PEDRAS DO DESTINO| ÚLTIMO CAPÍTULO

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CENA 1/ ESCONDERIJO/ NOITE/ INT.
Continuação Imediata do Capítulo anterior.
Leonor começa a chorar. Léo e Verônica começam a rir dele. Dora fica olhando fixamente, espantada, para Verônica.
VERÔNICA – É só isso que você sabe fazer? Chorar e chorar?
LEONOR – Eu estou com raiva de você, sua piranha…
Verônica aplaude Leonor.
VERÔNICA – Isso mesmo… Mostre quem você realmente é Leonor Serra Neves!
DORA – Sua ridícula! Largue ela Leonor!
VERÔNICA – (GRITANDO) Me respeite, garota… Eu sou sua mãe!
Todos ficam se olhando. Dora e Verônica frente a frente com sangue nos olhos. Leonor espantado.
DORA – (APONTANDO O DEDO PARA LEONOR) Então ele é meu pai?
VERÔNICA – Você está maluca, menina? Ele não é seu pai! O seu verdadeiro pai morreu!
Leonor, que estava de cabeça baixa, levantou-se e ficou olhando para Verônica.
LEONOR – Como assim? Você teve outro homem a não ser a mim e ao Léo?
Verônica solta uma gargalhada.
VERÔNICA – Eu vim grávida para o Rio! Vim pra minha mãe concretizar o plano e matar o tio Roberto. Assim nós ficaríamos ricas e minha filha seria a dona das empresas Neves. O seu pai nos deixou na rua, tivemos que partir e eu não tive como cuidar da peste da menina que sempre gritava nos meus ouvidos.
Dora começa a chorar.
DORA – (CHORANDO) Como você pode fazer isso com uma criança? Mas como você pode ser minha mãe, se eu me lembro…
VERÔNICA – Aquela mulher que você sempre chamou de mãe era a Roberta… Mulher do Leonardo… Eu mandei matar ela, mas a peste voltou…
Verônica se lembra.

FLASH BACK 1

Roberta está sentada na cadeira de sua sala na Empresa Neves. Verônica entra na sala rapidamente. Ela se espanta ao ver Roberta e dá um grito.
ROBERTA – Verônica?
VERÔNICA – Roberta? Você está…
ROBERTA – Estou! Pensou que tinha conseguido me eliminar?
VERÔNICA – Sua desgraçada!

FIM DO FLASH BACK

Dora começa a chorar.
DORA – Independente de tudo, eu amo o Leonor… Nós vamos ficar juntos!
Dora agarra Leonor e os dois se beijam. Verônica tira a arma do bolso e aponta para eles.
VERÔNICA – Se você não for meu Leonor, não será de mais ninguém!
LEONOR – Solte essa arma!
Léo fica rindo atrás de Verônica. Dora dá um grito e voa em Verônica. Ela consegue tirar a arma da mão da vilã.
Dora aponta a arma para Verônica.
DORA – Eu e o Leonor iremos sair daqui, quem se aproximar vai levar tiro!
Verônica e Léo ficam com as mãos ao alto.
Dora e Leonor saem correndo e entram no carro, que sai veloz.
CENA 2/ HOSPITAL/ NOITE/ CONSULTÓRIO MÉDICO/ INT.
Marcela fica sentada na cadeira a frente do médico. Ele fica olhando para ela, que fica preocupada.
MÉDICO – (COM UM SORRISO NO ROSTO) Você conseguiu um milagre, Marcela!
MARCELA – Ai meu Deus, não me deixe aflita!
MÉDICO – Você está grávida, Marcela! Grávida aos 45 anos!
Marcela fica espantada olhando para o doutor.
MARCELA – Não é possível… Tem algo de errado nisso!
MÉDICO – Não há nada de errado, Marcela. Você está grávida!
Marcela começa a chorar.
CENA 3/ MANSÃO DE VERÔNICA/ NOITE/ INT. – SALA DE ESTAR.
Dalva se encaminha da cozinha para a sala, quando se sente tonta e começa a tossir. Ela vai até o telefone e liga para a ambulância. Em seguida, vemo-la sendo levada para o hospital.
CENA 4/ MANSÃO DOS VALADARES/ MANHÃ/ INT. – QUARTO DE SÉRGIO.
Dalila entra no quarto de Sérgio e fica preocupada ao vê-lo preocupado.
DALILA – Está acontecendo alguma coisa? Alguém te fez algum mal?
SÉRGIO – Não… Faltam poucos dias para a minha cirurgia e eu estou muito nervoso.
Dalila abraça Sérgio.
DALILA – Vai dar tudo certo, meu irmão!
CENA 5/ HOTEL/ MANHÃ/ INT. – QUARTO DE DORA.
Dora e Leonor acordam. A campainha começa a tocar e ele vai atender.
Ao abrir, um homem de aparentemente 70 anos, com cabelos pretos e uma longa barba está na porta.
LEONOR – Olá… Quem é o senhor?
HUMBERTO – Prazer, meu nome é Humberto. Desculpe-me, eu entrei no quarto errado! O senhor me desculpe, mas se parece bem com um amigo meu!
LEONOR – (RINDO)Qual é o nome desse amigo? Quem sabe não somos parentes?
HUMBERTO – O nome dele era Roberto Neves!
Leonor fecha a cara.
HUMBERTO – O senhor conhece ele?
LEONOR – Eu sou filho dele!
Humberto se espanta.
HUMBERTO – (ESPANTADO) Você é filho da Dalva?
LEONOR – Sim!
HUMBERTO – Sua mãe foi meu primeiro grande amor! Qual é o seu nome?
LEONOR – Leonor…
O celular de Leonor começa a tocar. Ao atender ele fica preocupado.
HUMBERTO – Mande um abraço pra ela!
LEONOR – Minha mãe não está nada bem, senhor Humberto.
HUMBERTO – O que houve com ela?
LEONOR – Está com câncer… Acabei de receber a ligação de que ela está internada novamente. Creio que o senhor gostaria de ir comigo.
HUMBERTO – Claro! Vamos!

CENA 6/ MANSÃO DOS NEVES/ MANHÃ/ INT. – SALA DE ESTAR.
Verônica desce as escadas.
VERÔNICA – Temos que dar um jeito de sair daqui, Léo… Hoje você conseguiu ficar aqui porque a Roberta está viajando a trabalho.
LÉO – Como? Não temos nem onde cair mortos!
VERÔNICA – O dinheiro da fortuna do Gregório é a única solução… Iremos fugir ricos!
LÉO – Tomara!
CENA 7/ HOSPITAL/ MANHÃ/ INT – RECEPÇÃO.
Humberto e Leonor chegam desesperados na bancada de informações.
LEONOR – Por favor, queremos visitar a paciente Dalva Serra Neves.
Quarto de Internação de Dalva.
Leonor entra correndo no quarto. Ele começa a acariciá-la.
Humberto entra no quarto em câmera lenta. Dalva se espanta.
DALVA – Não é possível!
Humberto e Dalva começam a chorar.
HUMBERTO – Assim que soube que você estava internada eu vim te ver!
DALVA – Agora eu posso partir em paz!
HUMBERTO – Não diga isso… Nós temos muita coisa pra viver ainda!
Dalva pega a mão de Humberto e a mão de Leonor e colocam juntas sobre seu peito.
DALVA – (CHORANDO)Vocês dois tiveram grande importância no meu caminho! Eu vi vocês dois irem embora por conta da minha ambição, do meu enfraquecimento. Eu me casei com Roberto por influência dos outros, eu deixei meu filho ser preso, por influência do Leonardo. Eu quis escrever um destino que não era pra mim. Quis escolher um caminho que não era o de rosas, era o de pedras. Eu quero desfazer todo mal que eu fiz… Quero que meus dois maiores amores fiquem juntos… Como pai e filho! Como vocês são!
Humberto e Leonor se assustam ao escutar a notícia da paternidade.
DALVA – Eu sinto que vou partir, não vai demorar. Quero ir embora vendo um abraço dos meus amores!
Humberto, com lágrima nos olhos, assim como Leonor, se abraçam. Dalva fecha os olhos aos poucos e morre.
Leonor voa em cima de Dalva e começa a gritar e chorar escandalosamente.
CENA 8/ HOTEL/ MANHÃ/ INT. – QUARTO DE DORA.
Leonor chega chorando muito em casa.
DORA – (PREOCUPADA/NERVOSA) O que foi amor?
LEONOR – (CHORANDO) Minha mãe… Morreu!
Dora fica espantada.
DORA – Era o melhor pra ela… Ela estava sofrendo, amor!
LEONOR – Não acaba por aí… Ela me contou quem é o meu verdadeiro pai.
DORA – E quem é?
LEONOR – O senhor que tocou a campainha aqui hoje!
DORA – Meu Deus!
Eles ficam espantados.
DORA – Eu sei que não é o melhor momento pra isso, mas preciso dizer uma coisa!
LEONOR – Diga!
DORA – Estou grávida, amor!
Leonor seca as lágrimas e começa sorrir.
LEONOR – Uma coisa boa em minha vida! Obrigado senhor!
CENA 9/ HOSPITAL/ MANHÃ/ MATERNIDADE/ INT.
Dalila e Iolanda estão de mãos dadas, uma do lado da outra esperando o nascimento de seus filhos. Os médicos de ambos partos fazem com que elas façam força e nasce as três crianças.
Dalila e Iolanda começam a chorar.

