Confira as Audiências Consolidadas do último sábado 13/08 na capital paulista

Globo – Média Dia: 16.3

Via Brasil 4.5

Como Será? 6.5

É de Casa 7.4

Jogos Olímpicos Rio 2016 7.4

SP TV 1a Edição 10.6

Globo Esporte 11.8

Jornal Hoje 11.9

Jogos Olímpicos Rio 2016 13.6

Eta Mundo Bom 26.6

SP TV 2a Edição 28.1

Haja Coração 24.1

Jornal Nacional 26.4

Velho Chico 29.5

Jogos Olímpicos Rio 2016 29.8

Jogos Olímpicos Rio 2016 18.2

Balada Olímpica 7.2

Corujão 3.4

 

SBT – Média Dia: 6.1

Chaves 1.8

Sábado Animado 3.7

Mundo Disney 5.7

Kenan e Kel 4.1

Programa Raul Gil 6.8

Chaves 6.4

SBT Brasil 7.0

Esquadrão da Moda 8.1

Bake Off Brasil 9.3

Sabadão 7.5

Cine Belas Artes 4.2

Big Bang, a Teoria 2.7

Dois Homens e Meio 2.2

How To Rock 2.0

The Middle 1.8

Sullivan e Filho 1.6

 

Record – Média Dia: 3.7

Programação Universal 0.5

Fala Brasil Especial 3.3

Esporte Fantástico 4.0

Jogos Olímpicos Rio 2016 2.7

Jogos Olímpicos Rio 2016 4.6

Jornal da Record Especial 6.2

Jogos Olímpicos Rio 2016 3.4

Jogos Olímpicos Rio 2016 1.7

Fala Que eu Te Escuto 1.1

Programação Universal 0.5

 

Band – Média Dia: 2.2

Power Rangers 0.1

Diário dos Jogos Olímpicos 1.6

Jogos Olímpicos Rio 2016 1.6

Jogos Olímpicos Rio 2016 2.3

Jogos Olímpicos Rio 2016 3.2

Jornal da Band 4.7

Sila: A Prisioneira do Amor 3.4

Show da Fé 1.1

Jogos Olímpicos Rio 2016 3.6

Diário dos Jogos Olímpicos 1.3

Show Business 0.4

Jogos Olímpicos Rio 2016 0.5

Cinema na Madrugada 0.4


RedeTV! – Média Dia: 0.4

Super Faixa do Esporte 0.3

Basquete 0.1

Super Extremo 0.5

Ritmo Brasil 0.4

Amaury Jr. Show 0.4

Show da Fé 0.3

RedeTV News 0.7

Operação de Risco 1.4

Mega Senha 1.4

Encrenca – Reprise 1.7

Jackpot Game 0.4

Igreja Bola de Neve 0.2

 

Cada ponto no Kantar Ibope corresponde a 69.4 mil domicílios na grande São Paulo.

Paixão Proibida | ESPECIAL DE ENCERRAMENTO

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Paixão Proibida foi uma web-novela exibida pelo ADNTV, contando com Marina, Alvaro, Marcos, Pedro, Cândida nos papéis principais. Escrita por Arthur Ferraz, teve 30 capítulos.

RESUMO DO QUE VOCÊ VIU

A trama contou a história de Alvaro, um jovem de família simples que chegou a fictícia cidade de Serra Nova para reconstruir a vida. Nesta cidade habitava Pedro Leopoldo, o fazendeiro mais poderoso da região, pai de Marina e casado com Cândida Thereza. Marina era noiva de Marcos, filho de Luis e Morgana, esses também faziam parte do clan poderoso da cidadezinha, tendo como principal renda gerada da fábrica Bom biscoito. Alvaro e Marina se encontraram de uma forma inusitada, e acabaram despertando uma paixão que rendeu bons dramas. No final, Marina foi internada em um colégio de freiras. Momento em que aparece Indio, um homem misterioso até então, que na verdade era o pai biológico de Marina e o primeiro amor de Cândida. Indio e Alvaro resgatam Marina, mas Pedro os encontram e sequestra a moça, na cena final ele é pego pela policia mas ainda consegue escapar. Pedro consegue levar consigo uma bomba, e antes faz um discurso macabro revelando ter feito pacto Diabólico, depois estoura a bomba, caindo varias partes do seu corpo pelo espaço. Alvaro e Marina, enfim viveram essa Paixão Proibida.

 

ENTREVISTA COM O AUTOR

ADNTV – Infelizmente não tivemos a oportunidade de lançar o especial de estreia, então fecharemos em grande estilo Paixão Proibida. Esse sucesso que encantou durante seus 30 capítulos milhares de leitores. Uma produção de época que trouxe ares até então ainda não vistos na ficção do ADNTV. Tendo em vista Arthur Ferraz, ser a sua primeira web-novela no blog e a primeira a se passar inteiramente em outra década, a responsabilidade acabou sendo maior? Houve uma severa autocobrança?

ARTHUR FERRAZ – Acho que a responsabilidade sempre vai existir. Mas uma trama de época exige muito mais, a auto cobrança deve ter sido mais de mim mesmo.

ADNTV –  Quando vamos estrear há centenas de expectativas: a principal talvez seja o “querer agradar”. Estamos cercados por receio.Certamente ao público, “Paixão Proibida” agradou vide a excelente audiência. Mas e as suas expectativas? Elas foram atendidas? Como sai deste trabalho?

ARTHUR FERRAZ – Sim, eu creio que deve ter agradado a todos que leram, e saio vitorioso por ter botado no papel um projeto que tive tanto apreço.

ADNTV – Na criação duma web-novela, há todo um processo de estudos. Acho eu que tenha feito pesquisas e se inteirado no assunto “anos 60”. Temática que lhe exigiu dedicação dobrada. Essa necessidade foi preciso apenas no início da trama ou vinha se atualizando até hoje? Como foi todo o desenvolvimento?

ARTHUR FERRAZ – Foi muito fácil a abordagem aos temas. Procurei me focar no ano de 1962,onde a novela se passa. Acho fundamental qualquer autor que escreve sua história inserir programas sociais, econômicos e tudo o que se passa no tempo real da trama. Eu busquei inserir varias coisas da época, que foram muito bem aceitas. Recebi até elogios.(risos)

Numa época em que não havia telefones celulares, computadores entre outros elementos comuns em cenas, a limitação foi grande. Certamente recorreu a alternativas. Qual foi a sua maior dificuldade nisso? O que sentiu falta do mundo contemporâneo?

Na realidade não tive dificuldades. Antes de começar a escrever os capítulos, mergulhei adentro na época e escrevia como se de fato eu vivesse nela. Foi maravilhoso!

Apesar da crítica favorável, infelizmente não podemos agradar à todos. Diferente dos elogios que vejo escancarados em diferentes meios de comunicações do ADNTV, as críticas negativas para com a sua web-novela não existiram. E se houvessem existido? Como você lida com as críticas? Tanto as construtivas quanto aquelas tachadas por “dor de cotovelo”, expelidas sem a menor necessidade.

Criticas recebemos sempre. Temos que aprender a lhe dar com elas, pois aproveita-se as boas. As ruins descartamos. Mas acho que a novela teve sim, muitas criticas. Não me importo. De fato, fico feliz comigo mesmo e que realmente acompanhou meu trabalho.

Ao contrário de alguns autores que optam por estrear somente com a produção finalizada, com todos os capítulos escritos, até nas vésperas do término PP estava em plena produção. Até que ponto essa prática contribuiu para o sucesso da novela? Deste modo não é mais desgastante?

É desgastante, mas é um método que uso. Não gosto de estar com tudo totalmente pronto. Sempre tem alguma coisa que digo: “isso tinha que mudar, ou esse personagem não deve fazer isso”. Aconteceu em todas minhas produções. Graças a Deus, dá tudo certo.

Seguindo a pergunta anterior, com a produção simultaneamente no ar e em plena produção é possível realizar modificações na história, dependendo da resposta do público com a audiência, testar elementos, fugir do que era previsto e entre outras alternativas. Recorreu a isso? Modificou algo? Ou da forma que previa antes de estrear, aconteceu?

Não, graças a Deus foi tudo como eu planejei. Desde o capitulo 1 até o ultimo. Claro que sempre fica faltando alguma coisa, mas passa. Num próximo trabalho, eu desconto. (risos)

Assim como os leitores que simpatizam por determinados personagens e rejeitam outros, o autor também pode sentir o mesmo? Você sentiu maior afeição por algum deles? E em contra partida, há algum que tenha se arrependido de tê-lo desenvolvido?

Adorei ter escrito todos os personagens, sem exceção. Tratei todos como meus filhos. Mas claro, alguns são inspirados em fatos ou pessoas que convivi. E tinha um trabalho maior para desenvolve-los.

Na audiência geral, PP fechou com 28 pontos de média. Um verdadeiro sucesso quando a meta é de apenas 13 pontos. A que motivo atribui para o feito?

Talvez possa ser essa história de amor entre os protagonistas, os vilões que eram bem pesados, e claro, a época da história. Com certeza o leitor teve sua curiosidade de saber como ia sair no ar essa história quando as chamadas foram feitas.

O último capítulo de Paixão Proibida mal acabou de ser exibido. Mas podemos falar em saudades? Já sente saudade? O que a história do amor de Álvaro e Marina representa na sua carreira?

Se sinto? Com certeza. Acaba virando uma rotina, e de repente acaba de acabar. (risos) Mas acho que passa quando entramos em outro projeto, pra mim a história de amor dos protagonistas foi um grande divisor de águas na minha carreira. Foi quando realmente abordei um romance como tema central de uma história minha. Uma vez que, nos meus outros trabalhos, que foram as web-séries, não abordei tal com essa amplitude de agora.

Qual a mensagem deixada por Paixão Proibida ao público que esteve fielmente presente?

Que não há barreiras e limites para o amor. Quando duas pessoas entram em sintonia, pode acontecer o que acontecer, mas vão terminar juntas e enfrentarão obstáculos gigantescos. Mas o amor prevalece quando ambos buscam isso.

Em poucas e rápidas palavras, defina:

* Paixão Proibida?
Uma novela apaixonante de escrever.

* O protagonista Álvaro?
Um cara persistente.

* A protagonista Marina?
Ingênua, mas nem tanto.

* ADNTV?
Uma grande casa que tenho profundo carinho.

* Aprendi com PP?
A me aprimorar na escrita. E ousar mais.

* Próximo projeto?
Já estou desenvolvendo uma sinopse. Romance e de época. (risos)

* A sucessora, A Rosa & o Beija-flor?
Uma comédia romântica com muito mistério. Ronald realmente acertou em cheio.

* Arthur Ferraz por Arthur Ferraz?
Uma pessoa que se esforça o máximo para fazer o melhor.

 

CURIOSIDADES

• ANTES DO NOME SER PAIXÃO PROIBIDA, SE CHAMAVA AMOR PROIBIDO. SERIA UMA NOVELA APRESENTADA PELO EXTINTO BLOG N DE NOVELAS. COM SUA ENTRADA NO ADNTV, ARTHUR FERRAZ LOGO APRESENTOU O PROJETO, QUE AGRADOU DE IMEDIATO, MAS COM O TÍTULO PAIXÃO PROIBIDA. NA ÉPOCA HAVIA SIDO CRIADA ATÉ ABERTURA, CONFIRA:

• A PERSONAGEM OLGA FARIA SÓ UMA PARTICIPAÇÃO, MAS COMO FOI CRESCENDO NA TRAMA, FICOU DO INICIO AO FIM.

• OLGA FOI ESCRITA ESPECIALMENTE PENSANDO NA ATRIZ YONÁ MAGHÃES, QUANDO SERIA EXIBIDA NO BLOG N DE NOVELAS. COM O TEMPO, A HISÓRIA FICOU “PARADA” E A ATRIZ VEIO A FALECER EM NOVEMBRO DE 2015. LADY FRANCISCO FOI A SUBSTITUTA, JÁ COM A TRAMA EXIBIDA NO ADNTV.

• A NOVELA TEVE UMA GRANDE ABORDAGEM E VARIAS CITAÇÕES DE TUDO QUE ACONTECIA NA ÉPOCA. “REPÓRTER ESSO”, A COPA DE 1962 (BRASIL CAMPEÃO), O GOVERNO JÂNIO QUADROS COM SEUS MÉTODOS, E A TRADICIONAL FESTA DE SÃO JOÃO, POR A NOVELA ESTAR SENDO EXIBIDA NESSA ÉPOCA DO ANO. TUDO FEITO SOB MEDIDA PELO AUTOR. FOI UM GRANDE ACERTO.

 

Realização
ADNTV Ficção 2016

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Paixão Proibida – Último Capítulo

UMA NOVELA DE ARTHUR FERRAZ

228 - Cópia - Cópia (6)

–  1 9 6 2  –

CENA 1: RUA/ EXT/ MANHÃ

CONTINUAÇÃO DA CENA ANTERIOR. PEDRO FICA PERPLEXO COM A REVELAÇÃO QUE OUVE.

PEDRO – Candinha, você acaba de dizer que Marina não é minha filha?

MARINA SE SOLTA E VAI PARA PERTO DE ALVARO.

CÂNDIDA – Não. Ela não é sua filha. Esse homem foi meu primeiro namorado, quando éramos jovens. Ele tinha uma vida torta, eu queria me casar, ele acabou se envolvendo com gente errada e saiu fugido. Eu estava grávida, logo te conheci. Nos casamos, eu grávida e fiz você acreditar que a criança era sua.

OLGA – Só que agora, Indio apareceu e nem ele sabia dessa filha!

PEDRO – E você, sua velha desgraçada? Sabia de tudo também e nunca falou nada?!

