatella que mandou fazer aquilo com a moça?

Blanca — Com certeza, o que a Donatella mais preza é pela imagem e a Penélope pode-ria a qualquer momento colocar a boca no trombone.

Santiago — A cada dia que passa eu me surpreen-do mais com a minha tia… Quando eu penso que não tem mais nada por vir, ela cria uma nova situação.

Blanca — Ainda vou ser como está mulher San-tiago!

Santiago — Pelo amor de Deus, ser ambiciosa é até excitante Blanca, mas uma assassi-na é demais.

Blanca — Por que?

Santiago — Preciso mesmo responder Blanca? O que que você tem na cabeça? Eu não quero me casar com uma mulher tão des-compensando como a minha tia …

Blanca — E se eu for uma assassina Santiago?

Santiago — Você não seria capaz meu amor.

Beija Blanca. Close dela, muito tensa, odiosa.

Corta para:

CENA 13. AP. ENRICO.SALA. EXTERIOR. NOITE

Margot lamenta morte de Penélope a Enrico, ele vem com uma xicara de chá para Margot.

Margot — Eu escutei Enrico, foi a Donatella que mandou matar a Penélope, meu Deus… Ela ta pior do que eu imagina-va Enrico!

Enrico — Nós precisamos agir Margot. Ela não pode fazer mais vitimas.

Margot — Ela não vai parar até conseguir ti-rar todo mundo da mira dela, qualquer pessoa que possa acabar com a imagem dela de boa moça, a Donatella vai ani-quilar.

Enrico — E você corre o risco de ser a próxi-ma Margot, você não pode dá mole pra essa psicopata.

Margot — Psicopata não, ela não tem nenhum problema, nada que seja justificado pela biologia Enrico. A Donatella faz porque quer, porque gosta.

Enrico — Estamos nos arriscando muito…

Margot — Eu sei e o pior que sei e tô com me-do Enrico!

Enrico — O que vamos fazer? Ninguém mais pode ser vítima dessa mulher

Margot — O único jeito de parar a Donatella, é matando aquela monstra. Não tem jus-tiça, cadeia, pessoa, nada que pare a Donatella. Só a morte Enrico!

Enrico — Você não tá….

Margot — E eu vou ter que fazer isso Enrico, eu prefiro apodrecer na cadeia por ter matado a Donatella, do que ter a minha consciência tão pesada de não conse-guir parar aquela vagabunda.

Enrico — Eu não vou deixar você fazer isso, é muita burrice…Não planejamos por tanto tempo tudo pra você jogar tudo pro alto!

Margot — Não estou jogando nada pro alto… Só estou perdida Enrico, eu não sei o que fazer.

Enrico — A primeira coisa que você tem que fazer é encontrar foco de novo Mar-got.

Corta rápido para:

CENA 14. LOTERIA.AMBIENTE. EXTERIOR. DIA

Maria Paula passando em frente a Loteria, lembra do jogo que fez, um pouco dura, mas acaba sorrindo, pega o bilhete dentro da bolsa. Entra na loteria, começa a conferir o jogo, reação de Maria Paula, sem acreditar.

Maria Paula — Eu ganhei…Ganhei!

Corta para:

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# DIA 08 – ESTREIA:

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Escrita por
Luca Suiciniv

Direção
Vinny Lopes

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VALETE – Capítulo 21

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UMA NOVELA DE LUCA SUICINIV

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Tempo-10

 

| CAPÍTULO  21

 

CENA 1. CEMITÉRIO. EXTERIOR. DIA

Abre em um pingo de agua caindo do céu, corte, lagri-mas escorrem dos olhos de Paulo que vela o corpo de Lavínia, Marcelo logo atrás muito abatido assim como também, Barbara, Maite, Carlos, Santiago, Kairo, Eloi-sa e Donatella

Paulo — Mãe, você não poderia ter me deixado!

Corta para:

CENA 2. RUA CARIOCA/LOTERIA. EXTERIOR. DIA

Maria Paula e Marrirosa caminhando, rua pouco movimen-tada. Logo depois entram na loteria.

Maria Paula — Mesmo que a Blanca tenha me dado o Casagrande de volta, eu preciso fazer alguma coisa, eu preciso pagar o San-tiago. O que ele vai pensar da Blanca?

Marrirosa — Usted tiene razio mi hija, no seu lugar eu faria a mesma coisa.

Maria Paula — Mas dinheiro não cai da arvore e não vou conseguir tanto dinheiro assim tão fácil!

Em frente a Loteria.

Marrirosa — Tal vez jugar a la loteria!

Maria Paula — Ai, eu não acredito muito nessa coi-sas e nem tenho sorte Mari.

Marrirosa — Que? Você tem muita sorte Maria Pau-la, una hija como Blanca, es uma gran suerte!

Maria Paula — Tá certa minha amiga, mas você e eu vamos jogar, ok? Assim quem ganhar ajuda a outra de alguma forma.

Marrirosa — Ok!

Maria Paula e Marrirosa entram na loteria, não está muito cheia, logo faz o jogo, pagam. Saem sorrindo, continuam a caminhar.

Maria Paula — Que o universo conspire em nosso fa-vor.

Marrirosa — Amém.

Maria Paula — Pra uma católica, você acredita bas-tante nesses jogos!

Marrirosa — As vezes é preciso, minha querida, nas crises que estamos, tudo é válido!

Maria Paula — Tá certa.