9 MESES DEPOIS…

CENA 10/ MANSÃO DE VERÔNICA/ MANHÃ/ INT. – SALA DE ESTAR.
Leonor vai até a mansão de Verônica, que está toda arrumada após o incêndio, para buscar alguns pertences para que eles possam sair do país. Ao chegar lá, encontra Verônica nua com os seios a mostra, com um chicote na mão.
VERÔNICA – Daqui você não sai, gostoso!
A polícia entra no local e pega Verônica. Ela começa a gritar. Léo escuta os gritos do quarto e vai até a porta. Porém ao abrir a porta encontra Dora que vai andando e ele de costas vai até a janela e de lá cai.
Verônica é levada até a viatura policial. Dora com uma grande barriga começa a sentir dores. Leonor a coloca no carro e eles vão para o hospital.
CENA 11/ HOSPITAL/ MANHÃ/ INT. – MATERNIDADE.
Leonor com uma máscara no rosto fica de mãos dadas com Dora. Ela começa a gritar. Começa a tocar a música Whats Now – Rihanna. A criança nasce. Sai dos olhos de Leonor e Dalva uma lágrima.
ENQUANTO ISSO EM OUTRO HOSPITAL…
Marcela grita para o nascimento do filho. Ulisses entra na sala de parto.
MARCELA – O que você está fazendo aqui?
ULISSES – Eu consegui! Vou responder processo em liberdade!
MARCELA – (COM DIFICULDADE NA FALA)Me desculpe por ter arruinado a sua vida…
ULISSES – (INTERROMPE) Não fala nada! Agora nós iremos cuidar dessa criança, com todo amor!
Ele dá um beijo em Marcela e nasce a criança.
CENA 12/ EMPRESA NEVES/ MANHÃ/ INT. – INAUGURAÇÃO DA EMPRESA NEVES.
Humberto sobe no palanque. Todo elenco está reunido.
HUMBERTO – É com maior orgulho e ao lado do meu filho que inauguramos essa nova Empresa Neves, comandado por quem realmente meu amigo queria que fosse governada. Leonor Serra Neves, meu filho, filho adotivo de Roberto. Pode dizer!
LEONOR – Primeiramente, eu queria agradecer por tudo que todos vocês fizeram por mim. Eu aprendi com cada um de vocês que quando o destino está traçado nada separa. Minha mãe! Viveu por 70 anos, superou tantas barreiras e no fim conseguiu o que queria. Meu falecido pai adotivo! Esse me ensinou o que realmente é ser digno diferente do meu irmão Leonardo, que nem está aqui para ver meu crescimento. Eu descobri que nem sempre o antigo amor é o verdadeiro. Aprendi que errar é humano e que temos vários caminhos, só basta escolher. Eu escolhi o caminho da felicidade! Enfrentei pedras e mais pedras, tropecei, caí, levantei e segui em frente. Hoje estou aqui! Vivo, com um filho e com uma esposa maravilhosa. Siga em frente e não ligue para as pedras do destino de nossa vida, tropece, mas siga em frente e viva intensamente.
Todos aplaudem Leonor. Vemos de todos os ângulos possíveis à imagem dele. Grande homem, que lutou pra ser diferente.
CENA 13/ CLÍNICA PSCIQUIÁTRICA/ MANHÃ/ INT.
Leonor entra no quarto e vê Léo brincando feito uma criança, com a cabeça raspada. Eles se abraçam e Leonor se emociona.
LÉO – Maninho… Pensei que você não ia me ver!
LEONOR – Eu vim meu irmão! Eu vim te ver!
LÉO – Você é o melhor irmão do mundo!
LEONOR – Você também!

“A maior Pedra que existe do ser humano é o destino. Ele é

capaz de descontrolar uma vida, mas Deus está no comando!


“E aqui se encerra a saga de um grande homem. O que

acontece depois? Isso fica na imaginação de cada um de

vocês. A felicidade é a amiga do amor!”

MENSAGEM DO AUTOR!

Mais uma vez, dever cumprido! Como em todas as minhas obras eu aprendi mais uma vez o verdadeiro sentido de estarmos aqui. Eu gosto de sempre mostrar isso, gosto de contar grandes sagas em que o mocinho nos mostra a vida. O sofrimento de Leonor não foi em vão. Ele sofreu durante 30 anos, foi preso, ficou procurando por um amor mentiroso, foi enganado pelo irmão e acabou muito feliz. O nome conseguiu abordar todos os núcleos: PEDRAS DO DESTINO. É uma frase que mostra o quanto temos empecilhos, mas temos que vencê-los sempre. Obrigado por tudo e até a próxima!

FIM!

PEDRAS DO DESTINO| PENÚLTIMO CAPÍTULO

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CENA 1/EMPRESA NEVES/MANHÃ/INT. – SALA DE ROBERTA.
Roberta fica paralisada por alguns minutos. Marcela fica olhando Marcela.
ROBERTA – Me desculpe, mas isso é um absurdo.
MARCELA – Eu sei, mas eu não mando no coração!
Marcela se levanta e fica de costas para Roberta.
ROBERTA – Ele sente a mesma coisa por você?
MARCELA – Ele diz que sim! Eu não sei afirmar.
ROBERTA – Cuidado… Você não beijou ou fez sexo com ele… Né?
MARCELA – Não… Nós fizemos amor!
ROBERTA – Que amor, Marcela… Amor você fazia com o pai da sua filha, que também está morta. Com esse sujeito só existe sexo.
Marcela começa a chorar.
MARCELA – Não foi sexo… Eu senti… Foi algo puro!
ROBERTA – Você pensa mesmo em continuar com um amor que matou sua filha?! Seria um desgosto para ela!
MARCELA – Eu não sei o que vou fazer!
CENA 2/MANSÃO DOS VALADARES/MANHÃ/INT. – SALA DE ESTAR.
Iolanda, Jorge, Sérgio e Marília estão assistindo televisão. Dalila entra com um sorriso no rosto.
DALILA – Vou aproveitar que todos estão reunidos e dar uma notícia, ou melhor, fazer um convite.
IOLANDA – Diga!
DALILA – Eu quero convidar Iolanda e Jorge para serem os padrinhos do meu casamento!
Iolanda e o Jorge ficam surpresos. Iolanda começa a chorar.
IOLANDA – Eu me sinto muito grata por tudo. Você se mostrou uma ótima amiga, e agora, eu quero ver essa criança, seu filho, meu irmão, nascer e ser criado a meu lado.
Dalila e Iolanda se abraçam, emocionadas.
DALILA – Quando meu filho nascer quero você a meu lado na hora do parto. Eu encontrei uma pessoa especial pra ser minha amiga de verdade.

CENA 3/ESCONDERIJO/NOITE/INT.
Dora e Leonor tiram um sono. Quando anoitece, Leonor pega a arma de seu bolso e entra no esconderijo, com a arma apontada para Léo.
LÉO – Então quer dizer que o irmãozinho veio defender a noivinha?!
LEONOR – Você não cansa mesmo… Fica sequestrando os outros. Isso não vai te levar a lugar algum.
LÉO – Você às vezes é digno de pena!
LEONOR – Eu consegui tudo o que eu queria, Léo. Eu subi na vida com minha própria empresa…
LÉO – Você queria tanto a Empresa Neves… Eu não deixei… Salvei-a… Matei o dono antes de a grande burrada ser feita!
LEONOR – O que?
LÉO – (RINDO) É isso mesmo… Eu matei nosso pai! Matei o seu paizinho amado… M-A-T-E-I!
Leonor começa a chorar desesperadamente.
LEONOR – Você me deixou durante 30 anos preso! Você é um psicopata… É por isso que te odeio tanto… Você matou nosso pai, Leonardo!
LÉO – Matei e não me arrependo…
LEONOR – Canalha! É isso que você é… Um verdadeiro canalha!
Léo começa a aplaudir Leonor.
LÉO – Isso… Mostre quem você realmente é… Um fraco, um perdedor.
LEONOR – Eu tenho uma filha…
LÉO – E você acha que eu não li? E você pode ter certeza que a filha não é sua! Ela é minha filha!
LEONOR – Eu vou encontrar ela… Nós vamos fazer o DNA, você vai ver!
LÉO – Não se iluda tanto… Essa menina deve estar morta!
Dora entra no esconderijo.
DORA – Quanta maldade, Léo… Fico impressionado com sua cara de pau.
LÉO – Teve que trazer a amante puta!
DORA – Não ouse dizer assim comigo!
LÉO – Está se achando demais… Nós iremos fazer muito sexo ainda.
Leonor pega sua arma e dá um tiro para o alto.
Verônica vai tirando as cordas.
LEONOR – Vamos fugir…
LÉO – Olhando a Verônica lembrei de uma coisa… O traficante que matou meu pai, recebeu um milhão de reais. A tia Geralda me ajudou… Eu matei ela porque ela ameaçou de contar tudo.

