Amor Sem Fim – Capítulo 06 | ESPECIAL

UMA NOVELA DE JHEFF REIS

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Cenas corridas…

Cena 01 | Casa de Agapito | Dia.

Juca sentado no chão observa Cecília deitada.

Cecília – O que é que você esta me olhando?

Juca – Você fez isso por que gosta de mim?

Cecília – Claro que não! Fiz isso por raiva.

Juca – Vai contar pra mãe jurema?

Cecília – Claro que não! Agora sai logo daqui antes que a mainha venha e te veja aqui.

Juca sai pela janela.

Um ano depois…

Cena 02 | Cidade | Igreja | Dia.

Casamento de Maria Lúcia e Toni.

Padre – Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimonio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja.
Os noivos unem as mãos direitas.

Toni – Eu Toni, recebo-te por minha mulher a ti Maria Lúcia, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.

Maria Lúcia – Eu Maria Lúcia, recebo-te por meu marido a ti Toni, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.

Aceitação do consentimento. Bênção e entrega das alianças.

O Padre abençoa as alianças.

Os noivos colocam no dedo anelar as alianças, dizendo:

Toni – Maria Lúcia recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Noiva – Toni recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

A cerimonia segue em off…

 

Cena 03 | Casa de Agapito | Sala.

Cecília se casa com Juca.

Padre – Noivos caríssimos, viestes para que o vosso propósito de contrair Matrimonio seja firmado com o sagrado selo de Deus, perante o ministro da Igreja e na presença de vossa família. Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal. Ele, que já vos consagrou pelo santo Batismo, vai agora dotar-vos e fortalecer-vos com a graça especial de um novo Sacramento para poderdes assumir o dever de mútua e perpétua fidelidade e as demais obrigações do Matrimonio. Diante de vossa família, vou, pois, interrogar-vos sobre as vossas disposições.

Casamento segue em off…

 

Um ano depois…

Cena 04 | Cidade | Hospital | Noite.

Malu sentiu dor de pari. Toni a leva para o hospital.

Médico – Vamos fazer o parto agora. Levem ela pra sala.

Malu é levada para a sala e dá luz a sua primeira filha.

 

Cena 05 | Casa de Agapito | Noite.

Cecília também sente dores e dá luz ao menino que não resiste e morre no parto.

Ela já tem uma filha com Juca, chamada Lívia.

 

Cinco meses depois…

Cena 06 | Casa de Agapito | dia.

Cecília procura por Juca.

Cecília (Gritando à procura) – Juca? Juca?

Ela anda por toda a fazenda e não o encontra. Ela decide então volta pra casa.

Cecília (chegando) – Mamãe a senhora viu o Juca? Procurei ele por toda a fazenda.

Jurema – O Juca foi-se embora! Ele disse que não queria te prender já que você num deu um filho a ele.

Cecília – Mas eu dei! A Lívia é filha dele! Ele não pode ir embora assim.

Cecília fica sentida.

 

Três dias depois…

Cena 07 | Casa de Agapito | Tarde.

Cecília chega da cidade com a filha Lívia.

Cecília – Mamãe? Mamãe?

Cecília vai até o quarto de Jurema e a encontra na cama.

Cecília – Mamãe?

Cecília toca e sente que Jurema gelada.

Cecília entra em desespero e começa a chorar. Ela percebe que Jurema faleceu.

 

Uma semana depois…

Cena 08 | Casa de Agapito | Dia.

Cecília pega suas coisas e vai embora para o Rio de Janeiro.

Ela começa a trabalhar como empregada e envolve-se com seu patrão.

A esposa dele descobre e os dois se separam. Cecília casa-se com seu patrão.

 

Quinze anos depois…

Cena 09 | Casa de Cecília.

Cecília toma tudo do marido o coloca ora fora e ele some no mundo.

 

Cena 10 | Casa de Cecília | Noite.

Toni vai até a casa de Cecília e os dois têm relações. Uma pessoa lava Malu até lá, e ela flagra os dois na cama.

Malu – Muito bem Toni!

Toni – Malu?

Malu – Esperava tudo de você, menos isso! Depois do que passamos pra ficarmos juntos você vem e me trai com a Cecília.

Toni – Eu posso explicar.

Malu – Nem precisa! Uma imagem vale mais que uma palavra. Aproveite bem e já pode ficar por que lá em casa você não entra mais.

Malu vai embora, Toni tenta ir atrás só que Cecília não deixa.

 

Algum tempo depois…

Malu depois que se separou de Toni, conheceu Renata e passou a se relacionar com ela.

Malu e Renata foram a uma clinica de fertilização…

Na primeira tentativa não deu certo. Após outras cinco tentativas, Renata consegue engravidar.

 

Cena 11 | Aeroporto | Dia.

Amanda vai embora do Brasil

Malu – Se cuida filha! Que Deus te abençoe.

Amanda – Amém!

Renata – Fica com Deus!

Amanda – E a senhora cuide da minha outra mãe e do meu bebe.

Renata – Pode deixar.

Amanda vai embora do Brasil…

 

Cena 12 | Casa de Cecília | Dia.

Toni e Cecília conversam

Toni – Eu tenho que ir à casa da Maria Lúcia, preciso conversar com ela.

Cecília – Você é um idiota! Fica perdendo seu tempo com essa mulher. Por isso que eu a odeio e toda a família dela. E se um dia ela cruzar na minha frente vai dar eu e ela.

Toni – Não precisa disso! Vocês são irmãs.

Cecília – Precisa sim! Ela pra mim não existe mais!

Cecília decide por viver a sua vida e nunca mais falou com sua irmã Malu.

 

Cena 13 | Hospital.

Renata dá luz a Bruna.

FIM DO CAPÍTULO

 

Escrita por
Jheff Reis

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção 2017

Amor Sem Fim – Capítulo 05

UMA NOVELA DE JHEFF REIS

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Cena 01 | Estrada | Noite.

Continuação…

Malu – Toni?

O homem levanta-se e vai embora correndo.

Malu – Toni? Você está bem?

Toni – Estou sim!

Os dois levantam-se.

Toni – Foi apenas um corte pequeno. Vamos pra casa de sua mãe.

Os dois segue o caminho para casa de Jurema.

Cena 02 | Casa de Agapito | Noite.

Jurema está deitada. Ela escuta passos do lado de fora e levanta-se para ir olhar.

Jurema abre metade da janela e vê Toni e Malu chegando. Ela corre pra abrir a porta.