OLGA – Não! Não falei pois não queria destruir o casamento de vocês. Você era completamente apaixonado pela Cândida, depois com o passar do tempo vi que tudo estava se desfazendo e você mostrou quem realmente era.

PEDRO – Vocês vão pagar caro pelo que fizeram, principalmente você Candinha! Você me traiu!

INDIO – Nem eu sabia que tinha essa filha. Então como você criou, você é o pai.

PEDRO – Cala essa sua boca, seu forasteiro. Nem sei quem você é, um tal de Indio que nem nome tem!

INDIO – Tenho sim. Me chamo Fernando Natali.

PEDRO – Continua sendo um bosta!

MARINA – Apesar do que o senhor fez comigo, te considero o meu pai. 

PEDRO – Marina, saiba que você não existe mais pra mim, pode ficar com esse paizinho que você arrumou agora. Cândida, pegue toda sua família e saia da minha fazenda já!

CÂNDIDA – Ângela e Beatriz são suas filhas!

PEDRO – Como posso saber se é verdade? Talvez tenha se deitado com outros.

CÂNDIDA DÁ UM TAPA NA CARA DE PEDRO.

PEDRO – Como se atreve?! Nunca levei um tapa, nem a mãe teve tamanha audácia!

PEDRO PEGA MARINA, SACA UMA ARMA E APONTA PARA A CABEÇA DA MOÇA.

CÂNDIDA – (aos prantos) Não, não faça isso Pedro! Perdão…

PEDRO – (frio) Perdão? Esse tapa vai lhe custar caro, sua meretriz!

PEDRO PEGA MARINA, PONTADA COM UMA ARMA E A LEVA PARA SEU CARRO.

PEDRO – Ninguém se mexe. Se não, dou um tiro, e acabou!

PEDRO ENTRA NO CARRO COM MARINA, PASSA UMA CORDA NA MÃO DELA. TODOS OLHAM APREENSIVOS, SEM PODER REAGIR. TOMADO PELA IRA, PEDRO ACELERA VEÍCULO PELA ESTRADA.

INDIO – Vamos a delegacia urgentemente!

CENA 2: DELEGACIA/ INT/ MANHÃ

CIPRIANO LIBERA LUIS COM UM POLICIAL ESCOLTADO PARA IR NA FÁBRICA. ALVARO E INDIO CHEGAM.

INDIO – (eufórico) Senhor delegado!  Houve um ocorrido e precisamos de apoio!

CIPRIANO – (intrigado) O que houve?

ALVARO – Marina foi sequestrada pelo pai na mira do revolver, ele a levou arrastada. Creio que eles foram para fazenda.

CIPRIANO – Vou chamar minha equipe e vamos agora.

CIPRIANO CONVOCA OS POLICIAIS QUE PREPARAM PARA IR. SAEM JUNTO COM INDIO E ALVARO.

CENA 3: PENSÃO/ INT/ MANHÃ/ SALA

WALKIRIA CONVERSA COM SEUS HÓSPEDES.

WALKIRIA – Tirando aquele atentado ontem, graças a Deus a inauguração foi um sucesso.

MACIEL – E nem imaginava que era Luis que estava por trás daquilo tudo.

WALKIRIA – Daquele homem não podemos esperar nada.

CARMELITA – Gente, ouviram passando na radio aqui da cidade? Haverá casamento comunitário no próximo mês.

WALKIRIA – Sei que vai chover gente para se casar.

CENA 4: FÁBRICA/ INT/ MANHÃ/ SALA DE LUIS

LUIS OLHA PARA SUA SALA, MUITO TRISTE. CENA CORTA PARA AREA DE PRODUÇÃO. POUCA ILUMINAÇÃO, NENHUMA PESSOA NO LOCAL. LUIS PEDE AOS POLICIAIS PARA ENTRAR SOZINHO.

LUIS – Podem ficar tranquilos, aqui não tenho como fugir. Só vim ver as máquinas.

LUIS CAMINHA PELO LOCAL, OLHANDO TUDO QUE POSSUI, CHEGA PERTO DE UMA MÁQUINA DE ASSAR, OLHA COM MUITO CARINHO. CONVERSA SOZINHO COM A MÁQUINA.

LUIS – Marinete… Quanto você já me deu. Minha primeira máquina que possui. Está tão acabada, não é para tanto né? Tão velhinha, coitada.(pausa) Mas tem que trabalhar, vamos lá!

LUIS LIGA A MAQUINA.

LUIS – Trabalha, trabalha, trabalha. Quero encher isso aqui de biscoitos, quero encher essa rua de biscoitos, quero encher essa cidade de biscoitos, quero encher esse mundo de biscoitos!  Isso aqui é tudo meu, tudo isso aqui é meu! Não quero ninguém na hora de minha partida, só minhas maquinas trabalhando para fazer dinheiro, pois eu gosto de dinheiro, o dinheiro faz bem. Vamos trabalhar minha gente (falando para as maquinas).

AS MAQUINAS COMEÇAM A DISPARAR MUITOS BISCOITOS EM GRANDE QUANTIDADE. O LOCAL VAI SE ENCHENDO DE BISCOITOS E LUIS SE ATOLA NO MEIO.

LUIS – Vamos, quero mais biscoitos. Muitos biscoitos para eu ganhar dinheiro.

O LOCAL VAI ENCHENDO DE BISCOITOS E LUIS FICA SOTERRADO, COM A CABEÇA VIRADA PARA CIMA. AS MÁQUINAS VÃO DISPARANDO BISCOITOS, LUIS VAI FICANDO SEM SAÍDA. AS MAQUINAS COMEÇAM A PIFAR. LUIS FICA SOTERRADO E MORRE ASFIXIADO.

CENA 5: CASA DE JOAQUIM/ INT/ MANHÃ

JOAQUIM CHEGA COM SUA FAMÍLIA PARA ARRUMAR AS COISAS.

JOAQUIM – Infelizmente tudo o que é bom dura pouco. Fiz boas clientelas aqui.

SÔNIA – É verdade. Só que não dá para continuarmos aqui depois do que aconteceu.

JOAQUIM – Vamos recomeçar nossa vida em outro lugar. Vamos voltar para nossa cidade, de onde nunca deveríamos ter saído.

INÁCIO – Pai, e meu irmão?

JOAQUIM – Até agora não apareceu, desde ontem. Mas vou deixar as coisas dele lá na pensão.

A FAMÍLIA TERMINA DE ARRUMAR AS MUDANÇAS.

CENA 6: CASA DE CÉLIO/ INT/ MANHÃ

TELMO CHEGA,ENTRA COM SUAS BAGAGENS.

MAGNÓLIA – Telmo, o que é isso?

TELMO – Vim morar com vocês.

CÉLIO – Mas o que houve lá?

TELMO – Infelizmente não deu certo, eu trai minha esposa, sei que errei.

MAGNÓLIA – Telmo, você errou, só que todos erramos. Vamos te abrigar aqui conosco, pois é irmão de meu marido.

CÉLIO – E o sitio ?

TELMO – Coloquei a venda, para dar a metade a Bárbara.

CÉLIO – Então agora, você vai ficar aqui em casa, vou arrumar um serviço para você na prefeitura.

TELMO – Muito obrigado meu irmão, jamais esquecerei o braço que estão me dando.

TODOS SE ABRAÇAM.

CENA 7: ESTRADA/ EXT/ MANHÃ

O CARRO DE PEDRO FURA O PNEU. ELE DESCE PARA TROCAR.

PEDRO – Droga, logo aqui!

MARINA TENTA SE DESFAZER DO LAÇO DA CORDA, AVISA O REVOLVER NO BANCO DO MOTORISTA. ELA SE SOLTA, E VAI LENTAMENTE AONDE PEDRO ESTÁ. PEDRO PERCEBE, VIRA PARA ELA, QUE DISPARA. NÃO SAI BALA.

PEDRO – Você é uma burra! Não sabe nem ver que o revolver não tem bala. Não adianta, você não vai escapar.

PEDRO A SEGURA COM OS DOIS BRAÇOS E FIRMA ENTRE O CARRO.

MARINA – Me solta, eu sou sua filha.

PEDRO – Seja o que for, vai pagar caro pelos erros da sua mãe.

DOIS CARROS AVISTAM A CENA E PARA UM POUCO ANTES, INDIO E CIPRIANO DESCEM E VÃO ATÉ ELES. CHEGAM SEM PEDRO PERCEBER.

INDIO – Solta minha filha!

CIPRIANO – Senhor Pedro, está preso.

TODOS SE APROXIMAM. PEDRO ESTÁ NA PORTA MALAS, VIRANDO COM A CARA PARA DENTRO DO CARRO. PEDRO PEGA UMA BOMBA SEM PERCEBEREM, UM ESQUEIRO E ACENDE. TODOS CORREM. PEDRO VAI CAMINHANDO EM DIREÇÃO A UM PEQUENO MORRO. VAI ATÉ O TOPO.

PEDRO – Já que vocês querem assim, eu vou acabar com ela, vou acabar com a vida de vocês todos. Eu digo, eu afirmo, eu não cheguei aqui sozinho não como vocês estão pensando. Foi ele! (Pedro se incorpora) – O arrenegado, beiçudo, bode preto, cão tinhoso, canhoto, compadre. Capeta, capiroto. Cocho! Diogo,turma do bar,mal encarado (risada lenta)… Porco, sujo, sarnento, sem gracejo. O rapaz! Pecador… O tristonho, aquele que nunca riu, aquele que nunca se viu! (pausa) Foi o diabo sim, o pactário!

TODOS OLHAM ASSUSTADOS COM A REVELAÇÃO.

PEDRO – Por que um dia, nos encontramos aqui nessa baixada, no meio de um redemoinho. Ele disse que eu seria dono de tudo, tudo, tudo, que nesse instante eu pudesse abarcar com os meu olhos. E ele disse que eu seria aquele, o filho predileto, o que ele escolheu. Por conta da maldade dele, eu nunca iria morrer! Nem descansar, embora também não pudesse viver. Mas é por isso que eu to aqui. E vocês não pensam que as coisas vão ser diferentes, pois é ele quem está aqui do meu lado, é ele quem tá mandando o que eu tenho que fazer. E ele tá dizendo que eu tenho que acabar com todos vocês!

PEDRO RISCA A BOMBA QUE ACENDE.

PEDRO – Ninguém vai ficar com aquilo que é meu! Ninguém vai tirar aquilo que já é meu!

A BOMBA EXPLODE. UM BARULHO EXTERNO QUE CHEGA NA CIDADE, LEVANTA MUITA POEIRA. AOS POUCOS, VÃO CAINDO PARTES DO CORPO DE PEDRO PELO CHÃO. VÁRIOS URUBUS CHEGAM EM VOLTA.

MARINA – Lá se foi um grande homem. Aprendi muita coisa com ele.

CÂNDIDA – Filha, a vida nos prega cada surpresa, não acha? Você perdeu aquele que te criou, mas aquele que te fez está aqui. Por que não tenta se aproximar dele?

INDIO OLHA PARA MARINA, ESTICA OS BRAÇOS, MARINA CHEGA PERTO E ABRAÇA INDIO.

INDIO – Agora teremos uma vida nova.

CENA 8: FAZENDA/ EXT/ TARDE/ QUINTAL

CÂNDIDA CHEGA COM SUA FAMILIA. INDIO DESCE DO CARRO.

INDIO – Candinha, sei que já fiz demais, mas tenho que ir.

CÂNDIDA – Ir para onde?

INDIO – Tenho que seguir meu caminho, esqueceu que sou um forasteiro?

CÂNDIDA – Indio, você não vai a canto nenhum. É com você que quero dividir minha vida, e é com você que quero ficar. Você vai ficar aqui, e vamos reviver essa grande paixão que um dia foi interrompida.

UM SENHOR SE APROXIMA DE TODOS.
– Boa tarde,me chamo Bernardo.É aqui que mora Pedro Leopoldo ?

MARINA – Morava.

BERNARDO – Mas por que? Se mudou?

CÂNDIDA – Sim, foi para bem longe, e não voltará nunca mais.

BERNARDO – É que vim dizer que sou o novo vizinho de vocês.

OLGA – Prazer, meu nome é Olga.

BERNARDO – Encantado com tanta beleza.

OLGA – Nunca é tarde para se apaixonar!

ALVARO – E viva o amor!

MARINA – Viva!

CENA 9: PLANO GERAL – UMA PASSAGEM DE UM MÊS, MOSTRA A IGREJA LOTADA, OS NOIVOS COMEÇAM A ENTRAR: ALVARO E MARINA, OLGA E BERNARDO, SETEMBRINO E LINDAURA, CIPRIANO E AMÉLIA, ALBERTO E BEATRIZ, MACIEL E ABIGAIL. TODOS SE AJOELHAM DIANTE DO PARDE E COMEÇAM A CERIMÔNIA. CENA CORTA PARA PORTA DA IGREJA, ONDE SÃO RECEBIDOS POR UMA MULTIDÃO, JOGANDO ARROZ.

CENA 10: CLUBE/ INT/ TARDE

LOCAL MUITO ARRUMADO COM ENFEITES, BOLOS, CONVIDADOS CONVERSANDO. OS CASAIS SE APROXIMAM DOS BOLOS, CORTAM E DISTRIBUEM. WALKIRIA SOBE AO PALCO.
– Atenção. Peço um minuto de atenção de todos vocês. (silêncio no local) É com muita alegria que estamos aqui hoje, celebrando reunidos o que há mais de melhor na vida: o amor! Passamos muitos momentos difíceis, passaram. Agora o que prevalece é a felicidade, a paz e a paixão que um dia despertou em cada um de vocês. Vamos cantar, dançar, pular e viver tudo que a vida nos permite de melhor. E quando a tristeza chegar, mande ela embora! Solta o som, minha banda predileta!

WALKIRIA SE APROXIMA DO MICROFONE.

