FALSO HORIZONTE | Capítulo 41 [Penúltima Semana]

FH Oficial

UMA NOVELA DE PRISCILA BORGES E YURI NEVES

228-copia-copia-6-copia

10min

 

CENA 01. FUNDOS DA DELEGACIA/INTERIOR/NOITE:

O policial guiando o Mário e o Marcos, os dois usando uniforme policial. Eles se aproximam de um carro qualquer.

Policial  – Esse carro vai levar vocês aonde quiserem. Aqui a chave (entrega).

Mário     – Muito obrigado por tudo. Eu e o meu amigo aqui vamos te recompensar direitinho, logo o dinheiro vai estar na sua conta.

Policial  – Eu agradeço.

O policial sai. Mário e Marcos entram no carro, e se encaram.

Marcos    – E agora? Nós vamos pra onde, Mário?

Mário     – Eu conheço um lugar.

Mário dá partida no carro e sai cantando pneu.

 

CENA 02. DELEGACIA/SALA DO DELEGADO/INTERIOR/NOITE:

Leonel e Agatha andando de um lado pro outro, ansiosos. O policial da cena anterior entra.

Policial  – Tudo deu certo. Eles pegaram o carro e partiram.

Agatha    – Ótimo!

Leonel    – Muito obrigado pelo seu serviço. Agora você vai ser afastado por um tempo.

Policial  – O que? Porque?

Leonel    – Ninguém pode desconfiar que nós estamos envolvidos nessa fuga. A sua carreira não vai ser prejudicada, eu garanto.

Agatha    – É só um afastamento e logo você estará de volta.

Policial  – Está certo. Peguem eles logo, não posso ficar muito tempo parado.

Agatha    – Pode deixar.

Ele sai. Agatha e Leonel se abraçam.

Agatha    – Metade do plano já foi, já deu certo.

Leonel    – Agora é com o Marcos e aí dele se ele me decepcionar.

Agatha concorda. Eles sorriem, mas demonstram preocupação.

 

CENA 03. RUA/EXTERIOR/NOITE:

Nádia e Lauro a encarar o homem, Tadeu, (branco, uns vinte e poucos anos, bonitão).

Nádia     – É novo na cidade? Podemos te ajudar?

Tadeu     – Sou sim e seria ótimo se pudessem me ajudar. Não imaginei que essa cidade fosse ser tão grande e confusa.

Lauro     – Não é grande não, logo você se acostuma. (pausa) Pra onde está indo?

Tadeu     – Não em deu me deu o endereço, só falou que um rancho. O rancho do César.

Nádia     – César?

Lauro     – O que você quer com o meu pai? Eu posso saber?

Tadeu     – Ah ele é seu pai? Prazer, o meu nome é Tadeu e o seu?

Lauro     – O meu é Lauro e essa é a Nádia. Agora: o que você quer com o meu pai?

Tadeu     – Prazer, Nádia. Ele me convidou a vir na cidade, ele queria que eu investigasse umas pedras preciosas. O César, seu pai, queria saber mais sobre elas.

Lauro     – E isso foi quando?

Tadeu     – Faz tempo…

-inicia aqui um flashback não-exibido antes-

 

CENA 04/FLASHBACK. RANCHO DO CÉSAR/SUÍTE PRINCIPAL/INTERIOR/DIA:

César está sentado na cama, a falar pelo telefone. Diálogo anterior continua.

Tadeu     – (off)… eu estava ocupado com outros casos, não pude vir pra cá imediatamente. Mas ele me ligou querendo os meus serviços.

Lauro     – (off) E o que você faz exatamente? E como diabos o meu pai te achou?

César desliga o telefone e encara a CÂM, pensativo. -fim do flashback-

 

CENA 05. RUA/EXTERIOR/NOITE:

Lauro, Nádia e Tadeu na mesma situação: a se encarar. Diálogo anterior continua.