Jurema – O que cês tão fazendo aqui a essa hora da noite?

Malu – Deixa a gente entrar que eu explico a senhora.

Os dois entram e Jurema fecha a porta.

Toni senta-se e tira a camisa.

Jurema – O que foi que aconteceu? Por que o rapaz está sangrando?

Malu – Eu estava vindo pra cá quando um homem me pegou a força ainda na cidade e o Toni lutou com ele.

Jurema – Vim pra cá sozinha e a noite é perigoso, minha filha.

Malu – Eu precisava vim!

Jurema – Vou cuida desse corte.

Malu – A Cecília já esta dormindo?

Jurema – Não! Vá no quarto dela. Vou buscar umas folhas pra colocar na ferida.

Jurema sai.

Malu – Vou lá no quarto falar com a minha irmã.

Toni – Não vá brigar com ela!

Malu – Não vou!

Malu ia saindo. Toni segura sua mão.

Toni – Espere sua mãe voltar.

Malu senta-se ao lado de Toni.

 

Cena 03 | Casa de Agapito | Quarto de Cecília | Noite.

Cecília ouve passo do lado de fora. Chega da Janela e vê Jurema pegando algumas folhas.

Cecília – Pra que ela esta pegando essas folhas?

Cecília volta e senta-se na cama.

Cecília – O que será que esta acontecendo lá fora? Vou ver.

Cecília confere se Jurema ainda está fora da casa, e vê a mãe já entrando.

Cecília – Que droga!

Corta para: Sala.

Jurema (Entrando) – Foi ver sua irmã, Maria?

Malu – Estava esperando a senhora voltar.

Jurema – Pode ir, eu vou cuidar do rapaz.

Malu – Já volto!

Malu vai até o quarto de Cecília.

Corta para: Quarto de Cecília.

Cecília está de costa ouve a porta abrir.

Cecília – Mãe quem é que está lá fora?

Malu tranca a porta. Cecília vira-se.

Cecília (Levanta-se assustada) – Malu? O que é que você tá fazendo aqui?

Malu – Agora sou eu e você.

Cecília – O que é que você vai fazer?

Malu – Eu disse que ia te pegar.

Cecília – Se você chegar mais perto eu grito.

Malu chega perto e acerta uma bofetada no rosto de Cecília.

Cecília (Gritando) – Socorro!

Malu – Cala a boca.

Malu empurra Cecília na cama e a estapeia.

Malu – Eu te odeio!

Malu continua batendo em Cecília.

Jurema bate à porta.

Jurema – O que está acontecendo ai dentro?

Cecília – Socorro mainha! A Malu está me batendo.

Jurema – Maria Lúcia abra essa porta. Abra!

Cecília empurra Malu e corre para abrir a porta.

Jurema (Entrando) – Por que cês tão brigando?

Cecília – A Malu que começou!

Malu sai do quarto.

 

Cena 04 | Casa de Agapito | Quarto | Dia.

Malu se arruma pra ir embora.

Jurema (Chegando) – Já esta indo?

Malu – Não tenho mais nada pra fazer aqui. Estou indo embora pro Rio de Janeiro com o Toni.

Jurema – Vai me deixar?

Malu – Vou! Mais não vou esquecer da senhora. Eu volto, não precisa se preocupar.

Malu abraça Jurema.

Malu – Fica bem, mãe!

Jurema – Que Deus te abençoe minha filha e que ele te faça muito feliz!

Abraçam-se ainda mais forte.

 

Cena 05 | Casa de Agapito | Quarto de Cecília | Dia.

Malu abre a porta do quarto de Cecília.

Deita Cecília só olha para a irmã.

Malu – Eu não vou entrar no seu quarto e nem vou te dar um abraço por que eu estaria sendo hipócrita, isso é você que é. Mas por ser minha irmã eu vim dizer tchau.

Cecília – Perdeu seu tempo! Por mim você nem estaria mais aqui. Seu tchau não acrescenta nem diminui nada na minha vida.

Malu – Eu sei disso. Mas mesmo assim eu desejo que você fique bem e tenha sorte na sua vida por que você vai precisar.

Cecília – Muito obrigada! Não espere que eu vá te desejar felicidades.

Malu – Tchau!

Malu fecha a porta.

 

A manhã logo passa…

Cena 06 | Cidade | Igreja | Inicio da Tarde

Malu e Toni chegam à igreja.

Malu – Boa tarde, Padre!

Padre – Boa Tarde minha filha! Soube do que aconteceu ontem. Você esta bem?

Malu – Estou sim!

Toni – Graças a Deus eu consegui chegar a tempo.

Padre – E o sujeito?

Toni – Eu não conheço, mas ele conseguiu fugir depois que me acertou com a faca.

Padre – Nossa senhora! E você está bem meu filho? Já procurou um medico?

Toni – Não foi nada de mais Padre, apenas um corte de leve, nada tão grave.

Malu – Padre, viemos aqui pra nos despedir.

Padre – Estão de partida?

Toni – Estamos! Vamos embora para o Rio de Janeiro.

Padre – Que a Nossa Senhora vos acompanhe!

Malu abraça o Padre.

Malu – Obrigada por tudo Padre! O senhor foi como um pai pra mim.

Agora Toni abraça o Padre.

Padre – Tenham muito juízo!

Caminham em direção à saída da igreja.

Padre – Sejam muito felizes!

Toni e Malu vão embora.

 

Cena 07 | Casa de Agapito | Pasto | À Tarde.

Cecília está no meio das vacas, ela vê Juca lá embaixo no campo.

Cecília (Falando com a Vaca) – Olha lá o jeca que quer casar comigo. Cê acha que eu devo dar uma chance a ele? Se bem que olhando ele direito ele não é feio. Só é mesmo um jumento empacado.

Cecília continua observando Juca.

Cecília – Quer saber? Vou lá embaixo falar com ele.

Cecília suspende o vestido ficando acima dos joelhos. E põe as alças do vestido no ombro fazendo decote.

Ela desse até o campo.

Juca observa ela chegar.

Cecília senta-se na grama próximo a um pequeno lago. Ela pega água e passa pelo corpo. Juca continua a observar.

Cecília – Que foi? Nuca viu uma menina bonita não?

Juca – Não senhora!

Cecília – Eu não sou senhora!

Juca – Desculpa.

Cecília levanta-se e vai até Juca. Ela finge que vai beijar Juca e fala ao ouvido dele.

Cecília (Ao pé do ouvido) – Hoje a noite, quando a mainha apagar a vela do quarto dela eu vou abrir a janela e você vai entrar.