Pedir esta música
Oh! oh! Cupido! 
Vê se deixa em paz 
(Oh! oh! Cupido!) 
Meu coração que 
Já não pode amar 
(Oh! oh! Cupido!) 
Eu amei há 
Muito tempo atrás 
(Oh! oh! Cupido!) 
Já cansei de 
Tanto soluçar 
(Oh! oh! Cupido!) 

Hei, hei, é o fim 
Alô, cupido! 
Pra longe de mim 
(Oh! oh! Cupido!) 

Eu dei meu coração 
A um belo rapaz 
(Oh! oh! Cupido!) 
Que prometeu me amar 
E me fazer feliz 
(Oh! oh! Cupido!) 
Porém, ele 
Me passou prá trás 
(Oh! oh! Cupido!) 
Meu beijo recusou 
E meu amor não quis 
(Oh! oh! Cupido!) 

Hei, hei, é o fim 
Alô cupido! 
Pra longe de mim 
(Oh! oh! Cupido!) 

Eu tivi um coração 
Cansado de chorar 
A flecha do amor 
Só trás 
Angústia e a dor 
(Oh! oh! Cupido!) 

Mas, seu cupido 
O meu coração 
(Oh! oh! Cupido!) 
Não quer saber 
De mais uma paixão 
(Oh! oh! Cupido!) 
Por favor 
Vê se me deixa em paz 
(Oh! oh! Cupido!) 
Meu pobre coração 
Já não agüenta mais 
(Oh! oh! Cupido!) 

Hei, hei, é o fim 
Alõ cupido 
Pra longe de mim… 

(Oh! oh! Cupido!) 
Mas, seu cupido 
Meu coração 
(Oh! oh! Cupido!) 
Não quer saber 
De mais uma paixão 
(Oh! oh! Cupido!) 
Por favor, vê se 
Me deixa em paz 
(Oh! oh! Cupido!) 
Meu pobre coração 
Já não agüenta mais 
(Oh! oh! Cupido!) 

Hei, hei, é o fim 
Alô cupido 
Pra longe de mim.. 
(Oh! oh! Cupido!) 
Hei, hei, é o fim 
Alô cupido 
Pra longe de mim… 
Oh, oh, cupido!Oh! oh! Cupido! 
Oh! oh! Cupido! 
Oh! oh! Cupido!

TODOS OS PERSONAGENS CANTAM E DANÇAM.

 

–  F I M  –

Amanhã, ESPECIAL Paixão Proibida.

TODOS OS BASTIDORES DA TRAMA E ENTREVISTA COM O AUTOR.

 

AGRADECIMENTOS SERÃO FEITOS EM UMA ENTREVISTA COM O AUTOR. CURIOSIDADES TAMBÉM SERÃO DITAS. É COM MUITA ALEGRIA QUE ENCERRAMOS ESSE MARAVILHOSO TRABALHO, ESSA LINDA VIAGEM QUE FOI A NOVELA. QUE VENHA A PRÓXIMA!

#ESTREIA DIA 18:

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Escrita por
Arthur Ferraz

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção

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Paixão Proibida – Penúltimo Capítulo

UMA NOVELA DE ARTHUR FERRAZ

228 - Cópia - Cópia (6)

–  1 9 6 2  –

CENA 1: CONTINUAÇÃO DA CENA ANTERIOR. A EXPLOSÃO DEIXA TODOS EM ALERTA. PEDRO VAI VER O QUE HOUVE NA RUA, VOLTA PARA AVISAR.

PEDRO – Gente,não precisam ficar em pânico.Houve uma explosão não houve vitimas,felizmente.Mas foi próximo a mercearia.

JOAQUIM – Virgem Maria,vamos lá Soninha.

CIPRIANO – Eu também quero ver de perto o que aconteceu.

WALKIRIA – Só me faltava essa,logo no dia de minha festa.Gente,vamos continuar.Não houve nada de grave,bota o som para tocar.

A FESTA CONTINUA…

CENA 2: CASA DE LUIS/ INT/ NOITE/ SALA

LUIS CHEGA EM SUA CASA, LUCIANA O AGUARDA NA SALA.

LUCIANA – Pai, o que aconteceu lá fora? Daqui ouvi uma explosão de todo tamanho.

LUIS – Nada demais, deve ter sido um gás na casa de alguém.

LUCIANA – Achei estranho você estar chegando agora.

LUIS – Por que?

LUCIANA – Não, estranhei que mamãe não veio. Você não quis ficar lá?

LUIS – Não estou entendendo nada. Aonde eu estava? E sua mãe?

LUCIANA – Pensei que estivesse no clube, mamãe foi toda arrumada para lá.

LUIS – E ela nem me disse nada. Bem, se ela está lá daqui a pouco ela volta. Eu não quero ir aquele local.

CENA 3: MERCEARIA/ INT/ NOITE

JOAQUIM E SÔNIA CHEGAM AO LOCAL,FICAM DESESPERADOS.

JOAQUIM – Soninha, veja isso. Foi nossa mercearia que explodiu. Não acredito, o que faremos agora?

SÔNIA – Meu bem, nosso ganha pão. Quem tem coragem de fazer uma maldade dessa maneira?

CIPRIANO – Fiquem  tranquilos que vou fazer a investigação. Vamos descobrir rápido quem fez essa covardia.

JOAQUIM – Deve ser uma pessoa muito maldosa e que não gosta de nós.

CIPRIANO – Joaquim, já disse para ficar tranquilo.

CÉLIO E MAGNÓLIA CHEGAM.

CÉLIO – Meu Deus! Acabaram com seu estabelecimento.

MAGNÓLIA – Senhor Joaquim, tem certeza que isso não foi crime maldoso?

CIPRIANO – Se foi ou não, descobriremos.

CENA 4: CLUBE/ INT/ NOITE

CIPRIANO VAI BUSCAR AMÉLIA, WALKIRIA O ENCONTRA.

WALKIRIA – Delegado,o que houve?

CIPRIANO – Explodiram a mercearia de Seu Joaquim.

WALKIRIA – Não acredito!

CIPRIANO – Tudo indica que foi crime de sabotagem.

ADELAIDE ESTÁ PERTO E ESCUTA A CONVERSA.O DELEGADO VAI EMBORA, ELA O INTERCEPTA.

ADELAIDE – Delegado, tenho uma coisa para te falar.

CIRPIANO – Fale.

ADELAIDE – Vi um homem minutos antes de chegar aqui. Estava passando na porta do comércio e vi o carro de Seu Luis também.

CIPRIANO – Seu Luis? O dono da fábrica?

ADELAIDE – Sim, dele mesmo.

CIPRIANO – A senhora já me esclareceu metade do caso. Agora tenho que ir atrás dos bois.

ADELAIDE – Só não quero que ponha meu nome nisso.

CIPRIANO – Claro que não. Sigilo absoluto. Vou agora na casa do Senhor Luis.

CENA CORTA PARA UM CANTO DO LOCAL. ABIGAIL E MACIEL CONVERSAM, EM CLIMA DE APAIXONADOS.

MACIEL – Abigail, há tempos queria te dizer, mas procuro oportunidade. Sabe que não somos mais jovens, e temos que fazer uma escolha que seja definitiva.

ABIGAIL – Com certeza.

MACIEL – Estou apaixonado por você, cada dia que passa aumenta.(pausa) Não aceita namorar comigo?

ABIGAIL – Nossa! Fico surpresa. Acho que não preciso pensar e nem falar com ninguém. Eu sou dona da minha vida e faço o que quiser. Eu sempre tive um grande carinho por você, e agora vem com essa pergunta? Nem preciso responder.

MACIEL – Eu respondo por você.

MACIEL BEIJA ABIGAIL LENTAMENTE.

CENA CORTA PARA UM OUTRO AMBIENTE.ALBERTO E BEATRIZ CONVERSAM.

BEATRIZ – E você? Faz o que hoje?

ALBERTO – Estou terminando de estudar agronomia.me formo no próximo ano.

BEATRIZ – Eu só moro na fazenda mesmo.Ajudo em algumas tarefas de casa.

ALBERTO – Sabe que senti algo forte quando te vi,parece que uma sensação que nunca tive quando entrei por aquela porta.

BEATRIZ – Sabe que também senti o mesmo?

ALBERTO – Acho que nossos corações dispararam em sintonia.Você é uma linda garota.

BEATRIZ – E você é um lindo homem.Pode me beijar?

ALBERTO BEIJA BEATRIZ.

CENA 5: CASA DE LUIS/INT/NOITE/SALA

LUIS AGUARDA A CHEGADA DE MORGANA.A CAMPAINHA TOCA.LUIS ATENDE.

LUIS – Senhor delegado,o que fazes por aqui uma hora dessas?

CIPRIANO – Senhor Luis,sabe que houve uma explosão na mercearia do senhor Joaquim?

LUIS – Sim,escutei o barulho.

CIPRIANO – Recebi uma denúncia anônima que no momento aia um homem de lá.E se carro estava bem na beira.O que fazia lá nesse momento?

LUIS – Delegado,já está pegando pesado.

CIPRIANO – Então vamos para delegacia para se explicar.

LUIS – Delegado,estou esperando minha esposa que ainda não chegou.Você não á viu no clube?

CIPRIANO – Não.Creio que jamais ela apareceria por lá.

LUIS – Mas onde é que essa mulher se enfiou?

CIPRIANO – Vamos,temos uns questionários a fazer.

CENA 6: ESCOLA DE FREIRAS/INT/MADRUGADA

MARINA,INDIO E ALVARO PEGAM SUAS BOLSAS E CARREGAM PELOS CORREDORES.MUITO SILÊNCIO.SAEM PELA PORTA DOS FUNDOS SEM QUE SEJAM VISTOS.

INDIO – Graças a Deus,conseguimos.

ALVARO – Fale baixo,alguém pode escutar.Vamos para minha casa.Marina,ficara lá até eu ajeitar minhas coisas e vamos embora.

MARINA – Não acha ir lá muito arriscado?

ALVARO – São quase 5 da manhã,chegaremos e sairemos no rastro.

OS TRES PROSSEGUEM O CAMINHO DE KOMBI.

CENA 7: PLANO GERAL – O DIA AMANHECE,MOSTRA IMAGENS DOS CAMPOS,CENA CORTA PARA CIDADE,FÁBRICA DE LUIS.MACIEL VAI AO COFRE PARA FAZER UMA RETIRADA,DESCOBRE QUE O COFRE ESTÁ VAZIO.

MACIEL – Mas será quem mexeu aqui nesse cofre?

MACIEL VAI A SALA DE CARLOS,NÃO O ACHA.VAI ATÉ A SALA DE LUIS E TAMBÉM NÃO O ACHA.VAI A RECEPÇÃO,DÁ UM RECADO A SECRETARIA.

MACIEL – Vou a casa de Luis,se perguntarem por mim dê esse recado.

MACIEL SAI EM DIREÇÃO A CASA DE LUIS.

CENA 8:CASA DE LUIS/INT/MANHÃ/SALA

MACIEL ENCONTRA LUCIANA.

MACIEL – Luciana,seu pai até agora não apareceu na fábrica,o que houve com ele?

LUCIANA – Papai está na delegacia.

MACIEL – Delegacia?

LUCIANA – Soube de uma explosão que teve ontem?Então,meu pai é um dos suspeitos.

MACIEL – Então é por isso que vi aquela movimentação toda.

LUCIANA – E mamãe simplesmente sumiu,sem dar noticias até agora.

MACIEL – Tenho que ir atrás do seu pai.Carlos também não apareceu lá ainda.

UM FUNCIONÁRIO DA FÁBRICA CHEGA DE SURPRESA COM UM BILHETE NA MÃO.

FUNCIONÁRIO – Gente,achei uma coisa aqui que pode ser importante para vocês.Achei na mesa do senhor Carlos,enquanto limpava.

MACIEL LÊ O BILHETE.

MACIEL – Mas não pode ser!

LUCIANA – O que houve?Algo grave?

MACIEL – Carlos deixou uma carta avisando que fugiu com sua mãe,levando todo dinheiro da fábrica.

LUCIANA – Não acredito! Não acredito que mamãe seria capaz de fazer uma coisa dessas.

MACIEL – Mas faz sentido sim.Vou a delegacia avisar Luis imediatamente.

LUCIANA – Vou com o senhor.

LUCIANA E MACIEL SAEM MUITO APRESSADOS.

CENA 9:FAZENDA/INT/MANHÃ/SALA

A FAMILIA DE PEDRO CONVERSA,ENQUANTO PEDRO ESTÁ EM SEU ESCRITÓRIO.O TELEFONE TOCA.

TONHA – Sim,posso ajudar?(pausa)..telefonema para o senhor Pedro.

ANGELA VAI CHAMA LO.PEDRO CHEGA.

PEDRO – Sim,podem falar.

PEDRO MUDA O HUMOR E ENTRA EM FURIA.

CÂNDIDA – Pedro,o que está acontecendo?

PEDRO – Vocês não sabem da maior.A madre acabou de me ligar dizendo que Marina foi sequestrada por duas freiras,mas que ela suspeitou que eram dois homens.

CÂNDIDA – Mas quem pode ser esses dois homens?

PEDRO – Não sei,só sei que eu já tenho ideia de quem pode ser.Vou agora para cidade.

CÂNDIDA – Eu vou também.

OLGA – Eu também vou,pois posso ter ideia de quem é.

PEDRO – A senhora tem dedo nessa história?

OLGA – Claro que não.Mas posso ajudar.

PEDRO,OLGA E CÂNDIDA SAEM PARA O QUINTAL,ENTRAM NO CARRO E VÃO EM DIREÇÃO A CIDADE.

CENA 10:CASA DE JOAQUIM/INT/MANHÃ/QUARTO

EM UM QUARTO,MARINA E ALVARO CONVERSAM.ARRUMAM AS COISAS PARA IR EMBORA.