Tadeu     – Eu sou geólogo, do ramo da petrologia e trabalho com pedras, rochas, e também pedras preciosas. O seu pai deve ter me encontrado na internet, todos nós estamos lá hoje em dia.

Nádia     – Porque o César contrataria um geólogo? Ele nunca quis saber das pedras.

Tadeu     – Na ligação ele falou algo sobre uma garota chamada Pérola. Pode ser por causa dela.

Lauro     – É claro que tem a ver com a Pérola. O meu pai não estava interessado nas pedras, mas queria que a Pérola saísse da cidade.

Nádia     – Faz sentido. Eu acho melhor levá-lo pro rancho, podemos conversar melhor lá.

Tadeu     – Muito obrigado.

Lauro ajuda o Tadeu com as malas e os três saem.

 

CENA 06. BORDEL PUTTANESCA/CORREDOR/INTERIOR/NOITE:

Nilda anda pelo corredor. Alberto a segue e a alcança. Eles ficam frente a frente.

Nilda     – Ei! Aconteceu alguma coisa Alberto?

Alberto   – Aconteceu e nós precisamos conversar sobre isso.

Nilda     – Pode falar, criatura. Está me deixando preocupada.

Alberto   – A Divina me procurou esses dias. Ela está se unido a nós e servindo de espiã da Suzana e da Célia.

Nilda     – Isso é ótimo! Mas ao mesmo tempo, temos que tomar cuidado. Não sei se podemos confiar nela.

Alberto   – Eu acho que confio nela, mas pode deixar, estou de olhos abertos. (pausa) Mas não é só isso.

Nilda     – Tem mais?

Alberto   – Ela quer ser vice-prefeita, Nilda. Minha vice.

Nilda     – É o que? Pois diga a ela que esse cargo já está preenchido, ele é meu!

Alberto   – Eu aceitei. A Divina é a minha vice-prefeita agora.

Nilda     – Não acredito que fez isso comigo, Alberto.

Alberto   – Você pode continuar na campanha fazendo outras coisas. Mas, entenda, o apoio dela é muito importante.

Nilda     – É claro, eu entendi. Boa sorte nessa campanha sem mim.

Nilda sai correndo, chateada. Alberto bufa.

 

CENA 07. BORDEL PUTTANESCA/QUARTO/INTERIOR/NOITE:

Nilda entra no quarto, aos prantos. Eleonora sai do banheiro e a abraça.

Eleonora  – O que aconteceu?

Nilda     – (chora) Eu me deslumbrei com a ideia de ser vice-prefeita. Eu me imaginei: ex-puta, dona de bordel, vice-prefeita. E o Alberto me tirou isso.

Eleonora  – O que ele fez?

Nilda     – (chora) A Divina se ofereceu para ajudá-lo, ser a espiãzinha dele. E ele aceitou, mas ela quer ser a vice-prefeita dele e ele aceitou.

Eleonora  – Filho da mãe! Ridículo! Como ele pode fazer isso?

Nilda     – (chora) Pelo poder, Eleo. Mas eu sei que ele vai precisar de mim e quando ele precisar, eu vou estar aqui. Pode apostar.

Nilda e Eleonora se abraçam, a última dá um beijo na testa da primeira.

 

CENA 08. BORDEL PUTTANESCA/SALÃO/INTERIOR/NOITE:

Alberto desce as escadas e se aproxima da Gina que está sentada, bebendo água.

Gina      – E aí?

Alberto   – Eu contei e ela ficou arrasada comigo. Ela disse que eu vou precisar dela e eu sei que vou. Ele me ajudou tanto, Gina, e eu a traí.

Gina      – Você fez uma escolha e não pode voltar atrás. A Nilda tem toda razão em ficar puta contigo.

Alberto   – Eu sei.

Ele se aproxima e ela dá um abraço nele.

 

CENA 09. CASA/SALA/INTERIOR/NOITE:

Mário e Marcos entram na casa que está visivelmente acabada. Eles se encaram.