Já cortou antes para:

CENA 3. RUA CARIOCA.CLIP DE PASSAGEM EXTE. DIA/NOITE/DIA

Com a última fala da cena precedente em OFF, imagens muito rápidas. Sobe La Noche – Djavan. A serra do Rio de Janeiro, logo corta para o mar ainda durante o dia. Sol se pondo, noite vem caindo, noite agitada da zona carioca. Dia Seguinte.

Corta para:

CENA 4. LIFE&WORLD. SALA DE REUNIÕES. INT. DIA

Santiago, Marcelo, Paulo, Barbara, Donatella, Otávio reunidos. Eloísa de pé no fundo da sala. Um Advogado com o testamento de Lavínia em mãos.

Advogado — Propriedades e quaisquer outros bens pessoais de Lavínia ficaram em nome de seu filho Paulo e seu esposo Marcelo, como já foi comunicado mais cedo. La-vínia era portadora de 50% das ações da Life&World, em testamento ela nome-ou Otávio Parliton…/

Paulo — (corta) Como é que é? Que porra é essa?

Corta para:

ABERTURA DA NOVELA

CENA 5. LIFE & WORLD.SALA DE REUNIÃO. INTERIOR. DIA

Continuação imediata da última cena, Paulo alterado, Marcelo sem entender. Otávio altivo.

Paulo — (estressado) Como a minha mãe passou todas as suas ações para o Otávio? Ela o odiava, no entanto, que o demitiu.

Barbara — O Paulo tem toda razão, deve ter al-gum equívoco nisso dr.

Marcelo — Eu conheço muito bem a minha faleci-da esposa dr. E ela seria incapaz de cometer uma estupidez desta!

Otávio — (firme) Tem certeza que conhece a sua esposa querido? Eu acho que não, você nunca percebeu a frieza em que ela te trava, as inúmeras noites que ficava até mais tarde no trabalho, os vários coquetéis de última hora?

Marcelo — O que você tá insinuando?

Otávio — Eu era amante da Lavínia, vocês re-almente não perceberam? Toda a euforia que ela demostrou esses últimos dias, foi porque eu decidir terminar tudo, um rompimento é capaz de deixar qual-quer mulher carente, fora de si!

Corta rápido para:

CENA 6. AP DE MATEUS. INTERIOR. DIA

Quarto de Mateus, Paulo deitado no colo de Mateus, chorando bastante. Muita cumplicidade e emoção no diá-logo.

Paulo — Ele falou da minha mãe, como se ela fosse uma mulher qualquer e eu nem sa-bia como defender porque ela nunca se esforçou para demostrar interesse no meu pai!

Mateus — Independente do que tenha acontecido Paulo, a sua mãe foi vítima de um crá-pula, um ser capaz de usar da fragili-

dade das pessoas pra alcançar o seu objetivo.

Paulo — Eu sei, mas é tão difícil aceitar, é tanta coisa para assimilar… É como se o mundo estivesse caindo sobre a minha cabeça e eu não sei o que fazer pra desviar.

Mateus — (faz carinho nele) Ei, eu estou con-tigo Paulo, vou ficar ao seu lado pra enfrentar essa barra.

Paulo — Você tem sido uma pessoa tão especi-al, faz com que a minha doença seja apenas um detalhe e agora me ajuda a caminhar nesse momento tão difícil.

Mateus — É o que eu posso fazer quando alguém me ensina o lado bom de viver.

Paulo — Obrigado de verdade.

Mateus — Vai dá tudo certo.

Mateus beija Paulo com carinho, um pouco sem jeito, mas com muito carinho. Tempo.

Corta para:

CENA 7. SALA OTÁVIO. INTERIOR. DIA

Instantes antes de Otávio estourando um champanhe. Do-natella se aproxima com as taças, ele enche, Otávio puxa Donatella que encaixa perfeitamente no ao corpo dele.

Otávio — Foi uma tacada de mestre…

Donatella — (feliz)EU sou realmente demais meu amor (colando a mão na calça de Otá-vio) e você vai ter que recompensar de muitas maneiras, gostoso!

Otávio — (beijando) Sou ser submisso a você sempre.

Donatella — Vai mesmo… Mas não aqui e muito menos agora.

Otávio — Por que?

Donatella — Não podemos levanta suspeitas Otá-vio, qualquer deslize pode nos colocar

na cadeia. O fato de termos conseguido vencer a 1ª guerra não nos deixa livre de uma segunda que está se formando.

Otávio — Do que você tá falando?

Donatella — Paulo e Marcelo não vão sossegar até conseguir descobrirem a verdade, e se por alguém motivo eles tiverem provas que você e a Lavínia nunca tiveram um caso, que o testamento foi alterado e com certeza isso não vai respingar apenas sobre você.

Donatella deixa a taça sobre a mesa, pega a bolsa e sai da sala.

Corta para:

CENA 8. LIFE&WORLD.SALA DE SANTIAGO. INTERIOR. DIA

Blanca sentada de frente a Santiago.

Blanca — Filha da mãe… Ele foi muito esper-to!

Santiago — Eu sei e isso é o que me dá mais ódio nele, além daquele lugar perten-cer a mim Blanca. Não há um troglodita como o Otávio.

Blanca — Mas isso é muito fácil de resolver meu querido…

Santiago — Como assim?

Blanca — Vamos eliminar ele da jogada, vamos montar um esquema e tira-lo do seu ca-minho.

Santiago — E como faríamos isso meu amor?