INDIO – Vamos nos apressando,pois temos que pegar uma boa estrada ainda.

ALVARO – Indio,você foi uma mão para mim,nem sei como te agradeço.

MARINA – Alvaro,você ainda não me disse quem é esse homem.

ALVARO – Marina,o que vou te revelar é uma coisa que você nem poderia imaginar.Esse homem é o seu pai.

MARINA – O que?Pai?

INDIO – Sim.Fui namorado da sua mãe na juventude.Ela acabou engravidando e eu tive que fugir.

MARINA – Mas porque ela nunca me falou que eu tinha um pai?

INDIO – Nem eu sabia,vir saber agora.Se eu soubesse antes,nós tínhamos conhecido um ao outro.

CENA 11: DELEGACIA/INT/MANHÃ/CELA

LUIS,PRESO NUMA CELA RECEBE A VISITA DE MACIEL E LUCIANA.

LUIS – O que vocês vieram xeretar aqui?

MACIEL – Luis,vou ser bem franco com você. Não esperava que você chegasse nesse ponto.O que vim aqui te falar é breve,pois não vou fazer cerimônia.

LUIS – Diga Maciel!

MACIEL – Sua fábrica foi totalmente roubada.

LUIS – Assaltaram?

MACIEL – Pior.Foi roubada por seu secretário.

LUIS – Carlos.Não acredito.Me apunhalando pelas costas.

LUCIANA – Pai,e mamãe fugiu com ele.

LUIS – Sua mãe? Como pode? Ela jamais me deixaria.

LUCIANA – Mas é a mais pura verdade.

LUIS RESPIRA FUNDO.

MACIEL – Não temos nada em caixa.Estamos zerados nem para pagar os funcionários.

LUIS – O jeito então é fechar a fábrica imediatamente.Vou ter que pedir ao delegado que me leve lá para ter que pegar umas coisas.

TODOS SE OLHAM.

CENA 12: CASA DE JOAQUIM/INT/MANHÃ

ALVARO,MARINA E INDIO ESTÃO NA SALA CARREGANDO UMAS BOLSAS.

MARINA – Alvaro,vou lá fora para colocar essa minha bolsinha na Kombi,pegue as outras que são mais pesadas.

ALVARO – Esqueci um negocio pesado lá no quarto.Vou com Indio buscar.

INDIO E ALVARO VÃO AO QUARTO.MARINA VAI A KOMBI POR SUA BOLSA.É PEGA POR PEDRO DE SURPRESA.

MARINA – Me solta !

PEDRO – Aonde pensa que vai mocinha?

MARINA – ME solta,quero ir embora.

PEDRO – Não vai a lugar nenhum,vamos para casa.

INDIO CHEGA COM ALVARO.

PEDRO – Vamos,para casa agora !

MARINA – Não vou.

INDIO – Solte minha filha!

PEDRO – Que filha? Tem alguma filha sua aqui?

CÂNDIDA – Marina.(pausa)Marina não é sua filha!]

PEDRO MUDA SEU COMPORTAMENTO. 

 

AMANHà
Não perca o último capítulo!

 

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Escrita por
Arthur Ferraz

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção

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Paixão Proibida – Antepenúltimo Capítulo

UMA NOVELA DE ARTHUR FERRAZ

228 - Cópia - Cópia (6)

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CENA 1: ESTRADA/EXT/NOITE

INDIO E ALVARO DENTRO DO CARRO,CONVERSAM.

INDIO – Como vamos fazer para resgatar Marina?

ALVARO – Trouxe esses disfarces aqui.Consegui com muito custo,mas vai dar tudo certo.

INDIO – Mas quero saber como vamos entrar nesse local uma hora dessas.

ALVARO – Simples.Vamos parar o carro um pouco longe,vamos botar esses disfarces de freiras e entraremos numa boa.Você tem que ser firme para elas não desconfiarem,vamos ao quarto de Marina e chamamos ela.

INDIO – Mesmo assim acho que é muito arriscado.Vamos tentar né?

ALVARO – Depois que capturarmos ela,vamos leva-la para uma casa que arrumei antes de chegar lá na nossa cidade.

INDIO – Tudo bem então.Mas por enquanto não vou me apresentar.

ALVARO – Se você acha assim,melhor ainda.

CENA 2: CASA DE AMÉLIA/INT/NOITE/QUARTO

AMÉLIA SE ARRUMA PARA IR A FESTA.A CAMPAINHA TOCA.

AMÉLIA – Não esperava você justamente aqui,hoje.

CIPRIANO – Fiquei sabendo por alto do que aconteceu,então vim lhe trazer essas flores.

AMÉLIA – Para mim? Obrigada.

CIPRIANO – Eu te amo,você sabe disso.Amélia,você é linda,não precisava fazer isso,sabia que um dia poderia encontrar alguém que te desse um amor de verdade.

AMÉLIA – Pois é! Eu deixei me levar por aquela farsa.

CIPRIANO – Por isso vim te fazer um pedido e quero resposta já.Vou te dar uns 5 minutos para pensar.Não preciso mais provar que amo você,que você é a mulher da minha vida.Me aceita em namoro?

AMÉLIA – Não vou pensar,por que eu estava arrumando um jeito de te fazer essa pergunta! Eu aceito.

CIPRIANO E AMÉLIA SE BEIJAM.

CIPRIANO – Agora você será minha namorada,e respeitada.Vá se arrumar logo para irmos a festa do clube.

CENA 3: SITIO DE TELMO/INT/NOITE/COZINHA

TELMO FAZ SUA REFEIÇÃO,BÁRBARA CHEGA COM ALGUMAS BOLSAS.

TELMO – Mas o que isso?

BÁRBARA – Vamos Catarina,temos que pegar tudo antes que fique tarde.

TELMO – Bárbara,não estou entendendo nada.

BÁRBARA – É isso que está vendo mesmo.Estamos indo embora.Pra mim nosso casamento acabou!

TELMO – Não faz isso pelo amor de Deus! Não posso ficar sem você,e agora?Como vamos ter as nossas coisas?

BÁRBARA – Você jogou tudo fora.Eu trabalhava feito uma burra e você botou nosso dinheiro na casa de vagabunda.Eu não quero mais viver com você.Vamos Catarina,botar isso no carro.

TELMO – No carro? Vai levar meu carro embora?

BÁRBARA – Sim,o carro é meu.Esqueceu que foi meu pai que me deu de presente?Você só usava para levar as coisas na cidade.

TELMO – Não pode ser,como vou me locomover agora?

CATARINA – Pai,te amo muito,apesar do que você fez sempre será meu pai.Estamos indo pra casa de tia Nice,quando quiser me ver só ir lá.

CATARINA E TELMO SE ABRAÇAM.ELA E BÁRBARA VÃO EMBORA.TELMO FICA DESOLADO.

CENA 4: RUA/EXT/NOITE

LUIS FICA PARADO COM SEU CARRO EM FRENTE A MERCEARIA DE JOAQUIM,OBSERVANDO OS MOVIMENTOS.

LUIS – Carrapato,quando eu falar você vai e arromba aquela porta,mas sem fazer barulho.

CARRAPATO – O negócio é que ninguém veja,pois complica.

LUIS – Vai logo.A gasolina e o fósforo estão aqui.Só fazer um sinal que o outro aqui leva.

CARRAPATO SAI DO CARRO E VAI APORTA DA MERCEARIA.ARROMBA A PORTA,LUIS MANDA O OUTRO CAPANGA.

CENA 5: CLUBE/INT/NOITE

MUITA MUSICA,CONVIDADOS CHEGANDO.WALKIRIA RECEBE A FAMILIA DE PEDRO.

WALKIRIA – Mas que bom que vieram.Sejam bem vindos.

PEDRO – Muito obrigado,seu clube ficou lindo,está de Parabéns.

CÂNDIDA – Walkiria,parabéns pela reforma,esse clube não poderia estar em outras mãos a não ser a sua.

BEATRIZ – E esse rapaz? Seu filho ?

WALKIRIA – Sim,esse é Alberto.Morou com o pai e depois foi se formar.Agora vai passar uma temporada aqui comigo.

ALBERTO – Prazer,satisfação.Fiquem a vontade.

PEDRO – Muito obrigado.Vamos sentar na mesa?(diz a família)

TODA A FAMILIA SE SENTA NA MESA.PEDRO COMENTA COM CÂNDIDA.

PEDRO – Está vendo Candinha?Esse que é um tipo de rapaz para Beatriz.Eu dou todo apoio.

CÂNDIDA – Vi que ela olhou para ele com um olhar diferente e vice versa.Depois converso com ela sobre isso.

BEATRIZ – Viu Ângela?Que rapaz lindo?

ÂNGELA – Sim,mas não é para mim.É para você.

BEATRIZ – Não diga isso,me deixa sem graça.

CENA CORTA PARA PORTA,WALKIRIA RECEBENDO OS CONVIDADOS.

CENA 6: MERCEARIA/INT/NOITE

CARRAPATO ESPALHA GASOLINA PELO LOCAL,LUIS CHEGA COM O FÓSFORO.

LUIS – Vamos espalhando aqui,depois passa por ali,eu risco o fósforo e você sai fora.

CARRAPATO – Será que não é perigoso explodir?

LUIS – Mas essa é a intenção.Sai para fora que eu vou riscar o fósforo.

LUIS PEGA A CAIXA DE FÓSFORO E PERCEBE QUE ESTÁ MOLHADA.

LUIS – Droga!

CARRAPATO – O que houve dessa vez?

LUIS – A caixa de fósforo está molhada.

CARRAPATO – Vamos providenciar outra.

LUIS E CARRAPATO VASCULHAM PERTO DO CAIXA,PELAS PLATELEIRAS,NÃO ENCONTRAMA NADA.

LUIS – Achei uma caixa grande aqui,mas também está vazia.Não vamos perder tempo,vai ali no bar correndo comprar outra.Pelo amor de Deus,não deixe ser visto.

CARRAPATO – Sim senhor.

CARRAPATO SAI ESCONDIDO,ANDANDO EM PASSOS SILENCIOSOS.ADELAIDE,QUITÉRIA E ABIGAIL ESTRANHAM A MOVIMENTAÇÃO,E OBSERVAM O CARRO DE LUIS NA PORTA DO COMÉRCIO.

ADELAIDE – Vejam,esse homem estranho saindo daí.Será que é funcionário novo ?

ABIGAIL – E olha o carro de Luis aí na porta.Deve ser alguma coisa nada demais.Vamos indo que a festa já começou.

CENA 7: CASA DE LUIS/INT/NOITE

LUCIANA ASSISTE TV,MORGANA APARECE TODA ARRUMADA.

LUCIANA – Mãe,você vai a festa do clube?

MORGANA – Sim,o que tem?

LUCIANA – Depois do meu pai ter aprontado tudo que tinha que aprontar,ainda tem coragem de pisar naquele lugar?

MORGANA – E o que tenho com isso?Vou como consumidora,eles são obrigados a me receber.(pausa)Filha,me de um abraço.

LUCIANA – Uai,mas por que para ir ali precisa de um abraço?

MORGANA – Só por te abraçar já me faz um bem danado.

LUCIANA ABRAÇA MORGANA,ESCORREM LÁGRIMAS DE SEUS OLHOS.

LUCIANA – Mãe,está chorando por que?

MORGANA – Saudades de seu irmão.Agora tenho você aqui comigo.Vou indo,se seu pai chegar avisa que eu sai.Fica com Deus.

LUCIANA ESTRANHA O JEITO DE MORGANA.MORGANA SAI NA CALÇADA E VAI ANDANDO ATÉ UM RUA DESERTA.CARLOS ESTÁ A SUA ESPERA.

CARLOS – Achei que não viria mais.

MORGANA – Mas é claro que sim.Acha que vou perder a grande oportunidade de minha vida.Luis tem que ficar na miséria.

MORGANA E CARLOS VÃO EMBORA.

CENA 8: ESCOLA DE FREIRAS/INT/NOITE

INDIO E ALVARO CHEGAM DESFARÇADOS DE FREIRAS.ENTRAM NA PORTARIA E SE IDENTIFICAM COM A MADRE.

INDIO – Viemos fazer uma visita de caridade,somos enviadas do convento.

MADRE – Mas essa hora?Eram para estar em seus aposentos rezando o rosário.

ALVARO – É que nós fazemos missões,vamos a vários locais,não escolhemos horários.

MADRE – Bem,já que vocês são das missões,vou acolher vocês,mas digo que não posso oferecer muito luxo.

ALVARO – Madre,trabalhamos especificadamente com pessoas recentemente chegadas a essa vida vocacional.Tem alguma moça que chegou ai?

MADRE – Tem uma moça que veio,chegou aqui tem mais de uma semana.Se quiserem ir lá,levo as senhoritas.Só não sei se ela ainda está acordada.

ALVARO,INDIO E A MADRE SUPERIOR SOBEM AOS QUARTOS,CHEGAM AO QUARTO DE MARINA E BATEM NA PORTA.MARINA ATENDE.

MADRE – Marina,essas são as freiras do convento que fazem missões e vieram lhe fazer uma visita.

MARINA ESTRANHA ALVARO VESTIDO DE FREIRA.ELE PISCA PARA ELA.

MARINA – Sim,podem entrar.

MADRE – Fiquem a vontade,qualquer coisa só me chamar.

ALVARO E INDIO ENTRAM NO QUARTO.

ALVARO – Marina,estava com tantas saudades de você,não imagina.

MARINA – Eu também estava.Achei que nunca mais ia te ver.

ALVARO – Arrume suas coisas rapidamente,assim que todos estiverem dormindo vamos embora.

MARINA – Quem é esse que está com você?

INDIO OLHA PARA MARINA EMOCIONADO.

