MARACANÃ | Episódio 10 | Último

Maracanã

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  • AEROPORTO / DIA

HENRIQUE E VIEIRA CHEGAM AO AEROPORTO.

HENRIQUE – Vamos ter que pegar um voo para o Estados Unidos e de lá pegar outro para Nova Deli.

VIEIRA – Quanto temos vamos demorar pra chegar lá?

HENRIQUE – Cerca de 36 horas!

VIEIRA – Vou ligar para a Suzana. Quero saber se ela conhece alguma amiga da Carla que more na Índia.

Enquanto Henrique faz o check-in vieira liga para Suzana

 

  • CASA DE SUZANA / DIA

SUZANA – Alô?!

VIEIRA – Suzana?

SUZANA – O que? Aonde você esta?

VIEIRA – Agora não dá pra explicar nada. Só preciso de uma informação, a Carla tinha alguma amiga na Índia?

SUZANA – Na Índia? Que eu saiba não!

VIEIRA – Ok! Agora tenho que desligar.

SUZANA – não! Espera…

Vieira encerra a ligação.

SUZANA – Que droga!

 

  • NOVA DELÍ / HOTEL / NOITE

A PESSOA LIGA NOVAMENTE PARA ELISA

ELISA – Então? Ainda estou presa!

PESSOA – Quero novidades!

ELISA – A idiota da Flávia foi presa.

PESSOA – Excelente! Nada melhor que uma boa notícia para alegrar a minha vida.

ELISA – E quando eu vou sair daqui?

PESSOA – Já falei com o advogado. Logo, logo você deixa isso ai. Pedi ao Marcelo que fosse te buscar assim que saísse.

ELISA – Qual será o próximo passo?

PESSOA – Matar os investigadores!

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  • 36 HORAS DEPOIS
  • VIEIRA E HENRIQUE CHEGAM A NOVA DELÍ / ÍNDIA 

HENRIQUE – Chegamos! O que vamos fazer agora?

VIEIRA – Vamos até o banco. Você vai tentar colher informações. Como anda seu inglês?

HENRIQUE – Nada bom!

VIEIRA – Ta! Vamos.

 

  • BRASIL / PORTA DO PRESIDIO / NOITE

ELISA DEIXA O PRESIDIO.

ELISA – Cadê o idiota do Marcelo?

Elisa leva um tiro no peito.

 

  • NOVA DELÍ / BANCO / DIA.

VIEIRA TENTOU COLHER INFORMAÇÕES, MAS NÃO CONSEGUIU. ELES SE ENCAMINHAM A PORTA QUANDO SE BATEM COM UMA MULHER.

HENRIQUE – Carla?

Carla sai correndo Henrique e Vieira vão atrás.

Carla corre entre os carros e entra em uma rua. Vieira a perde de vista. Henrique entra em outra rua e encontra Carla.

Henrique saca a arma.

HENRIQUE – Parada você esta presa! Se você tentar fugir eu atiro.

Chega Vieira.

VIEIRA – Como assim você esta viva?

Um tiro é disparado. Carla cai morta.

HENRIQUE – De novo?

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  • UM MÊS DEPOIS…

SUZANA, ALGEMADA É LEVADA PARA A DELEGACIA.

HENRIQUE E VIEIRA ESTÃO NA SALA DO DELEGADO ESPERANDO SUZANA CHEGAR.

SUZANA CHEGA.

SUZANA – Olá Vieira!

DELEGADO – Sente-se.

VIEIRA – Delegado, posso? (apontando para Suzana)

DELEGADO – Claro!

VIEIRA – Porque Suzana? Porque?

SUZANA – Dinheiro! Eu, o Ricardo, a Carla, o Marcelo, a Elisa e o Roberto! Todos nós armamos tudo isso. Era um esquema de desvio de dinheiro. Fiz a primeira vez, deu certo. Então decidi usar eles para arrecadar ainda mais. A morte da Carla no Maracanã foi armada.

VIEIRA – E porque todos esses assassinatos?

SUZANA – O Ricardo queria ganhar mais que eu. Então eu matei ele. O Roberto quis sair do esquema. Não poderia deixar! Ele era quem mais lucrava.

HENRIQUE – E a Elisa? O Marcelo e a Carla?

SUZANA – A Elisa e o Marcelo foram queimas de arquivo. Não queria idiotas metidos nisso. Só usei eles para me ajudar. Já a Carla foi preciso. Se vocês não fossem enxeridos de irem lá pra Nova Deli atrás de descobrir alguma coisa, ela estaria viva agora.

VIEIRA – E a Júlia o que ela tem a ver com tudo isso?

SUZANA – A Júlia é a minha verdadeira filha! Ela não sabe, mais é. Eu abandonei ela na mão de uma antiga amiga, falecida já, mais que cuidou da minha primeira menina.

HENRIQUE – Então a Flávia é inocente?

Chega Flávia.

FLÁVIA (chegado) – Claro que não! Eu sou uma investigadora. Estava infiltrada nessa gangue e foi eu quem prendeu essa bandida.

SUZANA (Gritando) – DESGRAÇADA!