FLASH BACK

Manhã – Interno – Mansão dos Neves.
Geralda está sentada no sofá, na sala de estar da mansão. Léo entra no ambiente com duas taças de vinho na mão.
GERALDA – Hoje está fazendo mais um aniversário que seu pai morreu Léo… O engraçado é que você ficou milionário e nunca me pagou… Fique sabendo que aquele dinheiro eu tirei da mísera herança que ganhei de meu pai!
LÉO – No momento não posso te dar nenhum dinheiro. Estamos atolados em dívidas para pagar.
GERALDA – Eu vou acabar com você. Todos vão saber que você matou seu pai!

FIM DO FLASH BACK.

Verônica tira do bolso um revólver.
VERÔNICA – Pensou que eu era a santinha, Leonor? Eu sou o pior dos demônios, querido. Começando com… Você sabia que a nossa filha foi jogada no lixo? Sim, foi jogada por mim. Espero que não esteja surpreso.
LEONOR – Eu não estou acreditando nisso!

E AMANHÃ TEM O ÚLTIMO CAPÍTULO DESSA NOVELA QUE TROUXE UMA NOVA FORMA DE SE CONDUZIR UMA HISTÓRIA, A BASE DE SUSPENSE E MISTÉRIO. PEDRAS DO DESTINO CHEGARÁ AO FIM! E AÍ QUAL SERÁ O FINAL DOS VILÕES E MOCINHOS DESSA CORRIDA PELA FORTUNA? VOCÊ NÃO PODE PERDER!

NESTA SEGUNDA, AS PAISAGENS PODEM NÃO SER NATURAIS… TUDO PODE NÃO PASSAR DE UM FALSO HORIZONTE, A NOVA NOVELA DAS OITO DE YURI FERRER, O AUTOR DE DESEJO INSANO.

PEDRAS DO DESTINO| ANTE- PENÚLTIMO CAPÍTULO

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CENA 1/MANSÃO DOS NEVES/MANHÃ/INT. – SALA DE ESTAR.
Léo está sentado no sofá. Roberta vem da cozinha. Ela liga a TV.
ROBERTA – Resolveu alguma coisa a respeito da Verônica?
LÉO – Sim… Não vai ter jeito… Vamos ter que eliminá-la.
ROBERTA – Você sabe o perigo que está correndo, não é?
LÉO – (NERVOSO) Sei… Eu nunca falho… Em nada!
CENA 2/ESCRITÓRIO DO DETETIVE/MANHÃ/INT.
Leonor entra no escritório. Ele se senta na cadeira, ficando de frente ao detetive.
LEONOR – Conseguiu encontrar alguma pista?
DETETIVE – Eu encontrei certo número de crianças que nasceram no mesmo hospital e dia em que sua filha estava. Segundo algumas enfermeiras daquela época, a criança voltou lá para fazer alguns exames.
LEONOR – Então a prova que eu tenho são essas fichas?
DETETIVE – Sim… São as fichas!
LEONOR – Muito obrigado, detetive.
CENA 3/MANSÃO DE VERÔNICA/MANHÃ/QUARTO DE LEONOR.
Música de tensão.
Verônica entra no quarto de Leonor devagar, sem bater a porta. Ela vai até o guarda-roupa e pega o celular dele. A mesma vê uma mensagem de Dora.
Dora: Te amo, você sabe disso! As noites que ficamos juntos vai valer uma eternidade em meu coração.
VERÔNICA – (Em Off) Desgraçada!

CENA 4/HOTEL/MANHÃ/INT. – QUARTO DE DORA.
A campainha toca. Dora, que estava no banho, vai atender.
DORA – (ESPANTADA) Verônica?!
VERÔNICA – Eu mesma!
Elas entram, e se sentam no sofá.
DORA – O que traz aqui?
VERÔNICA – O que me trouxe aqui tem nome e sobrenome… LEONOR NEVES!
Dora se assusta.
DORA – E o que eu tenho haver com o Leonor?
VERÔNICA – Eu vi as mensagens que você fica mandando para ele. Como se fosse uma puta qualquer.
DORA – Cala a boca… Ele recorre a mim… Você é uma velha, não dá mais conta dele.
VERÔNICA – Escuta aqui, eu posso parecer santa, mas não sou. Quando quero alguma coisa, luto até o fim!
DORA – Você é digna de pena… Ter que vir na casa da amante para falar poucas e boas… Verônica, o Leonor não te ama mais… Ele tem pena de você.
VERÔNICA – Quem está sentindo pena de alguém aqui sou eu… Coitada de você… Tem que procurar o homem dos outros… Não se garante!
Dora dá um tapa na face de Verônica. A segunda retribui.
DORA – Eu só não acabo com você, pois tenho pena!
VERÔNICA – Fica longe do Leonor, se você não quiser uma cova no cemitério municipal.
Verônica sai do apartamento.
CENA 5/MANSÃO DOS VALADARES/MANHÃ/INT. – SALA DE ESTAR
Dalila fica pensativa. Iolanda assiste TV.
IOLANDA – Está tão pensativa!
DALILA – Sim estou… Às vezes fico pensando, como nenhum dinheiro ficou escondido aqui na casa do Raul… É muito suspeito!
IOLANDA – Eu também sempre achei suspeito! Segundo minha mãe, existe um cofre que ninguém descobriu.
DALILA – Nós temos que descobrir esse cofre, o mais rápido possível!
CENA 6/RUA/MANHÃ/EXT.
Verônica espera um táxi. Léo passa pelo local, sai do carro e sequestra Verônica.
CENA 7/MANSÃO DE VERÔNICA/MANHÃ/INT. – QUARTO DE VERÔNICA.
Leonor se deita na cama, quando escuta o barulho de uma mensagem chegando ao celular.
LEONOR – Não pode ser… Ela foi sequestrada!
CENA 8/HOTEL/MANHÃ/INT. – QUARTO DE DORA.
Dora está sentada no sofá, quando escuta mensagem chegar.
DORA – Não é possível!
CENA 9/ESCONDERIJO/MANHÃ/INT.
Esconderijo escuro. Em volta existem muitas árvores. Eles ficam dentro de uma casa de madeira.
LÉO – Não demorou muito, Verônica… Você será minha de novo.
VERÔNICA – Eu nunca vou ser sua… É melhor você entender, Léo!
LÉO – Você sabe muito bem das coisas que fiz no passado… Eu seria capaz de fazer tudo novamente.
VERÔNICA – Eu não tenho medo de você. Eu sinto pena!
LÉO – Cala a boca, desgraçada!
Leonor e Dora chegam juntos, se estranham, mas ficam atrás da pilastra ouvindo tudo.
CENA 10/EMPRESA NEVES/MANHÃ/INT. – SALA DE ROBERTA.
Roberta, sentada em sua cadeira, olhando para o computador. Marcela entra na sala, com dois copos pequenos de café. Ela se senta na cadeira a frente de Roberta.
ROBERTA – Você nem me contou… Como anda sua vida agora, sem a Fábia?
MARCELA – É o que sempre digo… Minha vida virou um verdadeiro inferno, Roberta… Tudo deu errado, pelo ao menos eu conheci essa empresa para trabalhar. Deixei de ser uma mulher caseira e me tornei uma mulher que precisa trabalhar de verdade!
Roberta coloca a xícara em cima da mesa, solta um sorriso, e fica a observar a irmã.
ROBERTA – Eu fico te olhando… Vendo o quanto você é bonita… E o coração, como vai?
MARCELA – É a parte mais complicada de tudo isso!
ROBERTA – Por quê?
MARCELA – Eu me apaixonei por um criminoso… Pelo assassino de minha filha!
ROBERTA – (ESPANTADA) O que?

PEDRAS DO DESTINO| CAPÍTULO 17

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CENA 1/MANSÃO DE VERÔNICA/MANHÃ/INT. – COZINHA.
Espantada,Verônica começa a chorar.Dalva fica sorrindo mais atrás.
LEONOR – Então…Não vai responder?
Verônica abraça Leonor,que se levanta.
VERÔNICA – Claro que eu aceito…Te quero pra sempre!
Os dois se beijam apaixonadamente.Dalva fica a olhar,com uma expressão de felicidade.
VERÔNICA – (OLHANDO NOS OLHOS DE LEONOR)Eu estava pensando…Eu quero que vocês fiquem aqui definitivamente!
Leonor fecha sorriso.
LEONOR – É meio complicado,Verônica.
VERÔNICA – Fica,amor!Fiz o que você queria…O que custa ficar aqui?
LEONOR – Está bem…Eu e mamãe iremos morar aqui!
CENA 2/MANSÃO DOS NEVES/MANHÃ/INT. – QUARTO DE LÉO.
Léo está lendo um livro,deitado em sua cama.Roberta entra rapidamente no quarto.Ela se senta na cama,e começa a tirar os sapatos.
ROBERTA – Que exaustão!
Léo fecha o livro e coloca na cabeceira da cama.
LÉO – Fiquei sabendo que colocaram fogo na casa do Leonor…Tem notícias sobre isso?
ROBERTA – Não sei de nada!
Léo pega no braço de Roberta.
LÉO – Você vai me contar!Foi você?
ROBERTA – Sim…Fui eu!Satisfeito agora!
Os dois ficam em silêncio.Léo beija Roberta,de forma exagerada.Eles deitam na cama,e começam a transar loucamente.