ALVARO – Outra hora conversamos.

CENA 9: CLUBE/INT/NOITE

TODOS OS CONVIDADOS DANÇAM ROCKS COM A BANDA.WALKIRIA PASSEIA ENTRE OS CONVIDADOS.JOAQUIM E SUA FAMILIA CHEGAM.

WALKIRIA –Chegou quem faltava para completar minha festa.

SÔNIA – Walkiria,está tudo lindo.

JOAQUIM – Parabéns,está um luxo esse lugar.

CENA CORTA PARA MERCEARIA.LUIS ACENDE O FÓSFORO E JOGA NA GASOLINA.SAI CORRENDO,VAI PARA RUA,PEGA SEU CARRO E VAI EMBORA.A MERCEARIA PEGA FOGO.CENA CORTA PARA O CLUBE,ONDE TODOS DANÇAM.UM BARULHO DE EXPLOSÃO TOMA CONTA DA CIDADE.TODOS SE ASSUSTAM.

WALKIRIA – O que está acontecendo?

A FESTA,A MUSICA E OS CONVIDADOS PARAM ASSUSTADOS.

FIM DO CAPÍTULO!

 

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Escrita por
Arthur Ferraz

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção

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Paixão Proibida – Capítulo 27|ÚLTIMA SEMANA

UMA NOVELA DE ARTHUR FERRAZ

228 - Cópia - Cópia (6)

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CENA 1: CONTINUAÇÃO DA CENA ANTERIOR.

ALVARO PROPÕE A ÍNDIO QUE RESGATEM AMARINA.

ALVARO – Você como é pai dela,e eu sou apaixonado por ela,devemos resgata-la o mais rápido possível.

INDIO – Mas como podemos fazer isso assim?

ALVARO – É simples,temos que ir até o local e ver como funciona lá.Depois boto meu plano em prática.

INDIO – Como devo confiar em você,rapaz?

ALVARO – Quer maior prova de amor do que se enfiar numa grande arriscada como essa?

INDIO – Então,vamos marcar de ir lá amanhã.Dia da inauguração do clube.Bom é que ninguém veja nós saindo.

ALVARO – De jeito nenhum. Já esta tudo esquematizado enquanto ao local aonde abrigaremos ela.

INDIO – Então,já vou indo.Vou dormir para irmos amanhã bem cedo.

INDIO VOLTA PARA PENSÃO E ALAVRO VAI PARA CASA.

CENA 2: CASA DE JOAQUIM/ INT/ NOITE/ QUARTO

ALVARO E INÁCIO CONVERSAM.

ALVARO – Amanhã,vocês vão na inauguração do clube?

INÁCIO – Claro que sim,mas por que a pergunta?

ALVARO – É que amanhã vou sair na parte da manhã,para resolver um problema.

INÁCIO – Não acredito que aquela moça esteja envolvida?

ALVARO – Pior é que é ela mesmo.Combinei com uma pessoa para irmos até onde ela está,onde vamos captura-la.

INÁCIO – Está caçando chifre em cabeça de cavalo!

ALAVRO – Que nada de chifres.A avó dela que me deu o endereço.Torce por nós,não é igual a você !

CENA 3: PLANO GERAL – AMANHECE NA CIDADE,MOSTRA AS FAZENDAS,BICHOS,A CIDADE QUE INICIA UM NOVO DIA.O CLUBE TODO PRONTO,COM MUITOS ENFEITES PARA INAUGURAÇÃO.CENA CORTA PARA PENSÃO. WALKIRIA ACORDA,LEVANTA E OLHA NO ESPELHO.

WALKIRIA – É hoje! Chegou o grande dia.

CENA CORTA PARA COZINHA,ONDE OS HÓSPEDES JÁ TOMAM CAFÉ.

WALKIRIA – Bom dia meu povo !

MACIEL – Bom dia,preparada para o grande dia que vai ser hoje?

WALKIRIA – Sim Maciel.Hoje estou até mais tranquila.Acho que é ansiedade mesmo.

CARMELITA – Dona Walkiria,eu também vou poder ir nessa festa?

WALKIRIA – Mas que pergunta é essa logo de manhã Carmelita?É óbvio que sim,vou precisar de sua ajuda.

CARMELITA – Achei que tinha que ficar alguém aqui na pensão.

WALKIRIA – Nada disso.Vamos fechar e todos vamos para o clube.

CENA 4: FAZENDA/ INT/ MANHÃ/ QUARTO DE OLGA

OLGA SE ARRUMA PARA TOMAR CAFÉ.CÂNDIDA CHEGA AO LOCAL.

OLGA – Bom dia filha.

CÂNDIDA – Bom dia.(pausa)-Mamãe,preciso de sua ajuda.

OLGA – Diga me,o que precisa agora?

CÂNDIDA – Agora que o Indio apareceu novamente,parece que voltou a acender um sentimento que tive por ele no passado.

OLGA – Isso se chama paixão!

CÂNDIDA – Sei lá,acho que pode ser mesmo.Quando conversei com ele tive uma sensação tão boa,parecendo que estava num outro lugar,só eu e ele.E me veio vários pensamentos na cabeça.

OLGA – Minha filha,você sabe quem ele é,só que já viu uma vez o que ele fez com você. Agora,se você está disposta a querer reviver esse grande amor do passado,faça o que seu coração mandar.Também afirmo que você não tem um casamento feliz.Vive as turras com seu marido.Se num dá mais para sustentar esse casamento,é só pedir o desquite.

CÂNDIDA – Tenho que pensar muito sobre isso,pois envolve família,e agora que Marina não está morando conosco,fica difícil ficar nessa casa.Gosto de todos,mais ela é meu xodó.Queria tanto ajuda-la…

OLGA – Se encontre co o Indio novamente,conversem bastante.Eu sei que ele não veio aqui atoa.Foi por sua causa,e agora,da filha dele.

CENA 5: CASA DE LUIS/ INT/ MANHÃ/ SALA

MARCOS SE PREPARA PARA IR EMBORA.SUA FAMILIA SE DESPEDE DELE.

MARCOS – Minhas coisas já estão prontas,agora tenho que ir,se não atraso para pegar o ônibus.

LUIS – Tem certeza filho?Acha mesmo ir embora daqui a melhor opção para sua vida?

MARCOS – Depois de tudo o que aconteceu,não tenho mais clima para ficar aqui,esse curso saiu numa hora certa.Vou ser feliz.

MORGANA – Vai com Deus meu filho,não se esqueça da gente.

LUCIANA – Vai com Deus irmão,desculpa qualquer coisa e que você seja muito feliz de verdade.E não deixe de ligar para cá,seu cabeção.

LUIS – Filho,que Deus te acompanhe nessa nova empreitada.Ainda te espero aqui,um dia de braços abertos.

MARCOS ABRAÇA TODOS,E VAI EMBORA.NA PORTA DA GARAGEM,OLHA A SUA CASA,PENSA E VAI PARA O PONTO.

CENA 6: CASA DE CÉLIO/ INT/ MANHÃ/ COZINHA

CÉLIO E TELMO TOMAM CAFÉ JUNTOS.

CÉLIO – Vou indo,pois tenho serviço pra dar e vender.Depois tem a inauguração do clube.

TELMO – Eu também tenho que sair para terminar de entregar umas mercadorias nas casas aí.

CÉLIO – Tem certeza Telmo?

TELMO – Lá vem você com essas conversas de novo.

CÉLIO SE LEVANTA DA MESA,SAI.TELMO TAMBÉM SE LEVANTA,E VAI SE ARRUMAR.SAI DE CASA MUITO PERFUMADO.PASSA UM ISNTANTE,MAGNÓLIA CHEGA EM SEU CARRO COM EULÁLIA,CATARINA E BÁRBARA.

MAGNÓLIA – Vamos entrando,se ajeitando,a casa é de vocês.

BÁRBARA – Há muito tempo que não vinha nessa casa.Continua a mesma coisa.

MAGNÓLIA – Aonde estão Telmo e Célio?

EMPREGADA – Saíram agora a pouco quase juntos.Telmo disse que ia a casa de uma cliente levar umas mercadorias.Seu Célio foi para a prefeitura.

MAGNÓLIA – Mercadorias,sei.Barbara,vamos ali comigo,quero te levar no salão para você ficar ainda mais bonita hoje a noite.

BÁRBARA E MAGNÓLIA SAEM DE CASA NO CARRO,PARA O SALÃO.

CENA 7: CASA DE AMÉLIA/ INT/ MANHÃ/ QUARTO

TELMO A AMÉLIA ESTÃO DEITADOS NA CAMA.MUITOS CARINHOS E BEIJOS.

AMÉLIA – Você é tão carinhoso…

TELMO – Para você eu faço tudo o que precisar.

AMÉLIA – Por que não nos casamos então?

TELMO – Sabe que eu tenho família,não é tão simples assim.

CENA CORTA PARA RUA,MAGNÓLIA PASSA COM SEU CARRO NA FRENTE DA CASA.BÁRBARA AVISTA O CARRO DE TELMO.

BÁRBARA – Olha lá,aquele é o nosso carro!

ELAS PARA,DESCEM.MAGNÓLIA NOTA QUE A PORTA NÃO ESTÁ TRANCADA.

MAGNÓLIA – Ele deva ter vindo trazer alguma mercadoria.A porta está aberta,quer entrar?

BÁRBARA – Acha que não tem problema?

MAGNÓLIA – Mas de jeito nenhum.Entre.

BÁRBARA ENTRA,ANDA PELA SALA,PELA COZINHA E DEPOIS VAI SENTIDO AO QUARTO.ABRE A PORTA LENTAMENTE,VÊ TELMO E AMÉLIA JUNTOS NA CAMA.ENTRA EM PÂNICO.

BÁRBARA – Mas então é isso que você vem fazer na cidade,safado!

TELMO E AMÉLIA LEVANTAM-SE DA CAMA,TENTANDO SE EXPLICAR.

AMÉLIA – Eu vou explicar tudo.

BÁRBARA – Cala essa sua boca,vagabunda!Não tem que explicar nada.Você,Telmo,venha comigo.Vamos embora pra casa,lá conversamos.

CENA 8: CASA DE CÉLIO/ INT/ MANHÃ/ SALA

MAGNÓLIA,TELMO E BÁRBARA CHEGAM,BÁRBARA MUITO FURIOSA.

BÁRBARA – Não imaginava o cafajeste que você é.Sempre trabalhei para você vender as coisas,dei um duro danado na roça.Para que?Ver tudo ir pelo ralo como eu vi.Todo nosso dinheirinho que conseguíamos através do meu trabalho e você entregado aquela cachorra.

TELMO – Magnólia,não imagino que isso tenha seu dedo?

MAGNÓLIA – Claro que não,estávamos indo ao salão e por a caso ela viu o carro de vocês na casa daquela moça.

TELMO – Bárbara,vamos embora.Está muito nervosa e precisamos conversar.

BÁRBARA,TELMO E CATARINA VÃO EMBORA.PASSADO UM INSTANTE,CÉLIO CHEGA,CONFUSO.

CÉLIO – Meu bem,o que Bárbara e sua família estavam fazendo aqui?Vi eles saindo,mas ela estava tão nervosa que nem me viu.

MAGNÓLIA – Se eu te contar,não acredita que seu irmão estava na cama com outra e sua cunhada pegou no flagra?

CÉLIO – E creio que não tem seu dedo nessa história.

MAGNÓLIA – Claro que não,estava passando lá por acaso.Seu irmão não sabe fazer as travessuras direito…

CÉLIO – Vamos nos arrumar.Primeiro vamos almoçar,depois nos arrumamos para ir ao clube.Tenho que chegar mais cedo para assinar uns papéis e receber os convidados.

CENA 9: PLANO GERAL – MOSTRA A TARDE INICIANDO,CENA VOLTA PARA O CLUBE,ONDE ESTÃO ALGUMAS PESSOAS.SÃO 17 HORAS. WALKIRIA ESTÁ EUFÓRICA.

WALKIRIA – Gente,cadê esse pessoal que não chega?

MACIEL – Calma,ainda devem estar se arrumando.

WALKIRIA – Setembrino,Glória e Carmelita,tudo nos conformes?

SETEMBRINO – Sim.

WALKIRIA – Vai lá e vê se o pessoal da banda deseja alguma coisa.

UM HOMEM ALTO,JOVEM CHEGA COM UMA BOLSA NA PORTA DO CLUBE,AVISTA AS PESSOAS E ENTRA AO LOCAL.

MACIEL – Walkiria,olha quem vem ali !

WALKIRIA – Não acredito,não posso acreditar no que estou vendo.Achava que nem vinha mais.Alberto!

ALBERTO – Mamãe,não disse que vinha?Não poderia perder esse dia nunca.

WALKIRIA – Agora sim,meu nervoso passa.Vamos lá na pensão rapidamente para guardar suas bolsas e tomar um banho.Maciel,você e o prefeito já podem ir recebendo quem for chegando.

MACIEL – Tudo bem.Pode deixar.

WALKIRIA SAI COM ALBERTO.

CENA 10: PRAÇA/ EXT/ NOITE

INDIO MEXE EM SUA KOMBI, ALVARO CHEGA.

INDIO – Olá rapaz,o que manda?

ALVARO – Tudo pronto para conhecer sua filha?

INDIO – Nunca imagina esse dia,mas esperava que isso poderia acontecer,vamos pois temos uma estrada a caminho.

INDIO E ALVARO ENTRAM NO CARRO E SAEM.

 

FIM DO CAPÍTULO!

 

#ESTREIA NESTE MÊS:

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Escrita por
Arthur Ferraz

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção

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Paixão Proibida – Capítulo 26|ÚLTIMA SEMANA

UMA NOVELA DE ARTHUR FERRAZ

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CENA 1: LANCHONETE/ INT/ TARDE

ÍNDIO E CÂNDIDA SENTAM-SE EM UMA MESA, CONVERSAM.