FLÁVIA – Desculpa! Eu deixei as mortes acontecer. Mais eu já vinha a algum tempo investigando tudo. A Suzana já aplicou golpes em vários cantos do país.

HENRIQUE – Só tem uma coisa que ainda não sabemos.

VIEIRA – O que?

HENRIQUE – Quem atirou em todos?

FLÁVIA – A Suzana! Eu descobri que ela fez aulas de tiro, com seu amante.

SUZANA – O Ricardo me ensinou direitinho.

VIEIRA – Mas… O Ricardo não era o namorado da Carla?

SUZANA – Eu fiz eles se conhecerem. Ele já era meu amante antes disso. E aquela história de que a Carla tinha me atropelado e ter feito eu me separar do Roberto é tudo mentira.

VIEIRA – E como aconteceu os assassinatos.

SUZANA – O assassinato da Carla foi tudo armado, como eu disse. Já o Ricardo em mesma fiz questão de faze o serviço. A segurança aqui estava falha e eu aproveitei. A Elisa e o Roberto foi o Marcelo! A Elisa foi fácil ela saiu do presidio e o Marcelo já estava esperando por ela dentro de um carro, assim que ela pôs o pé do lado de fora de volta a vida, a vida veio e deu uma rasteira nela. O Roberto foi um pouco difícil por isso a Elisa entrou em ação. Quanto ela fazia aquele escândalo no velório era o tempo que o Marcelo entrava para se prepara.

VIEIRA – E quem matou o Marcelo?

FLÁVIA – Ele foi assassinado dentro do carro dele na sinaleira.

SUZANA – Eu pedi que ele me levasse até minha casa, e no carro eu dei o primeiro tiro. Sai do carro peguei as coisas dele e do lado de fora descarreguei a arma para que deixasse a impressão de que foi um assalto.

DELEGADO – E sua filha a Carla?

SUZANA – Foi a mais difícil. Quando o Vieira me ligou procurando saber se a Carla tinha alguma amiga na Índia, logo pensei que a Carla tinha feito alguma besteira. Liguei para a idiota e ela me falou que fez uma retirada da conta dela. Foi ai que resolvi ir para Nova Deli antes que esses dois idiotas pegassem ela. Só que não deu tempo. O Henrique pegou ela num beco e como estavam próximo do prédio onde a Carla estava escondida eu atirei de lá matando a minha filha.

FLÁVIA – Você não sente nada por ter matado sua própria filha?

SUZANA – Senti na hora que atirei. Mas foi preciso.

FLÁVIA – Você é louca! Um pisicopata! Quem é capaz de matar a própria filha por causa de dinheiro? Você é um monstro.

SUZANA – Ai chega desse papinho idota. Posso ir?

DELEGADO – Mais alguma coisa?

VIEIRA – Não! Tudo o que já ouvi foi o suficiente.

DELEGADO – Doutora?

FLÁVIA – Não! Pode mandar levar.

SUZANA – Amo vocês!

 

  • 2 ANOS DEPOIS…

SUZANA FOI JULGADA E CONDENADA A TRINTA ANOS DE PRISÃO EM REGIME FECHADO. 

VIEIRA FOI EMBORA DO BRASIL CONHECEU OUTRA MULHER COM QUEM VIVE E ESPERA UM FILHO.

HENRIQUE E FLÁVIA PASSARAM A TRABALHAR JUNTOS E ESTÃO PARA SE CASAR.

 

  • PRESIDIO FEMININO / DIA.

Algumas presas estão fugindo do presido. Suzana é uma delas.

SUZANA – Vamos! Vamos! Quero sair logo desse ínfero.

SEIS PRESAS CONSEGUEM FUGIR. SUZANA TAMBÉM CONSEGUE. E TODAS CORREM PARA UM LADO.

SUZANA CORRE EM DIREÇÃO A PISTA. QUANDO ATRAVESSA É ATROPELADA POR UM CARRO.

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Em Breve 

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MARACANÃ | Episódio 8

Maracanã

MARACANÃ / GRAMADO / NOITE.
VIEIRA É ATINGIDO COM UM TIRO NO OMBRO CAI.

SUZANA (Assustada) – Vieira?

VIEIRA – Levei um tiro. Por favor vá pro camarim agora, ou a senhora será a próxima.

SUZANA – E você?

VIEIRA – Eu sei me cuidar. Agora via!

SUZANA – Vamos Mônica.

Suzana vai para o camarim. Vieira encaminha-se até um carro da policia que esta parado na porta do estádio.

VIEIRA – Por favor, para um hospital mais próximo!

Vieira entra na viatura e o policial parte com a sirene ligada.

CARRO DE HENRIQUE / NOITE.
HENRIQUE ENCAMINHA-SE À CASA DE FLÁVIA. SEU CELULAR TOCA. ELE PEGA PARA ATENDER.

HENRIQUE – Alô?

VIEIRA – Henrique?

HENRIQUE – Sim senhor?

VIEIRA – Eu levei um tiro, estou a caminho do hospital, estou bem.

HENRIQUE – Ok! Senhor.

VIEIRA – E a Flávia?

HENRIQUE – Estou indo até a casa dela, já estou até chegando já.