CENA 3/HOSPITAL/MANHÃ/INT. – SALA DE ULTRASSONOGRAFIA.
Iolanda e Jorge entram na sala de ultrassom.Ela se deita na cama,enquanto Jorge fica em pé observando tudo.A médica passa o gel,e o aparelho começa a marcar o início da ultrassom.
MÉDICA – (COM UM SORRISO NO ROSTO)Ansiosa mamãe?
IOLANDA – Estou sim,doutora.Ter um filho com o homem que eu amo…Melhor coisa do mundo!
MÉDICO – Olha…Um pezinho!
Iolanda começa a se emocionar.Jorge beija a testa dela.
JORGE – Estou do seu lado,amor.Tudo vai dar certo!Nosso filho será lindo!
A ultrassom acaba.Jorge leva Iolanda até a cadeira,junto a médica que se senta a frente de Iolanda.
IOLANDA – Está tudo certo com meu filho,doutora?
MÉDICA – Está sim,Iolanda!Só que tenho uma surpresa pra vocês!
JORGE – Diga,doutora…Sou muito curioso!
MÉDICA – Na verdade não é um menino,nem uma menina…Trata-se de duas crianças…Duas lindas meninas!Parabéns!
IOLANDA – Duas crianças?!
Iolanda e Jorge começam a chorar de emoção.Os dois se abraçam e trocam carícias,entre beijos e abraços.
CENA 4/MANSÃO DOS VALADARES/MANHÃ – SALA DE ESTAR.
Marília está sentada no sofá,tensa,com uma expressão de tristeza e mistério.Iolanda e Jorge chegam na sala,radiantes com a notícia dos gêmeos.
JORGE – Vou tomar um banho…Já volto!
Jorge sobe rapidamente às escadas.Iolanda,muito feliz,se senta ao lado da mãe no sofá
IOLANDA – Eu irei ter gêmeos,mãe…Estou muito feliz!
MARÍLIA – Que legal!Parabéns!
IOLANDA – O que houve,mãe?Está estranha!
MARÍLIA – Hoje é o dia que a Dalila vem morar aqui!
IOLANDA – E qual é o problema?
MARÍLIA – O problema não é esse…Fico pensando…Quantos segredos seu pai não escondeu!
Dalila entra na sala de estar,juntamente com Sérgio,seu irmão,que tem sua cadeira empurrada pelo mordomo.
Marília fica olhando Dalila.
CENA 5/EMPRESA NEVES/MANHÃ/INT. – RECEPÇÃO.
Marcela entra na empresa.Ela fica a olhar tudo a sua volta.A mesma chega até o balcão de informações.
MARCELA – Estou precisando de emprego…Quero falar com o diretor!
CENA 6/HOTEL/MANHÃ/INT. – QUARTO DE DORA.
Dora pega sua bolsa,para sair de casa,quando Leonor bate na porta.Ela abre,e ele entra.
DORA – Leonor?!
LEONOR – Sim…Eu vim te dar uma notícia!
DORA – Fale!
LEONOR – Irei me casar com a Verônica…Fiz o pedido hoje.
Dora fica espantada.
DORA – Você não pode fazer isso…Você não ama ela!
Dora agarra Leonor.Os dois se beijam loucamente.Eles vão se encaminhando até a cama,e fazem amor.Horas depois,os dois acordam.Eles estão na cama.
DORA – Depois disso tudo,você ainda pensa em se casar.
LEONOR – Não insista,Dora…Eu não sei o que eu quero…Eu esperei anos pra reencontrar meu grande amor,e agora eu vou me entregar a você.Não tem lógica!
DORA – Você não ama ela de verdade,só fica consumindo o desejo de reviver um passado ao qual tinha a seu lado os paparicos de seu pai,e essa mulher.Eu não confio na Verônica!
Leonor aponta o dedo na cara de Dora.
LEONOR – Escuta aqui,a Verônica é uma mulher de respeito.Ela merece tudo de bom,e eu vou ficar com ela!
CENA 7/MANSÃO DE VERÔNICA/MANHÃ/INT. – SALA DE ESTAR.
Leonor chega à mansão.Verônica está vendo a foto dela no nascimento de seu filho.
LEONOR – O nascimento de seu filho?
VERÔNICA – Sim…Estava lembrando esse dia abençoado.
LEONOR – Não há nenhum indício de onde ela está?
VERÔNICA – Infelizmente não!
Leonor e Verônica se abraçam.
CENA 8/EMPRESA NEVES/MANHÃ/INT. – SALA DE REUNIÃO.
Todos ficam surpresos.Léo entra na sala de reunião.Eles ficam a olhá-lo.
LÉO – Serei muito breve…Se algum de vocês pensar em dizer que eu estou por aqui,vão tomar uma cartinha de demissão…Ah,e serão mortos!
Todos olham para ele,com cara de assustados.

PEDRAS DO DESTINO|CAPÍTULO 16

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CENA 1/GALPÃO/NOITE/INT.
Geralda tira a mão da barriga,e se vê muito sangue em sua mão.Verônica fica espantada olhando de longe.Léo demonstra um sorriso sínico no rosto.
LÉO – (RINDO SÍNICAMENTE)Morre!
Geralda vai,devagar,caindo no chão.Ao longe,de uma forma aérea,se vê Geralda no chão toda ensanguentada.Verônica começa a gritar,e acaricia a mãe no chão.
LEONOR – (DE FRENTE A LÉO)Eu vou te colocar na cadeia…Você vai pagar!
LÉO – Não queria bancar o esperto,Leonor!Você pode ser minha próxima vítima,irmão!
Léo começa a correr.Leonor vai atrás dele.O segunda segue o primeiro,que corre em alta velocidade.Uma ambulância e duas viaturas policias chegam no galpão.
VERÔNICA – (CHORANDO)Salva minha mãe,doutor!Salva minha mãe,por favor!

