FALSO HORIZONTE | Capítulo 45 [Penúltima Semana]

FH Oficial

UMA NOVELA DE PRISCILA BORGES E YURI NEVES

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10min

 

CENA 01. LUGAR DESCONHECIDO/

Perseu a falar no telefone.

Perseu    – Mário.

Marcos    – (corta/off) Pai?

Perseu    – (sem reação) Eu… eu… Marcos… oi.

Marcos    – (off) Como o senhor está? Faz muito tempo.

Perseu    – Eu estou bem, não graças a você, é claro.

Marcos    – (off) É estranho que tenha se unido com o Mário.

Perseu    – Digo o mesmo a você. Ele matou o César, não foi?

Marcos    – (off) Diga você. Eu sei que você estar por trás de tudo, pai. Então, foi ele?

Perseu    – Eu não vou estragar a surpresa, Marcos. (pausa) Onde o Mário está?

Marcos    – (off) No banho. Quer que o chame?

Perseu    – Não.

Ele desliga e encara o nada.

 

CENA 02. CASA/SALA/INTERIOR/DIA:

Marcos olha o celular. Mário se aproxima, recém-saído do banho, e toma o celular dele.

Mário     – Quem era?

Marcos    – O meu pai. É ele a chefia, não é?

Mário     – Eu não mandei você atender a perda do meu telefone, seu idiota de merda. Era pra ser uma surpresa.

Marcos    – Sinto em ter estragado a surpresinha de vocês.

Marcos ia sair, mas Mário o joga contra a parede. Eles se encaram.

Mário     – Me escuta bem: a partir de agora você vai fazer o que eu mandar quando eu mandar. Para de querer me confrontar porque você sabe muito bem o que pode acontecer com o seu queridinho Lauro.

Marcos    – Está bem. Seu jogo, suas regras. Desculpa atender o telefone.

Mário     – A chefia falou alguma coisa contigo?

Marcos    – Não, o Perseu não falou nada demais. Mas ele vai te ligar de novo.

Mário deixa o Marcos passar e ele sai.

 

CENA 03. RANCHO DO MÁRIO/CORREDOR/INTERIOR/DIA:

Clara está andando pelo corredor. Zélia se aproxima.

Zélia     – Clara!

Clara     – Oi, Zélia.

Zélia     – Eu quero saber a verdade. Que merda está acontecendo com os meus filhos?

Clara     – Não sei do que está falando.

Zélia     – Sabe sim! Não em vem com essa ladainha não. O que o Omar e Nádia foram fazer?

Clara     – O seu marido roubou as pedras do César, certo? Acontece que os seus filhos roubaram as pedras roubadas e o Omar escondeu no quarto dele. E eu descobri.

Zélia     – E daí?

Clara     – Eu mandei o Omar a se entregar e ele disse que ia. A Nádia quis ir também. Era o certo a se fazer.

Zélia     – Não acredito nisso.

Clara     – Eu também não achava que o Omar seria capaz de algo assim.

Zélia     – Não estou falando do que o Omar e a Nádia fizeram, e sim do que você fez.

Clara     – Do que eu fiz?

Zélia     – Nós estamos falidos, idiota. Nós estamos na merda. Se eles pegaram aquelas pedras era nos ajudar e você vai e obrigar eles a se entregarem. Qual é a merda do seu problema?

Clara     – Eu achei/

Zélia     – (corta) Eu não quero saber o que você acha ou deixa de achar. É inacreditável! Primeiro o Mário é preso, é solto, depois o César morre, o Mário é preso de novo e agora os meus filhos? Idiota! Eu estou cansada de gentinha como você na minha vida.

Clara     – Zélia, eu estava pensando/

Zélia     – (corta) Vá à merda! Não vem me dizer que estava pensando no Omar, porque não estava. Você é egoísta e estava pensando em si mesma. (pausa) Se os meus filhos ficarem presos… eu… eu mato você!