Blanca — Fácil… Matando ele!

Santiago — Matar é longe demais e eu quero que ele fique bem vivo, pra eu tortura-lo o quanto puder.

Blanca — Não gosto muito desse tipo de jogo, sinto mias prazer em atirar na cara de um idiota como ele.

Santiago — Te ouvindo falar assim, me dá tanto tesão.

Blanca — Então se contenha Santiago, se você quer lugar do Otávio, temos que ser muito mais racional do que ele é!

Santiago — Ele não pode tá sozinho nessa, com certeza alguém o ajuda. O Otávio não é tão inteligente assim Blanca.

Blanca — Isso é fato meu amor. E não duvido nada que seja a Donatella a cabeça disso tudo, primeiro o casamento, de-pois as ações, agora ela ficar total-mente calada na leitura do julgamento.

Santiago — (pegando Blanca no colo e colca so-bre a mesa) Você além de gostosa é muito inteligente!

Blanca — Alguém precisa ser perfeito entre nós.

Santiago — E alguém tem que saber dá prazer en-tre nós.

Beijo com fogo, muita pegada. Corta rápido para:

CENA 9. LIFE&WORLD. SALA DE OTÁVIO. INTERIOR. DIA

Eloisa vem entrando e logo beija Otávio, ele recua. Eloisa não entende.

Eloisa — Você é dono de tudo isso aqui Otá-vio, não precisa mais se esquivar meu amor.

Otávio — Agora mas do nunca preciso de manter a aparência, preciso compor a minha imagem Eloisa!

Eloisa — (suspira) Ok, e o que precisa dr. Otávio? Me chamou com tanta urgência.

Otávio — Pega as suas coisas, recolhe seus matérias, passa no RH e resolve as su-as pendências.

Eloisa — (nervosa) O que você ta falando Otá-vio?

Otávio — (sem ter parado) Preciso contar com pessoas de alta qualidade, eu vi o seu

currículo e nem faculdade você tem Eloisa… Pensei fosse mais gabarita.

Eloisa — O que você está fazendo seu idiota?

Otávio — Estamos repondo todo o corpo de fun-cionários da empresa, a Lavínia era uma mulher muito generosa, quanta gen-te inútil empregada, muito desnecessá-rio…/

Eloisa — Você não seria capaz Otávio!

Otávio — (rir) Do que eu não seria capaz? Eu posso tudo e foi você mesma que me ensinou, eu sou e posso fazer o que que quiser. Agora sai da minha frente, sai da minha sala, sai da minha empre-sa, sai da minha vida… Você tá demi-tida Eloisa!

Corta rápido para:

CENA 10. LIFE&WORLD SALA DE SANTIAGO. INTERIOR. DIA

Banca em pé ao lado de Santiago que está sentado em sua cadeira. Blanca bem sensual com um copo de whisky na mão, firme.

Blanca — (casual) O dia está se aproximando meu amor.

Santiago — Você não tirou essa loucura da cabe-ça Blanca?

Blanca — Não e não existe a possibilidade de alguém me convencer o contrário Santi-ago, ninguém.

Santiago — Eu não quero parecer negativo, mas eu não tenho certeza que quero fazer isso Blanca, não faz sentido e nem te-mos a garantia que vamos conseguir to-do o dinheiro que você quer!

Blanca — Era pra você está no lugar no lugar que hoje o Otávio ocupa, era pra você ser o presidente deste empresa. Era você Santiago… Mas esse seu medo em ousar, em jogar te impede. O mundo es-

tá cheio de pessoas famosas, pessoas que conquistaram o que deseja pela forma mais limpa e bonita, mas esses demoraram muito, perderam tempo.

Santiago — Blanca…

Blanca — Eu acredito em você Santiago, eu sei o que fazer, como fazer, sei bem como vamos conseguir alcançar tudo o que desejamos pela maneira mais fácil.

Santiago — (enfurecido) Isso não é fácil Blan-ca, traspassar, jogar sujo. Não é fá-cil assim/

Blanca — Eu não estou te entendo Santiago, em um minuto você quer fazer tudo pra conseguir o que quer e no outro se torna Jesus Cristo… Qual é a sua Santiago?

Santiago — É a minha mãe Blanca, é difícil en-tender isso?

Blanca — E eu sei disso Santiago, e por isso mesmo se torna mais fácil e se você quer jogar sujo tem que ser capaz de fazer isso com qualquer pessoa. Até mesmo comigo!

Santiago — Não sei…

Blanca — Se você não engolir o mundo, o mundo vai te engolir Santiago!

Corta para:

CENA 11. RIO. ZONA SUL. PLANOS GERAIS. EXTERIOR. DIA

(Este rápido clip e os planos gerais da cena seguinte dir. Blanca deslumbrante andando pela orla da praia. Sobe: Russian Roulette – Rihanna.

Corta para:

CENA 12. AP DE DONATELLA.SALA INTERIOR. DIA

Margot verificando se tem alguém em casa, olhando pe-los cômodos, Donatella entediada revirando os olhos e reprovando o que Margot está fazendo.

Donatella — Meu Deus… O que você tá fazendo Margot? Não cansa de ser ridícula.

Margot — Foi você quem matou aquela mulher! A Lavínia.

Donatella — (rir) Você sempre com a imaginação avançada em Margot, adorei essa sua duvida.

Margot — Não foi duvida, é uma afirmação e não estou imaginando nada Donatella, eu sei bem do você é capaz de fazer.