INDIO – Não achava que um dia ainda ia te rever.

CÂNDIDA – Indio, por que me largou de repente? Até hoje não entendo por que fez isso.

INDIO – Tenho meus motivos e você sabe como eu tinha uma vida torta.

CÂNDIDA – Eu sabia de tudo, mas você nunca queria mudar.

INDIO – Mas hoje posso te dizer com toda certeza desse mundão, que sou um novo homem. Eu mudei, e mudei bastante.

CÂNDIDA – Será que posso acreditar em você novamente?

INDIO – Claro que sim. Eu sou um novo homem. Tenho uma Kombi que faço os meus serviços, coisas que sempre soube fazer. Eu tinha certeza que um dia ainda ia te ver, pois sempre fui apaixonado por você.

CÂNDIDA – Tanto tempo se passou, aconteceram tantas coisas que você nem imagina.

INDIO – Pode falar.

CÂNDIDA – Logo que você saiu, minha família se mudou para Barra seca, um distrito daqui. Numa festa conheci um homem, que logo se apaixonou por mim. Começamos a namorar, e ficamos noivos, e nos casamos, tudo isso logo após você ir embora. Não demoramos muito. Quando você foi embora, tive uma descoberta: Estava grávida, e de você.

INDIO – Por que não me falou?

CÂNDIDA – Você tinha acabado de me abandonar a própria sorte, nem deixou rastros. Não tive outra opção a não ser me casar com um homem que assumisse a criança que eu estava esperando. Tinha que ser tudo muito rápido, para não desconfiar de nada.

INDIO – E por acaso ele desconfiou de alguma coisa?

CÂNDIDA – Claro que não. Hoje é uma linda moça, pena que está num colégio de freiras.

INDIO – Mas como você permite isso acontecer?

CÂNDIDA – Infelizmente meu esposo é quem manda lá em casa. Bem, vou indo embora, pois tenho que fazer umas coisas lá em casa. Nos falamos de novo? Vamos marcar outro local.

INDIO – Sim. Saiba que você sempre foi a minha grande paixão. E até hoje.

CÂNDIDA SAI BASTANTE CONTENTE DO LOCAL.

CENA 2: PENSÃO/ INT/ TARDE/ RECEPÇÃO

CARMELITA LIMPA O LOCAL, O TELEFONE TOCA. CARMELITA ATENDE E PASSA PARA WALKIRIA.

WALKIRIA – Sim, mas amanhã? Minha nossa senhora, amanhã é dia da inauguração co clube. Tem certeza que ele vem amanhã mesmo? Tudo bem então.

WALKIRIA DESLIGA O TELEFONE E FALA COM CARMELITA.

WALKIRIA – Carmelita, se eu te falar quem está vindo pra ca amanhã, você num vai acreditar !

CARMELITA – Não faço ideia.

WALKIRIA – Meu filho, Alberto.

CARMELITA – Não acredito. Depois de tanto tempo assim, longe de casa… Agora já vem para cá novamente.

WALKIRIA – Mais confusão pro meu lado.

CENA 3:CASA DE AMÉLIA/ INT/ TARDE

AMÉLIA E TELMO FAZEM TRANSAM LOUCAMENTE. TELMO RELAXA DEPOIS DE UM TEMPO.

TELMO – Você é a melhor mulher que já vi.

AMÉLIA – Não diga isso.

TELMO – Você vem com esse carinho, eu não resisto. Vou indo pra casa, pois amanhã tenho que entregar mais umas coisas em lugares. Mas prometo que venho aqui amanhã bem de tarde.

AMÉLIA – Te espero linda aqui, só para você meu bem.

CENA 4:FAZENDA/ INT/ TARDE/ QUARTO

OLGA E CÂNDIDA CONVERSAM.

OLGA – Minha filha, se o Indio realmente mudou, por que não dar mais uma chance a ele?

CÂNDIDA – Não sei, mamãe. Ele me disse que mudou muito.

OLGA – Pensa direitinho, pois é mulher casada e jamais pode trair seu esposo. Se bem que ele não vale nada. Já pensei tantas vezes de você largar ele.

CÂNDIDA – Não posso, por enquanto tenho minha família, sou casada há 27 anos.

OLGA – Larga a mão desse seu marido que só sabe encher o saco de todo mundo.

OLGA SAI DO QUARTO, CÂNDIDA FICA PENSATIVA.

CENA 5: CASA DE LUIS/ INT/ TARDE

LUIS E MORGNA CONVERSAM, SENTADOS NO SOFÁ OUVINDO RÁDIO.

LUIS – Morgana, vou te revelar um segredo.

MORGANA – Conte–me tudo, não em esconda nada.

LUIS – Contratei dois capangas para dar um jeito naquela família que infernizou a gente, vou botar fogo na casa deles.

MORGANA – Eu acho uma ideia genial, mas vamos aguardar um pouco, para não levantar suspeitas.

LUIS – Assim que começar a festa no clube amanhã, todos vão estar lá. Vou com os capangas e botamos fogo em tudo.

CENA 6: CASA DE CÉLIO/INT/TARDE/SALA

CÉLIO CHEGA DO EXPEDIENTE,TIRA O PALETÓ E SENTA NO SOFÁ.A EMPREGADA TRAZ UM CAFÉ.TELMO CHEGA.

TELMO – E aí,meu irmão? Cansado da luta?

CÉLIO – Um pouco cansado.

TELMO – Cadê sua esposa e sua filha?
CÉLIO – Foram visitar uma tia adoentada.Voltam amanhã.

TELMO – Eu também estava na rua entregando umas mercadorias para os clientes.

CÉLIO – Vou te fazer uma pergunta e quero que você me responda com toda sinceridade.

TELMO – Pode me perguntar.

CÉLIO – Você realmente vai a rua vender essas mercadorias ou está em algum rolo por aí?

TELMO – Não entendi esse tom de pergunta.

CÉLIO – Então vou ser bem claro.Somos irmãos,nos conhecemos melhor do que ninguém,não precisa me esconder nada.

TELMO – Meu irmão,está indo longe demais.Não tenho nada a esconder.

CÉLIO – Fiquei sabendo pela boca de outras pessoas que você anda frequentando uma casa de uma certa senhorita para passar tempo.

TELMO – Quem foi que te disse isso?Só pode ter sido sua esposa que anda me ferrando o tempo inteiro.

CÉLIO – Magnólia não tem nada a ver com isso.Pelo contrário,comentei com ela.Ela desaprova essa sua atitude.

TELMO – Mas meu irmão,como você ousa a suspeitar de algo dessa maneira?Assim me ofende.

CÉLIO – Telmo,diga verdade para mim,não esconda.Uma hora ou outra vou ficar sabendo,melhor você dizer agora que ainda posso lhe ajudar a resolver essa questão.

TELMO – Está bem,você venceu.Tenho um caso sim,com uma jovem moça que me trata muito bem.Faz tudo o que minha esposa não faz,a não ser trabalhar muito.

CÉLIO – Está vendo só?Só pelo fato de sua esposa trabalhar muito você já tinha que dar um valor imenso a ela.Essa mulher com quem você está se comunicando vai te tomar tudo o que ainda te resta.Cuidado meu irmão,ela não gosta de você,e sim do seu dinheiro.Pense nisso.

CENA 7:FÁBRICA/INT/TARDE/SALA DE CARLOS

MORGANA CHEGA AO LOCAL.CARLOS FAZ CONTAS.

MORGANA – Olá,como está?

CARLOS – Melhor agora com sua presença.

MORGANA – Já está tudo pronto?

CARLOS – Estou terminando de fazer uns negócios aqui,Mas já consegui pegar um valor bem grande.

MRIOGANA – Amanhã será a inauguração do clube.Muitos vão estar lá,então você liga lá pra casa,não se identifica,ou inventa outro nome.Vamos marcas de nos encontramos para irmos embora.

CARLOS – Será que não vai dar errado?

MORGANA – Se você fizer tudo como estou explicando,não vai.Agora vou indo,antes que Luis chega aqui e nos encontra,tchau.

CARLOS OBSERVA MORGANA SAINDO.

CENA 8:PENSÃO/INT/NOITE/SALA

WALKIRIA,MACIEL E INDIO CONVERSAM.

WALKIRIA – Estou num nervoso que vocês não fazem ideia.

MACIEL – Imagino como deva estar,pois uma inauguração de qualquer festa exige muito trabalho.

INDIO – Esse clube fica aqui perto mesmo?

MACIEL – Sim,próximo a prefeitura. A inauguração é amanhã,já está convidado.

INDIO – Se der eu vou mesmo,gosto muito dessas festas.

CARMELITA CHEGA NA SALA.

CARMELITA – A janta está pronta.

WALKIRIA – Vamos comer,gente?

ÍNDIO – Podem ir, não estou com fome agora, tenho que ir lá fora ver como está minha Kombi.

ÍNDIO SAI PARA RUA.

CENA 9: RUA/ EXT/ NOITE

ÍNDIO PASSA UM PANO NA LATARIA DO VEICULO.ALVARO CHEGA.

ALVARO – Índio, preciso falar com você urgente.

ÍNDIO – Fala meu rapaz,o que precisa?

ALVARO – Preciso de sua ajuda para um plano que tive.Vai favorecer você e eu.

ÍNDIO – Que tipo de plano?

ALVARO – Vamos buscar Marina daquele lugar onde está aprisionada!

ÍNDIO FICA MEIO DESCONFIADO AO PLANO.

 

FIM DO CAPÍTULO!

 

#ESTREIA EM JULHO:

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Escrita por
Arthur Ferraz

Direção
Vinny Lopes

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ADNTV Ficção

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Paixão Proibida – Capítulo 25|PENÚLTIMA SEMANA

UMA NOVELA DE ARTHUR FERRAZ

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–  1 9 6 2  –

CENA 1: RUA/ EXT/ TARDE

CONTINUAÇÃO DA CENA ANTERIOR. ÍNDIO E ALVARO CONVERSAM.

ALVARO – Espere um momento. Você tem uma filha que está em um colégio de freiras?

INDIO – Sim, soube a noticia pela avó dela.

ALVARO – Como o senhor se chama?

INDIO – Pode me chamar de Índio.

ALVARO – Indio, então cheguei a conclusão de que estamos falando da mesma pessoa.

INDIO – Agora eu não entendo o que está falando.

ALVARO – Se sua filha está num colégio de freiras, e a pessoa que gosto está na mesma situação, é óbvio que é sua filha.

INDIO – Então você que era o noivo dela?

ALVARO – Não, a principio.

INDIO – Como faço para ver minha filha?

ALVARO – Não sei aonde ela está, o pai dela a levou a força.

INDIO – Vou te contar a história: Eu e a mãe dessa moça fomos namorados antigos, só que eu aprontava muito e tive que ir embora corrido. Daí nunca mais nos vimos, mas fiquei sabendo que a mãe dela está aqui. E descobri ainda que tem família e tudo mais, e que tenho essa filha.

ALVARO – Então ela deva ter se casado grávida?

INDIO – Exatamente!

ALVARO – Como faço pra ver o senhor mais vezes?

INDIO – Estou hospedado na pensão.

ALVARO – Quero te dizer que vamos comprar essa briga juntos, vou descobrir primeiro aonde ela está.

CENA 2: FAZENDA/ INT/ TARDE/ ESCRITÓRIO

SOZINHO, PEDRO FICA PARADO PENSANDO, CÂNDIDA ENTRA.

PEDRO – O que houve?

CÂNDIDA – Nada demais. Vim saber como está nossa filha.

PEDRO – Está muito bem, obrigado.

CÂNDIDA – Pedro, você é um homem muito ignorante. Está sendo um desafio conviver com você.

PEDRO – Por que resmunga assim? Eu sou um ótimo marido, cumpro com minhas obrigações da casa.Só não aceito que desonrem minha família.

CÂNDIDA – E onde ela está? Eu preciso saber.

PEDRO – Está em Friburgo, na escola de freiras. Visitas só com minha ordem.

CÂNDIDA SAI, INSATISFEITA. CENA CORTA PARA O QUARTO DE OLGA.

OLGA – E aí minha filha? O que ele disse?

CÂNDIDA – Disse que ela está numa escola de freiras em Friburgo. Só que as visitas só com ordem dele. Então não vai adiantar nada.

OLGA – Vamos lá na cidade comigo mais tarde? Vamos de carro.

CÂNDIDA – Mamãe, não sei se vou conseguir reconhecer ele.

OLGA – Acredito que vai estranhar um pouco, mas um pouco de conversa não vai lhe fazer mau algum.

CÂNDIDA – Vou me arrumar e daqui um instante vamos.

CENA 3: SITIO DE TELMO/ EXT/ TARDE/ QUINTAL

BARBARA RALA MANDIOCA PARA AS GALINHAS. MAGNÓLIA CHEGA EM SEU CARRO COM EULÁLIA.

MAGNÓLIA – Barbara, minha cunhada.

BARBARA – Ei, que bom ver vocês aqui, quanto tempo.

MAGNÓLIA – Tempo mesmo, você não foi mais nos visitar.

BARBARA – Não é. São as obrigações aqui da roça, sabe que são muitas, e Telmo não me ajuda de jeito nenhum.

MAGNÓLIA – Nossa, pensei que ele te ajudava. E quanto ganha com isso?

BARBARA – Nada, nada vezes nada. Quando ele traz algo da cidade pra mim é porque… Sei lá o motivo. Mas é muito raro.

MAGNÓLIA – Fiquei surpresa com isso. Telmo vende tantas coisas, ganha tanto dinheiro.

BARBARA – Aquilo é um munheca terrível. Não sei aonde ele põe esse dinheiro todo.