Juca – Pra que?

Cecília – Tenho um presente pra você!

Juca – Então eu vou!

Cecília dá um sorriso e sobre pra casa.

 

Cai à noite…

Cena 08 | Estrada | Ônibus | Noite

Malu e Toni estão no ônibus indo para o Rio de Janeiro.

Malu (Chorando) – Nem acredito que estou indo embora.

Toni – Em algum momento isso ia acontecer.

Malu – Deixei a minha mãe pra trás. Tenho medo de que ela sofra com a Cecília.

Toni – A dona Jurema é uma excelente mulher, ela não sofria com o seu pai, não vai ser com a Cecília que ela vai sofrer.

Malu – Tomara.

Toni – Agora descansa que a viagem vai ser longa!

Malu deixa sobre o ombro de Toni e tenta dormir.

 

Cena 09 | Casa de Agapito | Quarto de Cecília | Noite.

Cecília se arruma para ir dormir. Jurema entra no quarto.

Jurema – Cecília?

Cecília – Senhora?

Jurema – Vou me deitar!

Cecília – Sim senhora!

Jurema – Pra que essa janela aberta? Feche pra não entrar nenhum bicho.

Cecília – Não vai entra! Eu deixei aberta por que esta fazendo calor.

Jurema (Ignora) – Boa noite filha.

Jurema fecha a porta e vai pro seu quarto.

Juca está do lado de fora. Jurema apaga a vela.

Juca caminha até a janela de Cecília. Cecília olha pra fora e vê ele.

Cecília – Vem, entra!

Juca entra no quarto de Cecília.

Juca – Cadê o presente?

Cecília tira a roupa ficando completamente nua.

Cecília – Esse é o presente. Agora você tira a roupa.

Juca tira toda a roupa.

Juca – Mas eu nunca fiz isso.

Cecília – Eu também não! Deita ai na cama.

Juca se deita na cama e Cecília deita também. Os dois se beijam.

Os dois transam.

FIM DO CAPÍTULO

ESCRITO POR

Jheff Reis

DIREÇÃO

Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção 2017

Amor Sem Fim – Capítulo 04

UMA NOVELA DE JHEFF REIS

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Cena 01 | Cemitério | À Tarde.

Continuação…

Malu – Vou respeitar nosso pai que acaba de descer à sepultura!

Cecília – Então não venha me ameaçar!

Toni (Chegando) – Malu, vamos?

Malu – Vamos!

Cecília – Até mais tarde então.

Malu vai embora com Toni.

Cai à noite…

Cena 02 | Casa de Agapito | Quarto de Cecília | Noite.

Cecília está sentada costurando um vestido de boneca.

Jurema entra.

Jurema – Ainda brinca de boneca? Achei que já pensava em outras coisas.

Cecília – A senhora deve estar me confundindo com a Maria.

Jurema – Ela me falou a verdade.

Cecília – A verdade dela!

Jurema – Minha filha por que você fez isso com a sua irmã? Vocês foram criadas juntas e você saiu assim uma menina ruim, rancorosa.

Cecília – Eu não nasci boa por que eu não gosto de tomar na cara como a Malu toma.

Jurema – Não fale isso de sua irmã.

Cecília – A senhora pode sair do meu quarto? Se for pra ficar defendendo a Maria pode sair.

Jurema encara Cecília.

Cecília – Pode?

Jurema levanta-se e sai do quarto.

 

Cena 03 | Igreja | Noite.

Maria Lúcia se arruma.

Padre – Minha filha, pra onde você pretende ir a essa hora?

Malu – Padre, eu preciso resolver um problema com a minha irmã.

Padre – Não vá fazer justiça com as próprias mãos.

Malu – Não é justiça padre. Vou apenas mostrar a Cecília onde é o lugar dela.

Padre – Violência só gera violência, minha filha.

Malu – Não se preocupe Padre. Eu só vou conversar com a Cecília.

Padre – E se o Toni voltar o que eu falo pra ele?

Malu – Não quero abusar do senhor, então pode contar a verdade pra ele. A benção Padre?

Padre – Que o senhor te abençoe minha filha e lhe leve em paz.

Malu – Amém! Ah padre avise ao Toni que volto pela manhã. Devo dormir lá na casa de minha mãe.

Padre – Está bem!

Malu sai.

 

Cena 04 | Boteco | Noite.

Alguns homens se divertem num boteco da cidade. Um dos homens vê Malu passar. Visivelmente embriagado ele vai atrás dela.

Malu segue a estrada em direção à casa de sua mãe. Ela percebe que está sendo seguida.

Homem – O que uma bela garota faz sozinha há essa hora na rua?

Malu – Não lhe interessa. Me deixe em paz!

Homem – Posso te fazer companhia até o seu destino.

Malu – Eu não pedi a sua companhia!

Homem – Você é muito linda.

Malu – Se você encostar em mim eu grito! Não se atreva! 

Homem – Pode gritar a vontade ninguém vai te ouvir.

O homem agarra Malu e a beija contra sua vontade.

Malu – Me solta! Socorro!

O homem joga Malu no chão.

 

Cena 05 | Igreja | Noite.

O padre já se prepara para ir dormir. Alguém bate à porta.

Padre – Quem será?

Padre vai atender.

Padre (Abrindo a Porta) – A igreja já esta fechada.

Toni – Desculpa Padre.

Padre – Toni! Entre meu filho, entre!

Toni (Entrando) – Padre cadê a Malu?

Padre – Foi até a casa da mãe. Ela disse que tinha um problema pra resolver com a irmã.

Toni – Teimosa! Ela foi sozinha?

Padre – Sim meu filho, ela foi. Se correr acho que ainda vai alcançar lá.

Toni – Muito Obrigado Padre.

Toni sai atrás de Malu. O Padre fecha a porta da igreja.

 

Cena 06 | Estrada | Noite.

O homem tenta abusar de Malu que grita por socorro e tenta se soltar.

Malu – Me solta!

Homem – Vou te fazer minha!

Toni chega.

Toni – Solta ela agora!

O homem encara Toni.

 

Cena 07 | Casa de Agapito | Sala | Noite.

Jurema está costurando, chega Juca.

Jurema – O que é que você quer? Vem chegando assim.

Juca – A senhora sabe que eu nunca desrespeitei nem a senhora nem o pai Agapito, num sabe?

Jurema – Você foi fiel ao Agapito até o ultimo dia dele.