VIEIRA – Ok! Tenho que desligar agora. Boa Sorte ai!

HENRIQUE – Obrigado Senhor!

CASA DE JÚLIA / NOITE.
JÚLIA ESTÁ NO QUARTO ARRUMANDO SUAS MALAS. CHEGA RAUL.

RAUL – O que são essas malas? Vai viajar?

JÚLIA – Claro! Raul você ainda não percebeu? Estão matando todos os que são ligados a maldita da Carla.

RAUL – Tenha calma! Isso é paranoia sua.

JÚLIA – Paranoia? Primeiro a Carla, depois o Ricardo e agora o Roberto. Quem garante que a próxima não seja a Suzana e depois eu?

RAUL – Calma Júlia! Se você fugir agora, vão achar que você é a assassina. Pensa nisso!

JÚLIA – Eu vou embora Raul! Me deixa.

RAUL – Não Júlia! Você fica!

Júlia saca a arma.

JÚLIA – Não me obrigue a fazer o que eu não quero!

RAUL – Júlia?

JÚLIA – Não me obrigue a isso.

RAUL – Você teria coragem de me matar?

JÚLIA – Se tentar me impedir sim!

Raul sai da frente de Júlia e à deixa passar.

RAUL – Quando você se arrepender estarei aqui.

Júlia sai com a mala na mão e lagrima nos olhos.

CASA DE FLÁVIA / NOITE.
HENRIQUE BATE NA PORTA.

Parte de dentro da casa:

FLÁVIA – Nossa quem será? Ninguém nunca bate na porta, afinal existe a campainha.

Flávia abre a porta.

HENRIQUE – Boa Note!

FLÁVIA – Boa Noite! o que veio fazer aqui?

HENRIQUE – Flávia queira me acompanhar. Você esta presa!

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MARACANÃ | Episódio 7

Maracanã

MARACANÃ / GRAMADO / NOITE.
JORNALISTAS FAZEM PLANTÃO NA PORTA DO ESTÁDIO.

 
REPÓRTER– Mais um! Agora o empresário Roberto, pai da cantora Carla, foi a vitima da vez. Ricardo foi assassinado hoje a tarde durante o velório de sua filha. A policia esta no local para acompanhar a remoção do corpo. O Investigador Vieira que está no caso desde o inicio ainda não se pronunciou sobre o assunto.

CAMARIM / NOITE.

VIEIRA – E porque ela está fazendo tudo isso? Olha garota você não minta pra mim!

ELISA (Gritando) – INVEJA! Ela sempre teve inveja da Carla! E quer acabar com tudo que está ligado a ela.

HENRIQUE – Mais quando o Ricardo foi assassinado, eu estava com ela e vi que o sofrimento dela era sincero.

ELISA – Tudo encenação! Já estava tudo armado pra ele morrer naquele dia. Falando nisso… Quem foi que morreu lá fora? Posso saber?

VIEIRA – O Dr. Roberto.

ELISA – Vish! (Rir) Ela deve estar furiosa nesse momento.

VIEIRA – Por que?

ELISA – Por que esse tiro não era para o Roberto e sim para outra pessoa.

VIEIRA – Que outra pessoa?

ELISA – Você é o investigador trate de descobrir, afinal não vou te dar tudo de mão beijada.

VIEIRA – O que é que você esta ganhando com isso tudo em garota?

ELISA – Vingança! Sempre quis me vingar da idiota da Carla. E tem mais gente envolvida nisso.

VIEIRA – Quem?

ELISA (Irônica)- Angelina Jolie e Brad Pitt, ou seja Júlia e Raul.

VIEIRA – Você já esta me irritando com essas mentiras.

ELISA – Tá bom! Eles não estão envolvidos não! só queria causar um pouco.

VIEIRA – Henrique vá em busca da Flávia. Eu vou levar essa aqui para os policiais.

Henrique sai

ELISA – Tchau gostosão!

VIEIRA – Cala essa sua boca.

Vieira algema Elisa e a leva.
GRAMADO / NOITE.
O INSTITUTO MÉDICO LEGAL REMOVE O CORPO DE ROBERTO.

Chega Vieira

VIEIRA – Podem levar essa agora, ela esta presa por ligação aos assassinatos.

Um policial leva Elisa.

Vieira chega perto da Suzana.

VIEIRA – Dona Suzana?

SUZANA – Olá investigador.

VIEIRA – Quero que a senhora venha comigo, por favor!

SUZANA – O que você quer comigo?

VIEIRA – Quero que me acompanhe! A Senhora será protegida por mim e minha equipe.

SUZANA – Porque essa proteção?

VIEIRA – Possa ser que esse tiro não tenha sido para seu marido e sim para a senhora.

SUZANA – Certo!

Outro tiro é disparado.

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MARACANÃ | Episódio 6

Maracanã

MARACANÃ / CAMARIM / TARDE.

VIEIRA – Como é?

ELISA – É isso mesmo! Eu sou apenas uma distração para mais um assassinato.

Vieira sai correndo para o grama do estádio

GRAMADO DO MARACANÃ / TARDE.