Donatella — Se sabe mesmo o que sou capaz é bom esquecer essas suas suspeitas, a não ser que você também queira conhecer o reino do céus Margot.

Margot — Você é um monstro Donatella.

Donatella — Monstro eu? Que isso, sou uma pessoa tão boa, sou tão boa que eliminei uma pessoa que estava atrapalhando várias outras… Olha ai, trabalhei a minha caridade e amor ao próximo!

Margot — Eu tenho nojo de você Donatella, no-jo, e não vou descansar até te colocar detrás das grades.

Donatella — (aplaude de pé) Ótimo, excelente… Agora temos a sua verdadeira cara e o porque da sua volta ao Brasil Margot.

Margot — Já não sou aquela garota que você mandava e desmandava. Que você fazia o que desejava Donatella.

Donatella — Não, não é Margot… E eu não sou mais aquela mulher que você conhecer, eu estou muito pior, sendo capaz de matar quem for pra conseguir o que eu quiser! Eu estou entre a vida e a mor-te das pessoas, o julgamento final

pertence a mim, o desejo sou eu quem faz. Então se quer brincar comigo, te-nha a certeza que é um jogo sem volta.

Corta para:

CENA 13. AP DONATELLA.QUARTO DE PELENOPE. INT. TARDE

Penélope deitada, Blanc bate na porta e já vai entran-do.

Penélope — Se ninguém te ensinou Blanca, você espera responder se pode entrar ou não depois que se bate na porta.

Blanca — (disfarça) Desculpa, é porque real-mente é importante o que tenho pra fa-lar com você!

Penélope — O presidente morreu? Se tiver morri-do é uma urgência mesmo, a melhor coi-sa que você poderia me falar!

Blanca — Seria um sonho falar isso a alguém, mas não.

Penélope — Então o que você quer?

Blanca — Tenho um cliente maravilhoso em São Paulo, bem rico e além disso muito gostoso, transa como ninguém.

Penélope — Sorte a sua Blanca.

Blanca — Ele quer que eu vá para São Paulo hoje, o voo sai em 2 horas Penélope, a Donatella quer que eu me encontre com um cliente bacana hoje. Então pensei que você poderia ir.

Penélope — Fala mais…

Blanca — A Passagem está aqui, amanhã cedo você está de volta no primeiro voo, o que ela paga é suficiente pra dizer que você fez três clientes.

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# DIA 08 – ESTREIA:

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Participação Especial
Fernanda Montenegro como “Úrsula”
Mauro Mendonça como “Ferraço”

Escrita por
Luca Suiciniv

Direção
Vinny Lopes

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VALETE – Capítulo 20

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UMA NOVELA DE LUCA SUICINIV

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Tempo-10

 

| CAPÍTULO  20

 

CENA 1. QUADRA DE TÊNIS. INTERIOR. DIA

Abre em bola voando de um lado da quadra para o outro, Paulo rebate a bola e vai direto para Mateus. Jogo segue acirrado, Mateus acaba perdendo.

Mateus — Vamos tomar um suco? To com muita cede.

Paulo — Querer parar por que ta com cede ou porque ta perdendo?

Mateus — Porque estou com cede é claro, deixei você ganhar essa.

Paulo — (Sorrindo) Acredito Mateus, mente que eu acredito!

Mateus — IIIh ta doidão, eu não minto, ainda mais pra você… Bora tomar o suco que na volta eu vou te dar uma surra.

Paulo — Ta bom, se você perder vai ter que correr na praia e pelado.

Mateus — Fechou. E se você perder vai ter que me carregar nas costas caminhando pela rua.

Paulo — (brincando) Ai, ai, quero é ver!

Mateus — Agora chega de conversa e vamos beber esse suco.

Paulo — Ok, chefe.

Mateus — Gostei…

Paulo e Mateus seguem pra cantina brincando, sorriso.

Corta para:

CENA 2. LIFE &WORLD.SALA DE LAVÍNIA. INTERIOR. DIA

Pegando a bolsa, já saindo da sala. Pega o celular e disca o número de Marcelo, andando com pressa, passa por Eloísa como um furacão.

Lavínia — (tel) Alô, Marcelo?… Sou eu, Lavínia. Vou precisar ir a São Paulo agora… Não. To indo de carro mesmo, amanhã eu to de volta…Eu tentei… Eu acho até melhor, vou pensar na vida… Cuida do Paulo viu, te amo e até amanhã!

Corta para:

CENA 3. QUADRA DE TÊNIS. INT. DIA

Mateus começa a partida, Paulo rebate a jogada, Mateus acerta com força, Paulo se desequilibra com algo no chão e a bola vai direto no seu rosto. Reação imediata do Paulo, Mateus sai correndo em direção de Paulo, muito preocupado.

Mateus — Tudo bem? Machucou, desculpa… Desculpa mesmo…Se toda vez que a gente sair você se machucar…

Passa para vestiário, um homem sai, vestiário totalmente vazio, Mateus fazendo um curativo no rosto de Paulo, um machucado de leve. Olhos de Paulo não saem dos gestos delicados de Mateus.

Mateus — Prontinho rapaz, vai doer ainda um pouco, mas depois passa.

Paulo — (t) Você sempre vai cuidar assim de mim?