Juca – Eu posso pedir uma coisa?

Jurema – Pois peça!

Juca – Sem lhe faltar o respeito, mas eu sempre tive uma admiração pela sua filha Cecília.

Jurema – Seja mais direto. Vá logo ao ponto!

Juca – Eu gostaria muito de me casar com a Cecília.

Jurema – Mas tu só pode estar é louco de pensar numa sandice dessas. Acha mesmo que a Cecília vai querer casar com tu?

Juca – Sou um homem direito, trabalhador. Não sou rico nem tenho terras, mas posso fazer ela muito feliz.

Jurema – A Cecília não é mulher pra você não homem. Você merece algo melhor. Essa menina só vai estragar a sua vida.

Juca – Mesmo assim eu gosto muito dela.

Cecília aparece.

Cecília – Nunca na minha vida que eu vou aceitar me casar com você!

Juca e Jurema se olham surpresos.

Cecília – Ninguém vai me obrigar a casar com esse jumento.

Jurema – Olhe seus palavreados, menina. Se respeite e respeite o Juca que é um moço direito.

Cecília – Então case com ele à senhora.

Jurema – Como é que é? Me respeite ou eu te dou uma surra aqui mesmo.

Juca – Eu vou embora. Não quero causar briga entre vocês.

Cecília – Vá mesmo. E tire essa ideia de sua cabeça por que isso nunca vai acontecer.

Juca vai embora.

Jurema – Isso são modos de tratar o Juca? Um moço bom, trabalhador e que sempre ajudou o seu pai.

Cecília – Só que eu não quero me casar com ele.

Jurema – E quem disse que você vai se casar com ele? Eu estava justamente falando pra ele que você não é mulher pra ele. Você não vale nada menina!

Cecília – Boa mesmo é a Malu. Sempre foi! A senhora e o papai sempre gostaram mais dela.

Jurema – Isso não é verdade! Você com seu gênio ruim que fazia seu pai ter ódio de você.

Cecília – E a senhora?

Jurema – Pelo mesmo jeito!

Cecília sai.

Jurema – Volte aqui menina! Não me deixe falando sozinha não.

Jurema observa Cecília sair.

 

Cena 08 | Estrada | Noite.

Continuação…

Homem – Me obrigue! A moça está gostando disso.

Malu – Mentira Toni! Ele me pegou a força.

Toni – Eu já mandei você soltar ela!

O homem levanta-se do chão e parte pra cima de Toni com um canivete na mão.

Homem – Vem! Tire onda de homem agora.

O home parte pra cima de Toni, os dois se pegam no chão lutando.

Malu – Toni, cuidado!

Os dois continuam brigando. O canivete pega em um deles.

Malu – Toni!

Malu fica assustada.

Malu corre até os dois e empurra o homem de cima de Toni.

FIM DO CAPÍTULO

Escrita por
Jheff Reis

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção 2017

Amor Sem Fim – Terceiro Capítulo

UMA NOVELA DE JHEFF REIS

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Cena 01 | Algum lugar | Madrugada

Malu e Toni dormem no meio do mato. Malu acorda assustada.

Toni – Calma, calma! O que foi?

Malu – Estou com um pressentimento de que algo aconteceu com meu pai.

Toni – Acho que não. Pode ter sido apenas um pesadelo.

Malu – Não! Eu tenho certeza que aconteceu alguma coisa.

Toni – Se realmente aconteceu talvez nos vamos saber.

Malu – Eu quero voltar.

Toni – O que?

Malu – Quero voltar pra casa.

Toni – Se a gente voltar você sabe que não vamos poder ficar juntos.

Malu (Pensativa) – Verdade…

Toni – Se aconteceu alguma coisa mesmo, vamos saber logo que amanhecer. Agora tente dormir por que a viagem vai ser longa.

Malu – Tudo bem!

Malu deita pra tentar dormir.

 

Cena 02 | Casa de Agapito | Quarto de Cecília | Madrugada.

Continuação…

Agapito continua caído no chão. Jurema entra no quarto.

Jurema (Com lagrimas nos olhos e com a voz estremecida) – O que foi que você fez com o seu pai?

Cecília – Eu não fiz nada!

Jurema senta-se na cama segura a mão de Cecília.

Jurema – Me perdoe minha filha. Eu vi tudo!

Cecília – O papai morreu?

Jurema se agacha próximo ao corpo de Agapito.

Jurema – Morreu!

Cecília levanta-se da cama e abraça Jurema que continua agachada.

A madrugada passa…

Cena 03 | Casa de Agapito | Dia.

O corpo de Agapito está na sala coberto por um lençol branco.

Juca – O que a senhora quer que eu faça agora mãe Jurema?

Jurema – Vá até a cidade chamar o Padre. Quero que ele reze para o meu marido antes dele ser enterrado.

Juca – Será que o Padre vai aceitar depois de tudo que o pai fez?

Jurema – Ele é um religioso. E não importa o que o Agapito tenha feito.

Juca – Vou buscar o Padre.

Juca sai.

 

Cena 04 | Estrada | Dia.

Um carro vem vindo pela estrada. O carro para próximo a Toni e a Malu.

Henrique – Maria Lúcia? O que está fazendo aqui sozinha com esse rapaz?

Malu – Doutor Henrique? Eu… Eu estou indo embora.

Henrique – Não esta sabendo?

Malu – De que?

Helena (Para Henrique) – Não conte! Deixe que ela volte pra casa.

Malu – Não! Por favor, conte o que foi que aconteceu?

Henrique – Estamos indo pra sua casa. Sua mãe me telefonou informando que seu pai havia falecido.

Malu (Para Toni) – Eu disse, eu disse! Eu sabia Toni, eu sabia que tinha acontecido alguma coisa.

Toni – Quando foi isso, senhor?

Henrique – Na madrugada!

Malu (Chora desesperada) – Eu tenho que voltar! Eu tenho que voltar Toni, por favor.

Henrique – Se quiser podemos levar vocês.

Toni – Então vamos!

Os dois entram no carro que segue caminho.

 

Cena 05 | Cidade | Igreja | Dia.

Juca chega exausto a igreja.

Juca – A benção Padre?

Padre (Ignora) – O que veio fazer aqui? Veio executar mais uma ordem do seu maldito patrão?

Juca – Não vai me abençoar?

Padre – Quer benção depois do que fez comigo?

Juca – Tudo bem, eu só vim por que a mãe Jurema me pediu um favor.

Padre – E do que se trata?

Juca – Na madrugada o pai Agapito faleceu.

