FALSO HORIZONTE | Capítulo 47 [Última Semana]

FH Oficial

UMA NOVELA DE PRISCILA BORGES E YURI NEVES

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10min

 

CENA 01. GALPÃO/INTERIOR/DIA:

Minas Gerais

Marcos está sentado no chão com os pés e mãos amarradas. Perseu andando frente a ele.

Perseu    – Se eu soubesse que o calmante seria tão forte, nem teria te dado. Merda!

Marcos    – (desperta) Pai?

Perseu    – Finalmente! Olá, filhinho querido.

Marcos    – O que? O que aconteceu na estrada? Eu… eu…

Perseu    – Você sabe muito bem o que aconteceu, idiota. Cê resolveu dar uma de espertinho, atrapalhou o Mário na direção e o imbecil capotou. Ele morreu, sabia? Tudo por causa de você.

Marcos    – Por causa de mim não. Foi você que botou ele nossa, papaizinho.

Perseu    – Sabe, filho querido, é estranho ver o quanto você mudou. O menino que eu conheci não ia se aliar com o assassino seu verdadeiro amor para fugir da cadeia.

Marcos    – (ri) Sabe quando você mente tanto, se ilude tanto que acaba acreditando até nas próprias mentiras? É pelo que você está passando pai.

Perseu    – Ok, chega desses sinismo. Está na hora de falarmos frente a frente. Homem pra… você… está na hora de sermos francos.

Marcos    – É fácil cê falar estando aí, solto e livre. Eu estou sentou aqui, todo amarrado.

Perseu    – Tá certo, eu vou te soltar.

Perseu o solta. Marcos levanta e o encara, e – sem pensar duas vezes – dá um murro no pai.

 

CENA 02. CASA ABANDONADA/INTERIOR/DIA:

Célia sentada numa cadeira, a encarar a Divina e a Nilda que estão amarradas em cadeiras.

Nilda     – (desperta) O que diabos está acontecendo aqui?

Divina    – (desperta) A gente está presa? (olha a Célia) Célia?

Célia     – Bom dia, donzelas.

Nilda     – Célia? Isso é loucura, criatura. Me tira daqui!

Célia     – Não! Você e a judas aí vão apodrecer aqui, morrer!

Divina    – Eu entendo porque me sequestrar, mas a Nilda? Libera ela, irmã.

Célia     – Não iria fazer nada com ela não, eu queria o Alberto, mas tinha tempo e teve que ser ela mesmo.

Nilda     – O que significa isso pra ti, hein? Sua doida.

Célia     – Significa justiça.

Célia dá uma risada e fica encarando elas. CÂM mostra a Nilda roçando a corda na madeira da cadeira.

 

CENA 03. BORDEL PUTTANESCA/SALÃO/INTERIOR/DIA:

Eleonora, Iris, Clara, Gina e o Alberto sentados, tomando café. Todos eles cansados e preocupados.

Eleonora  – Nós precisamos fazer alguma coisa.

Iris      – Fazer o que, Eleo?

Gina      – Não há nada a ser feito, Eleonora.

Alberto   – Nós precisamos é confiar na polícia porque eles vão fazer o trabalho deles.

Eleonora  – Cala a boca.

Clara     – Eleonora!

Eleonora  – Se eu tenho que aturar a presença desse traíra e da Gina, que ele não dirija a fala dele pra mim.

Todos continuam a comer, em silêncio.

 

CENA 04. RANCHO DO MÁRIO/CORREDOR/INTERIOR/DIA:

Tadeu vindo de um lado e Nádia, de outro. Eles se aproximam.

Tadeu     – O que tá acontecendo?

Nádia     – Pra começar, o Mário morreu. Meu irmão e minha mãe não estão nada bem.

Tadeu     – Eu sinto muito.

Nádia     – Obrigada. (pausa) E o negócio das pedras? Não voltou pra cá.