Zélia sai andando. Clara bota a mão na barriga com dor, ela encosta na parede. O Thiago que vinha pelo corredor, se aproxima.

Thiago    – Eu escutei os gritos. O que aconteceu?

Clara     – Nada, só me leva pro quarto por favor.

Thiago a ajuda.

 

CENA 04. DELEGACIA/SALA DO DELEGADO/INTERIOR/DIA:

Leonel e Agatha estão sentados. Omar entra e se aproxima.

Leonel    – Omar?

Omar      – Eu desejo confessar um crime, Leonel. Agatha.

Agatha    – Você?

É nesse momento que a Nádia entra e se aproxima do irmão.

Nádia     – Eu também desejo confessar um crime.

Leonel    – Que merda está acontecendo aqui?

Omar      – Nádia! Não era pra estar aqui, eu fiz isso sozinho.

Nádia     – Não fez não. Nós estamos juntos nessa.

Agatha    – O que diabos vocês fizeram? Estou curiosa.

Os dois se sentam frente ao Leonel e a Agatha.

Nádia     – O nosso pai roubou as pedras do César.

Omar      – E nós dois roubamos as pedras roubadas pelo meu pai.

Leonel    – É o que?

Os quatro se encaram.

 

CENA 05. IGREJA/INTERIOR/DIA:

Padre está arrumando o altar. Célia entra e se aproxima.

Célia     – Padre?

Fagundes  – Célia. Eu nunca pensei que fosse dizer isso: mas sinto saudades de você e de sua irmã nas missas.

Célia     – Eu sei, também sentimos saudades. Mas é que está muita correria com a política.

Fagundes  – Eu entendo. Posso lhe ajudar com alguma coisa?

Célia     – Padre… eu vou fazer uma coisa. Uma coisa bem ruim e eu não sei se vou ter tempo de me confessar depois que fizer. Então quero pedir perdão pelos meus pecados agora.

Fagundes  – Célia, você pode e deve evitar o que você pretende fazer.

Célia     – Eu não posso evitar. O que eu vou fazer é essencial pra mim e pra essa cidade. Eu sei que um dia, eu vou ser tratada como heroína.

Fagundes  – Sente-se querida.

Ela senta e o padre senta ao lado dela.

Célia     – Não sei se posso lhe contar tudo o que pretendo fazer. Porque você vai querer me impedir.

Fagundes  – Eu estou querendo te impedir agora mesmo. Não faça o que pretenda fazer se for algo tão ruim assim.

Célia     – Não, padre. Eu não posso evitar, eu preciso fazer, a decisão já está tomada.

Fagundes  – Não há nada que o possa fazer para evitar?

Célia     – Não, não há. (pausa) Eu preciso ir agora, padre. Eu preciso ir, mas eu preciso que você me dê o seu perdão.

Fagundes  – Célia/

Célia     – (corta) O seu perdão, por favor, me dê o seu perdão.

Fagundes  – Deus lhe perdoa, querida. E eu também.

Célia     – Obrigada.

Célia levanta e sai. O padre a encara, saindo.

 

CENA 06. DELEGACIA/SALA DO DELEGADO/INTERIOR/DIA:

Leonel e Agatha frente a frente do Omar e da Nádia.

Leonel    – Comecem pelo começo.

Nádia     – O papai roubou as pedras do César e matou a Marilda, certo? Logo depois ele foi preso o que nos deixou em choque.

Omar      – Isso mesmo. Então nós decidimos descer ao porão para olhar fotos antigas da nossa família e foi quando nós encontramos os kimberlito.

Nádia     – E a nossa primeira reação foi chamar a polícia, claro. Mas depois pensamos que a gente estava falindo e que íamos precisar de dinheiro.

Omar      – Então pegamos as pedras e escondemos no meu quarto. E tratamos de esquecer disso, só íamos usá-las quando realmente estivéssemos precisando.

Nádia     – Mas a namoradinha do Omar, a Clara, descobriu as pedras. E nos fez vir nos entregar.