Padre (Assustado) – Faleceu? Como assim homem?

Juca – O pai sofria de problemas do coração, num sabe? Então ele passou mal na madrugada e caiu lá durinho no chão.

Padre (Se benzendo) – Misericórdia…

Juca – A mãe Jurema quer que o senhor vá até a fazenda rezar pelo corpo.

Padre – Pois vá e diga que eu não posso!

Juca – E por que não?

Padre – Por que eu não vou rezar pelo corpo de um miserável que entrou na igreja e pós uma arma na minha cara afim de me matar!

Juca – Pois o Padre esquece que essa igreja só está aqui por que é mantida pelo dinheiro do pai Agapito.

Padre – Mais eu nunca fui naquela fazenda pra pedir um tostão furado ao seu Agapito. Ele que sempre se ofereceu a ajudar a igreja pela fé que ele tinha.

Juca – Então Padre, pela fé que ele tinha faz esse esforço e vem comigo pra fazenda.

Padre – Tudo bem meu filho, eu vou. Espere só um segundo que eu vou buscar meu chapéu e tomar um gole d’água.

Juca – Sim senhor!

O padre vai à busca do chapéu. Juca fica esperando.

 

Cena 06 | Casa de Agapito | Dia.

Está Jurema e Cecília na sala a espera do Padre. Um carro chega lá fora.

Malu entra gritando.

Malu (Gritando/chegando) – Mãe? Mãe?

Malu corre para os braços de Jurema.

Jurema – Minha filha!

Malu – É verdade o que aconteceu com o papai?

Jurema – É verdade minha filha!

Henrique (Entrando) – Bom dia dona Jurema.

Jurema – Bom dia querido!

Helena – Onde está o corpo do meu irmão?

Jurema – Ali. Maria, eu quero conversar com você minha filha.

As duas vão pra cozinha.

CORTA PARA; COZINHA.

Jurema – Por que minha filha? Por que você fugiu?

Malu – Eu amo o Toni, minha mãe. E no dia que ia casar com ele a Cecília me prendeu no pasto e foi no meu lugar. Ela se casou com ele no meu lugar.

Jurema – Mais ele usou ela.

Malu – Isso não é verdade! A Cecília falou isso por que ele não quis nada com ela.

Jurema – E seu pai morreu caçando esse pobre rapaz. Eu vou conversar com a sua irmã.

Malu – Não precisa fazer isso.

Juca chega.

Juca – Dona Jurema o padre já chegou.

Jurema – Vamos pra sala.

Todos voltam para a sala.

O padre começa a rezar.

 

Chega à tarde…

Cena 07 | Cemitério da cidade | À Tarde.

Todos acompanham o enterro de Agapito.

Malu chora copiosamente.

Malu – Meu pai!

Toni a abraça.

Padre (Considerações finais) – Que o senhor conforte o coração de toda a família.

Todos começam a ir embora.

Malu e Cecília se cruzam na porta do cemitério.

Malu – Feliz agora?

Cecília – Me esquece! Vai viver sua vidinha de merda com o Toni.

Malu – Deixa só a mamãe ouvir isso.

Cecília – O que é que você quer?

Malu – Quando chegarmos em casa vamos acertar as contas. Só eu e você!

Cecília – Não precisa esperar chegar em casa. Se quiser podemos resolver aqui mesmo.

Malu encara Cecília.

FIM DO CAPÍTULO

 

Escrita por
Jheff Reis

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção 2017

Amor Sem Fim – Segundo Capítulo

UMA NOVELA DE JHEFF REIS

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Cena 01 | Fazenda de Agapito | Noite.

Agapito volta pra casa.

Agapito – Quero que reúna todos os homens. Vamos atrás desse desgraçado que abusou da minha filha e sequestrou a Maria Lúcia!

Juca – Sim senhor!

Agapito – E quem achar o desgraçado traga pra mim e terá uma boa recompensa. Quero acabar com esse miserável com minhas próprias mãos…

Juca sai.

 

Cena 02 | Cidade | Dia.

Após a madrugada de procura, vários homens ocupam a cidade em busca de Toni e Malu.

Chega Agapito.

Agapito (Para Juca) – Conseguiu alguma coisa?

Juca – Ainda não patrão. Mas nossos homens vão continuar a busca até achar os dois.

Agapito – Se for necessário quero que as buscas sejam feitas pelas outras cidades próximas até que achem esse dois!

Juca – Sim senhor!

Agapito – E só me volte aqui quando conseguir pegar eles.

Agapito vai embora.

 

Cena 03 | Cidade | Igreja | Dia.

O Padre esconde Toni e Malu na sacristia.

Padre – Vocês precisam fugir. A cidade está cercada e o melhor caminho é a estradinha pra o Rio de Janeiro.

Toni – Nos vamos Padre. Muito obrigado por nos ajudar.

Padre – Espero ter feito o certo.

Malu – Obrigada. (Beija a mão do padre).

Padre – Que Deus acompanhe vocês e livre-os desses malfeitores.

Toni – Amém!

Padre – Agora vão, saiam pelo fundo da igreja! Eles não vão ver vocês.

Toni e Malu saem pelo fundo.

Corta para; Rua. Um capanga vê os dois saindo da igreja.

Capanga – Achei vocês!

O capanga sopra um apito chamando os outros.

Toni – Corre Malu, corre!

Malu sai correndo, enquanto Toni vai pra cima do Capanga e lhe aceita.

Toni sai também correndo. OS dois fogem.

Ainda no chão, o capanga volta a apitar chamando os outros.

Corta.

 

Cena 04 | Igreja | Inicio de Tarde

Algumas horas depois… Agapito vai ao confessionário.

Agapito – A benção Padre?

Padre – Deus abençoe.

Agapito – Sabe Padre, eu queria conversar com o senhor olho no olho.

Padre – Achei que quisesse se confessar meu filho.

Agapito – Ultimamente Padre, tenho me confessado com Deus. Só eu e ele.

Padre – Vamos até a sacristia.

O Padre entra na sacristia, cinco capangas armados apontam a arma para o Padre.

Padre – Jesus, Maria e José o que é isso?

Agapito (Fechando a porta) – Agora vamos resolver nossas pendências.

Padre – E que pendências são essas meu filho?

Agapito – Minha filha, seu padre, minha filha.

Padre – Mas eu não sei de nada sobre a sua filha.

Agapito – Eu vou refrescar sua mente.

Agapito pega uma arma e põe na cabeça do Padre.