Mateus — (t) Sempre…

Paulo se aproxima ainda mais de Mateus, toca o rosto de Mateus com carinho, Mateus completamente parado, Paulo beija o rosto de Mateus, olha dentro dos olhos dele, Mateus beija profundamente Paulo, beijo apaixonado. Tempo. Sobe: “Christian Chavez – Pedazos”.

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CENA 4. RUA CARIOCA. INTERIOR. DIA

Lavínia na estrada em alta velocidade, corte descontinuou entre Lavínia dentro do carro e a rodovia. Curva fechada se aproxima, Lavínia tenta o freio que começa a falhar, reação imediata, tenta o freio que falha, um caminhão vem no sentido contrário, Lavínia completamente desesperada, joga o carro para fora da pista e acaba colidindo com um paredão.

Corta para:

CENA 5. AP DONATELLA. SALA. INT. DIA

Blanca colocando uma bebida, Penélope senta no sofá. Donatella vem entrando.

Penélope — Donatella, aquela cliente bacana que você em falou ontem, vou me encontrar com ele que horas?

Donatella — Nenhuma.

Penélope — Por que? Ele desistiu?

Donatella — Não, eu passei ele pra Blanca, ela tem mais gabarito do que você e tá começando agora, quero apresentar uma pessoa nova pra ele.

Blanca — Que isso Donatella, se for cliente fixo dela, pode deixar, eu ainda tenho os meus clientes próprios e que pagam muito bem.

Penélope — Ótimo (a Donatella) Me diz a hora e local que lá estarei.

Donatella — A Blanca vai ficar com o programa e você vai pro calçadão. Você não tá merecendo um cliente de gabarito não garota. E quem manda aqui sou eu, eu decido pra onde vai e com quem vai.

Penélope — (corta, irritante)Sempre é assim, chega uma garota nova e você manda pra casa do… E cada a sua menina? A Sofí?

Donatella — A Sofí está com um cliente importantíssimo em Brasília minha querida, fazendo festas, almoços…

Blanca — Nos temos que ir pro calçadão também Donatella? Você não em falou isso, que história é essa?

Donatella — Pode ficar tranquila, você não vai precisar se submeter a esse tipo de coisa…Agora se me dão licença (pegando a bolsa) eu tenho alguns assuntos pra resolver.

Blanca — (meia cínica)Ok querida, bons negócios para nós.

Donatella já fora do apartamento.

Penélope — Eu não vou deixar você roubar os meus clientes como aquela desqualificada da Sofí.

Blanca — (segura, debochada) Relaxa querida, tem homem pra todo mundo nesse país, o que é teu ninguém tira e muito menos eu quero.

Penélope — Ótimo!

Corta para:

CENA 6. HOSPITAL. RECEPÇÃO. INTERIOR. DIA

Marcelo entra desesperado no hospital, sem saber muito o que fazer. Vai até a recepcionista.

Marcelo — Oi… A minha mulher ela tá aqui,, em ligaram dizendo que ela tá aqui, Lavínia o nome dela, ela sofreu um acidente…

Corta rápido para:

CENA 7. ESTACIONAMENTO PRÉDIO. INTERIOR. NOITE

Barbara, muito nervosa, Donatella fingindo está horrorizada.

Barbara — (tel) Minha irmã você não sabe a tragédia que aconteceu Donatella…

Donatella — Calma Barbara, assim você em deixa nervosa, pelo amor de Deus, me fala com calma.

Barbara — (tel) A Lavínia sofreu um acidente de carro, ela tá entre a vida e a morte Donatella!

Donatella — Meu Deus… Me fala o hospital que vou até lá agora, meu Deus… O Carlos o Paulinho devem está precisando de força.

Barbara — (tel) Passa aqui, eu vou com você.

Corta para:

CENA 8. AP DONATELLA. QUARTO. EXT. DIA

Blanca vestindo uma lingerie super sexy, encontra na mala um punhal.

FLASH BACK

Blanca transando com um homem, Blanca sem interesse algum, homem penetrando por um tempo, goza, cai sobre Blanca. Tempo depois.

Homem — Quanto é?

Blanca se arrumando.

Blanca — 500,00, pode deixar em cima da mesa.

Homem — Não sei se vale 500,00 essa transa…/

Blanca — (corta, firme) Mas você não tem que achar que achar, só tem que pagar, já te dei o que você queria.

Homem — E se eu não quiser pagar 500,00, vai me obrigar?

Blanca — Você não se atreveria…

Homem se aproxima da mesa, coloca 200,00 em cima de mesa, Blanca vê pelo espelho. Homem vai se aproximando da porta.

Homem — Ta ai o que você merece, ainda fui bem bonzinho.

Blanca bate com um porrete na cabeça do homem. Homem desmaia, Blanca o arrasta até o quarto.

Blanca — Essa é a melhor parte do jogo.

TEMPO REAL

Blanca — (punhal na mal) Acho que hoje a brincadeira vai ser um pouco mais pesada.

CAM foca no salto de Blanca caminhando pelo quarto e o som do seu sorrio ecoa.

Corta para:

CENA 9. VESTIARIO. INTERIOR. DIA

Mateus e Paulo ainda se beijando, beijo suave e com paixão.

Paulo — Eu pensei que isso nunca iria acontecer.

Mateus — Tudo acontece na hora certa, mesmo se demorasse mil anos, eu sabia que um dia iria te beijar!

Corta para:

CENA 10. CASA MARIA PAULA. SALA. INT. DIA

Marrirosa com Maria Paula.