Roberto vai ao chão. Todos começam a correr desesperados em direção a saída. Vieira olha espantado para todos os lados em busca do atirador.

SUZANA – Roberto?

MÔNICA – Quando é que isso vai acabar?

Vieira volta para o Camarim.

CASA DE JÚLIA / INICIO DE NOITE.
RAUL ESTÁ ASSISTINDO A TV.

RAUL (Chamando) – Amor? Amor vem cá ver! Júlia!

JÚLIA (Chegando) – O que é?

RAUL – Olha lá, acabaram de matar o pai da Carla.

JÚLIA – O Roberto?

RAUL – E tem outro? É claro que é o Roberto!

JÚLIA – Meu Deus! Já estou começando a ficar com medo.

RAUL – Medo de que?

JÚLIA – Que esse assassino possa fazer alguma coisa comigo também.

Júlia fica assustada assistindo a tv.

MARACANÃ / CAMARIM / INICIO DE NOITE.
VIEIRA CHEGA IRRITADO E ENCONTRA HENRIQUE E ELISA SE BEIJANDO LOUCAMENTE.

VIEIRA – O que significa isso aqui?

Os dois se largam e se ajeitam.

HENRIQUE – Desculpa senhor!

VIEIRA – Esperava mais de você rapaz!

Vieira pega Elisa pelo braço com força.

ELISA – Para! Você esta me machucando!

VIEIRA – E vou machucar ainda mais se você não me falar quem é que está por trás d tudo isso. E porque está fazendo isso tudo.

ELISA – Você é um grande idiota! Você e es seu assistente ai, o gostoso.

VIEIRA – Mais respeito garota!

ELISA – Esse meu escândalo só foi pra tirar a atenção de todos enquanto mais uma pessoa era a vitima. Só quis mesmo tirar a policia da jogada por alguns minutos.

VIEIRA– Então tudo o que você falou é mentira?

ELISA – Só menti na parte que a Carla me empurrou e me deu um soco, o resto é verdade.

VIEIRA – Quem está por trás de tudo isso?

ELISA (Fazendo-se de difícil) – Quem mandou matar a Carla foi…

VIEIRA – Fala logo!

ELISA – Foi a Flávia!

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MARACANÃ | Episódio 5

Maracanã

MARACANÃ / NOITE.

VIEIRA – Então foi você que matou a Carla?

JÚLIA – Não! Não foi eu. Bem que eu queria, só que passaram na minha frente. Droga!

VIEIRA – Por um instante eu pensei que fosse você.

JÚLIA – Pra mim chega! Posso ir embora?

VIEIRA – Pode sim!

Júlia levanta-se e vai embora. Henrique entra no camarim.

HENRIQUE (chegando) – Então Dr. alguma evolução?

VIEIRA – Nenhuma meu caro, nenhuma. E ainda tem a morte do Ricardo.

HENRIQUE – Posso ir embora?

VIEIRA – Sim! Vai pra casa e descansa porque amanhã o dia vai ser cheio.

HENRIQUE – Sim senhor!

O DIA AMANHECE…

MARACANÃ / CAMARIM / DIA.
VIEIRA PASSA O DIA PEGANDO DEPOIMENTO DO PESSOAL QUE TRABALHAVAM COM A CARLA: MAQUIADORES, FOTOGRAFO, FIGURINISTA, DANÇARINOS, DIREÇÃO, E ATÉ OS SEGURANÇAS.

CHEGA A TARDE…

GRAMADO DO MARACANÃ / TARDE.
MUITA GENTE JÁ AGUARDA A CHEGADA DO CORPO DE CARLA.

ROBERTO – Muita gente gosta da Carla.

SUZANA – Por que não sabe quem era ela.

O CORPO DE CARLA CHEGA AO ESTÁDIO. COMEÇA UMA AGONIA AINDA MAIOR.
CORTA PARA:

HENRIQUE E VIEIRA OBSERVAM A CHEGADA DO CORPO.

VIEIRA – Espero que não aconteça mais nada.

HENRIQUE – Eu fui pra casa ontem e fiz a lista dos fãs que a Carla expulsou do camarim. Acho que algum dele pode ser o assassino.

VIEIRA – Bom trabalho!

O CAIXÃO É COLOCADO NO CENTRO DO GRAMADO. OS FAMILIARES E AMIGOS SÃO OS PRIMEIRO A SE DESPEDIREM DA CARLA.

CASA DE JÚLIA / TARDE.
RAUL ASSISTE AO PLANTÃO SOBRE O VELÓRIO DE CARLA.

REPÓRTER – Está sendo velado agora o corpo da cantora Carla. Carla foi assassinada durante a gravação do seu DVD aqui mesmo no estádio do Maracanã. O Investigador Vieira está comandando o caso. Vieira ainda investiga a morte do namorado de Carla, o Ricardo que também foi assassinado aqui no estádio logo após prestar depoimento. O velório esta aberto para o publico.

Voltamos a qualquer momento com mais informações sobre esse caso.

RAUL (Gritando) – Amor você não vai pro velório?

JÚLIA – (Chegando) – Melhor não! Olha se caso você for convocado para depor você vai dizer o seguinte…

Júlia explica a Raul o que ele deve falar.