Agapito – Um de meus homens me disse que viu o desgraçado e minha filha saindo daqui mais cedo. É verdade?

Padre – É verdade sim.

Agapito – E o senhor tem coragem de assumir isso assim na minha cara?

Padre – Sou fiel a Deus e não posso mentir. Deus condena a mentira.

Agapito – Pois então, eu vou cobrar agora tudo o que eu já fiz por essa igreja.

Agapito engatilha a arma.

Padre – Mas vai matar o Padre e dentro da igreja? Isso é pecado meu filho.

Agapito põe o Padre ajoelhado e aponta a arma pra cabeça dele.

Agapito – Comece a rezar Padre!

O padre começa a rezar com o terço em mãos.

Cena 05 | Entrada | Inicio de Tarde

Toni e Malu caminham numa estrada de barro.

Toni – Conseguimos meu amor, conseguimos.

Malu (Ignora) – Fico pensando em mainha. Fugi sem me despedir dela.

Toni – Culpa da sua irmã.

Malu – Um dia ela vai pagar por tudo.

Vem vindo uma carroça.

Toni – Boa tarde amigo?

Homem – Boa tarde!

Toni – Pode dá uma carona pra gente?

Homem – Pode subir.

Toni – Muito Obrigado.

Os dois sobem na carroça que segue entrada adentro.

 

Cena 06 | Igreja | Sacristia | Inicio de Tarde.

Agapito põe a arma na cabeça do Padre, que se encontra ajoelhado.

Padre – Senhor o perdoe não sabe o que faz.

Agapito puxa o gatilho.

 

Cena 07 | Casa de Agapito | Noite.

Agapito chega a casa com a roupa cheia de sangue.

Jurema – Mais o que é isso homem? Que sangue todo é esse? Que besteira tu aprontou agora?

Agapito – Fiz besteira nenhuma não.

Jurema – E que sangue todo é esse?

Agapito – Levei um tiro. Mas estou bem. Vá me aprontar um banho e tira essa cara de morta.

Jurema vai pro quarto preparar o banho

 

Cena 08 | Casa de Agapito | Quarto | Noite

Jurema prepara o banho de Agapito. Juca a observa da porta.

Jurema – O que é que você quer com essa cara?

Juca – Eu sei o que aconteceu.

Jurema – Do que é que cê tá falando?

Juca – Eu sei por que o seu Agapito está sujo de sangue.

Jurema vai até a porta, olha de um lado ao outro, põe Juca pra dentro do quarto e fecha a porta.

Jurema – Desembucha homem. O que foi que aconteceu?

Juca – O Padre ajudou a Maria Lúcia e o rapaz com quem ela ia se casar a fugirem. Na verdade dona Jurema, a dona Cecília não foi abusada. Ela foi no lugar da irmã pra se casar com o moço.

Jurema – E como é que você sabe disso tudo?

Juca – Ela mesmo me contou. E o seu Agapito foi atrás do Padre, colocou ele de joelho, colocou uma arma na cabeça do Padre e puxou o gatilho.

Jurema assustada cai sentada no banco de madeira

Jurema – O Agapito matou o Padre?

Juca – Não senhora! A arma falou três vez. Foi ai que o delegado entrou na igreja, foi até a sacristia e atirou no patrão.

Jurema – Misericórdia. Mai esse homem perdeu as estribeiras de vez.

Alguém mexe na porta.

Jurema – Vá saia, saia pela janela.

Juca pula a janela.

Agapito (Abrindo a Porta) – Meu banho já esta pronto?

Jurema – Está!

Agapito tira as roupas e entra na banheira de madeira.

Agapito – Pegue a escova e esfregue minhas costas.

Jurema pega o escovão e passa nas costas de Agapito.

Jurema – Acho melhor tu tirar dessa sua cabeça essa ideia de querer matar o rapaz que levou a Maria embora.

Agapito – Mas que ideia idiota é essa agora? Ele abusou da boa fé de minha filha.

Jurema – Ele ia se casar com a Maria Lúcia. Como é que é que ele ia abusar da Cecília?

Agapito fica pensativo.

Agapito – Cala essa sua boca e esfrega as minhas costas. Você é melhor calada.

Jurema continua esfregando as costas de Agapito.

 

Cena 09 | Casa de Agapito| Madrugada

Agapito caminha com uma vela em mãos, em direção ao quarto de Cecília.

Agapito entra, põe a vela sobre um criado mudo antigo. Senta-se na cama de Cecília e começa a alisa lá. Ele suspende o vestido dela e passa a mão em suas partes.

Na porta, Jurema com lagrimas nos olhos vê o que Agapito está fazendo.

Agapito – Acorde, acorde menina.

Cecília – O que o senhor quer?

Agapito – Tira a roupa, tira a roupa.

Cecília – Para com isso. Me solta senão eu vou gritar.

Agapito – Tira a roupa, tira a roupa agora que eu to mandando.

Agapito sente uma forte dor no peito e vai ao chão.

FIM DO CAPÍTULO

 

Escrita por
Jheff Reis

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção 2017

ADNTV entrevista JHEFF REIS, autor de “AMOR SEM FIM”

 

 

Nesta segunda-feira, dia 17, o ADNTV estreou a sua mais nova web-novela das dez horas. Escrita por Jheff Reis, Amor Sem Fim marca o regresso do setor de ficção no blog e também o retorno do autor no horário em que se consagrou com Sangue Cruzado em 2015 após breve passagem no horário das oito. Em uma entrevista informal, ele falou sobre a produção.

 

ADNTV – Bom Jheff, após um longo período longe você estreia uma nova web-novela na faixa principal do ADNTV às 22h. A última sua no horário foi Sangue Cruzado em 2015. De que se trata esta nova história?

JHEFF REIS – É verdade! Olha ‘Amor Sem Fim’ trata justamente de amor. Diferente de ‘Sangue Cruzado’ que tratou de vingança. Nessa nova história vou mostrar que o amor pode ir muito além do que se imagina. No mundo em que vivemos hoje o que mais se precisa é de amor.

ADNTV – Que outros temas você escolheu destacar nesta produção?

JHEFF REIS – Escolhi a briga na justiça pela guarda de uma criança, a busca de uma filha pelo seu pai, filha essa que foi feita por inceminação. Falo ainda sobre estelinonatário. O personagem Carlos vai viver um amor com Lívia pra poder engana-lá e rouba-lá.

ADNTV – Em que é que Amor Sem Fim se distingue de outras web-novelas escritas por você?