Maria Paula — Eu tenho uma filha de ouro Marrirosa, ela comprou o Casagrande só pra eu não ter que ir embora.

Marrirosa — Mas como ela conseguiu tanto dinheiro assim Maria Paula?

Maria Paula — O Santiago na verdade foi quem comprou, a Blanca o convenceu, eu juro que fiquei tão surpresa quanto você

Marrirosa — Não… Eu não fiquei surpresa, eu sei o quanto a Blanca é um menina do bem, do coração de ouro.

Maria Paula — E muito. Mas me conta, como está o Lúcio com aquela moça que ele ta namorando.

Marrirosa — Dios miõ! Estão morando juntos (se benze) Deus que perdoe os dois Maria Paula.

Maria Paula — Que exagero Mari, hoje em dia é a coisa mais normal do mundo morar juntos ante do casamento, eu acho até melhor.

Marrirosa — Eu acho o fim do mundo!

Maria Paula — Só você pra me fazer rir Mari.

Marrirosa — Mas é a verdade, não falei nada além da verdade.

Corta para:

CENA 11. HOSPITAL. UTI. INTERIOR. DIA

Lavínia desacordada dentro do quarto da UTI, Paulo e Marcelo a vem através da janela de vidro.

Marcelo — Eu só quero que a sua mãe fique bem, e se for pra ela ficar pelo resto da vida em cima de uma cama, eu prefiro que Deus a leve.

Paulo — (chorando)Pai, eu não consigo, eu não quero perder a minha mãe.

Marcelo — Só reza, reza pelo o melhor pra sua mãe.

Paulo — (chorando) Mãe….

Marcelo — Vai ficar tudo bem.

Corta para:

CENA 12. HOSPITAL.RECEPÇÃO. INT. DIA

Donatella um tanto distante de Barbara, disca rapidamente no celular o numero de Penélope.

Donatella — (tel) Lembra do seu juramento? Ta na hora de cumprir.

Close de Donatella, vingativa.

Corta para:

CENA 13. HOSPITAL. UTI. INT. DIA

Penélope no corredor vestida de enfermeira, segue confiante, linda. Entra no quarto que Lavínia está. Olha bem para o rosto dela, pega o desfibrilador.

Penélope — (debochada) Você não queria conhecer Jesus? Tá segurar na mão dele e subir.

Closes alternados. Penélope liga o desfibrilador e liga no máximo, coloca sobre Lavínia, duas, três vezes. Sinais fitais de Lavínia caem. Penélope ainda fica ali olhando, rir e sai deslumbrante. Sobe “Donatella – Lady Gaga”.

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| CONTINUA SEGUNDA

 

# 1° DE AGOSTO – ESTREIA:

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Participação Especial
Fernanda Montenegro como “Úrsula”
Mauro Mendonça como “Ferraço”

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Direção
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VALETE – Capítulo 19

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Tempo-10

 

| CAPÍTULO  19

 

CENA 1. CASA EDUARDO.SALA. INTERIOR. NOITE

Jantar finalizando, Eduardo servindo uma taça de licor para todos, Ursula, Ferraço, Karen. Dialogo leve.

Úrsula — Você trabalha em que mesmo Karen?

Karen — No momento não trabalho, até cursei Relações Internacionais, mas não exerço, meus pais tinham um boa condição, eles morreram e deixaram uma boa herança pra mim.

Ferraço — Mas você aplica me alguma coisa, de alguma forma?

Karen — Tenho aplicações fora do país e em tecnologia.

Úrsula — É rentável?

Karen — Olha, bastante. Tripliquei o que herdei.

Eduardo — Podemos falar de alguma coisa mais leve, ou teremos indigestão!

Ferraço — Quando teremos netos?

Karen — (engasga) Netos?

Eduardo — Não é prioridade papai, Karen e eu não pensamos em ter filhos, pelo menos não agora.

Úrsula — Posso até ser indelicada, mas Karen querida, você não pode demorar muito pra ter filhos!

Karen — Tá me chamando de velha?

Úrsula — Apenas estou sendo sincera!

Corta para:

CENA 2. CASA SUELI. INTERIOR. NOITE

Lucas entra em casa, passa pela sala, vai até o cozinha, sobe as escadas, vai até os quartos.

Lucas — Ué? Onde essa louca se meteu?

Vai até o quarto de Sueli, procura por Beatriz, vê a porta do guarda-portas meio aberta. Lucas abre a porta, não tem roupa alguma. Corre desesperado até o quarto de Beatriz e abre o guarda-roupas e não encontra nada.

Lucas — (desesperado) Meu Deus…

Corta para:

CENA 3. AP. LUCAS E MAITÊ. INTERIOR. NOITE

Maitê, cansada, senta numa poltrona. Lúcio entrando com a última caixa. Apartamento pequeno, simples.

Maitê — Não sabia que uma mudança cansava tanto meu amor, to exausta!

Lúcio — Essa foi a última caixa, agora só organizar as coisas. Com tempo a gente vai deixando do nosso jeito. Não é um palácio, mas ta bom pro começo.

Maitê — O importante é ser feliz meu amor. Senta aqui!

Lúcio — Você quer mesmo isso? Você ta disposta Maitê a encarar esse mundo sem tudo o que você tinha antes?

Maitê — Lúcio, olha em volta, eu to aqui com você. Eu sei onde tenho que estar e sei o que quero fazer meu amor!

Lúcio — Que mundo doido Maitê.

Maitê — Por que?