MAGNÓLIA – Barbara, o meu propósito é de vir pra cá e dormir aqui. Eu quero te levar amanhã na cidade para inauguração do clube.

BARBARA – Ah menina, não quero não. Prefiro ficar aqui, mexendo com minhas coisas, Telmo também está pra lá.

MAGNÓLIA – Nada disso, você é minha convidada. Vou providenciar pra você um belo vestido de seda ainda. Combinado?

BARBARA – Não tem outro jeito não é?

CENA 4: CASA DE LUIS/ INT/ TARDE/ SALA

TODOS CONVERSAM SOBRE A SITUAÇÃO DA FÁBRICA. MARCOS TOMA A FRENTE DA CONVERSA.

MARCOS – Tenho que interromper, mas o que tenho pra dizer é muito importante.

MORGANA – Diga então.

MARCOS – Acabei de receber uma ligação da escola de direto da capital, fui aprovado na seleção de alunos.

LUIS – Meu filho, estou muito orgulhoso de você. Mas como vai fazer pra ir lá?

MARCOS – Muito simples: Vou ter que ir morar lá.

MORGANA – Meu filho, não acha que é ideia precipitada? Aqui tem de tudo.

LUIS – Filhão, eu te apoio. Se é para seu futuro, eu vou te ajudar nos custos.

MARCOS – Vou ir amanhã para capital, pois amanhã mesmo já começam as chamadas. Obrigado pai, por tudo.

LUCIANA – Meu irmão, já estou começando a sentir sua falta.

MARCOS – Também vou sentir falta de você, sua chata!

CENA 5: CLUBE/EXT/TARDE

WALKIRIA ANDA PELO CLUBE COM GLÓRIA E SETEMBRINO. OBSERVANDO CADA DETALHE DOS SERVIÇOS.

WALKIRIA – Gente, nem acredito que amanhã já estamos inaugurando tudo.

GLÓRIA – Já acertei com a banda que virá tocar. Comprei as bebidas e as comidas que precisaremos de fazer.

WALKIRIA – Qualquer coisa chame Carmelita para ajudar, pago ela a parte.

SETEMBRINO – Pode deixar que eu mesmo me encarrego de chama-la.

WALKIRIA – Mas é muito atrevido mesmo. Só porque está de namorada nova.

SETEMBRINO – Dona Walkiria, em relação aos convidados, são muitos?

WALKIRIA – Convidei a cidade inteira, mas é óbvio que não virá todos.

GLÓRIA – Com esse frio que está muitos não preferem sair de casa.

WALKIRIA – Não seja por isso, vamos ter caldos deliciosos para degustar.

SETEMBRINO – Amo todos os tipos de caldos.

WALKIRIA – Inclusive quem vai fazer, não é senhorito?

GLÓRIA – Vamos continuar nossa conversa.

CENA EM OFF,ELES VÃO ANDANDO PELO CLUBE.

CENA 6:CARRO DE LUIS/ INT/ TARDE/ RUA

LUIS ANDA EM DIREÇÃO AO TREVO DA CIDADE. ESTACIONA O CARRO NUM POSTO DE GASOLINA, ANDA PROCURANDO POR UMA PESSOA. ACHA ‘’CARRAPATO’’.

LUIS – Então você é o tal carrapato que tanto falam?

CARRAPATO – Em que posso ajudar?

LUIS – Estou com um plano e preciso de você no auxilio.

CARRAPATO – Serviço só com adiantamento.

LUIS – Esse não é o problema, mas como vamos fazer para colocar fogo numa casa?

CARRAPATO – Isso é o de menos, me mostre aonde é e deixa o resto comigo.

LUIS – Vou ver como está a área e venho te buscar. Só não será hoje. Vai se preparando aí, que você fazendo o serviço já te levo embora daqui.

CARRAPATO BALANÇA A CABEÇA CONCORDANDO.

CENA 7: PRAÇA/ EXT/ TARDE

CÂNDIDA E OLGA CHEGAM EM UM CARRO.DESCEM E ANDAM PELA PRAÇA. CÂNDIDA ENCONTRA WALKIRIA.

WALKIRIA – Cândida, que bom te ver por aqui.

CÂNDIDA – Olá, como está?

WALKIRIA – A mil por hora, o clube inaugura amanhã. Imagina como devo estar.

CÂNDIDA – Vou fazer o possível para vir na inauguração.

WALKIRIA – Queria conversar com você, mas vamos ali comer uma pipoca.

CÂNDIDA – Não quer ir conosco, mamãe?

OLGA – Já que vocês vão demorar um pouco a prosa, eu vou aqui rápido.

CENA 8: MERCEARIA/ INT/ TARDE

ALAVARO ESTÁ SOZINHO NO ESTABELECIMENTO.OLGA CHEGA.

OLGA – Boa tarde, como vai?

ALVARO – Triste, mas agora fiquei feliz com sua presença. Sei que me traz noticias boas.

OLGA – E são muito boas. Descobri aonde minha neta está.

ALVARO – Diga, não vejo a hora de vê la.

OLGA – Calma aí, meu rapaz. Até a mãe dela está proibida de vê la. A escola de freiras fica em Friburgo, aqui do lado em outra cidade. Agora é com você.

ALVARO – Pode deixar que o restante é comigo. Muito obrigado por ter se lembrado de mim.

OLGA – Agora vou indo, pois tenho que levar minha filha para resolver uma questão. Me dê noticias.

OLGA SAI DO LOCAL.

CENA 9:PRAÇA/EXT/TARDE

WALKIRIA E CÂNDIDA TERMINAM A CONVERSA. ÍNDIO ESTACIONA SUA KOMBI NA PRAÇA E VAI EM DIREÇÃO A LANCHONETE. OLGA VÊ E APONTA CÂNDIDA.

OLGA – Olha ele indo ali.

CÂNDIDA – Não mudou nada, parece aquele rapaz que conheci há anos.

OLGA – Vamos lá na lanchonete.

CENA CORTA PARA LANCHONETE. ÍNDIO TOMA CAFÉ, OLGA E CÂNDIDA CHEGAM.

CÂNDIDA – Indio.

ÍNDIO OLHA E VÊ CÂNDIDA COM OLGA. CHEGA MAIS PERTO DELAS.

CÂNDIDA – Não se lembra de mim?

INDIO – Nossa,eu não acredito. É você mesmo?Candinha.

CÂNDIDA E ÍNDIO SE ABRAÇAM.

INDIO – Quanto tempo você me esperou por um dia igual hoje?

CÂNDIDA – 27 anos !

CÂNDIDA,OLGA E INDIO FICAM EMOCIONADOS.

 

FIM DO CAPÍTULO!

 

#ESTREIA EM JULHO:

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Escrita por
Arthur Ferraz

Direção
Vinny Lopes

Realização
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Paixão Proibida – Capítulo 24|PENÚLTIMA SEMANA

UMA NOVELA DE ARTHUR FERRAZ

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CENA 1:PRAÇA/EXT/MANHÃ

OLGA FICA EM CHOQUE VENDO INDIO.

INDIO – Dona Olga,sou eu mesmo,aquele que foi quase seu genro.

OLGA – Não é possível,como você aparece aqui assim?

INDIO – Ué,do nada me deu na cabeça.Algo me dizia que estava precisando de rever Candinha.

OLGA – O que você fez com minha filha não tem perdão.Mas passado um tempo,muita coisa aconteceu,e hoje eu me arrependo de Cândida estar na situação que está.

INDIO – Creio que não deve estar bem não é?

OLGA – Não.Mas primeiro me conte como conseguiu chegar aqui.

INDIO – É uma longa história,só que nesse tempo uma pessoa conhecida me diz que ela era casada com o homem mais rico dessa cidade.Aí resolvi vir.Vamos conversar em um local melhor?

OLGA – Tem um restaurante logo ali.Vamos aproveitar,já que é hora do almoço.

OS DOIS ANDAM EM DIREÇÃO DO RESTAURANTE.

CENA 2:CASA DE CÉLIO/INT/MANHÃ/COZINHA

TODA A FAMILIA ALMOÇA.MAGNÓLIA CONVERSA.

MAGNÓLIA – Célio,o que tenho pra te contar é muito forte.Hoje tive a revelação real,e não posso esconder.

CÉLIO – Então não se prenda,me conte tudo.

MAGNÓLIA – Há dias venho observando,mas hoje tive a coragem e fui atrás para ver e comprovar.Seu irmão está de caso com outra mulher.

CÉLIO – Você tem ideia do que está dizendo? Já parou para pensar bem no que falou?

MAGNÓLIA – Ah,vai me dizer que seu irmão é um santo,alias,vou te falar.

CÉLIO – Chega,não precisa dizer mais nada.Vamos encerrar esse assunto e deixa meu irmão fazer da vida dele o que ele quiser e bem achar.

MAGNÓLIA –(Fala para si mesma em silêncio) – Acha que vou mesmo deixar ele em paz?

CÉLIO SE LEVANTA.

CÉLIO – Vou indo,tenho que dar uma passada no clube,pois Dona Walkiria inaugura amanhã.

MAGNÓLIA – Amanhã?

CÉLIO – Sim,com direito a banda ao vivo fazendo um som bem leve.

CÉLIO SAI.MAGNÓLIA CHAMA EULÁLIA.

MAGNÓLIA – Minha filha,sabe se seu tio ainda não apareceu por aqui?

EULÁLIA – Pelo que vi,não.

MAGNÓLIA – Então vá se arrumar,pois temos uma missão para fazer,e preciso de seu segredo.Nem seu tio e nem seu pai podem saber.

EULÁLIA – Mãe,por favor.Pega leve.

MAGNÓLIA – Pode deixar.Vai se arrumar,pois temos que ir na roça de seu tio,fazer uma visita a minha cunhada do coração.

CENA 3: FÁBRICA/INT/TARDE/SALA DE LUIS

LUIS E MARCOS ANALISAM PAPÉIS.

LUIS – Meu filho,pelo que vejo aqui,estamos trabalhando no vermelho,Tem dois meses que não trabalhamos bem.Veja você mesmo,cadê o dinheiro dos nossos credores?

MARCOS – É pai,infelizmente não tenho menor ideia do que esteja acontecendo.Quando eu estava aqui nada disso acontecia.

LUIS – Não,mas não pode ser.Temos que chamar Maciel imediatamente.

LUIS PEGA O TELEFONE,LIGA PARA SECRETÁRIA E PEDE PARA CHAMAR MACIEL.MACIEL ENTRA NA SALA.

MACIEL – Sim Luis,mandou me chamar?

LUIS – Maciel, o que está acontecendo?

MACIEL – Mas se refere a o que?

LUIS – Estamos há dois meses trabalhando no vermelho.Estou vendo aqui notas sem pagar,dinheiro dos nossos clientes que não tem.Quero que me diga,o que está havendo?Pode falar sem medo.

MACIEL – Luis,até fico surpreso com isso,pois eu não faço ideia do que está acontecendo.Em relação a isso tudo,tenho que perguntar ao Carlos,pois é ele quem comanda essa área.

LUIS – Maciel,não sei se fiz certo,mas o Carlos está dando muitos vacilos.Temos que marcar uma reunião nós três.

MACIEL – Sim,pode ser para amnahã?

LUIS – Sim,depois do almoço.Tenho que resolver um problema cedo.

CENA CORTA PARA MACIEL SAINDO DA SALA DE LUIS E ENTRANDO NA SALA DE CARLOS.

CARLOS – Maciel,o que manda?

MACIEL – Por enquanto não estou mandando nada,agora você me parece que está mandando bem.

CARLOS – Não entendi o comentário.

MACIEL – Luis acabou de me chamar na sala dele para mostrar resultados que estamos tendo com você administrando. Por pouco não o alertei de que está sendo roubado debaixo do próprio nariz.

CARLOS – Não fale nada.Eu e Morgana estamos fazendo o que planejamos.Assim que ela resolver suas pendências aqui,damos o fora.

MACIEL – Está certo que Luis não vale nada,e não o perdoei do que fez com a gente aquele dia na pensão,mas…Estão indo longe demais.Não dizer mais nada,amanhã na reunião apresente seus argumentos.

CENA 4: RESTAURANTE/INT/TARDE

OLGA E INDIO ALMOÇAM.

OLGA – Tem mais ou menos quanto tempo que você sumiu?

INDIO – Uns 30 anos.

OLGA – Depois desse tempo,tomou juízo?

INDIO – Dona Olga,a senhora sabe o quanto eu já aprontei.Mas hoje sou um homem diferente.O mundo me ensinou muita coisa.

OLGA – E faz o que da vida?

INDIO – tenho uma Kombi e faço manutenção por aí,desde serviços de obras,a elétrica e etc.

OLGA – E você tem vontade de ver minha filha?

INDIO – Vontade tenho e muita.Só que ela deve ter muito ódio de mim,por ter largado ela.Mas não foi por que quis,foram as circunstancias da vida que me obrigaram.

OLGA – ainda que você tinha á abandonado,o pior é que foi grávida!

INDIO – Grávida? Tem certeza?

OLGA – Absoluta.Grávida.Você hoje é pai de uma linda moça.

INDIO – E por que não me falaram? Se tivesse me avisado antes,tudo seria diferente.

OLGA – Você sumiu no mapa e não deixou rastros.Como encontrar você ? Agora ela já cresceu,estava noiva,ia se casar.Está internada numa escola de freiras.

INDIO – Nossa,mas por que?

OLGA – Isso é outro detalhe que depois conversamos.Agora tenho que ir,e conversarei com Cândida que você está aqui.Quando pretende ir embora?

INDIO – ainda não sei,agora com essa história de filha pretendo ficar mais um tempo.

CENA 5: FÁBRICA/INT/TARDE/SALA DE CARLOS

MORGANA CHEGA A SUA PROCURA.