Marcos    – Que porra de casa é essa, Mário?

Mário     – Eu e a Zélia compramos essa casa logo depois de eu descobrir a traição dela. Queríamos vir pra cá de vez em quando pra fugir da agitação. (pausa) Mas acabamos vindo umas quatro vezes e depois esquecemos.

Marcos    – Nossa senhora, hein. Essa casa está um lixo.

Mário     – É só limpar, Marcos, meu deus! E além do mais, não reclama, ela tá toda mobiliada.

Marcos    – Os moveis devem estar cheios de cupins, Mário. Não troca eles a o que? Dez anos?

Mário     – Não exagera.

Ele senta numa cadeira e ela quebra. Mário cai no chão e o Marcos o ajuda a levantar.

Marcos    – Tá vendo?

Mário     – Ok, mas é o que tem? A gente pega o colchão das camas ou dorme no chão mesmo. É provisório, Marcos.

Marcos    – Prefiro dormir no chão, tenho certeza que é mais limpo

Mário bufa e entra num corredor. Marcos olha pros lados, enojado.

 

CENA 10. CASA/QUARTO/INTERIOR/NOITE:

Mário entra no quarto, ele pega o colchão e coloca no chão, sentando nele. Marcos entra e senta ao lado dele.

Marcos    – Tirando a parte da nojeira desse lugar: o que nós vamos fazer?

Mário     – Planejar as nossas vinganças e esperar ordens.

Marcos    – Ordens?

Mário     – É, tem alguém por trás de mim Marcos. Mas antes que pergunte quem: ainda não está pronto para saber da verdade.

Marcos    – Tá certo, chefe. Quando quiser contar, eu estou aqui.

Marcos a encarar o nada, pensativo.

 

CENA 11. RANCHO DO CÉSAR/SALA DE ESTAR/INTERIOR/DIA:

Pérola está sentada no sofá, assistindo TV. Lauro, Nádia e Tadeu entram.

Pérola    – Finalmente você chegou, Lauro. (olha pra eles) Quem é esse?

Ela levanta.

Nádia     – Esse é o Tadeu, ele é um geólogo contratado pelo César. (ao Tadeu) Essa é a Pérola.

Tadeu     – É um prazer conhece-la, Pérola.

Lauro     – O meu pai contratou o Tadeu para investigar as pedras preciosas.

Pérola    – É claro, é obvio. O seu pai queria que eu me ferrasse com as pedras.

Tadeu     – Você também é geóloga?

Pérola    – Podemos dizer que sim, eu sou uma geóloga. (ao Lauro) Que merda é essa?

Lauro     – Eu não sei.

Pérola    – Podemos conversar em particular?

Lauro e Pérola saem. Tadeu e Nádia se encaram.

 

CENA 12. RANCHO DO CÉSAR/CORREDOR/INTERIOR/NOITE:

Pérola e Lauro entram no corredor e se encaram, ela sem entender.

Pérola    – O seu pai… ele está morto e continua querendo me foder.

Lauro     – Não fala assim dele! O meu pai nunca confiou em ti, Pérola, e isso é obvio. Ele deve ter contratado o Tadeu para saber direito o que diabos você está fazendo.

Pérola    – Pois pode mandar o Tadeu embora porque eu e o Robson já começamos os nossos trabalhos. Não quero ninguém se metendo nele.

Lauro     – Eu nem cogitei em botar ele para trabalhar com você, mas ele foi contratado pelo meu pai.

Pérola    – Eu sei o que você está sentindo agora, mas ele contratou o Tadeu pensando em me ferrar, Lauro. E não ajudar.

Lauro     – Pérola, eu sei, mas você não consegue entender o que eu estou dizendo.

Pérola    – Lauro/

Lauro     – (corta) Não! Não quero mais escutar você falando mal do meu pai. Ele não vai trabalhar contigo, Pérola, se quer saber. (pausa) Aliás, você consegue pensar em alguma coisa que não seja essas malditas pedras?