Lúcio — Como a gente se conheceu, como nos apaixonamos, e eu aqui na sua frente, e nunca mais vou deixar você ir embora da minha vida.

Maitê beija Lúcio com muito amor.

Corta para:

CENA 4. APART DONATELLA. INTERIOR. NOITE

Otávio, sério, diante de Donatella, debochada.

Otávio — Eu não concordo com essa sua maluquice de matar a Lavínia.

Donatella — Que bom que eu não preciso do seu aval pra fazer o eu quero, se situa Otávio.

Otávio — Você se sente muito superior, imbatível… Cuidado porque se o mundo te dá uma rasteira, você não levanta.

Donatella — Se o mundo tentar me da uma rasteira, eu derrubo o mundo Otávio.

Otávio — Sei…

Donatella — A Lavínia vai conhecer o céu, ela sempre foi louca por Jesus, é a grande chance dela conhece-lo. Uê gente, qual o problema de uma amiga fazer uma favor desse pela outra?

Otávio — Não brinca com essas coisas Donatella.

Donatella — E com o que eu posso brincar Otávio, em diz! Porque eu estou louca pra me divertir.

Otávio vira Donatella de costas, aperta contra seu corpo, beija a nunca de Donatella.

Donatella — To gostando…

Otávio — Vou te deixar toda arrebentada.

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CENA 5. CASA DE SUELI.SALA. INTERIOR. NOITE

Lucas andando de um lado pro outro, olha no relogio a hora, estressado, aguniado. Lucas pega o telephone.

Lucas – Alô… Polícia, quero fazer uma queixa de sequestro.

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CENA 6. APART LAVINIA E MARCELO.QUARTO. INT. NOITE

Quarto de Paulo. Lavínia e Paulo sentados na cama dele, juntos.

Lavínia — O que você quer me contar meu filho?

Paulo — A senhor nunca notou nada diferente em mim?

Lavínia — Como assim Paulo?

Paulo — Como eu posso explicar? O fato de que eu nunca tenha trazido uma namorada em casa, nunca te afetou?

Lavínia — Ai Paulo, hoje em dia nem existe mais isso meu querido, por isso acho

normal. Por que? Você ta namorando? Quem é a menina.

Paulo — Então…/

Lavínia — Você quer que eu mande fazer um jantar? Uma coisa bem simples!

Paulo — Não mãe, calma… Pelo amor de Deus! Não é isso.

Lavínia — O quê então Paulo? Eu já não estou entendo nada meu filho.

Paulo — (hesita) Eu sou gay…

Lavínia — Para de brincadeira Paulo.

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ABERTURA DA NOVELA

CENA 7. VITARELLI.ESTACIONAMENTO. EXTERIOR. NOITE

Penélope de costas roendo as usas, nervosa. Fred vem saindo do restaurante. Penélope vem logo atrás.

Penélope — (grita) Fred…

Fred — Oi, tudo bem? (brincando) ta perdida?

Penélope — Não, eu só precisava de dar uma coisa.

Penélope se aproxima com tudo e beija Fred, no começo hesita, mas se entrega.

Penélope — Desde do dia que você em ajudou eu não paro de pensar em você, eu já até vim aqui outras vezes, mas não tive coragem de falar com você, eu…/

Fred — Eu sou comprometido, não posso fazer isso. Desculpa.

Penélope — Bom, eu reparei que você não tem aliança no dedo, pensei…/

Fred — Pensou errado, eu estou comprometido e amo a minha mulher.

Penélope — Tudo bem.

Fred — Você já saiu daquela vida? Parou com aquela besteira.

Penélope — (debocha) Você acha mesmo?

Penélope sai na frente. Fred fica ali parado, começa a sorrir.

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CENA 8. CASA DE SUELI. INTERIOR. NOITE

Lucas desesperado, Sueli chega com Beatriz no colo. Lucas e pega Beatriz no colo, Sueli, cínica.

Sueli — Gente, Deus em livre, pra que isso homem?

Lucas — Você deve ta ficando louca Sueli, você tentou sequestrar a Beatriz?

Sueli — Eu? Jamais meu querido. Fui a lavandeira com a Beatriz, ou você queria que ela ficasse aqui sozinha? Só falta me dizer que queria que ela limpasse a casa também.

Lucas — Deixa de ser debochada Sueli. Você é muito dissimulada.

Sueli — Debochada, eu? Não mesmo, sou uma mulher maravilhosa, fantástica. E sai com a minha neta, qual o pecado nisso?

Lucas — Só passei pra pegar o restante das minhas coisas e da Beatriz, to indo morar de vez com o Kairo.

Sueli — Menino, espera. Vou fazer uma cafezinho para gente, rapidinho eu termino.

Lucas — Não me tira a paciência Sueli.

Sueli — Não tiro nada meu querido, só coloco e acrescento.

Lucas — Escuta bem Sueli, eu liguei pra polícia e falei que você sequestrou a Beatriz, eu vou na delegacia retirar a queixa, mas se você for atrás de mim eu mato você.

Sueli — Ai você quem vai pra cadeia Lucas, você gosta de policia em… É fetiche?

Lucas — Ridícula.

Lucas sai bufando. Sueli festeja, vitoriosa.

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CENA 9. APART KAIRO. SALA. INTERIOR. NOITE

Barbara e Kairo conversando. Lucas entrando no apartamento com as malas e Beatriz.

Lucas — Meu amor, você não sabe o que passei na casa daquela louca da Sueli.