MARACANÃ / TARDE.
OS PORTÕES SÃO ABERTOS PARA OS FÃ CLUBES.
OS FÃS COMEÇAM A CANTAR UMA MÚSICA DE MAIOR SUCESSO DA CARLA. QUANDO UM DELE SE IRRITA.

ELISA – Calem a boca! Essa vagabunda não merece homenagem alguma.

CORTA PARA: SUZANA E ROBERTO

SUZANA – Eu falei que não era uma boa ideia deixar esses fãs entrarem.

ROBERTO – Seria um desrespeito com eles.

CORTA PARA: FÃ ENLOUQUECIDA

ELISA – Sortudo foi aquele que matou essa vadia.

CORTA PARA: HENRIQUE E VIEIRA

HENRIQUE – Dr. Vieira olha lá! Aquela é a Elisa, ela esta na lista que eu fiz dos fãs que foram expulsos do camarim.

VIEIRA – Vamos até lá!

HENRIQUE E VIEIRA CHEGAM PARA RETIRAR ELISA DALI.

ELISA – Me soltem! Vocês não vão me calar.

VIEIRA – Calma garota! Só estamos aqui para te ajudar.

ELISA – Eu não quero ajuda de ninguém.

VIEIRA – Vamos até o camarim que era da Carla para conversarmos.

 

VIEIRA LEVA A GAROTA ACOMPANHADO DE HENRIQUE.
MARACANÃ / VELÓRIO DE CARLA

UMA PESSOA DE PRETO COM CAPUZ OBSERVA O CAIXÃO.
LOGO VAI EMBORA…
NA RUA…
TIRA O CAPUZ É UM HOMEM. RENATO.
ELE PEGA O CELULAR E FAZ UMA LIGAÇÃO.

RENATO – Alô? Amor?

ALGUÉM – Oi Renato.

RENATO – Esta tudo indo como o planejado.

ALGUÉM – Agora é partir para o próximo.

RENATO – Agora?

ALGUÉM – Sim! Agora!

 
MARACANÃ / CAMARIM.
VIEIRA PÕE ELISA PARA DENTRO DO CAMARIM E FECHA A PORTA.

ELISA – Vocês não podem me prender aqui.

VIEIRA – Você quer ficar presa aqui ou num presidio? Posso chegar para a imprensa que você matou a Carla, e todos vão acreditar depois desse show que você deu lá fora, e ai?

ELISA – Desculpa!

VIEIRA – Sente se por favor.

ELISA – Fico melhor em pé.

VIEIRA – Ok! Então. Quero saber o que aconteceu naquele dia que você e alguns amigos seu foram expulsos do camarim.

ELISA – Nós fomos expulsos porque a Carla nunca gostou de seus fãs. Ela nunca deixa ninguém chegar perto dela, e naquele dia só porque eu fui abraçar ela, ela me empurrou e me deu um soco.

VIEIRA – E porque não prestou queixa contra ela?

ELISA – Porque agora eu estou servindo como distração para vocês enquanto o assassino dela vai fazer mais uma vitima lá fora.

 
MARACANÃ / VELÓRIO.
O ATIRADOR APORTA A ARMA EM DIREÇÃO AOS FAMILIARES DA CARLA.
O TIRO É DISPARADO.

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Ainda hoje tem “MARACANÔ episodio 05 às 21 horas

Maracanã

MARACANÃ: EPISODIO 05  HOJE ÀS 21 HORAS

O CAIXÃO É COLOCADO NO CENTRO DO GRAMADO. OS FAMILIARES E AMIGOS SÃO OS PRIMEIRO A SE DESPEDIREM DA CARLA.

MARACANÃ / TARDE.
OS PORTÕES SÃO ABERTOS PARA OS FÃ CLUBES.
OS FÃS COMEÇAM A CANTAR UMA MÚSICA DE MAIOR SUCESSO DA CARLA. QUANDO UM DELE SE IRRITA.

ELISA – Calem a boca! Essa vagabunda não merece homenagem alguma.

 

 

MARACANÃ | Episódio 4

Maracanã

MARACANÃ / TARDE.
HENRIQUE – Então Dr qual foi o resultado?

VIEIRA – Está dizendo aqui que o tiro não partiu de dentro do estádio.

SUZANA – Eu posso ir embora?

VIEIRA – Claro! Pode sim.

SUZANA (levantando-se) – O Velório dela será amanhã as 16 horas aqui mesmo.

VIEIRA – Ok! Muito Obrigado.

MARACANÃ / INICIO DA NOITE.
SUANA ENCONTRA COM JÚLIA NO CORREDOR.

Suzana passa distraída mexendo na bolsa.
JÚLIA – Boa Noite Suzana!?

SUZANA – Júlia?

JÚLIA – Quanto tempo em? Achei que não lembraria de mim.

SUZANA – As vagabundas a gente nunca esquece!

JÚLIA – Olha lá como você fala comigo, em? Afinal a verdadeira vagabunda é a sua filha Carla, que não esta mais entre nos. Que o diabo a tenha num bom lugar!