Tadeu     – Resumindo: eu fiquei amigo do Lauro, ele votou em mim e a Amparo também. Isso significa que eu posso cuidar das pedras, mas não a Pérola e o Robson.

Nádia     – Parabéns.

Tadeu     – Obrigado. Mal posso esperar para começar os trabalhos. (pausa) ah, pelo visto a Pérola vai embora.

Nádia     – É? Uma pena. Ela e o Lauro pareciam ser felizes.

Tadeu     – Nem tanto assim.

Tadeu ri e sai. Nádia segue o seu caminho.

 

CENA 05. RANCHO DO MÁRIO/COZINHA/INTERIOR/DIA:

Thiago preparando alguma comida. Nádia entra e se aproxima.

Nádia     – Bom dia. Eu acredito que cê já saiba o que aconteceu ontem nesta casa e acredito que seja melhor para todos, se cada um comer em seu quarto.

Thiago    – É claro. Eu levo a bandeja pra vocês.

Nádia     – Obrigada.

Ela sai e ele continua.

 

CENA 06. RANCHO DO CÉSAR/SALA DE ESTAR/INTERIOR/DIA:

Lauro em pé, esperando. Pérola desce as escadas segurando malas e se aproxima.

Pérola    – Ei!

Lauro     – Ei… então… é isso? Você vai embora e tudo acaba?

Pérola    – É isso. Eu vou embora e tudo acaba, Lauro.

Lauro     – Adeus.

Pérola    – Adeus.

Ela sai sem olhar pra trás. Ele, também não a olha saindo, entra na cozinha.

 

CENA 07. RANCHO DO CÉSAR/COZINHA/INTERIOR/DIA:

Lauro entra na cozinha e se aproxima da Amparo que está comendo uma maçã.

Amparo    – O café está pronto.

Lauro     – Não quero tomar café não, obrigado. (pausa) A Pérola foi embora.

Amparo    – Amém, senhor.

Lauro     – Ela não era perfeita, Amparo, mas eu gostava dela.

Amparo    – Mas as vezes gostar não é o suficiente, precisa de mais. E você não tem esse mais com ela. (pausa) Mas tem com a Nádia.

Lauro     – Ela é a minha irmã, Amparo. Não posso namorar a minha irmã.

Amparo    – Eu sei, não estou dizendo para fazer isso. Só estou dizendo.

Lauro     – É melhor parar de dizer.

Amparo    – Não está mais aqui quem falou então. (pausa) Tá sabendo?

Lauro     – Do que?

Amparo    – Não sei de nada então nem adianta vir com perguntas: mas pelo que o Thiago falou o Mário morreu.

Lauro     – É o que? E o Marcos?

Amparo    – Não sei, ninguém sabe. Sumiu! (pausa) Será que/

Lauro     – Nem pense nisso. O Marcos não matou o meu pai, Amparo. Ele não faria isso. Foi o Mário!

Amparo    – Novamente: não está mais aqui quem falou.

Lauro dá um beijo na testa da Amparo e sai.

 

CENA 08. PRAÇA/INTERIOR/DIA:

Agatha em pé, esperando. Pérola se aproxima segurando as malas.

Agatha    – Chamou?

Pérola    – Chamei sim. É só pra avisar que eu estou saindo da cidade, então podem fechar o caso das pedras.

Agatha    – Aín o caso… tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que nem tive tempo de te contar.

Pérola    – O que?

Agatha    – As pedras foram roubadas pelo Mário, e os filhos dele esconderam as pedras. (pausa) Eles vão me entregar as pedras e elas vão ser devolvidas ao Lauro.

Pérola    – Isso seria uma ótima notícia, mas eu não posso mais cuidar dos kimberlito. Eles pertencem ao geólogo formado, Tadeu, e eu não sou formada.

Agatha    – Oh. Eu sinto muito.

Pérola    – Tudo bem, estou indo embora dessa cidade mesmo. Não me importo. (pausa) Obrigada por tudo.