Lucas percebe Barbara. Reação dos dois.

Barbara — Meu amor?

Lucas — Eu não sabia Kairo, se não eu…/

Kairo — (corta, abraça Lucas) Mãe, esse é o Lucas, no colo dela a Beatriz. A minha família!

Barbara — Como é que é?

Kairo — Dona Barbara, eu sei que você odeia repetição, então você entendeu.

Barbara — (atônica) Que brincadeira é essa Kairo? Pirou? Que história é esse de minha família?

Lucas — É melhor eu deixar vocês conversando sozinhos Kairo.

Kairo — Não você fica… Isso mesmo Barbara, eu to com o Lucas, eu sei que quando éramos mais novos você desconfiava… Aqui estamos, o destino tratou de nos unir e eu vou morar com ele.

Barbara — (dá um tapa forte na cara de Kairo) Quando eu voltar aqui, eu quero ver todo esse circo desfeito Kairo. Ouviu bem?

Barbara sai com tudo do apartamento. Kairo ali, humilhado, Lucas sem reação.

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CENA 10. APART EDUARDO. INTERIOR. NOITE

Úrsula e Ferraço em um sofá, Karen e Eduardo em outro, a conversa vai a meio.

Eduardo — Estamos pensando em passar a lua de mel na Grécia.

Úrsula — Pra que lua de mel se vocês já deitam e rolam juntos? Lua de mel é pra quem quer ter filhos, pra transar fica em casa.

Eduardo — Mãe, que linguajar é esse?

Úrsula — O que falei de mais gente? Somos todos adultos, ou você acha que só porque sou idosa eu não entendo mais as coisas?

Eduardo — Não é assim mãe…

Karen — Acho melhor eu ir embora, amanhã vou ter que resolver algumas coisas do casamento bem cedo.

Ferraço — No caso você mesma vai pagar?

Karen — Claro, eu pago o casamento e o Eduardo a viagem. Eu vejo mais vantagem assim.

Úrsula — Garota esperta, você é uma das minhas em… NO caso eu fiz diferente, o Ferraço teve que pagar tudo.

Ferraço — Gastei uma dinheirama com essa mulher Karen.

Eduardo — Mas vale a pena né pai.

Ferraço — Muito!

Karen — Vocês casaram muito novos?

Úrsula — Naquela época era diferente menina!

Eduardo — Mas hoje nós vamos nos casar por amor.

Karen — (beijando) Amos muito!

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CENA 11. RIO DE JANEIRO. GERAIS. EXTERIOR. DIA

Manhã Seguinte. É cedo. Música, “O que tinha de ser”, instrumental triste. Belos takes aéreos de arquivo da praia.

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CENA 12. CASA DE MARIA PAULA.SALA. INTERIOR. DIA

Na mesa Maria Paula tomando café, Blanca vem descendo com uns papeis na mão.

Maria Paula — Acordou cedo minha filha, que milagre é esse?

Blanca — Trousse isso aqui pra você… Abre, lê!

Maria Paula — O que é minha filha?

Blanca — (carinhosa) abre e lê.

Maria Paula — Ta bom (sorriso simples).

Maria Paula abre o envelope e lê, lágrima cai dos olhos.

Maria Paula — Você é a melhor filha que uma pai poderia ter…

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CENA 13. COPACABAN PALACE. INTERIOR. DIA

Abre em cama coberta pro sangue, sangue por todas as paredes, uma mulher completamente nua em um divã como em uma pintura, na banheira da suíte, um homem com uma estaca atravessa pelo corpo suspenso na parede.

Corta para:

CENA 14. DELEGACIA DO RIO. FRENTE. EXTERIOR. DIA

Carlos saindo da delegacia, apressado, procurando pelo carro. Chega mensagem no celular.

Carlos — Se for a Barbara de novo…

UMA NOVA VITIMA ESTÁ PRESTES A SER FEITA, SERÁ QUE DESTA VEZ VOCÊ VAI CHEGAR A TEMPO? COPA, HOTEL, SACADA.

Carlos volta correndo para dentro da delegacia.

Corta para:

CENA 15. AP.LUCAS E KAIRO.QUARTO. INTERIOR. DIA

Abre Kairo e Lucas deitados se beijando. Lucas sobre os braços de Kairo

Lucas — Sua mãe ficou transtornada ontem Kairo, fora de si.

Kairo — Qualquer dia ela ta vindo aqui meu amor, aquela ali eu conheço. Ela não fica contra os filhos nunca.

Lucas — Ainda mais você que é o queridinho…

Kairo — Sou nada, você sabe que detesto isso.

Lucas — Mas é verdade, você é o queridinho da Dona Barbara, era Kairo pra lá, Kairo pra cá… Eu sempre ouviu lá na sua casa meu amor.

Kairo — (apaixonado) Para da dona Barbara e beija vai.

Beijo apaixonado.

Corta para:

CENA 16. AP BOTELHO. QUARTO DE BARBARA. INT. DIA

Barbara deitada, uma bandeja de café na cama. Conversa já pelo meio.

Santiago — Eu sei que a senhora não quer, mas eu vou em casar com a Blanca.

Barbara atônica. Corta para:

| CONTINUA AMANHÃ

 

# EM AGOSTO – ESTREIA:

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Participação Especial
Fernanda Montenegro como “Úrsula”
Mauro Mendonça como “Ferraço”

Escrita por
Luca Suiciniv

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção

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