Omar      – Não roubamos as pedras para o mal, e sim porque queríamos o bem-estar da nossa família.

Nádia     – Isso é tudo.

Leonel    – Ok… eu nunca pensei que fosse dizer isso: mas, Omar e Nádia, vocês estão presos por roubo e ocultação de provas policiais.

Agatha    – Espera, pai.

Leonel    – O que?

Agatha    – Eu estou investigando o roubo das pedras e na verdade quem as roubou foi o Mário. Então, vocês não vieram confessar um crime e sim ajudar na solução de um crime.

Leonel    – Agatha/

Agatha    – (corta) Pai, é o Omar e a Nádia. Nós brincávamos juntos. Eles não são como os pais, pegaram as pedras por causa da família.

Leonel    – Tá certo, mas só se vocês devolverem as pedras até amanhã.

Omar      – Nós vamos devolver.

Nádia     – Isso significa que não vamos ser presos.

Leonel    – Não, mas saibam que estão marcados por mim agora. E se cometer qualquer delito…

Omar      – Nós não vamos cometer.

Nádia     – Nunca mais!

Agatha    – (baixo) Saiam daqui antes que ele mude de ideia.

Omar e Nádia levantam e saem. Agatha e Leonel se encaram.

 

CENA 07. RANCHO DO CÉSAR/SALA DE ESTAR/INTERIOR/DIA:

Tadeu, Pérola e Lauro sentados no sofá, esperando. A campainha toca, Pérola levanta e atende. É o Robson, ele se junta a eles.

Pérola    – Todos estão aqui e podemos começar.

Tadeu     – Nada disso. A Amparo precisa chegar antes, não podemos fazer sem ela.

Robson    – Onde é que ela está?

Lauro     – Ela saiu e talvez vá demorar, mas temos que esperar por ela.

Pérola    – Droga!

Tadeu     – Isso tudo é insegurança de perder, Pérola?

Pérola    – Não, é certeza que eu vou ganhar.

Robson    – Ei vocês! Nós precisamos de um plano caso há empate.

Lauro     – Não tinha pensado nisso.

Pérola    – Não vai dar empate porque eu vou ganhar essa merda.

Tadeu     – Não tenha tanta certeza disso, querida.

Robson    – Só o Lauro e a Amparo foram beneficiários do César?

Lauro     – Não, o Marcos também foi. E ele pode desempatar.

Pérola    – Isso não é justo, ele não está presente, está foragido.

Tadeu     – Por mim, pode ser ele.

Lauro     – Por mim também.

Robson    – Não tem outra alternativa, Pérola.

Pérola    – Droga!

Pérola a encarar todos eles, irritada.

 

CENA 08. MANSÃO DA PREFEITA/BANHEIRO/INTERIOR/DIA:

Amparo em pé, em frente a Leila que está sentada no vaso.

Amparo    – Está pronta?

Leila     – Estou, quer dizer, eu acho que estou.

Amparo entrega o teste de gravidez pra ela. Leila começa a fazê-lo.

 

CENA 09. PREFEITURA/SALA DA PREFEITA/INTERIOR/DIA:

Suzana está sentada, escrevendo em uns papéis. Fagundes entra e se aproxima.

Fagundes  – Atrapalho?

Suzana    – Não, é claro que não padre. O que deseja?

Fagundes  – É a Célia. Ela foi na igreja, se confessar e disse que ia fazer algo ruim. Ela não estava bem, Suzana.

Suzana    – Oh. (pausa) Pode ser que tem a ver com a Divina.

Fagundes  – Como assim?

Suzana    – Ela descobriu que a Divina estava aliada ao Alberto para nos derrubar. Ela ficou puta com isso e disse que ia fazer alguma coisa, mas eu não levei a sério.

Fagundes  – Ela pode… oh não.

Ele sai correndo. Suzana levanta e vai atrás, preocupada.

 

CENA 10. FRENTE À CASA/EXTERIOR/DIA:

Um homem ronda a casa onde o Mário e Marcos estão, sem que os dois percebam. Um carro preto passa perto desse homem, o homem estranha.

 

CENA 11. CASA/QUARTO/INTERIOR/DIA:

Mário no quarto, sentado no colchão. O celular toca e ele atende.

Mário     – Chefia.

Perseu    – (off) Saía daí!

Mário     – O que? Porque?

Perseu    – (off) Tem um homem rondando a casa e ele não é nenhum dos meus homens. A polícia descobriu a localização de vocês.

Mário     – Como? Eu estou tomando o maior cuidado possível.

Perseu    – (off) Você saiu de casa alguma vez?

Mário     – (nervoso) Não.

Perseu    – (off) Então só pode ser o Marcos. Ele está aliado à polícia.

Mário     – Filho da puta. O que eu faço, chefia?

Perseu    – (off) Saía daí, pega o meu filho e vá pra Minas Gerais. Eu vou estar ao seu lado na estrada.

Mário     – Eu pego a 122, certo?

Perseu    – (off) Isso, no caminho eu te dou o endereço certo da onde a gente vai ficar.

Mário desliga. Ele levanta, pega a sua arma e sai do quarto.

 

CENA 12. CASA/SALA/INTERIOR/DIA:

Marcos ao celular com o Leonel.

Marcos    – É o meu pai, Leonel. Eu mesmo falei com ele.

Leonel    – (off) Tá certo, pelo menos agora sabemos com certeza. Eu vou mandar que investiguem por ele, ver se achamos alguma coisa.

Marcos    – Duvido que achem/

O Marcos é interrompido pelo Mário que já chega apontado a arma pra ele.

Marcos    – Mário?

Mário     – Larga a merda do telefone e vem comigo, filho da puta.

Marcos finge largar o celular, mas na verdade ele coloca no bolso. Mário empurra ele sempre com arma apontada.

 

CENA 13. DELEGACIA/SALA DO DELEGADO/INTERIOR/DIA:

Leonel desliga o telefone. Agatha entra na sala e se aproxima.

Agatha    – Que cara é essa? Aconteceu alguma coisa?

Leonel    – O Marcos estava me contando sobre o que tinha descoberto quando o Mário. Aconteceu alguma coisa.

Agatha    – Ok, vamos lá.

Leonel    – Não, fique aqui. Eu preciso de você aqui caso realmente algo tenha acontecido.

Agatha    – Está certo. No que eu posso ajudar?

Leonel    – Se o Marcos for esperto, ele está agarrado ao celular e não largou ele. Eu preciso que você o rastreei e investigue tudo o que puder sobre o Perseu.

Agatha    – Então é o Perseu?

Leonel    – Estou indo com alguns policiais atrás deles. Me dê updates sobre a localização do celular.

Agatha    – Ok.

Leonel prepara o seu revólver e sai. Agatha senta na cadeira.

 

CENA 14. MANSÃO DA PREFEITA/BANHEIRO/INTERIOR/DIA:

Leila e Amparo se olhando. A primeira pega o teste de gravidez e desata a chorar.

Amparo    – Positivo?

Leila confirma com a cabeça. Amparo ajoelha e abraça a amiga.

 

CENA 15. DELEGACIA/SALA DO DELEGADO/INTERIOR/DIA:

Agatha fazendo três coisas ao mesmo tempo, toda atrapalhada. Fagundes e Suzana entram.

Suzana    – Agatha?

Agatha    – Agora não, Suzana. Seja qual for a merda religiosa, política que você se meteu… pode esperar.

Fagundes  – Isso é sério, Agatha.

Agatha    – O que aconteceu?

Suzana    – A Célia descobriu que a Divina está aliada ao Alberto para nos derrubar.

Fagundes  – E hoje ela foi na igreja se confessar e disse que ia fazer algo muito ruim.

Suzana    – Nós achamos que a Divina e que o Alberto podem estar em perigo. Ou até mesmo a Célia.

Agatha    – Droga! Eu sou uma pessoa só. (pausa) Ok, estou indo com vocês.

Os três saem.

 

CENA 16. DELEGACIA/PÁTIO/INTERIOR/DIA:

Agatha, o padre e a Suzana saem. Ela se aproxima dos policiais.

Agatha    – Eu preciso sair pra resolver um negócio, qualquer update avisem ao meu pai.

Os policiais concordam e os três saem.

 

CENA 17. RANCHO DO CÉSAR/SALA DE ESTAR/INTERIOR/DIA:

Robson, Pérola, Tadeu e Lauro sentados no sofá. Eles se olham, esperando. Amparo entra e os encara.

Pérola    – Graças a deus.

Amparo    – O que todos vocês estão fazendo aqui?

Robson    – Nós estamos lhe esperando, Amparo.

Lauro     – O Tadeu e a Pérola precisam que eu e você votamos numa coisa.

Amparo    – Que coisa?

Tadeu     – O César me contratou para investigar as pedras, mas a Pérola e o Robson também querem investigar.

Pérola    – Precisamos que você e o Lauro escolham quem vai ser o vitorioso.

Amparo    – Ok, de um lado nós temos um cara formado e de outro: vocês dois… é claro que eu voto no Tadeu.

Amparo entra na cozinha, ignorando-os.

Pérola    – Ótimo deu empate. Lauro, ligue para o Marcos.

Tadeu     – Você ainda não sabe se deu empate, o Lauro ainda não votou.

Pérola    – É claro que ele vai votar, em mim não vai?

Lauro     – Na verdade, Pérola. Você está a muito tempo dedicada nisso e não sobra tempo pra gente. Nós não temos conversado direito a bastante tempo por causa dessas pedras. (pausa) E tirando isso, tem o fato de você e o Lauro não serem formados. E o Tadeu sim.

Pérola    – Não acredito nisso!

Lauro     – Desculpa, mas o meu voto é no Tadeu.

Pérola    – Vá à merda!

Robson    – Vamos sair daqui, Pérola.

Robson e Pérola saem. Lauro levanta e entra na cozinha. Tadeu comemora, sozinho.

 

CENA 18. RANCHO DO CÉSAR/COZINHA/INTERIOR/DIA:

Lauro entra na cozinha e se aproxima da Amparo que está sentada, bebendo água.

Lauro     – Ei! Aconteceu alguma coisa contigo?

Amparo    – Não, é que a Leila está passando por uma coisa e não há nada que eu possa fazer.

Lauro     – Eu sinto muito.

Amparo    – Tudo bem. (pausa) Quem ganhou?

Lauro     – O Tadeu.

Amparo    – Eu sei os meus motivos para não votar na Pérola, mas quais são os seus?

Lauro     – Motivos pessoais, nós não estamos tão bem nesses últimos dias. (pausa) Você estava certa desde o início: eu e a Pérola não damos certo juntos.

Ele beija a testa da Amparo e sai. Ela dá um sorriso.

 

CENA 19. RANCHO DO MÁRIO/SUÍTE PRINCIPAL/INTERIOR/DIA:

Omar e Nádia entram no quarto e encontram a Zélia sentada na cama, assistindo TV.

Zélia     – Vocês voltaram.

Nádia     – O Thiago nos disse que ficou preocupada conosco.

Omar      – Está tudo bem, mãe. Nós não vamos sair do seu lado.

Nádia     – Nunca!

Ela os abraça, emocionada.

 

CENA 20. RANCHO DO MÁRIO/QUARTO DO OMAR/INTERIOR/DIA:

Clara está deitada na cama. Omar entra e se aproxima dela.

Omar      – Ei! O Thiago nos disse que você passou mal.

Clara     – Não foi nada. (pausa) Como foi lá na delegacia?

Omar      – Fomos liberados por estar ajudando a Agatha a solucionar o caso.