Pérola sai. Agatha também segue o seu rumo.

 

CENA 09. RUA/EXTERIOR/DIA:

Pérola se aproxima do Robson que estava a esperando.

Robson    – Não vá.

Pérola    – Eu preciso ir. Não posso deixar de ir, eu sinto muito.

Robson    – Tá, fazer o que né? Oh, cê vai, mas você vai falar comigo todo santo dia. Promete?

Pérola    – Prometo. Eu nunca vou te esquecer, nunca vou deixar de falar contigo.

Robson    – Espero mesmo.

Pérola    – Ah, faz um favor pra mim? Fica de olho no Tadeu, se infiltra ali, investiga as pedras com ele. Dá um jeito.

Robson    – É claro.

Pérola    – Obrigada por tudo.

Eles se abraçam, emocionados.

Pérola    – Não quero e não vou chorar. Chega disso!

Robson    – Até qualquer dia?

Pérola    – Até qualquer dia.

Eles sorriem e Pérola começa a caminhar em direção ao horizonte.

 

CENA 10. RANCHO DO MÁRIO/QUARTO DO OMAR/INTERIOR/DIA:

Omar está deitado na cama, olhos inchados. Uma bandeja com comida ao lado dele. Nádia em pé o encarando.

Nádia     – Omar! Me escuta! Cê precisa comer alguma coisa.

Ele não responde.

Nádia     – E para de me ignorar. (se irrita) Ah! Omar! (pausa) Tá certo, já que eu não posso, alguém pode e vai te fazer comer e falar.

Ela pega o celular e faz uma ligação.

Nádia     – Clara? O Omar precisa de você. Onde está?

Ela continua falando em off.

 

CENA 11. GALPÃO/INTERIOR/DIA:

Perseu, com dor, a encarar o Marcos.

Perseu    – Qual é a merda do seu problema?

Marcos    – Esse soco foi por ter sido obrigado a viver afastado do César e do Lauro.

E dá outro murro. A boca de Perseu começa a sangrar.

Marcos    – E esse foi pela loucura que fez com o Mário.

E outro murro. Além da boca, o nariz também sangra, mas ele não se abala.

Marcos    – Por causa da loucura que fez com o Mário, ele matou o César.

Ia dar mais um, mas Perseu segura a mão dele. Ele tenta dá com a outra mão, mas Perseu segura esta também. Eles se encaram.

Perseu    – Chega!

Marcos    – Me solta que eu ainda não acabei… filho da puta! Cê acabou com a minha vida!

Perseu    – Chega! Chega! (grita) Chegaaaaa! Eu não aguento mais escutar a sua voz. Não aguento mais… viado! Viadinho de merda! Eu não aguento mais!

Marcos    – (ri) Isso! Isso mesmo! Chega de cinismo, de sacarmos. Revela quem é cê de verdade, papaizinho. Me xinga! Me julga! Me maltrata! Faz que nem você fez da primeira vez.

Perseu    – (berra) Cala a bocaaaaaaaaaaaaaa! (grita) Eu não aguento mais essa voz de viado. Imundo! Nojento!

E já começa a batê-lo. Perseu bate, empurra, esmurra o Marcos, que se machuca todo, bate a cabeça na parede. Perseu continua a xingar

Perseu    – (odioso, grita) Viadinho! Eu tenho nojo de você! Eu sempre tive nojo de você. (berra) Imundo! Você é um imundo, um merda, um nada. Eu… eu… eu te odeio!

Perseu acaba. Marcos está estirado no chão, todo machucado, desacordado. Perseu se ajeita, cospe o sangue que sai da sua boca no chão e sai.

 

CENA 12. DELEGACIA/SALA DO DELEGADO/INTERIOR/DIA:

Suzana sentada em frente ao Leonel. Agatha chega e senta ao lado dele.