SUZANA – Isso serve para você ver como as vagabundas terminam.

JÚLIA – Isso é uma ameaça Suzana?

SUZANA – Não Júlia! É só uma alerta.

Chega Henrique.

HENRIQUE – Dona Júlia, por favor, me acompanhe!

As duas trocam olhares.
Júlia entra no camarim.

SUZANA (andando) – Puta!

 

CAMARIM / INICIO DE NOITE.
JÚLIA SENTA-SE.

VIEIRA – Boa Noite!

JÚLIA – Boa!

VIEIRA – Bom Júlia, eu quero saber como era sua relação com a Carla.

JÚLIA – Das piores. Tenha certeza disso!

VIEIRA – E porque?

JÚLIA – Nos éramos muito amigas na época do colégio, então procurei ela pra me ajudar.

VIEIRA – Ajudar em que?

JÚLIA – Fui pedi emprego a ela, e ela me colocou como assistente e vigia do namorado dela o Ricardo.

VIEIRA – E?

JÚLIA – Eu vi o Ricardo e a Flávia indo para o quarto dele, foi ai que eu avisei a Carla. E ela foi pra lá e flagrou os dois na cama.

VIEIRA – Isso a Flávia já contou aqui. Mais eu quero saber da sua relação coma Carla.

JÚLIA – Bom, depois do flagra eu fiquei escondida, e vi as duas conversando no corredor.
FLASH BACK:
Flávia anda no corredor, Carla segura o braço dela virando-a

CARLA – Por que você disse que nós duas tínhamos um caso?

FLÁVIA – Era isso ou falar para ele sobre o caixa dois que você criou na empresa dele.

Fim do Flash Back

VIEIRA – Então quer dizer que a Carla…

JÚLIA (interrompendo) – Sim ela criou um caixa dois, e já estava num valor de um milhão de reais.

VIEIRA – E o que você fez? Contou ao Ricardo?

JÚLIA – Contei! Foi ai que a Carla me pegou distraída dentro da empresa e me deu uns tapas.

VIEIRA – É por isso que você tem raiva dela?

JÚLIA – Não! Não foi por causa dos tapas. Ela colocou meu nome no caixa dois e me incriminou! o Ricardo acabou me denunciando e eu fiquei dois meses na penitenciaria. Foram os piores dias da minha vida. (Com os olhos cheio de lagrimas) Eu fui abusada e apanhei muito lá dentro de uma presidiaria.

VIEIRA – E como você saiu?

JÚLIA – Meu atual namorado é Advogado, e conseguiu provar que eu era inocente, e convenceu o Ricardo a retirar a queixa.

VIEIRA – E você não quis se vingar da Carla?

JÚLIA – Sim! Eu fui ate esse show dela para mata-la.

VIEIRA– Então foi você que matou a Carla?

Júlia olha para Vieira com olhar perdido

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MARACANÃ | Episódio 3

Maracanã

MARACANÃ / DIA.

VIEIRA – A Carla era?

FLÁVIA – Sim! A gente namorava escondido.

VIEIRA – Mais o que aconteceu naquele dia em que ela flagrou você e o Ricardo na cama?

FLASH BACK:

RICARDO – Isso é verdade Carla?

CARLA – Não lhe interessa! Eu só não demito você por causa do show que é daqui a duas semanas.

RICARDO – Eu quero saber melhor sobre essa relação de vocês duas.

CARLA – Vai ficar querendo saber.

Carla sai do quarto.
Fim do Flash Back

VIEIRA – Quem abriu a porta do camarim pra você sair?

FLÁVIA – O seu assistente Henrique.

Chega Henrique

HENRIQUE – Senhor, eu já liguei para Júlia, ele deve depor logo após o velório.

VIEIRA – Certo! Você abriu o camarim para essa moça?

HENRIQUE – Sim, senhor! Ela estava trancada pedindo socorro.

FLÁVIA – Viu?

VIEIRA – Está dispensada. Pode ir mais isso não significa que está totalmente livre de mim.

FLÁVIA – Estou torcendo para que consiga prender esse assassino.

INICIO DE TARDE
APARTAMENTO DE JÚLIA / A TARDE.
JÚLIA SE ARRUMA EM FRENTE AO ESPELHO.
RAUL A OBSERVA NA PORTA DO QUARTO.

RAUL – Aonde você vai assim?

JÚLIA – O que é que você acha?

RAUL – Me trair?

JÚLIA – Bem que eu queria. Pra tu deixar de ser chato e sofrer com dois pares de galhas nessa sua testa.

RAUL – Você não teria coragem.

JÚLIA – Quer me deixar em paz?

RAUL – Só depois que você me disser com quem você estava falando no telefone.

JÚLIA (irônica) – Estava falando com o meu amante que trabalha na policia. Eu fui convidada a depor.

RAUL – Sobre aquela sua amiga que foi morta no show?

JÚLIA – É! Até morta essa desgraçada consegue me perturbar.

RAUL – Boa sorte lá!

JÚLIA – Muito obrigada.

Júlia sai do quarto e Raul a acompanha.

RAUL – Aonde é que você vai depor?

JÚLIA – Lá no maracanã. Beijo.