MORGANA – Carlos,vim te ver.

CARLOS – Ver a essa hora?

MORGANA – Aproveitei que todos foram almoçar e vim aqui.

CARLOS – Luis está desconfiado do que está acontecendo.

MORGANA – Então se apresse e tire o máximo que possa tirar dele,e vamos embora.

CARLOS – Como vamos assim? Vamos deixar pistas.

MORGANA – Faça o que estou mandando.Já tenho tudo certo aqui na minha cabeça.Agora tenho que ir,vou ao salão.

CARLOS – Nem um beijo?

MORGANA BEIJA CARLOS E SAI.

CENA 6: MERCEARIA/INT/TARDE

JOAQUIM FICA NO CAIXA,ENQUANTO ALVARO ARRUMA AS PRATELEIRAS.OLGA CHEGA.

OLGA – Meu rapaz,preciso falar com você em particular.

ALVARO – Só se for agora.

OS DOIS SAEM NA RUA.

ALVARO – Diga me,em que posso ser útil?

OLGA – Vim te dizer que sua amada foi hoje para uma escola de freiras.

ALAVRO – Coitada.Não sabe o endereço?

OLGA – Não sei.Mas também não é difícil de achar.Fica em Friburgo.Só chegar lá e perguntar aonde é a escola de freiras.Vou indo,tenho que pegar o ônibus.

ALVARO – Obrigado pela informação.

CENA 7: FAZENDA/INT/TARDE/SALA

PEDRO CHEGA.CÂNDIDA O AGUARDA.

CÂNDIDA – Como foi lá?

PEDRO – Tudo bem, ela está bem cuidada.

CÂNDIDA – Bem cuidada?Você acha que uma filha longe da mãe está bem cuidada!

PEDRO – E como haveria de estar aqui? Você tem um pingo de noção do que aconteceu? Ela praticamente arrastou nosso nome pra lama.

CÂNDIDA – Mas você sabia sempre que esse casamento foi arrumado.

PEDRO – O que tem isso haver?

CÂNDIDA – Você botou primeiro o dinheiro na frente,depois a felicidade de sua filha.Agora já foi,minha filha está longe de mim.Saiba que não vou te perdoar pelo que fez.

PEDRO – Candinha,uma hora tu irá entender que o que fiz foi por nosso bem.

OLGA CHEGA,MUITO EUFÓRICA.

OLGA – Cândida,preciso falar com você urgentemente.

PEDRO – no mínimo é fofoca,não sabe fazer outra coisa.

OLGA – Estou fazendo a prática da “mãozinha”. A partir de hoje não vou discutir mais com você.Agora você vai falar com minha mão aqui.

CENA CORTA PARA QUARTO DE CÂNDIDA.

CÂNDIDA – Diga mamãe,o que foi tão de grave?

OLGA – Hoje vi uma pessoa que há tempos sumiu e agora está disposto a reviver tudo que não viveu no passado.

CÂNDIDA –Não vai me dizer que é o…

OLGA – Indio! Acertou.

CÂNDIDA – Mamãe,tem certeza que Ra ele mesmo?

OLGA –Sim,almoçamos juntos.

CÂNDIDA – Por favor,marque um encontro,só nos dois.Preciso ver ele tem quase 30 anos.

CENA 8: CASA DAS VIUVAS/INT/TARDE/SALA

ADELAIDE OBSERVA DA JANELA O MOVIMENTO DA RUA.VÊ TELMO SAINDO DA CASA DE AMÉLIA.

ADELAIDE – Olha só,que veio fazer uma visita pra sirigaita hoje.

ABIGAIL – Por favor ! Vamos parar com esse negócio de vigiar a vida dos outros que não dá certo.

CENA 9: RUA/EXT/TARDE

ALVARO CAMINHA PELA RUA E ENCONTRA INDIO TROCANDO O PNEU DA KOMBI.

ALVARO – Senhor,precisa de ajuda?

INDIO – Não,obrigado.Já terminei.O que um pai faz quando descobre que sua filha está internada sem ele saber?

ALVARO – Quase o mesmo caso que o meu! Espera.

ALVARO LIGA OS FATOS.

 

FIM DO CAPÍTULO!

 

#ESTREIA EM JULHO:

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Escrita por
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Vinny Lopes

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Paixão Proibida – Capítulo 23|PENÚLTIMA SEMANA

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CENA 1: PENSÃO/ INT/ MANHÃ/ RECEPÇÃO

WALKIRIA FAZ ALGUMAS PERGUNTAS AO NOVO HÓSPEDE, MUITO DESCONFIADA.

WALKIRIA – O senhor tem documentos?

INDIO – Não tenho aqui, estão no carro. Mas não posso mostrar.

WALKIRIA – Como não pode mostrar um documento? Vou lhe perguntar novamente. Qual é o seu nome?

INDIO – Pode me chamar de Indio, só isso.

WALKIRIA – Mas então seu Indio, não posso te hospedar aqui. Tenho que conferir documentos, fazer uma ficha. Ou o senhor quer ficar na rua? Esse é o único dormitório da cidade.

INDIO – Dona por favor, me ajude. Vou lhe mostrar o meu documento, mas peço que não revele meu nome a ninguém.

WALKIRIA – Seu Indio, posso até tentar fazer mas vai ser bem difícil.

INDIO PEGA SEUS DOCUMENTOS E MOSTRA A WALKIRIA, QUE FAZ A FICHA.

WALKIRIA – Você me perguntou aonde mora Cândida? Sabe quem é ela?

INDIO – Na verdade há vi muitos anos atrás. Só queria saber como ela está.

WALKIRIA – Está muito bem casada, com o homem mais rico aqui da região. Tem três filhas.

INDIO (espantado) – Três filhas?!

WALKIRIA – Sim, a mais velha estava até noiva, ia se casar. Terminou ontem no aniversário da mãe, que por fim nem teve.

CENA 2: FAZENDA/ INT/ MANHÃ/ SALA

PEDRO AGUARDA MARINA NA PORTA DA SALA, COM ALGUMAS BOLSAS.

PEDRO – Marina, dê um abraço na sua mãe.

MARINA – Pai, o que está fazendo comigo é injusto!

PEDRO – Cala sua boca e faz o que estou mandando! 

MARINA ABRAÇA SUAS IRMÃS, SUA MÃE E SUA VÓ. MUITO CHORO.

CÂNDIDA – Assim que der vou lá te fazer uma visita.

ANGELA – Minha irmã vai embora, não entendi até agora essa atitude de papai.

OLGA – Seu pai não mede esforços para satisfazer o que vem na cabeça. É uma pessoa altamente perigosa.

CÂNDIDA – Pare mamãe. Estou de coração partido em ver minha filha indo embora!

OLGA – Como quiser… Vou à cidade, necessito de compras.

CENA 3: CLUBE/ EXT/ MANHÃ

WALKIRIA OBSERVA OS DETALHES DOS ACABAMENTOS. ANDA PELO CLUBE COM O PEDREIRO.

WALKIRIA – Bem, então já estamos prontos, agora só falta fazer a placa que já pedi. E também anunciar pela cidade da inauguração na semana que vem. Já pedi o que preciso de alimentos para fazer meus cardápios, contratei até uma banda!

GLÓRIA CHEGA AO LOCAL.

GLÓRIA – Walkiria, não vejo a hora de inaugurarmos esse clube…

WALKIRIA – Se você não vê a hora, imagine eu. Temos que acertar uns detalhes de papeis que comprei coisas, para você anexar numa pasta. Já que vai tomar conta das finanças, não é?

GLÓRIA – É, são ossos do ofício!

ELAS ANDAM JUNTAS, MOSTRANDO COISAS UMA A OUTRA.

CENA 4: CASA DE CÉLIO/ INT/ MANHÃ/ SALA

MAGNÓLIA PREPARA PANOS PARA BORDAR. EULÁLIA OUVE MUSICAS NO RÁDIO. TELMO CHEGA A CASA.

MAGNÓLIA – Telmo, quanto tempo meu cunhado !

TELMO – Como estão vocês?

MAGNÓLIA – Estamos bem. Vejo que você está muito bem também.E minha cunhada? E minha sobrinha?!

TELMO – Estão bem. Preciso deixar essa bolsa no quarto e tenho que sair rapidamente para levar minhas mercadorias na casa de uma cliente.

MAGNÓLIA – Mas tão cedo assim? Cliente, mulher?

TELMO – Sim, por sinal umas das melhores.

MAGNÓLIA – Se importa de eu ir com você também?

TELMO – Sim, não posso te levar comigo. Tenho que resolver um monte de coisas na rua. Deixa pra outra hora.

TELMO SAI, MAGNÓLIA SEGUE-O.

MAGNÓLIA – É hoje que ele não me escapa. Junto com a rapariga.

CENA 5: COLÉGIO DE FREIRAS/ INT/ MANHÃ

PEDRO E MARINA ANDAM PELO COLÉGIO, SÃO RECEBIDOS PELA MADRE.

MADRE – Bom dia.Vocês,quem são mesmo?

PEDRO – Bom dia.Me chamo Pedro Leopoldo,essa é minha filha Marina,vim trazê-la para morar e estudar aqui.Aconteceram coisas horríveis que prefiro nem comentar nesse local sagrado,mas minha decisão foi de trazer ela pra cá o mais rápido possível,para evitar falatórios.

MADRE – Será um prazer receber você por aqui,Marina.Me acompanhe que vou mostrar seu quarto.

MARINA E A MADRE DEIXAM PEDRO E VÃO PARA O QUARTO.

CENA 6: CASA DE AMÉLIA / INT/ MANHÃ

CIPRIANO FICA NA PORTA CONVERSANDO COM AMÉLIA,ENQUANTO SÃO OBSERVADOS.

CIPRIANO – Amélia,eu sei que possa ser cedo,mas para amar nunca é cedo e nem tarde,estou completamente apaixonado por você.

AMÉLIA – Mas que lindo,eu também estou muito apaixonada por você.Só que por enquanto vamos segurar um pouco,pois tenho uma pendência para resolver na minha família.

CIPRIANO – E quando assumiremos nosso romance?

AMÉLIA – Assim que eu resolver isso,não vai demorar.

TELMO VEM PELA RUA E AVISTA O CASAL,MAGNÓLIA VEM ATRAS SEM SER VISTA.

TELMO – Bom dia! Senhor delegado,o que faz por aqui?

CIPRIANO – Bom dia,estava passando e vi um garoto xingando essa moça.Menino de rua,sabe.Mas nada grave.

AMÉLIA – Sim,meu bem.Um menino de rua passou e começou a me xingar.Se não fosse o delegado e tocasse o moleque daqui…

TELMO –Senhor delegado,muito obrigado.

CIPRIANO – Não há o que agradecer,é nosso papel.Vou indo,tenho que resolver uns negócios.Até logo.

CIPRIANO SAI,TELMO E AMÉLIA ENTRAM DENTRO DE CASA.MAGNÓLIA OBSERVA.

CENA 7: CASA DE LUIS/ INT/ MANHÃ/ COZINHA

LUIS E MARCOS ESTÃO SE ARRUMANDO PARA IR A FABRICA.MORGANA CHEGA COM UM PALETÓ.

MORGANA – Aqui está o seu paletó.

LUIS – Obrigado.Marcos,tenho um plano genial para tirar aquela gente toda daqui da cidade.

MARCOS – Que tipo de plano pai?

LUIS – Nós não vamos colocar nossas mãos,só vamos contratar alguém para colocar fogo naquela venda deles.

MORGANA – Mas que boa ideia.

MARCOS – Pai,mas tome cuidado,pois não podemos deixar vestígios.

LUIS – Deixa comigo,já sei como fazer tudo.Não vai demorar pra isso acontecer.

MARCOS – Vamos logo pra fábrica,temos que fazer uns acertos.

CENA 8: PENSÃO/ INT/ MANHÃ/ COZINHA

INDIO VAI ATÉ A COZINHA COMER ALGUMA COISA.CARMELITA PREPARA O ALMOÇO.

CARMELITA – Não quer esperar o almoço,Seu Indio?

INDIO – Não,tenho que ver um pneu novo para minha Kombi,e devo encontrar só na cidade próxima aqui.Sabe como faço para encontrar Dona Cândida por aqui na cidade?

CARMELITA – Vixe,meio difícil,pois ela vem muito pouco aqui.Você pode encontrar ela na fazenda deles,um pouco distante daqui.

INDIO – E ela tem filhos?

CARMELITA – Filhas,são três.

INDIO – Que bom saber disso.

CARMELITA – Mas até agora o senhor não me disse o motivo de todas essas perguntas.

INDIO – Nada,é que só um amigo antigo dela,e soube que ela tinha se mudado pra cá.Só não sabia que já tinha formado uma família.

SETEMBRINO CHEGA COM UM BUQUÊ DE ROSAS.

CARMELITA – Não vai dizer que esse buquê é pra mim?

SETEMBRINO – Sim.

INDIO – Vou deixa los a sós.

CARMELITA – Mas que rosas lindas,você tem um ótimo gosto.Parecem aquelas rosas que passam na Tv, da Novela que vai estrear,A rosa e o beija flor.

SETEMBRINO – Você é minha rosa,e eu sou seu beija flor.

CENA 9: PRAÇA/ EXT/ MANHÃ

QUASE HORA DO ALMOÇO,UM ÔNIBUS ESTACIONA PARA DESCER OS PASSAGEIROS.OLGA DESCE E VAI CAMINHANDO PELA PRAÇA. INDIO VEM EM SUA DIREÇÃO.

INDIO – Dona Olga!

OLGA OLHA E VÊ INDIO, ENTRA EM CHOQUE.

 

FIM DO CAPÍTULO!

 

#ESTREIA EM JULHO:

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Escrita por
Arthur Ferraz

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção

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