Suzana    – Precisam da minha ajuda?

Leonel    – Precisamos que ligue pra Célia e fale com ela.

Agatha    – Convença a se entregar e a liberar as meninas.

Leonel    – Nós vamos tentar rastrear a ligação.

Leonel mexe no computador. Suzana pega o celular e faz uma ligação.

Suzana    – Célia?

Diálogo continua na cena seguinte.

 

CENA 13. FRENTE À CASA ABANDONADA/EXTERIOR/DIA:

Célia sai da casa e atende a chamada.

Célia     – O que você quer?

Suzana    – (off) Eu não me importo com essas duas aí, mas eu preciso de ti. Sai daí e se entrega.

Célia     – Não. Não posso fazer isso, Suzana. É a minha vida, o meu futuro em risco.

Suzana    – (off) Se continuar aí com elas, o seu futuro e a sua vida vão estar em riscos. Você precisa me escutar/

Célia     – (corta) Não! Não preciso de nada, Suzana. Eu preciso é desligar essa ligação.

Suzana    – (off) Espera/

Célia desliga e joga o celular no chão, pisando em cima dele.

 

CENA 14. CASA ABANDONADA/INTERIOR/DIA:

Nilda tentando se soltar. Divina olha e começa a tentar também.

Divina    – Isso dá certo?

Nilda     – Espero que sim, nós precisamos sair daqui.

Divina    – Nilda… desculpa.

Nilda     – Não é hora pra isso, Divina. Numa outra hora nós falamos sobre isso. Agora, foca nisso.

Divina o faz. Mas elas são interrompidas quando Célia entra e fica as encarando.

 

CENA 15. DELEGACIA/SALA DO DELEGADO/INTERIOR/DIA:

Suzana desliga e encara a Agatha e o Leonel.

Suzana    – Conseguiu?

Leonel    – Não. Foi muito rápido.

Agatha    – Droga!

Eles se olham, frustrados.

 

CENA 16. RANCHO DO MÁRIO/QUARTO DO OMAR/INTERIOR/DIA:

Omar está na mesma situação que na cena 10. Clara entra e senta ao seu lado.

Clara     – Omar. Porque cê não me ligou, criatura?

Omar      – O meu pai… ele morreu? O meu pai morreu, Clara.

Clara     – Ele morreu, amor. Ele estava numa perseguição policial e morreu.

Omar      – Porque eu estou assim? Ele matou duas pessoas, ele fez tanto mal a minha mãe e eu estou assim? Porque?

Clara     – Porque assim disso tudo, ele era o seu pai. E o fato dele ser um filho da mãe, não muda isso, nunca vai mudar.

Omar      – Eu o amava… eu amava um assassino?

Clara     – Não, não pensa assim. Você amava o seu pai.

Omar      – Eu… eu… eu não sei mais. Nada faz mais sentido.

Clara     – Eu posso imaginar pelo que está passando, mas agora, você precisa pensar em si e precisa comer.

Omar      – Comer? Tá, eu vou comer.

Clara     – Então come.

Ela pega a bandeja e entrega a ele. Ele começa a beber o suco, a comer.

Omar      – Onde cê estava?

Clara     – No bordel. Aconteceu uma coisa com a Nilda, mas não vamos falar disso agora.

Ela dá um beijo na bochecha dele. E ele continua a comer. CÂM mostra a Nilda na porta do quarto, os olhando, ela sorri.

 

CENA 17. RANCHO DO MÁRIO/SUÍTE PRINCIPAL/INTERIOR/DIA:

Quarto todo bagunçado, coisas quebradas e jogadas no chão. Zélia está deitada na cama e Thiago sentado ao lado dela. Ela, comendo.

Thiago    – Eu vou lhe fazer algumas perguntas e preciso que seja honesta comigo, ok?

Zélia     – Ok.

Thiago    – Você está bem, Zélia?

Zélia     – (pensa, demora) Não… eu não estou bem.