JHEFF REIS – ‘Amor Sem Fim’ se destingue das outras justamente pela a prova de amor que Fábio, personagem principal terá que ter, além da fé é claro.

Mais recentemente escreveu a quarta temporada de Clichê Adolescente. Uma história mais descontraída, voltada para o público mais jovem. Encontrou dificuldade ao retornar novamente às tramas adultas? Como foi essa mudança?

Não escontrei dificuldades! Voltar as tramas adultas foi maravilhoso, por que eu posso colocar todo tipo de drama. Sou excelente em dramas, então escreve tramas adultas pra mim é fácil. Pra mim o desafio mesmo foi escrever uma trama teen.

 Amor Sem Fim marca o regresso da ficção ao ADNTV. Por esta razão, a cobrança é maior? A expectativa é a mesma de estrear uma outra web qualquer, ou é mais especial?

A cobrança sempre é a mesma. O público que te acompanha espera de você uma grande trama, com histórias e núcleos fortes para o horário. O fato do regresso da ficção do ADNTV de certa forma também tem uma cobrança por que você está reestreando pra segurar para os projetos que venham a diante.

Como foi o processo de criação da espinha dorsal de Amor Sem Fim?

Sinceramente? Foi complicada, por que a todo momento eu mudava a história. No meu dia a dia eu via coisas que eu achava legal colocar na história central, as vezes tinha medo de colocar por causa das pessoas que poderiam implicar por achar que era copia, mas depois de muitas mudanças cheguei a algum lugar. Eu acho kkkk

Quais são suas inspirações para escrever ASF?

Minhas inspirações vem de cenas de novelas, quando são bem escritas e que marcam. Tenho inspiração também em filmes de dramas que já assisti, sempre acho legal apesar de triste.

Qual é a principal mensagem da trama?

A principal mensagem de ‘Amor Sem Fim’ é mostrar que se existe amor verdadeiro, tudo na vida pode ser superado.

Como você define Amor Sem Fim?

Meu drama favorito.

 Quais são as suas considerações finais? “Microfone aberto”, deixe o seu recado.

Espero que ‘Amor Sem Fim’ possa mostrar um mundo diferente pras pessoas que ainda são duras, que não amam. E que essa web possa mostrar que não existe limites para o amor!

 

AMOR SEM FIM | Seg. à Sex. às 22h

 

Realização
ADNTV Ficção 2017

Amor Sem Fim – Primeiro Capítulo | ESTREIA

UMA NOVELA DE JHEFF REIS

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Resumo da História principal

Cecília nunca gostou de sua irmã Maria Lúcia, a Malu. Desde novas elas sempre brigaram. Anos se passam e essa briga de Cecília por Malu só aumenta, tanto é que Cecília arma para separar sua irmã de Toni.
Fábio é sobrinho do ex-marido de Cecília, mas ela o tem como um filho que não teve. Todo esse amor por Fábio fará com que Cecília tente impedir o romance dele com Amanda, sobrinha de Cecília, filha de Malu e Toni.
Um acidente causado por Débora, ex-namorada de Fábio, que volta a mando de Cecília, deixará Amanda entre a vida e a morte e isso colocará a prova o amor de Fábio pela filha de Malu.

Será que existe limites para o amor?


Petrolina – Bahia

Cena 01 | Cachoeira Rio | Dia

Maria Lúcia e Toni conversam.

Toni – Amanhã eu vou até a sua casa pedir a sua mão em casamento. E ai vamos ser felizes para sempre.

Beijam-se.

Maria Lúcia – Você tem que dizer que quer casar com a filha mais velha da casa, por que painho segue a tradição de que o futuro marido não pode ver o rosto da futura esposa antes de casar. Foi assim com as outras que casaram.

Toni – Então eu só vou poder ver seu rosto depois que a gente casar?

Maria Lúcia – Isso!

Toni – Amanhã. Vai ser amanhã!

Maria Lúcia – Vou te esperar!

Os dois se beijam. Malu vai embora.

Cecília observava a conversa dos dois.

Cecília – (sussurra) Eu não vou deixar você se casar. Eu é que vou ficar no seu lugar.

Cecília segue mato adentro de volta pra casa.

 

Dia seguinte…

 

Cena 02 | Casa de Agapito | Noite.

Agapito, pai de Maria Lúcia e de Cecília, está sentado na cadeira de balanço na porta da casa, olhando para o mato.

Toni aparece.

Agapito – (alto) Jurema me traga a espingarda! Um sujeito vem vindo em direção a nossa casa!

Jurema, mãe das meninas trás a arma.

Agapito (Apontando a espingarda) – Pare ai mesmo sujeito! Pare ai ou eu te meto uma bala!

Toni – (amedrontado) Abaixe a arma, por favor, venho em paz para lhe fazer um pedido!

Agapito – Mas isso num é hora pra isso!

Toni – Quero me casar com uma de suas filhas!

Agapito – E quem é você pra fazer um pedido desse?!

Toni – Meu nome é Toni! Será que eu posso conversar com o senhor?

Eles se entreolham. 

Agapito – Eu vou baixar e se tu fizer qualquer graça eu lhe mato aqui mesmo!

Corta para: Interior da Casa.

Agapito – Pois então, faça o seu pedido!

Toni – Quero que o senhor permita que eu possa me casar com a sua filha mais velha.

Jurema – Mas a nossa fia mais velha já se foi embora casada e muito bem casada.

Toni – Não me entendam mal, pois quando falo em filha mais velha me refiro a mais velha da casa. Que mora com vocês.

Agapito – E que futuro vai dar a ela se eu permitir que o casamento aconteça?

Toni – Tenho um dote muito generoso e sou dono de duas fazendas próximo daqui.

Agapito – E por que quer casar com filha minha? Por acaso viu alguma delas?!

Toni – Não senhor! Sua tradição na hora de casar suas filhas corre a mais de léguas e isso me fez chegar até aqui.

Agapito – Pois então assim será! Amanhã às dezessete horas em ponto, hora em que o sol começa a arranhar a montanha, eu caso vocês. Agora se vá, vá e só volte amanhã!

Toni – Com licença.

Toni deixa o local.

Jurema – Me parece ser um bom rapaz/

Agapito – Mande o Juca ir até a cidade logo pela manhã chamar o padre.

Jurema – Vou agora falar com ele. E vou também terminar de preparar a janta.

Jurema sai deixando Agapito sozinho.

 

Cena 03 | Casa de Agapito | Quarto | Noite.