Clara     – Isso é bom. (pausa) Desculpa, desculpa.

Omar      – Não, está tudo bem.

Eles se beijam e se abraçam.

 

CENA 21. ESTRADA/EXTERIOR/NOITE:

Anoitece.

Mário e Marcos num carro. Mário dirigindo e apontando a arma pro Marcos. CÂM mostra que ao lado deles está um carro todo preto.

CÂM voa até um carro mais distante desses dois. Neste está o Leonel, dirigindo, e falando com um policial no viva voz.

Leonel    – Cadê a Agatha?

Policial  – (off) Teve um caso e parecia urgente. (pausa) Consegui localizar o celular do Marcos.

Leonel    – Espero que dessa vez seja com precisão porquê da última vez que me disse, ele ainda estava na casa.

Policial  – (off) Não, dessa vez é com precisão. E é uma notícia boa: ele está logo a sua frente, chefe.

Leonel aperta o acelerador, ultrapassando alguns carros, tentando se aproximar do Mário e do Marcos.

 

CENA 22. RUA/EXTERIOR/NOITE:

Agatha, Suzana e o padre andando pelas ruas. Perguntando as pessoas.

Suzana    – As duas não estão em lugar algum. Elas sumiram.

Agatha    – Droga!

O celular da Agatha toca e ela atende.

Agatha    – O que? (pausa) Ok, eu estou indo pro bordel. (desliga)

Fagundes  – O que aconteceu?

Agatha    – A Nilda sumiu!

Os três se encaram.

 

CENA 23. BORDEL PUTTANISCA/SALÃO/INTERIOR/NOITE:

Eleonora, Iris, Alberto e Gina a se encararem. Clara entra e se aproxima. Todos eles, tristes e preocupados.

 

CENA 24. RANCHO DO MÁRIO/COZINHA/INTERIOR/NOITE:

Leila sentada frente ao Thiago.

Thiago    – Você chegou aqui e disse que precisava falar alguma coisa: fala.

Leila     – Ok, eu vou falar.

É nesse momento que o celular dela toca e ela atende. Thiago a encara.

Leila     – Alô.

Wanda     – (off) Filha.

Leila sem reação.

 

CENA 25. CASA ABANDONADA/INTERIOR/NOITE:

Casa toda caindo aos pedaços, suja e totalmente abandonada.

Célia andando pelo local. Ela encara as mulheres que estão sentadas e amarradas em cadeiras. CÂM revela os seus rostos: Nilda e Divina.

 

CENA 26. ESTRADA/EXTERIOR/NOITE:

Mário e Marcos no carro, na mesma situação. O carro preto sempre ao lado deles.

Leonel, no carro logo atrás, a encarar o Mário sem que eles percebam.

Marcos olha pra trás e avista o Leonel. Ele sorri e encara o Mário que não percebe. Marcos pensa e rapidamente pega o volante, atrapalhando o Mário.

Leonel percebe e reage.

Mário perde o controle do carro e acaba deixando a arma cair. O carro invade a pista contrária e bate contra um caminhão. Após capotar, Mário e Marcos ficam desacordados.

O carro preto que estava ao lado deles param. Um homem sai dele e se aproxima do carro do Mário.

Leonel percebe e também para o seu carro. Ele sai, já engatilhando a arma.

O homem pega o corpo do Marcos e o leva até o carro preto que sai voado.

Leonel atira no carro, mas erra. Ele o perde e se aproxima do carro com o Mário. Ele vê que o Mário está desacordado e tenta tirá-lo de dentro.

CÂM mostra a gasolina vazando. Leonel começa a tirar o Mário do carro, mas a perna do Mário esbarra na arma e ela dispara, atingindo o cano.

O carro começa a pegar fogo. Leonel se afasta e nesse momento, o carro explode.

 

FIM DO CAPÍTULO

 

Escrita por

Priscila Borges

Yuri Neves

Direção

Allan Sab

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