Júlia sai de casa.

INSTITUTO MÉDICO LEGAL / TARDE.
OS AGENTES FUNERÁRIOS ARRUMAM O CAIXÃO DE CARLA COM FLORES.
ROBERTO OBSERVA.

ROBERTO – Quem será que fez essa maldade com a minha princesa.

MÔNICA – Nossa princesa!

ROBERTO – Eu falei pra ela que a fama ia acabar destruindo a vida dela.

MÔNICA – A Carla sempre teve uma personalidade forte e uma teimosia absurda igual ao você Roberto.

ROBERTO – Por que não igual a você?

MÔNICA – Meu irmão, você sabe do que eu estou falando.

ROBERTO – E se não fosse você, minha irmã… Eu não sei o que seria de mim.

MÔNICA – Quando o pai te colocou pra fora só porque você tinha um sonho que era ao contrario do dele, eu vi que não podia deixar você na rua.

AGENTE FUNERÁRIO – Com licença. O carro já vai levar o caixão.

MÔNICA – Ok! Muito Obrigada.

Roberto e Mônica saem do IML em direção ao carro.

MARACANÃ / CAMARIM / TARDE.
CAMARIM.

HENRIQUE – A dona Suzana chegou.

VIEIRA – Mande-a entrar!

Parte de fora do camarim.

HENRIQUE – Senhora? O Dr. Vieira a espera.

SUZANA – Obrigada!

Suzana entra no camarim e Henrique fecha a porta.

SUZANA – Boa Tarde!

VIEIRA – Boa! Sente se, por favor. Primeiro meus sentimento a família.

SUZANA – Desculpa investigador, mais não precisa disso. Vamos logo ao que interessa!

VIEIRA – Sim senhora. Eu quero saber como era a convivência da senhora com a Carla.

SUZANA – Apesar de ser mãe dela, nossa relação nunca foi a melhor. Alias eu duvido que alguém já tenha falado bem da Carla para o senhor.

VIEIRA – E porque não era boa a relação entre vocês?

SUZANA – A Carla pra se dar bem faz de tudo! Passa por cima ate da própria mãe. Todos que conheceram a Carla “pessoa”, com certeza tem um motivo para ter matado ela.

VIEIRA – A senhora seria capaz de matar sua própria filha?

SUZANA – Claro!

VIEIRA (assustado) – Em toda a minha carreira de investigador eu nunca ouvi isso de uma mãe.

SUZANA – O senhor não sabe o que eu passei com ela!

VIEIRA– Por favor conte-me!

SUZANA – A Carla fez de tudo para separar o pai dela de mim. Ela apresentou uma amiga dela para o Roberto, meu ex-marido. Pagou até lua de mel para eles em Angra dos Reis.

VIEIRA – E porque ela fez isso?

SUZANA – Porque eu fiz a cabeça do Roberto para que ele não patrocinasse um dos shows dela. E não foi só isso, essa foi a parte mais leve.

VIEIRA – E porque a senhora impediu o investimento?

SUZANA – Porque eu descobrir que ela tinha roubado dinheiro na empresa do pai, ela criou um caixa dois e roubou cerca de cinquenta mil reais.

VIEIRA – E o seu marido…

SUZANA (interrompendo) – Ex-Marido.

VIEIRA – Sim, seu ex-marido ficou sabendo desse roubo?

SUZANA – Ficou!

VIEIRA – A senhora disse que isso foi a parte mais leve. E qual foi a pior?

SUZANA – Ela me seguiu ate o estacionamento do meu apartamento e quando eu estacionei, fui em direção ao elevador foi quando ela me atropelou e fugiu. Fiquei dois anos sem conseguir andar, só não foi pior porque ela bate num carro que e o carro acabou imprensando a minha pena contra a parede.

VIEIRA – A senhora vai me desculpar mais sua filha era uma criminosa.

SUZANA – Por isso deram cabo dela. Passaram na minha frente que droga!

Chega Henrique

HENRIQUE – Com licença Dr.

VIEIRA – O que foi?

HENRIQUE – A dona Júlia chegou.

VIEIRA – Peça que espere.

HENRIQUE – Chegou também o resultado para saber de onde partiu o tiro.

VIEIRA – E qual foi?

HENRIQUE – Deixei para o senhor mesmo abrir!

Vieira pega o resultado e lê…

maracanacontinua

MARACANÃ | Episódio 2

De Jheff Reis

Maracanã

Ricardo vira se para ir embora, um tiro é disparado e Ricardo vai ao chão.

FLÁVIA (Gritando) – Ricardo!

Flávia corre em direção do corpo de Ricardo. Henrique a acompanha.

FLÁVIA – Ricardo? Ricardo?

HENRIQUE – Está morto!

FLÁVIA – Mais um não! Quando é que isso vai acabar?

HENRIQUE – Isso está só começando!

Assustada Flávia olha para Henrique.

HENRIQUE – Eu vou chamar o Dr. Vieira.

CASA DE SUZANA / DIA.

SUZANA ESTÁ TERMINANDO DE SE ARRUMAR PARA IR DEPOR.

MÔNICA – Dona Suzana o motorista já esta esperando pela senhora.

SUZANA – Avise que eu já estou descendo.

MÔNICA – Sim senhora! O Dr. Roberto ligou.

SUZANA – O que foi que ele falou?

MÔNICA – Ele disse que já esta tudo pronto para fazer o velório e enterrar a Carla.

SUZANA – Ele informou aonde o corpo será velado?

MÔNICA – Não senhora.

SUZANA – Eu vou lá no maracanã depor e quando eu voltar eu falo com ele.

MÔNICA – A senhora quer que eu prepare algo de especial para o jantar?

SUZANA – Não! Eu não volto para casa hoje.

MARACANÃ / DIA.

A PERICIA ESTÁ NOVAMENTE NO LOCAL ANALISANDO O CRIME.

HENRIQUE – Mais um!

VIEIRA – É mais um! E parece que ele não é o assassino.

FLÁVIA – Eu achei que ele era!

VIEIRA – O que você falou?

FLÁVIA – O Ricardo. Eu achei que ele tinha matado a Carla.

HENRIQUE – Porque?

FLÁVIA – O Ricardo me atraiu para o camarim e me trancou lá.

VIEIRA – E por que ele fez isso?

FLÁVIA – Eu não sei! Eu também queria entender porque ele fez aquilo. E quando a Carla levou o tiro eu achei que ele que a tinha matado.

VIEIRA – Vamos até o camarim, quero pegar seu depoimento por completo.

APARTAMENTO DE JÚLIA / DIA.

RAUL ESTÁ NA SALA SOZINHO ASSISTINDO. O TELEFONE TOCA.

RAUL (chamando) – Júlia!

JÚLIA (chegando) – O que é?

RAUL – Telefone aqui pra você.

JÚLIA – Quem é?

RAUL – Sei lá! Pediu pra falar com você.

JÚLIA (batendo em Raul) – Idiota!

RAUL (debochando)– Delicia!

JÚLIA (saindo)- Alô!

CARRO DE SUZANA / DIA.

SUZANA DIRIGE EM DIREÇÃO AO MARACANÃ QUANDO RECEBE UMA LIGAÇÃO.

SUZANA – Alô!

ROBERTO – Suzana?

SUZANA – O que foi?

ROBERTO – Tenho uma má noticia.

SUZANA – Ai meu Deus! O que foi que aconteceu agora?

ROBERTO – Mataram também o Roberto!

SUZANA – Quando que aconteceu isso?

ROBERTO – Hoje pela manhã. O corpo está no instituto medico legal.

SUZANA – Estou com medo Roberto! Foi a Carla agora o Roberto, será que vai ter mais alguém?

ROBERTO – Fique tranquila! Onde você está?

SUZANA – Eu estou no carro a caminho do maracanã.

ROBERTO – Certo! O velório da Carla será amanhã às 16 horas da.

SUZANA – Onde será velado?

ROBERTO – Ai mesmo no maracanã. Já falei com o prefeito e ele permitiu. E vamos abrir para o público.

MARACANÃ / CAMARIM / DIA. VIEIRA PEGA O DEPOIMENTO DE FLÁVIA.

VIEIRA – Agora me fale qual era sua ligação com a Carla.

FLÁVIA – Eu era assessora dela.

VIEIRA – Era? Flávia – Sim era!

FLASH BACK: Ricardo e Flávia estão transando na cama de Carla. Ricardo esta deitado e Flávia em cima dele, ele a segura pela cintura.

RICARDO – Vai safada! Gostosa vai rebola vagabunda!

FLÁVIA (rebolado em cima de Ricardo) – Você gosta disso, gosta?

RICARDO – Gosto sim! Você me deixa louco!

Flávia sai de cima de Ricardo e começa a fazer sexo oral ele.

RICARDO – Isso! Vai!

Fim do Flash Back.

 

VIEIRA – Então vocês tinham um caso?

FLÁVIA – Sim! E a Carla flagrou a gente transando.

 

FLASH BACK: Os dois continuam transando… Chega Carla.

 

CARLA – O que significa isso?

RICARDO (assustado)- Carla? Não é nada disso o que você esta pensando! Eu posso explicar!

CARLA – Eu não estou pensando eu estou vendo.

Carla parte pra cima de Flávia.

CARLA – Vagabunda eu confiei em você, sua puta!

Carla puxa os cabelos de Flávia e a estapeia.

RICARDO – Para Carla, ela não tem culpa.

Ricardo segura Carla.

CARLA – Me solta seu filho da mãe!

Ricardo segura Carla.

 

FLÁVIA – Você não tem moral nenhuma Carla.

CARLA – Cala essa sua boca!

FLÁVIA – É isso mesmo, você não tem moral nenhuma. Ou você acha que eu me esqueci das noites de amor que nos duas tivemos?

RICARDO (surpreso) – Como é?

FLÁVIA – É o que você ouviu! Nos duas tivemos loucas noites de amor!

Fim do Flash Back

 

VIEIRA – A Carla era?

FLÁVIA – Sim! A gente namorava escondido.

maracanacontinua

“Esta é uma obra de ficção coletiva baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade”.

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