CENA 2/MANSÃO DOS VALADARES/NOITE/INT. – SALA DE ESTAR
Dalila está sentada no sofá,rindo muito,ao ver uma série cômica na TV.Marília desce as escadas,e fica a observar Dalila.
DALILA – O que foi? Perder alguma coisa aqui?
MARÍLIA – (SENTANDO NO SOFÁ)Preciso ser honesta com você!Você não vai ficar aqui!O Raul não seria tão idiota…
DALILA – Escuta aqui,baranga…Cale a boca!Eu vou provar que meu filho é filho de Raul.
MARÍLIA – Baranga é sua avó.Aqui tem carne boa!
DALILA – (RINDO)Então é melhor você voltar no açougue,sardinha!
Iolanda entra na sala.
IOLANDA – Escutei tudo!Eu acho que a Dalila deve ficar sim!
MARÍLIA – Filha!
_______________________QUARTO DE IOLANDA______________
Jorge está triste,sentado na cama de Iolanda.
IOLANDA – (ACARICIANDO O ROSTO DELE)Por que está triste,amor?
JORGE – Você sabe que não gosto de confusão!Eu não quero ficar desafiando sua mãe,Iolanda.Eu quero viver em paz,e tenho medo de não conseguir por culpa dela.
IOLANDA – Escuta aqui!Nada vai acontecer com você,amor.Jorge,você é o amor da minha vida,é o homem que eu escolhi pra compartilhar uma vida.
Os dois se beijam apaixonadamente.
CENA 3/CASA DE LEONOR/NOITE/EXT.
Roberta vai até a porta dos fundos da casa,e percebe que está aberta.Ela liga o gás,e coloca fogo na casa.
Chamas sobem perto do rosto de Roberta,que deixa uma lágrima de raiva cair dos olhos.
ROBERTA – Que comece o show!
Música de Suspense
Roberta sai rapidamente da casa.Dalva sente o cheiro de fogo.
DALVA – Socorro!Socorro!
Roberta vê Leonor chegando.Ela foge.
LEONOR – Chamem os bombeiros!Minha mãe está lá dentro!
Verônica liga para os bombeiros.
Horas depois,os bombeiros chega e começam a apagar o fogo.Todos que estão a volta se espantam com o incêndio.Leonor entra dentro da casa,tossindo muito,e tira a mãe nos braços.A ambulância pega Dalva.Leonor sai do local,aos prantos.
CENA 4/HOTEL/NOITE/INT. – QUARTO DE DORA.
Dora está no computador.Ela começa a chorar,ao vê a foto da mãe em sua infância.A campainha toca,e ela vai atender.
DORA – Leonor?!
Leonor entra no apartamento de Dora.Ele entra desolado,chorando muito.
LEONOR – (CHORANDO)Eu estou desolado,Dora…Não aguento mais essa vida!
DORA – Por que?
LEONOR – (CHORANDO)O meu irmão,Dora…Estou vendo tudo se repetir…Estou vendo a ambição daquele jovem nos anos 80,novamente acontecer!
DORA – Mas você já sabia de como é seu irmão,Leonor.
LEONOR – Ele não está bem psicologicamente.Hoje mesmo ele sequestrou a Verônica…A minha casa pegou fogo,e nada foi explicado.
DORA – (ESPANTADA)Nossa!Então a situação está complicada.Se ele foi capaz disso,pode existir coisa pior.
LEONOR – (INTERROGATIVO)Fico me perguntando!O que você faria em São Paulo.Nem trabalho você conseguiu ainda.
DORA – É um assunto complicado…
LEONOR – Pode confiar em mim!
Dora fica em silencio por alguns instantes.
DORA – Estou procurando minha mãe!
LEONOR – (ASSUSTADO)Como assim?
DORA – (COM A CABEÇA BAIXA)Meu pai tentou matar a minha mãe,mas eu sei que ela está viva!
Eles se abraçam forte.
LEONOR – Eu vou te ajudar com o que for preciso,Dora!
CENA 5/PISCINA DE NATAÇÃO/MANHÃ/INT
Sérgio fica a observar Robert que está nadando na piscina.Ele dá um suspiro fundo.Roberta sai da piscina,todo molhado,e senta-se ao lado de Sérgio.Os ficam a olhar fixamente para frente.
ROBERT – Às vezes fico como você…Observo o horizonte!
SÉRGIO – O problema de observar demais é não poder fazer o que observa!
ROBERT – Não diga isso…Todos nós na vida temos nossa missão,Sérgio!Nascemos da forma que Deus quis,e isso não é uma coisa ruim…
SÉRGIO – (INTERROMPENDO ROBERT)Isso você diz porque não é um cadeirante…Um verdadeiro aleijado!
ROBERT – Não rebaixe a si mesmo,Sérgio…Tudo pode mudar!
SÉRGIO – Como assim?
ROBERT – Eu consegui o dinheiro…o dinheiro que vai te devolver a sua vida…Pra você poder nadar,como sempre sonhou!
Sérgio fica espantado,e começa a chorar.Sem reação,ele abraça Robert.
SÉRGIO – (CHORANDO)Obrigado,amigo!
CENA 6/PRESÍDIO/MANHÃ/INT. – SALA DE VISITAS.
Ulisses está sentado na cadeira,quando Marcela entra lentamente.
ULISSES – (ESPANTADO)Você?
MARCELA – Você não sabe quanto mal me causou!
ULISSES – Eu me arrependo muito de tudo que fiz,Marcela…Na verdade foi uma coisa inexplicável!
MARCELA – (SENTADA NA CADEIRA/CHORANDO)E tanto que disse para minha filha de seu caráter!Eu não sei o que você realmente queria!Era droga…É isso?
ULISSES – Não!
MARCELA – (CHORANDO)Você simplesmente matou um sonho…Matou uma vida…Quer dizer…Matou duas vidas!Como acha que me sinto ao deitar todas as noites em meu travesseiro,e lembrar que minha filha não volta mais!É fácil enterrar uma mãe,mas é difícil dar adeus a uma filha!
Ulisses abaixa a cabeça e começa a chorar.
ULISSES – Eu merecia a morte…Merecia ter sido condenado a prisão perpétua!
MARCELA – (COM RAIVA)Não…Você não merecia a morte,Ulisses.Eu não desejo a morte a você…Desejo que você apodreça nessa cadeia infeliz…Que você morra por dentro,e não por fora…Você não é capaz de amar ninguém!
ULISSES – (CHORANDO)Sou sim!Eu te amo,Marcela!
Marcela levanta a mão e dá um tapa na face de Ulisses.
MARCELA – Nunca repita isso!Eu não seria capaz de colocar um bandido do meu lado!
Um dos policias entra na Sala de Visitas.
POLICIAL – O horário de visitas terminou!
MARCELA – (LIMPANDO AS LÁGRIMAS)Passar mal,Ulisses!
CENA 7/MANSÃO DE VERÔNICA/MANHÃ/INT. – COZINHA.
Verônica e Dalva são servidas pela empregada.Dona Dalva bebe café,quanto Verônica,ainda de camisola,passa geleia no pão.
VERÔNICA – Onde está o Leonor?Estanho ele ainda não ter decido para o café da manhã…
LEONOR – Alguém aí falou de mim?
Leonor desce as escadas.Ele ajoelha-se aos pés de Verônica.
LEONOR – (ABRE A CAIXA,E MOSTRA ALIANÇA)Meu amor,aceita se casar comigo?
Verônica se espanta.Dalva fica surpresa.

FIM DO CAPÍTULO

PEDRAS DO DESTINO| CAPÍTULO 15

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CENA 1/CEMITÉRIO/MANHÃ SEGUINTE/EXT.
A câmera mostra Marcela com rosas brancas na mão, indo para o túmulo de Fábia.
Música: As Quatro Estações – Sandy e Júnior.
MARCELA – Minha filha!Quanta falta eu sinto de você, meu amor!
A música volta a tocar. Marcela coloca as flores no túmulo de Fábia.
MARCELA – Eu sei que estou errada. Estou apaixonada pela pessoa que arruinou sua vida.
CENA 2/MANSÃO DOS VALADARES/MANHÃ/INT./SALA DE ESTAR.
Marília, Iolanda e Jorge estão na sala. Marília começa a chorar.Iolanda é contida por Jorge,pois estava passando mal.
MARÍLIA – (CHORANDO) Meu marido está morto!Tanto fez pra ajudar os outros e agora morreu.
IOLANDA – (CHORANDO) Ele era chato, mas era meu pai!
CENA 3/CASA DE DALILA/MANHÃ/INT./COZINHA.
Dalila prepara o almoço. Sérgio chega com um jornal na mão.
DALILA – Que jornal é esse?Deixa-me vê!
Dalila toma o jornal da mão de Sérgio.
DALILA – (LENDO) Presidente Raul Valadares morre de cardiopatia. Não é possível!
SÉRGIO – Eu também levei um susto!
DALILA – (RINDO) Hoje é o melhor dia de minha vida. Eu vou conseguir ficar milionária.
SÉRGIO – Eu já te disse que isso não vai te levar a lugar algum.
DALILA – Eu não estou me importando… Só quero ser rica,e me vingar daquela família.
CENA 4/GALPÃO/NOITE/INT.
Música: Terror Réquiem for Dreams.
Leonor entra disfarçadamente no local. O lugar é sombrio.Está tudo escuro.
LEONOR – Tem alguém aí?
Sua voz reflete-se através de um eco.
Às luzes se ascendem. Leonor dá de cara com Léo.
LÉO – Olá, irmãozinho!
Léo está com um revólver na mão.
LÉO – Eu poderia ser bem mais prático. Atirava em você e tudo resolvido,mas não!Eu quero que você sofra!
LEONOR – Eu não te fiz nada, Léo.
LÉO – É você não me fez nada!Só foi o filho preferido do papai, seria o sucessor dele, roubou o amor de minha mãe e engravidou o amor de minha vida.
LEONOR – (GRITANDO) Não fui eu quem se meteu na sua vida, Léo. Você que se meteu na minha!
LÉO – (CHORANDO) Ser seu irmão me dá nojo!Eu tenho nojo de ter o mesmo sangue que você. Eu prefiro morrer do que ser seu parente.
LEONOR – (GRITANDO) E você acha que eu também não iria preferir Leonardo?!Eu odeio você, odeio com toda minha alma. Você arruinou com a minha vida,você que me separou da minha mãe.Eu fui preso por sua culpa.
LÉO – Isso seu sínico!Coloca pra fora quem você realmente é…
LEONOR – (GRITANDO) Cala a boca!
LÉO – Mais um grito e eu te mato, babaca!
Leonor começa a chorar.

LÉO – Vai começar a chorar, babacão!Eu fiz tudo da melhor forma. Eu trouxe provas de que você é um ridículo.
Léo liga o telão. Começa a passar uma cena em que eles eram crianças.
ROBERTO – (ENTREGANDO O PRESENTE A LÉO) Está aqui seu presente, Léo!
Léo abre o presente.
LÉO – Um boneco?!
ROBERTO – Sim!
Roberto chega até Leonor, e entrega-o três presentes.
Ele abre os presentes.
LEONOR – Uma bola, uma TV em cores e um boneco do Homem Aranha. Obrigado papai!
ROBERTO – De nada, meu filho!
Léo fica a observar. Desce uma lágrima de seu olho.
LÉO – Alguma coisa a dizer?
LEONOR – Eu não tinha culpa pelos atos do papai!
LÉO – Tem sim!
LEONOR – Abaixa essa arma!
Léo pega Leonor e amarra-o na cadeira.
CENA 5/CEMITÉRIO/NOITE/EXT.
Todos vão até o cemitério. O caixão de Raul é levado por Jorge e outros coveiros.Iolanda e Marília permanecem abraçadas e chorando.
MARÍLIA – Vá em paz, Raul!
IOLANDA – Adeus papai!
Iolanda e Marília jogam as flores no túmulo.
CENA 6/MANSÃO DOS VALADARES/NOITE/INT./SALA DE ESTAR.
Iolanda, Jorge e Marília chegam a casa, e se jogam no sofá.
IOLANDA – Minha cabeça está a mil!
MARÍLIA – Imagina a minha!
JORGE – Vocês precisam manter a calma. O Dr. Raul era um homem de muitos compromissos.Você vão ter que segurar essa barra!
MARÍLIA – Tem razão, Jorge.
A campainha toca.
IOLANDA – Imprensa não!
Jorge atende a porta. Dalila entra.
MARÍLIA – Quem é você?
DALILA – A mãe do filho do Raul!
MARÍLIA – Como?
DALILA – Veja!
Dalila entrega o exame de DNA nas mãos de Marília.
MARÍLIA – Desgraçado!
CENA 7/GALPÃO/NOITE/EXT.
Verônica e Geralda veem Léo maltratando Leonor.
VERÔNICA – (SUSSURRANDO) Eu vou desamarrar ele!
Geralda e Verônica entram no Galpão. Verônica vai até onde está Leonor.Ela começa a desamarra-lo,enquanto Geralda segura Léo.O revólver dispara vários tiros,até que um acerta alguém.Todos ficam em silencio e se olhando.