Thiago    – Você precisa de ajuda?

Zélia     – (pensa, demora) Sim… eu preciso de ajuda.

Thiago    – Psicológica?

Zélia     – Eu acho que sim. (pausa) Não está sendo fácil, Thiago.

Thiago    – Não, não está. E eu e os seus filhos vamos fazer de tudo para lhe ajudar.

Nádia os olhando. Thiago a vê, levanta e se aproxima.

Thiago    – Escutou?

Nádia     – Escutei. Eu vou ligar pra algum psicólogo.

Thiago    – A Zélia precisa de ajuda, ela não está bem.

Nádia     – Eu sei, nunca pensei que fosse dizer isso, mas sinto falta da antiga Zélia.

Thiago    – Todos nós sentimos.

Ele sai do quarto. Nádia fica olhando a mãe por um tempo e logo depois, sai também.

 

CENA 18. RANCHO DO MÁRIO/QUARTO DA NÁDIA/INTERIOR/DIA:

Nádia entra no quarto e deita na cama, exausta. Tadeu entra e se aproxima.

Tadeu     – Ei.

Nádia     – O que está acontecendo nessa cidade, Tadeu? Meu pai morre, Nilda e Divina correndo perigo, o Mário morre e agora… minha mãe e o meu irmão na merda.

Tadeu     – As coisas vão se endireitar, Nádia. É como uma tempestade, uma frente fria, vai e depois tudo fica às claras.

Nádia     – Espero porque não estou aguentando mais.

Tadeu     – Cê ficou o dia todo cuidando da Zélia e do Omar, mas e você?

Nádia     – Eu estou bem, é sério.

Tadeu     – O Mário não era o seu pai, mas ele te criou. Você chorou?

Nádia     – Não, eles precisavam de mim. Não podia chorar.

Tadeu     – Pelo que parece, eles não precisam mais de você… chora.

Nádia     – Não/

Tadeu     – Chora… Nádia, chora.

Ele deita ao lado dela. Nádia encosta a cabeça no ombro dele e desata a chorar.

 

 

CENA 19. MANSÃO DA PREFEITA/SALA DE ESTAR/INTERIOR/NOITE:

Anoitece.

Amparo, Leila e Thiago sentados no sofá. Eles conversam.

Amparo    – Preciso que vocês passem a informação porque eu não sei de nada.

Leila     – E você acha que a gente sabe, criatura? (pausa) Eu só sei que a Célia deu a louca e sequestrou a Divina e a Nilda.

Thiago    – E eu só sei que o Mário morreu, e que o Marcos sumiu.

Leila     – O que tá acontecendo? A gente é sempre o primeiro a saber das coisas e agora nada?

Amparo    – Sabe o que é isso? A cidade está agitada demais e tá todo mundo confuso.

Thiago    – Eu só sei que quero que essa agitação acabe. (pausa) Sério, pior não pode ficar.

É nesse momento que a campainha toca. Leila levanta e abre a porta: é a Wanda.

Wanda     – Filha… cheguei!

Elas se encaram. Thiago e Amparo se olham.

 

CENA 20. CASA ABANDONADA/INTERIOR/NOITE:

Nilda e Divina roçando as cordas na madeira. Célia entra e se aproxima, segurando uma arma.

Célia     – Eu sinto informar, mas está na hora de vocês irem… morrer!

É nessa hora que a Nilda salta da cadeira em cima da Célia. Ela começam a lutar pela arma e de repente, ela dispara no meio delas.

 

CENA 21. GALPÃO/INTERIOR/NOITE:

Marcos está estirado no chão, todo machucado. Ele começa a despertar. Perseu entra e o encara, altivo.

Perseu    – Acordou? Ótimo porque a minha vingança está só começando.

 

FIM DO CAPÍTULO

 

Escrita por

Priscila Borges

Yuri Neves

Direção

Allan Sab

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