Agapito vai até o quarto das filhas.

Agapito – Maria?

Maria Lúcia – Sim, painho?

Agapito – Amanhã tu vai se casar. Um rapaz veio aqui pedir sua mãe.

Maria Lúcia – Sim senhor!

Agapito sai do quarto.

Maria Lúcia – Ouviu Cecília? Agora sou eu a próxima a casar.

Cecília finge dormir.

Maria Lúcia – Sei que você não está dormindo.

Cecília – Prefiro não ouvir!

Cecília vira-se para o outro lado.

Maria Lúcia fica sorridente.

 

Cena 04 | Caminho da fazenda | Manhã.

Maria Lúcia e Cecília caminham em direção ao poço

Maria Lúcia – Estou tão feliz.

Cecília – Não era pra estar, se você nem conhece o rapaz, ou conhece?

Maria Lúcia – Claro que não! Estou feliz por que vou deixar de morar aqui.

Cecília – Não gosta de morar aqui?

Maria Lúcia – Gosto, mas chega um tempo que a gente tem que casar.

Cecília (Ignora) – Vou pro pasto, você vem?

Maria Lúcia – Vou!

As duas dessem para o pasto.

 

Cena 05 | Cidade | Igreja | Manhã.

Juca chega até a igreja.

Juca – A bênção padre?

Padre – Que Deus te abençoe meu filho.

Juca – Vim lhe trazer um recado do coronel Agapito. Ele pediu pra que o senhor vá até a fazenda no final da tarde pra realizar o casamento de uma de suas filhas.

Padre – E que horas será esse casamento?

Juca – Na hora em que o sol começa a arranhar a montanha.

Padre – Pois vá, vá meu filho e diga que logo estarei lá.

Juca – Sim senhor, Padre.

Padre – Então assim será meu jovem. Após a missa eu vou até a fazenda do senhor Agapito.

Juca – A Benção seu Padre?

Padre – Que Jesus lhe acompanhe e te abençoe meu filho.

Juca vai embora.

Cena 06 | Fazenda de Agapito | Pasto | Manhã.

Cecília e Maria Lúcia limpam o pasto.

Cecília observa Malu com raiva.

Malu – Acabei aqui! Eu vou subir, tenho que me arrumar às coisas pro casamento.

Cecília – Eu vou ficar aqui.

Malu – Vou subir.

Malu vira-se pra ir embora.

Cecília acerta a cabeça de Malu com a enxada.

Cecília – Eu vou casar no seu lugar!

Cecília arrasta Malu até a parte de trás do pasto.

Ela amarra Malu e põe uma mordaça.

Cecília – Vou ser muito feliz no seu lugar!

Cecília sobre pra casa.

 

Cena 07 | Casa de Agapito | Quarto | Fim da Tarde.

Às pressas Cecília se arruma.

Ela põe o vestido branco feito pela mãe Jurema. E logo coloca o véu.

Entra Jurema.

Jurema – Chegou a hora minha filha. Venha o noivo já chegou.

Cecília vai com Jurema.

Jurema – Viu a sua irmã? Está sumida desde cedo.

Cecília responde negativamente com a cabeça.

As duas saem do quarto.

 

Cena 08 | Casa de Agapito | Sala | Fim da Tarde.

Toni, o Padre, Agapito e Juca esperam pela vinda da noiva.

Cecília e Jurema chegam à sala.

Agapito – Vamos começar logo isso. Pode começar seu Padre.

Padre – Noivos caríssimos, viestes para que o vosso propósito de contrair Matrimonio seja firmado com o sagrado selo de Deus, perante o ministro da Igreja e na presença de vossa família. Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal. Ele, que já vos consagrou pelo santo Batismo, vai agora dotar-vos e fortalecer-vos com a graça especial de um novo Sacramento para poderdes assumir o dever de mútua e perpétua fidelidade e as demais obrigações do Matrimonio. Diante de vossa família, vou, pois, interrogar-vos sobre as vossas disposições.

Casamento segue em off…

 

Cena 09 | Casa de Toni | Quarto | Noite.

Cecília está sentada na cama de Toni ainda com o véu cobrindo seu rosto.

Toni suspende o véu.

Toni – Cecília? O que… Cadê a Malu?

Cecília – Esqueça a Malu. Agora você é meu e eu sou sua. Somos casados agora!

Toni (pega Cecília pelos braços) – O que foi que você fez com a Malu?

Cecília – Tomei a felicidade dela. Ela me mandou no lugar dela por que ela não queria casar com você.

Toni – Isso não é verdade! Eu vou atrás dela.

Cecília – Se você sair por essa porta eu volto pra fazenda e digo ao painho que você abusou de mim.

Toni – Você não seria capaz disso!

Cecília – Sou capaz de tudo! E ai painho mandar te matar!

Toni sai do quarto em direção à rua. Cecília vai atrás.

 

Cena 10 | Casa de Agapito | Sala | Noite.

Cecília chega toda rasgada e suja de lama.

Agapito – Mais o que é isso?

Jurema – Cecília, minha filha o que aconteceu?

Cecília – A Malu me colocou no lugar dela pra eu casar com o rapaz, só que ele me abusou e me jogou na estrada.

Agapito – Desgraçado! Miserável! Pegue a minha espingarda eu vou matar esse filho de chocadeira.

Jurema pega a espingarda. Agapito e Cecília saem atrás de Toni.

 

Cena 11 | Fazenda de Agapito | Noite.

Toni anda a cavalo com uma lamparina na mão, a procura de Malu.

Toni desse e vê Malu desmaiada atrás do pasto.

Toni (Desce do cavalo) – Malu? Malu? (Tira a mordaça)

Malu (Acordando) – Toni!

Toni – Vou te desamarrar. O que aconteceu?

Malu – Acho que a Cecília me acertou com alguma coisa.

Toni (Desamarrando) – Ela se casou comigo no seu lugar. E agora ela deve estar contando pro seu Agapito que eu abusei dela.

Malu – Ele vai querer te matar!

Toni – É por isso que vamos fugir.

Os dois montam no cavalo.

Toni – Pronta pra viver ao meu lado?

Malu – Pra sempre!

Toni – Ia!

Cavalo corre no meio do escuro.

Agapito vê os dois.

Agapito – Miserável, é agora que eu te mato.

Agapito atira. Toni consegue fugir com Malu.

Cecília chora de raiva ao ver Malu fugir com Toni.

FIM DO CAPÍTULO

Escrita por
Jheff Reis

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção 2017