Eles se encaram, exaltados. Pérola agacha a cabeça e Lauro bufa.

 

CENA 13. RANCHO DO CÉSAR/SALA DE ESTAR/INTERIOR/NOITE:

Nádia e Tadeu se encaram. Ela sorri e ele retribui.

Tadeu     – Eu estou tentando entender o parentesco de todo mundo aqui. O Lauro é filho do César, mas e você a Pérola?

Nádia     – Eu também sou filha do César, descobri recentemente. Eu moro na casa ao lado com o meu irmão que não é irmão do Lauro e com a minha mãe.

Tadeu     – Ah, entendi. E a Pérola?

Nádia     – A Pérola é a namorada do Lauro, o César não gostava dela.

Tadeu     – E porque diabos se refere ao César no passado?

Nádia     – Ele faleceu, Tadeu. É recente e está sendo difícil pra todo mundo.

Tadeu     – Oh, eu sinto muito mesmo pela perda de vocês. Não fazia ideia.

Nádia     – Tudo bem.

Tadeu     – (pensa) Eu achei que você fosse namorada do Lauro.

Nádia     – (ri) Não, não. Eu estou solteira e muito bem assim.

Tadeu     – (sorri) Isso é bom.

Lauro e Pérola entram. 

Lauro     – Eu e a Pérola conversamos e achamos melhor você não se meter com as pedras preciosas. Ela já está cuidando disso com o amigo dela, Robson.

Tadeu     – Oh, ok então. Alguém sabe de uma pousada ou pensão aqui por perto?

Pérola    – A mais perto fica em outra cidade. Nós não somos acostumados a receber turistas.

Tadeu     – Então eu acho que vou ter que ir pra outra cidade.

Nádia     – Não! Não precisa. Pode ficar na minha casa.

Lauro     – É o que?

Pérola    – Ótimo, tchau pra vocês dois.

Lauro     – Tem certeza, Nádia?

Nádia     – Absoluta. (ao Tadeu) Você é um assassino, ladrão ou já foi preso alguma vez?

Tadeu     – A resposta é não para todas as perguntas.

Nádia     – Então, sim, eu tenho certeza. Vamos Tadeu.

Nádia e Tadeu saem, ela o ajuda com as malas. Lauro e Pérola se encaram.

 

CENA 14. RANCHO DO MÁRIO/SALA DE JANTAR/INTERIOR/NOITE:

Zélia, Omar e Clara sentados à mesa. Eles jantam. Thiago à parte. 

Zélia     – (olha o prato da Clara) Não deveria estar comendo isso.

Clara     – Isso o que?

Zélia     – Carne vermelha. Você está grávida, Clara, não pode comer que nem uma porca.

Omar      – Mãe! Não! É a vida da Clara, ela é a mãe e não você.

Zélia     – Eu só estou falando. Depois o bebê nasce com doença, obeso, e vão reclamar.

Omar      – Não fala merda, mãe!

Clara     – Eu vou falar com o meu médico se quiser saber, mas eu tenho certeza que não tem problema nenhum em comer carne.

Zélia     – Então tá, cê que sabe.

Eles seguem comendo.

 

CENA 15. RANCHO DO MÁRIO/SALA DE ESTAR/INTERIOR/NOITE:

Nádia e Tadeu entram. Ele olha em volta, deslumbrado.

Tadeu     – Meu deus! A sua casa é linda, Nádia.

Nádia     – Obrigada. (pausa) Eu acho que eles estão jantando, quer?

Tadeu     – Não, obrigado. Eu comi no ônibus a caminho daqui. O que quero mesmo é dormir.

Nádia     – É claro, eu vou te levar no quarto de hóspedes e você vai poder dormir o quanto quiser.

Tadeu     – Obrigado.

Eles sobem as escadas.