ULTIMOS

PEDRAS DO DESTINO| CAPÍTULO 14

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CENA 1/CASA DE ULISSES/MANHÃ/INT./SALA DE ESTAR.
Ulisses cochila no sofá da sala de estar. Marcela bate na porta.Ele levanta-se e vai atender.
ULISSES – (ESPANTADO) Você?
MARCELA – Não só eu… Mas os policiais!
Quatro policiais entram na casa de Ulisses. Ele se espanta.Os policiais algema-o.
ULISSES – Eu te amo, Marcela!
MARCELA – Já te disse pra parar com isso!
Ulisses é levado até a viatura. Os vizinhos ficam a olhar a movimentação.A viatura vai embora.Ele fica olhando Marcela,que em seguida cai no choro.
CENA 2/CASA DE LEONOR/MANHÃ/INT./SALA DE ESTAR.
Leonor está sentada no sofá. Ele pense no beijo de Verônica,e em Dora.Dalva se senta a seu lado.
DALVA – Está sentindo alguma coisa, querido?
LEONOR – Está muito confuso, mãe!
DALVA – Com o quê?
LEONOR – (LEVANTANDO DO SOFÁ) Entre Verônica e Dora. Quando dormi fora de casa,eu estava com Dora.Ela tirou de minha cabeça todos os problemas que estava enfrentando.Bebemos…
DALVA – E transaram!É isso?
LEONOR – É sim, mãe… Ela me mostrou um horizonte totalmente diferente ao qual eu estava acostumado a viver.Deu asas a minha imaginação,me fez viajar.
DALVA – E pela Verônica?O que sente?
LEONOR – Eu lutei muitos anos por Verônica, mãe. Foram muitos anos de minha vida pra poder reencontrar o grande amor de minha vida.Eu tenho um filho com ela.Isso é muito forte,entende?
DALVA – Mas você não sabe onde estar esse filho. Veja bem!Essa criança sumiu, assim como ela sumiu. Você não deve parar sua vida toda por um fantasma do passado.Entenda,se o passado não deu certo,ele não dará certo no presente e nem no futuro.
LEONOR – O problema é que eu amo esse passado. Eu quero reencontrar meu filho,quero ser feliz com Verônica.Mas esse presente me tira do sério.Esse presente me faz feliz,sabe?Eu não sei o que sinto por Dora.
DALVA – Deixe se entregar meu filho. Deixe que o tempo te mostre quem realmente você ama.
LEONOR – Obrigado, mãe!
Os dois se abraçam. Ele sobe às escadas,e vai para seu quarto.

CENA 3/MANSÃO DOS NEVES/MANHÃ/INT./QUARTO DE LÉO.
Léo fica a olhar um revólver, que está em sua mão. Seus olhos ficam lacrimejados.Roberta entra no quarto,e leva um susto.
ROBERTA – (ESPANTADA) O que é isso, Léo?Você quer matar seu irmão?
LÉO – Bom, eu não penso nisso. Tudo pode mudar de acordo com a valentia do Leonor.Se eu não ficar com Verônica,ele também não vai ficar.
ROBERTA – Você está casado comigo, e ainda pensa nessa mulher?!
Léo aponta a arma para Roberta.
LÉO – Não diga mais nada… Você pode se dar mal!
ROBERTA – Como seria essa emboscada?
LÉO – Vai ameaçar matar Verônica. Vamos ver se o Leonor vai ceder.
ROBERTA – Ceder?
LÉO – Ele iria obrigar a Verônica a se casar comigo.
CENA 4/CASA DE LEONOR/MANHÃ/INT./SALA DE ESTAR.
Leonor desce devagar às escadas. Ele chega perto sofá e vê sua mãe desmaiada no chão.
LEONOR – (BATENDO NO ROSTO DE DALVA) Mãe!Acorda!
Ele pega-a no colo, e leva até seu carro. O mesmo tira o carro da garagem e vai para o hospital.
CENA 5/HOSPITAL/MANHÃ/INT./SALA DE ESPERA.
Leonor fica andando de um lado para o outro. O médico chega na sala.
LEONOR – (DESESPERADO) E aí, doutor?Como está minha mãe?
MÉDICO – (TRISTE) Infelizmente sua mãe teve que ser transferida para a UTI. Ela vai precisar se submeter a uma cirurgia de retirada da mama.
LEONOR – (COLOCANDO A MÃO NA CABEÇA) Meu Deus!O que eu vou fazer?Eu posso ir vê-la?
MÉDICO – Ainda não. Estamos equilibrando seu estado de saúde.
CENA 6/MANSÃO DE GREGÓRIO/MANHÃ/INT./SALA DE ESTAR.
Verônica se encontra na mesa que fica ao lado da TV. Ela mexe em seu laptop, quando Leonor bate na porta. Ela atende.
VERÔNICA – O que foi?
Leonor começa a chorar e abraça Verônica.
VERÔNICA – Entra!
Eles entram. Verônica e Leonor sentam-se no sofá.Ela acaricia-o.
LEONOR – É minha mãe, Verônica… Ela não está nada bem.O câncer está piorando.Agora que eu reencontrei ela.
VERÔNICA – Sua mãe está em um estado crítico, Leonor. Você deve ser mais forte e enfrentar tudo.Só assim você vai poder cuidar dela.
LEONOR – (CHORANDO) É muito difícil pra mim!Eu já perdi meu pai, você e agora não quero perder minha mãe… Amanhã eu tenho um encontro de empresas!
VERÔNICA – Encontro?
LEONOR – Sim!Eu preciso ir nesse encontro de empresas.
VERÔNICA – Fique tranquila!Eu vou ir com você.
CENA 7/HOSPITAL/MANHÃ/INT./SALA DE ESPERA.
Os médicos começam a correr. Marília estranha a movimentação.
MARÍLIA – O que está acontecendo?
MÉDICO – Está fazendo o possível. O Dr. Raul está em estado gravíssimo.Precisamos do órgão.
MARÍLIA – (CHORANDO) Meu Deus!
MÉDICO – Vai até o hospital vizinho. O Dr. Vasco vai ficar com ele.
MARÍLIA – Está bem!
CENA 8/HOSPITAL VIZINHO/MANHÃ/INT./RECEPÇÃO.
O médico e Marília chegam correndo no hospital.
MARÍLIA – Está precisando de uma doação de coração. Existe algum caso de morte cerebral recente?
RECEPCIONISTA – Não!Não houve!
MÉDICO – Acabou de receber uma ligação. É tarde demais.O Sr. Raul faleceu agora.

 

PEDRAS DO DESTINO|CAPÍTULO 13

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CENA 1/ARENA DE NATAÇÃO/MANHÃ/EXT.
Sérgio entra na cadeira de rodas. Ele senta-se na arquibancada. Robert senta a seu lado.
SÉRGIO – Eu nem estou acreditando que vou ver o Cyelo nadar. O meu sonho era ser como ele, mas essas pernas…
ROBERT – Essas pernas nada!Você é capaz de tudo, Sérgio. Demonstrou-me isso.
SÉRGIO – Muito obrigado!
Horas depois… A competição acaba. Cyelo sai da piscina.
ANÔNIMO – Tem uma pessoa especial que quer te conhecer, Cyelo. Vem pra cá, Sérgio!
SÉRGIO – (ESPANTADO) Eu?!
ROBERT – Sim… Sim… É você!
Robert leva Sérgio, na cadeira de rodas, até Cyelo.
CYELO – E aí?Como você está?
SÉRGIO – (CHORANDO) Meu sonho era ser como você!
Cyelo abaixa.
CYELO – Não desista de seus sonhos!Todos eles podem se tornar realidade, se você quiser!
SÉRGIO – Obrigado!
Cyelo abraça Sérgio.

CENA 2/CASA DE ULISSES/MANHÃ/INT./SALA DE ESTAR.
Ulisses abaixa a cabeça. Marcela segura às fotos na mão, com os olhos lacrimejados. Ela se aproxima dele.
MARCELA – (CHORANDO) Fala!Assuma seus erros, cafajeste!
ULISSES – (GRITANDO) Fui eu sim!Eu a mat
ei, mas eu me arrependo!Arrependo-me de ter te feito sofrer e ter a feito sofrer.
MARCELA – (GRITANDO) Eu sinto nojo de você!Você tirou a vida do meu tesouro e depois vai à minha casa dizer que me ama.
ULISSES – Mas eu te amo!Amo mais que tudo na minha vida!Você é tudo pra mim!
MARCELA – Eu vou te colocar na cadeira!Você vai ficar lá a vida toda!
ULISSES – (SE AJOELHANDO NOS PÉS DE MARCELA) Por favor, me perdoe!
MARCELA – (ESBOFETEIA ULISSES) Nunca mais ouse em chegar perto de mim!
CENA 3/MANSÃO DE GREGÓRIO/MANHÃ/INT./QUARTO.
Léo se levanta e corre atrás de Geralda. Verônica fica rindo na cama.
LÉO – Me dá isso, tia!Você não vai ficar com isso!
GERALDA – Vou ficar sim, Leonardo. Você não é nada!
LÉO – Você não sabe do que eu sou capaz!
GERALDA – Pode ficar tranquilo, porque eu sei.
Léo olha para Geralda, e sai da casa. Geralda fecha a porta do quarto.A mesma abre um cofre,que fica atrás de um quadro,e coloca a câmera lá.
GERALDA – Escute!Se ele um dia te ameaçar você tem a câmera.
CENA 4/HOTEL/NOITE/INT./QUARTO DE DORA.
Dora analisa sua prateleira de bebidas alcoólicas. Ela pega um vinho nas mãos.A campainha toca.
DORA – Estranho… Nem anunciaram!
Dora abre a porta. Ela se depara com Leonor,que está com flores nas mãos.
LEONOR – Posso entrar?
DORA – Claro… O que te traz aqui?
Leonor e Dora entram.
LEONOR – Vim te agradecer por ter separado a minha briga com meu irmão (ENTREGA AS FLORES PRA ELA) É… Espero que goste das flores!
DORA – (PEGANDO AS FLORES) Nossa!São lindas!Muito obrigada!Vamos tomar um vinho?
LEONOR – Eu não tomo vinho.
DORA – E uma vodca?
LEONOR – Aí eu tomo!
Os dois começam a rir.
DORA – Vou ligar uma música pra descontrair.
Dora, com a taça na mão, vai até o som e liga-o.
Música: What Now – Rihanna
Dora e Leonor dançam.
HORAS DEPOIS…
Os dois, embriagados, deitam no chão.
DORA – (RINDO/DIFICULDADES NA FALA) Eu não sabia que você era tão legal assim!
LEONOR – (RINDO/DIFICULDADES NA FALA) Nem eu!Na verdade eu fico assim pra quem merece.
Os dois vão chegando perto, até que se beijam.Leonor começa a tirar a roupa de Dora.Ela tira a calça de Leonor,e os dois transam.
DIA SEGUINTE…
Leonor acorda na cama de Dora. Ele olha para os lados,com uma cara de ressaca.Ela acorda também.O mesmo se levanta.
LEONOR – Desculpa!Eu não queria fazer isso!
DORA – Eu que te peço desculpas… Fui eu quem te influenciou a beber!
LEONOR – (VESTINDO A ROUPA) Eu preciso ir!
Ele termina de colocar a gravata e vai embora.
CENA 5/CASA DE LEONOR/MANHÃ/INT./COZINHA.
Dalva toma seu café da manhã. Leonor chega até a cozinha,com uma cara de sono.
DALVA – Onde passou a noite, Leonor?Fiquei preocupada!
LEONOR – Depois a gente conversa, mãe. Tudo o que eu quero é tomar um banho.
DALVA – Está bem!
Leonor sobe as escadas. Verônica entra na casa.
VERÔNICA – Tia Dalva?
DALVA – Violeta, minha sobrinha querida!
As duas se abraçam.
DALVA – Tome um café da manhã comigo!
VERÔNICA – Está bem… Mas o Leonor está aí?
DALVA – Sim… Ele está tomando banho,e já vai descer.
Leonor desce as escadas e vai até a cozinha.
LEONOR – Que falar comigo, Verônica?
VERÔNICA – Sim…
DALVA – Verônica?
VERÔNICA – Como eu virei uma empresária, tive que oficializar o segundo nome… Violeta Verônica.
LEONOR – Vamos conversar então!
VERÔNICA – É… Que eu prefiro conversar a sós!
LEONOR – Está bem!Venha até meu escritório!
CENA 6/CASA DE LEONOR/MANHÃ/INT./ESCRITÓRIO DE LEONOR.
Leonor senta-se a frente de Verônica. Ela fica a observar o local.
LEONOR – Então!Pode dizer!
VERÔNICA – (COMEÇANDO A CHORAR) Eu vim aqui te pedir perdão. Perdão por ter te feito sofrer.
LEONOR – Você realmente me fez sofrer, Verônica. Eu vivi anos de minha vida na esperança de te reencontrar.Vivi a minha adolescência fantasiando a próxima vez que iria te beijar…
VERÔNICA – Essa próxima vez é agora!
Música: Everytime – Britney Spears.
Os dois se beijam loucamente. A câmera foca neles.
CENA 7/CASA DE DALILA/MANHÃ/INT./SALA DE ESTAR.
Sérgio entra em casa chorando. Dalila fica desconfiada e vai até o encontro do irmão.
DALILA – O que aconteceu agora?
SÉRGIO – (CHORANDO) Eu conheci o Cyelo, irmã!Mas por que está tão alegre?
DALILA – (RINDO CINICAMENTE) O Raul está quase morrendo… Aquela família vai ter que me engolir.
SÉRGIO – Cuidado!Muito cuidado, Dalila!Você pode se prejudicar com isso!
CENA 8/MANSÃO DOS VALADARES/MANHÃ/INT./QUARTO DE RAUL.
Raul começa a fazer força pra respirar. Marília chega correndo e liga pra ambulância.A ambulância chega no local e leva-o.
CENA 10/MANSÃO DE GREGÓRIO/MANHÃ/INT./SALA DE ESTAR.
Verônica chega alegre, e senta-se no sofá. Geralda desce as escadas e vai até a sala.
GERALDA – Está feliz!Motivo?
VERÔNICA – Fiz as pazes com a Leonor, mãe.
GERALDA – Que bom!Eu estava pensando e quero assumir as empresas Montês, pra que ela tome um novo rumo.
VERÔNICA – Fique à vontade, mãe!
CENA 11/MANSÃO DOS NEVES/MANHÃ/INT./QUARTO.
Léo está deitado na cama. Roberta chega até o quarto.
ROBERTA – O almoço está pronto!
LÉO – Eu vou arruinar a vida do Leonor… Haverá um encontro,e nesse encontro vai acontecer de tudo!

FIM DO CAPÍTULO

PEDRAS DO DESTINO|Capítulo 12

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CENA 1/HOTEL/NOITE/INT./QUARTO DE DORA.

Música:Não Vai Voltar – Onze 20.

Dora escova os dentes e se olha no espelho.Ela sai do banheiro e deita na cama.Ela olha para o lado,e pega um livro preto.

DORA –    O livro mais perfeito de todos!O Diários de Um Vingativo!

Dora relembra a hora em que ela e Leonor se olham na praça.

CENA 2/CASA DE DETETIVES/NOITE/INT./SALA DE DR. FRED.

Verônica entra no lugar.O local está todo pintado de preto,com respingos de tinta,que aparentemente representam sangue.Ela se senta na cadeira,quando Dr. Fred chega.

FRED –    Gostou da nova aparência do local?

VERÔNICA –    Meio sombria,não?

FRED –    Pois é!(SE ENCAMINHA ATÉ A CADEIRA E SENTA-SE).

VERÔNICA –    Sem mais delongas.Quero saber se tem alguma pista de onde possa estar minha filha!

FRED –    Bom,eu avaliei bem.Ela está em São Paulo.Está aqui ainda!

VERÔNICA –    Minha filha está próxima a mim.Nem posso acreditar.

FRED –    Pode acreditar,Verônica.

CENA 3/CASA DE LÉO/NOITE/INT./QUARTO DE ROBERTA E LÉO.

Roberta está deitada na cama,ao lado de Léo.Ele está em seu laptop.Ela começa a chorar.

LÉO  –    (ABAIXANDO O LAPTOP)Está chorando por quê?

ROBERTA  –    Na verdade,é uma coisa que nunca te contei.Eu tenho uma filha!O pai dela me batia,aí deixei ela com ele.

LÉO  –    Sério?Por que nunca me contou?

ROBERTA  –    Porque hoje ela já deve estar adulta.Nem deve se lembrar de mim.

Dalva entra no quarto.

LÉO  –    O que a senhora quer?

DALVA    –    Eu vim te avisar que vou morar com Leonor.

Léo se espanta.

CENA 4/MANSÃO DE GREGÓRIO/NOITE/INT./SALA DE ESTAR.

Verônica entra na sala de estar e se depara com Geralda.

VERÔNICA –    (ESPANTADA)Mãe?!

GERALDA  –    Sou eu!Eu voltei,amor!

Verônica e Geralda se abraçam.

VERÔNICA –    Pensei que nunca mais você viria me ver!

GERALDA  –    Pois é!Tanto tempo sem te ver!Desde que você se casou com Gregório.Onde está ele?

VERÔNICA –    Ele morreu.

GERALDA  –    Nossa,então você está rica.De que ele morreu?

VERÔNICA –    Morreu de… De… Enfarte fulminante!

GERALDA  –    E você,já viu Leonor?

VERÔNICA –    Já vi sim!Fiquei muito emocionada em revê-lo.

GERALDA  –    Você poderia dar um golpe nele,ein!

VERÔNICA –    Lá vem você… Eu não vou fazer isso, mãe!

CENA 5/CASA DE LEONOR/NOITE/INT./SALA DE ESTAR.

Leonor chega em casa.Ele larga sua maleta no sofá.

LEONOR   –    Eunice,vou tomar um banho!

Ele sobe às escadas e chega até seu quarto.Dalva está sentada na cama,com muitos retratos do filho espalhados.

DALVA    –    Pensei que poderia morar aqui com você!

LEONOR   –    (COM OS OLHOS MAREJADOS)Claro que pode,mãe!

Os dois se abraçam.Eles se emocionam.

CENA 6/CASA DE MARCELA/MANHÃ/INT./QUARTO.

Marcela está mexendo no computador.Ela vê um papel no chão.A mesma pega o papel que estava escrito:

“PROCURE A METADE DESSE PAPEL NA CASA DO ULISSES… VOCÊ VAI DESCOBRIR O CULPADO!”

MARCELA  –    Estranho!

Marcela pega sua bolsa e vai para casa de Ulisses.

CENA 7/CASA DE ULISSES/MANHÃ/INT./SALA DE ESTAR.

Ulisses está vendo TV.A campainha toca.Ele se levanta e vai atender a porta.

MARCELA  –    Olá Ulisses!Bem,eu queria…

Marcela encontra um papel no chão.Ela abaixa e pega.

“ULISSES… O ASSASSINO!”

MARCELA  –    (CHORANDO)Foi você!Você matou Fábia!

CENA 8/HOSPITAL/MANHÃ/INT./SALA DE ULTRASSONOGRAFIA.

A médica faz ultrassonografia em Dalila.A TV mostra a criança dentro da barriga da mãe.

DALILA   –    Já dá pra saber o sexo?

MÉDICA   –    Sim!É um menino,Dalila!Um meninão bem forte e saudável.

DALILA   –    (CHORANDO)Um menino!Meu filho!

CENA 9/MANSÃO DOS VALADARES/MANHÃ/INT./SALA DE ESTAR.

Raul entra em casa na cadeira de rodas.Iolanda e Jorge estão sentados no sofá.

RAUL     –    (COM DIFICULDADES NA FALA)Eu não quero ver essa filha ingrata.

IOLANDA  –    (GRITANDO)É…Eu aceito o seu pedido de casamento,Jorge.

MARÍLIA  –    (SUSSURRANDO NO OUVIDO DE IOLANDA)Não fale nada na frente de seu pai!Ele está morrendo!

IOLANDA  –    (RISOS)

CENA 10/MANSÃO DE GREGÓRIO/NOITE/INT./SALA DE ESTAR.

Léo invade a casa.Ele chuta a porta.O mesmo pega Verônica e leva a força para o quarto.Chegando lá,joga ela na cama.

LÉO      –    Você vai gostar!

Geralda fica por trás da janela,que fica em cima da cama,e filma tudo.

Léo apaga a luz.Geralda acende.Léo e Verônica ficam a olhar para Geralda.

GERALDA  –    (COM A CÂMERA NA MÃO)Quanto tempo,Léo.

LÉO      –    Tia Geralda?

GERALDA  –    Está tudo nessa câmera.Seu ridículo!

PEDRAS DO DESTINO|Capítulo 11

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CENA 1/MANSÃO DE GREGÓRIO/NOITE/INT./QUARTO DOS FUNDOS.
Verônica está deitada na cama.O vento soprava fortemente.A janela,que fica em cima da cama,começa a bater.Verônica olha para a mesma.
VERÔNICA – Eu tenho que fugir!
Verônica sobe em cima da cama.Ela sai pela janela.Quando chega lá fora,vários carros estão passando.Ela fica desesperada e corre.
CENA 2/CENTRO DA CIDADE/NOITE/EXT.
Leonor está dentro do carro.Verônica passa desesperada.Ele freia o carro,e sai do mesmo.
LEONOR – (AJUDANDO A LEVANTAR)Você precisa olhar por onde anda.
VERÔNICA – (SE LEVANTANDO)Você de novo?
LEONOR – Esqueça tudo!
VERÔNICA – Está bem!
Léo vai até Leonor,correndo.
LÉO – (PEGANDO VERÔNICA PELO BRAÇO)Então você está aí?
LEONOR – Opa!Não se trata uma mulher assim!
VERÔNICA – Me solta,desgraçado!
LEONOR – Solta ela!Quem é você pra maltratar uma mulher?
LÉO – Sou Leonardo Neves!Eu posso tudo!
Leonor se choca.
LÉO – Vai ficar parado agora?Deve ser porque nunca viu um Neves antes.
LEONOR – Não só já vi,como sou um!Prazer,meu nome é Leonor Neves.
Léo solta o braço de Verônica.Ele se lembra do dia que entregou Leonor ao reformatório.
LÉO – (COMEÇA A CHORAR)Por que você voltou?Eu te odeio!
LEONOR – Eu sou um empresário rico,Léo.Eu também tenho poder,meu irmão.
Verônica começa chorar.
VERÔNICA – Você é o Leonor?Não se lembra mais de mim?Não se lembra de Violeta.

LEONOR – (CHORANDO)Violeta!Meu amor!Você não sabe o que passei sem você a meu lado!
LÉO – Ela é minha!Você não vai roubá-la de mim outra vez,Leonor!
Leonor e Léo começam a brigar.Eles rolam no chão.As pessoas da pracinha ficam a olhar em volta.Dora passa ao lado e ajuda a separar a briga.
DORA – O que está acontecendo aqui?Vocês não se acham velhinhos de mais pra brigar não?
Leonor e Léo se levantam.O primeiro fica a olhar fixamente para Dora.
LÉO – (CHORANDO)Enquanto você briga comigo,e mesmo saindo da cadeia nem foi procurar a minha mãe.A mãe que eu cuidei por mais de 30 anos.Ela está morrendo,com câncer.Você nunca perguntou.Nunca ligou!
LEONOR – Eu não sabia disso.Eu vou ir ver minha mãe!
Leonor pega o carro e corre para a mansão dos Neves.Todos vão saindo,mas Verônica e Léo ficam.
VERÔNICA – Eu vou te colocar atrás das grades.Você vai ver o sol nascer quadrado!
LÉO – Não ouse em me denunciar!Você viu muito bem o que aconteceu com seu maridinho.
Léo vai embora.Verônica fica pensativa.
CENA 3/MANSÃO DOS NEVES/NOITE/INT./SALA DE ESTAR.
A empregada vai até a sala de estar.Dalva está deitada no sofá,assistindo TV.
DALVA – O que foi?
EMPREGADA – Um homem quer ver a senhora.Ele disse que quer fazer uma surpresa,mas você já o conhece muito bem.
Leonor entra na sala.Dalva fica olhando ele.Leonor se aproxima.
LEONOR – Não está lembrando-se de mim,mamãe!
DALVA – Leonor?!
LEONOR – Sou eu!
Dalva e Leonor se abraçam.Eles choram.
DALVA – Eu nunca esqueceria você,filho!Eu sofro tanto nas mãos do Leonardo.
LEONOR – Eu já tive a infelicidade de reencontrá-lo.
DALVA – (RINDO/ABRAÇA LEONOR)Meu filho!
CENA 4/HOSPITAL/MANHÃ/INTERNO/SALA DO MÉDICO.
Marília senta-se na cadeira.O médico entra em seguida.
MARÍLIA – E aí doutor,o que meu marido tem?
O médico se senta na cadeira.
MÉDICO – O que eu tenho pra dizer não é uma notícia boa.O seu marido,devido a não se alimentar direito,está com um quadro muito avançado de cardiopatia.A doença tem como característica o aumento do coração.Ele deve ser submetido a uma cirurgia,mas pra isso vocês precisam encontrar alguém que possa doar um órgão de um parente ou amigo falecido.
MARÍLIA – Você está me dizendo que seu eu não encontrar o órgão a tempo,meu marido vai morrer?
MÉDICO – Infelizmente!
CENA 5/MANSÃO DOS VALADARES/MANHÃ/INT./SALA DE ESTAR.
Iolanda e Jorge entram na casa.
IOLANDA – Senta aí!
Jorge e ela se sentam no sofá.
IOLANDA – Me desculpe,desde já!Eu vou ser rápida e direta.Estou grávida!
Jorge começa a chorar.
JORGE – Obrigado meu Deus!Eu irei ter um filho meu!
IOLANDA – Sério que você gostou da notícia?
JORGE – Foi a melhor notícia que já recebi em minha vida.Vou aproveitar e te fazer um pedido.Quer casar comigo?

FIM DO CAPÍTULO