 

CENA 16. RANCHO DO MÁRIO/SALA DE JANTAR/INTERIOR/NOITE:

Omar, Clara e Zélia acabando de jantar. Thiago começa a tirar a mesa. Nádia entra.

Nádia     – Boa noite, gente.

Thiago    – Vai querer jantar, Nádia?

Nádia     – Não, obrigado Thiago. Eu quero é a minha cama mesmo.

Zélia     – Ficou o dia todo o Lauro, não é?

Nádia     – Fiquei sim, mãe. (pausa) Mas o assunto não é esse. Quero falar com vocês uma coisa.

Omar      – Fala.

Nádia     – Tem um hóspede nessa casa. O nome dele é Tadeu, ele é geólogo e foi contratado pelo César antes dele morrer.

Zélia     – Mais um hóspede? Não basta a grávida aqui não?

Clara     – Eu não sou hóspede, Zélia, sou tão moradora quanto a senhora.

Omar      – É isso mesmo, mãe.

Nádia     – Gente! É exatamente esse tipo de discussão que eu não quero ver. Sejam educados!

Thiago    – Ele vai ficar quanto tempo? Preciso saber sobre os gostos dele e quanto mais de comida fazer.

Nádia     – Acho que pouco tempo, não sei. Amanhã eu resolvo isso, Thiago.

Thiago concorda e sai. Os demais levantam da mesa e sai com a Nádia.

 

CENA 17. BORDEL PUTTANESCA/QUARTO/INTERIOR/NOITE:

Iris e Robson deitados na cama. Ela está montada em cima dele, aos beijos. Eles gemem.

Robson    – (geme) ann, ann… Marilda…

Iris      – (para; encara) Marilda?

Ela o encara, Robson sem reação. Ela sai de cima dele, pega as roupas e sai.

 

CENA 18. BORDEL PUTTANESCA/CORREDOR/INTERIOR/NOITE:

Iris veste as roupas no corredor. E sai correndo. Robson sai atrás, mas não a alcança.

 

CENA 19. RUAS/EXTERIOR/DIA:

Amanhece.

Mostra planos das ruas da cidade. As pessoas andando e conversando. Fica claro que as pessoas estão conversando sobre a fuga do Mário e do Marcos.

 

CENA 20. RANCHO DO CÉSAR/COZINHA/INTERIOR/DIA:

Amparo na cozinha. O telefone toca e ela atende.

Amparo    – Alô.

Thiago    – (off) O Mário e Marcos fugiram da cadeia ontem à noite.

Amparo    – O que?

Ela incrédula.

 

CENA 21. RANCHO DO CÉSAR/SALA DE JANTAR/INTERIOR/DIA:

Lauro e Pérola sentados à mesa. Amparo entra se aproxima.

Pérola    – Amparo, bom dia, pode trazer um suco pra mim?

Amparo    – O Mário e Marcos fugiram, Lauro.

Lauro     – O que?

Ele a encara.

 

CENA 22. MANSÃO DA PREFEITA/SALA DE JANTAR/INTERIOR/DIA:

Suzana e Célia sentadas a mesa, tomando café. Leila entra.

Leila     – O Thiago acabou de me ligar e ao que parece, o Marcos e Mário fugiram da cadeia.

Célia     – O que?

Suzana    – Droga! Eu preciso falar com o Leonel e com a Agatha.

Ela levanta e sai. Célia e Leila a seguem.

 

CENA 23. FRENTE À MANSÃO DA PREFEITA/EXTERIOR/DIA:

Suzana e Célia saem e se deparam com um monte de pessoas, encarando-as e fazendo várias perguntas uma atrás da outra.

Suzana    – Porra!

 

FIM DO CAPÍTULO

 

Escrita por

Priscila Borges

Yuri Neves

Direção

Allan Sab

cbzMni06ehPNGqA8TwlPCw_r

Anúncios

Publicado em 25 de setembro de 2017, em ADNTV, ADNTV Dramaturgia, Falso Horizonte e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: