FALSO HORIZONTE | Capítulo 14

FH Oficial

UMA NOVELA DE PRISCILA BORGES E YURI NEVES

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10min

 

CENA 01. DELEGACIA/SALA DO DELEGADO/INTERIOR/DIA:

Continuação imediata/

Agatha    – O que?

Zélia     – É isso mesmo que vocês ouviram. Eu quero que fechem aquele bordel. Eu e a maioria da população estamos cansadas daquele lugar.

Leonel    – E sobe qual pretexto você quer que a gente fecha o bordel?

Zélia     – Como assim? Eu acho é óbvio Leonel. Eles cometem crimes ali dentro, fazem sexo dentro de estabelecimento público e cafetinagem. Nilda é uma cafetina!

Agatha    – Não é não, ela só a dona do bordel.

Leonel    – Isso mesmo. Eu lembro bem que quando ela abriu o bordel ela garantiu que todo o dinheiro que as meninas ganhariam seriam delas, a Nilda só fatura com os programas dela e com o dinheiro da bebida consumida no local.

Agatha    – E quanto a sexo em estabelecimento público: se nós fecharmos o bordel, teremos que fechar os restaurantes, os mercados.

Leonel    – É incontável o número de denúncias por sexo em banheiros de mercados e restaurantes, mas não podemos fechar todos os estabelecimentos da cidade, podemos?

Zélia     – (gagueja) Mas eu não aceito isso! Isso é mentira! Isso é complô com eles!

Leonel    – Nós somos detetives, Zélia, nós respondemos a lei. Não podemos ter opiniões sobre nada, o nosso dever é defender a lei e proteger o povo.

Zélia     – Então façam isso.

Agatha    – E nós estamos fazendo. Tenha alguma denúncia fundada e não cheia de achismos.

Zélia     – (pensa) Eu tenho!

Leonel    – E qual é Zélia?

Zélia     – O meu filho, Omar, está sendo abusado sexualmente por uma das prostitutas da Nilda. O nome dela é Clara.

Leonel    – Ah, por favor/

Agatha    – (corta) Pai! Nós vamos investigar, Zélia, e se for verdade, iremos atrás da Clara.

Zélia     – Obrigada. (ao Leonel) Pelo menos alguém aqui está disposto a fazer a lei acontecer.

Leonel    – Isso foi desacato?

Zélia     – Foi!

Zélia sai andando. Leonel encara a Agatha, irritado.

 

CENA 02. IGREJA/INTERIOR/DIA:

Pessoas chegando. Nádia está sentada, Omar e Clara se aproximam.

Clara     – Nádia? O que você está fazendo aqui?

Nádia     – Eu estou de castigo.

Omar      – Não fala assim, não é uma forma de tortura.

Nádia     – Pra mim é.

Omar      – E cadê a mãe?

Nádia     – E eu sei? Cheguei com ela, deixei ela falando com as beatas e entrei pra guardar lugar. As beatas entraram e nada dela.

Omar      – Estranho.

Clara     – Ela deve ter esquecido alguma coisa em casa.

Nádia     – Pode ser ou como é a nossa mãe, deve estar arrumando confusão por aí.

Zélia entra na igreja e senta ao lado deles. Ela encara a Clara.

Omar      – Onde você estava mãe?

Zélia     – Fui resolver uns negócios. (a Clara) Tudo bem, querida?

Clara     – Tudo ótimo, dona Zélia. E com a senhora?

Zélia     – Melhor impossível. E posso dar um conselho: aproveita esse tempo bom porque ele não vai durar.

Nádia     – O que isso quer dizer?

Zélia     – Não quer dizer nada, só quer dizer que o sol se vai e com isso, a tempestade chega.

Ninguém responde. Padre entra e todos se calam, prestando a atenção.

 

CENA 03. DELEGACIA/SALA DO DELEGADO/INTERIOR/DIA:

Agatha fecha a porta e encara o Leonel que está irritado.

Leonel    – Eu deveria prendê-la por desacato. Nunca gostei nem dela e nem da família dela, dá saudades da família do Perseu.

Agatha    – Pai, calma. Ela só estava irritada porque você se irritou primeiro. Com a Zélia você concorda primeiro e ignora depois.

Leonel    – Eu sei, mas eu cansei dela e desse jeitinho de querer mandar e controlar tudo.

Agatha    – Chega de falar disso.

Leonel    – Chega! (pausa) Lembra do que te disse sobre o inverno? Ele está chegando.

Agatha    – Eu também estou sentido que sim, pai. E não posso mentir: eu adoro!

Agatha sorri e senta na sua cadeira. Leonel também sorri.

 

CENA 04. MANSÃO DO PREFEITO/SALA DE JANTAR/INTERIOR/DIA:

Suzana e Alberto sentados à mesa, tomando café. Leila entra.

Leila     – O almoço já está pronto, na hora é só esquentar.

Suzana    – Pode ir, nós vamos tirar a mesa depois.

Leila sai. Alberto encara a Suzana.

Alberto   – Pra onde é que ela vai, Suzana?

Suzana    – Ela vai se encontrar com o namoradinho.

Alberto   – Ela namora?

Suzana    – O empregado da Zélia.

Alberto   – Dois fofoqueiros juntos, dá até medo. (pausa) Vai sair hoje à noite? Eu pensei que nós podíamos ver um filme.

Suzana    – Não dá.

Alberto   – Eu errei, mas eu tô tentando Suzana. Eu quero tentar de novo.

Suzana    – Eu percebi, mas hoje eu tenho um encontro. Quem sabe outro dia.

Suzana sai da mesa. Alberto desconfia.

 

CENA 05. RANCHO DO CÉSAR/COZINHA/INTERIOR/DIA:

César entra e encontra a Amparo sentada, comendo uma maçã.

César     – O que você e o Lauro estão escondendo de mim?

Amparo    – O que? Eu não sei do que o senhor está falando.

César     – Eu não sou burro.

Amparo    – Eu não estou mentindo, César. Eu juro.

César     – Tem a ver com a Nádia?

Amparo    – Não sei, tem? Não sei do que você está falando.

César     – Eu escutei uns gemidos a noite, Amparo. Eu pensei que fosse uma puta que ele havia trago, mas ele não falou nada pra mim no café da manhã. Então eu pensei que poderia ser a Pérola, mas ela não é desse tipo. E quem sobrou? A Nádia e ela é desse tipo.

Amparo    – Eu não sabia disso.

César     – Eu sei que você sabia e está tudo bem. Só não me esconda mais nada.

Amparo    – Está mesmo tudo bem?

César     – Não! É claro que não! A Nádia é filha do outro, é claro que não está.

Amparo    – Eu não contei nada pro senhor, você descobriu tudo sozinho.

César     – Mas você confirmou. Nunca mais esconda isso de mim.

César sai, irritado. Amparo bufa e continua comendo.

 

CENA 06. RUA/EXTERIOR/DIA:

Pérola, Robson e Marilda andam na rua. Eles conversam.

Pérola    – Eu estou ansiosa.

Robson    – Não fique, é melhor não ficar. Pode ser que não tenha nada nas terras do Mário.

Marilda   – Mas é bom pensar positivo, sempre é bom.

Pérola    – Eu quero pensar que tem então eu vou pensar.

Robson    – Que seja, eu só não quero que vocês se sintam iludidas.

Marilda   – É você que vai ficar iludido depois que nós acharmos as pedras.

Eles continuam andando e conversando.

 

CENA 07. PRAÇA/INTERIOR/DIA:

Leila e Thiago entram na praça. Eles sentam no banco.

Leila     – Como é que está a loucura no rancho do Mário?

Thiago    – O Mário está animado com isso das pedras preciosas.

Leila     – Acha mesmo que tem alguma coisa lá?

Thiago    – Nem lá e nem no rancho do César, é tudo coisa de louco.

Leila     – Será? (pausa) É melhor parar de falar sobre isso.

Thiago    – Então vamos parar de falar sobre isso.

Eles sorriem. Thiago toca na mão dela e eles se beijam.

 

CENA 08. IGREJA/INTERIOR/DIA:

Omar e Padre Fagundes estão sentados no banco. Eles se encaram.

Omar      – Eu não sei o que fazer padre.

Fagundes  – Eu achei que estava tudo bem. Você e a Clara estão bem, continuam vindo a igreja.

Omar      – E está nesse sentido. Eu dei um beijo nela pela primeira vez. Foi mágico, eu senti que era sério.

Fagundes  – E antes não era?

Omar      – Não, era só uma atração. Mas agora é como se a gente tivesse namorando ou sei lá.

Fagundes  – E isso é ruim?

Omar      – Não, é bom. Mas e o meu sonho de ser padre?

Fagundes  – Sonhos nem sempre são para serem realizados cedo, alguns precisam de mais tempo. É como eu já te disse antes, viva esse namoro e depois você vê se realmente quer ser padre.

Omar      – Eu estou tentando fazer isso. Obrigado padre.

Omar dá bênção ao padre e sai.

 

CENA 09. RANCHO DO MÁRIO/PASTO/INTERIOR/DIA:

Nádia está andado pelo pasto. Lauro surge atrás dela e ela sorri.

Nádia     – Temos que ser rápido. Papai está em casa.

Lauro     – Não vou demorar. Eu trouxe a sua blusa.

Ele entrega a blusa.

Nádia     – O seu pai viu?

Lauro     – Não, a Amparo que pegou graças a deus.

Nádia     – Um beijo antes de ir?

Lauro     – É claro.

Ele a beija. Zélia, de longe, vê.

Zélia     – (grita) Sai!

Lauro     – Desculpa, dona Zélia.

Zélia     – Sai ou eu chamo a polícia, sai daqui!

Lauro sai. Nádia encara a mãe.

 

CENA 10. RANCHO DO MÁRIO/CORREDOR/INTERIOR/DIA:

Nádia andando na frente, irritada. Zélia segue, gritando.

Zélia     – Isso é sério, Nádia! O seu pai ia matar ele se o visse ali.

Nádia     – Porque vocês dois são dois idiotas, isso sim.

Zélia     – Não! Isso é pra proteger vocês, isso sim.

Nádia     – Proteger do que, mãe?

Zélia     – Eu disse proteger? Não é isso que eu quis dizer, eu quis dizer que esse relacionamento não é bom. O César é inimigo do seu pai.

Nádia     – E eu não me importo, mãe. O que ele é do César ou não, não me importa.

Zélia     – Você e a Iris possuem um caso? Vocês são namoradas?

Nádia     – O que? Você é louca! Eu cansei disso!

Nádia entra no quarto. Zélia bufa.

 

CENA 11. FRENTE AO BORDEL PUTTANESCA/EXTERIOR/DIA:

Nilda está sentada, fumando cigarro. Agatha se aproxima.

Nilda     – Agatha? Há que devo a visita?

Agatha    – Eu gostaria de ser uma boa notícia, mas tem a ver com a Zélia.

Nilda     – O que a louca quer dessa vez?

Agatha    – Ela pediu pra que nós fecharmos o bordel sobre o pretexto de cafetinagem.

Nilda     – Mas isso é loucura! Todo mundo aqui é cansado de saber que eu não pego o dinheiro das meninas. Eu tenho tudo anotado e todas elas podem testemunhar isso.

Agatha    – Eu e o meu pai explicamos isso pra ela. E então surgiu uma nova denúncia: ela acusou a Clara de abuso sexual.

Nilda     – Eu não posso com isso! A Clara é a mais santa das meninas, se ela tivesse falado da Iris, eu até consideraria. Mas a Clara?

Agatha    – Eu sei. Ela disse que a Clara abusou o Omar, eles possuem alguma relação?

Nilda     – Clara e o Omar se gostam, eu acho. Eles vão a igreja juntos e de vez em quando, ele aparece aqui. Mas eles nunca fizeram sexo e eu tenho certeza que ele é virgem.

Agatha    – Obrigado pelos esclarecimentos, só estou aqui pra não dizer que eu ignorei a denúncia. Mas eu sabia que era infundada, fica de olho aberto com a Zélia.

Nilda     – Eu estou. Obrigada e manda um beijo pro seu pai, diz que estou com saudades.

Agatha    – (ri) O meu pai não tem mais idade pra isso.

Nilda     – Nunca é tarde demais, Agatha.

Agatha sorri e sai. Nilda apaga o cigarro e entra no bordel.

 

CENA 12. RANCHO DO MÁRIO/PASTO/INTERIOR/TARDE:

Começo da tarde.

Pérola, Robson e Marilda olhando as terras. Mário os encara.

Mário     – E aí? O que vocês acham das minhas terras?

Robson    – Eu acho que nós temos que olhar primeiro.

Marilda   – Eu também. Pode chamar os homens que irão abrir?

Mário     – Posso sim. Eles moram aqui perto, são amigos meus, eles trabalham com essas coisas.

Robson    – Ótimo. Pode ir chamá-lo.

Mário, sorridente, sai. Os três se encaram.

Pérola    – Não sejam grossos com o Mário. Ele só está animado.

Marilda   – Ele é insuportável!

Robson    – Insuportável é apelido. Ele é horrível!

Pérola    – Exagero! Lembrem que ele é o dono das terras onde pode ter milhares de pedras.

Robson e Marilda bufam.

 

CENA 13. BORDEL PUTTANESCA/SALÃO/INTERIOR/TARDE:

Eleonora, Iris e Clara almoçando. Nilda entra e se aproxima.

Nilda     – Iris, eu preciso que você fale com a Nádia sobre a mãe dela.

Iris      – O que ela fez dessa vez?

Nilda     – Ela tentou nos denunciar por abuso sexual contra o Omar.

Clara     – Eu e o Omar nunca fizemos sexo, ele é virgem.

Nilda     – Foi o que eu disse, mas precisamos manter os olhos abertos com ela.

Iris      – Eu vou falar com a Nádia, pode deixar.

Nilda     – Cadê a Gina?

Eleonora  – Na cama, eu dei um prato pra ela e disse que ia comer. Mas é bom olhar depois pra ter certeza.

Nilda     – Eu vou olhar é agora. Ela não pode ficar assim.

Gina desce as escadas com o prato em mãos. Nilda sorri.

Gina      – Eu estou bem, só quero dormir o dia inteiro.

Nilda     – Eu fico feliz que tenha comido.

Gina      – Não me acordem, deixem eu dormir.

Gina entrega o prato pra Nilda e sobe as escadas.

Nilda     – Eu vou comer porque estou morrendo de fome.

Nilda começa a se servir. As outras continuam comendo.

 

CENA 14. RANCHO DO MÁRIO/PASTO/INTERIOR/TARDE:

Homens cavando as terras, com cuidado. Pérola, Robson e Marilda, olham ansiosas. Mário animado.

 

CENA 15. RANCHO DO MÁRIO/SALA DE JANTAR/INTERIOR/TARDE:

Omar e Nádia sentados à mesa, almoçando. Eles conversam.

Nádia     – Cadê o povo dessa casa?

Omar      – Papai está com os estranhos no pasto, animado demais pra comer. E mamãe saiu depois que vocês discutiram.

Nádia     – Deu pra ouvir a discussão?

Omar      – É claro. Eu estava chegando em casa e deu pra ouvir lá de fora.

Nádia     – Eu tentando parar de discutir com eles, mas é impossível.

Omar      – Não é não. Para de trazer o Lauro aqui pra casa.

Nádia     – E a Clara?

Omar      – Nós estamos bem, mas eu ainda tenho dúvidas quanto à igreja.

Nádia     – Eu sei que tem, mas siga o que você acha que vai fazer bem pra ti.

Omar      – Eu estou tentando. E você deveria seguir o mesmo conselho, Nádia.

Zélia entra e senta à mesa.

Zélia     – Escuta o seu irmão, Nádia.

Nádia     – Onde você estava?

Zélia     – Eu fui falar pras irmãs que você e a Iris não possuem um caso.

Nádia     – É claro que a gente não possui um. Eu gosto de homem e ela também.

Omar      – Eu também duvidei.

Nádia     – Vocês dois são loucos isso sim. Somos só amigas.

Nádia e Omar se encaram. Zélia começa a almoçar.

 

CENA 16. RANCHO DO CÉSAR/CORREDOR/INTERIOR/TARDE:

Lauro está andando e César se aproxima dele. Lauro percebe.

Lauro     – Pai.

César     – Nós precisamos conversar, Lauro.

Lauro     – É só dizer.

César     – Eu sei que você e a Nádia se encontram e eu estou cansado disso. Se eu souber que isso aconteceu de novo, eu te mando pra longe daqui.

Lauro     – Para que se meter na minha vida pessoal, pai.

César     – Não porque ela tem a ver com a minha vida também. Chega disso!

César sai andando. Lauro bufa e segue andando.

 

CENA 17. RANCHO DO MÁRIO/PASTO/INTERIOR/TARDE:

Robson e Marilda olhando as terras escavadas, homens escavando mais. Mário se aproxima da Pérola.

Mário     – Eu gostaria que você e seus amigos jantassem aqui essa noite.

Pérola    – Será um prazer, Mário. Não podemos recusar.

Mário     – Eu fico feliz.

Robson e Marilda se encaram, desanimados. Os homens continuam escavando.

 

CENA 18. RANCHO DO CÉSAR/SALA DE JANTAR/INTERIOR/NOITE:

Anoitece.

Lauro e César estão sentados à mesa, jantando. Amparo à parte.

César     – Não vai mesmo falar comigo, Lauro?

Lauro     – Eu só não consigo entender pai. Não é possível que esse ódio com o Mário seja tão grande pra impedir o meu romance com a Nádia.

César     – É grande e você sabe disso. E eu já falei que não quero que esse nome seja dito dentro dessa casa.

Amparo    – Vamos mudar de assunto?

Lauro e César bufam. Amparo começa a falar em off.

 

CENA 19. MANSÃO DO PREFEITO/SALA DE JANTAR/INTERIOR/NOITE:

Alberto está sentado a mesa. Leila o serve. Suzana entra, mas não se senta.

Suzana    – Estou indo e não tenho hora pra voltar.

Alberto   – Onde é que vai?

Suzana    – Não te importa, Alberto. (a Leila) Boa noite, querida.

Suzana sai. Alberto encara a Leila.

Alberto   – Ela está me traindo?

Leila     – Não sei, mas bem que o senhor merece.

Alberto começa a jantar, confuso. Leila fica à parte.

 

CENA 20. RANCHO DO MÁRIO/COZINHA/INTERIOR/NOITE:

Thiago está cozinhando. Zélia entra, impaciente.

Zélia     – Está demorando demais, Thiago. Estou quase pedido uma pizza.

Thiago    – Está quase pronto, Zélia. Eu não sabia que tinha mais pessoas pra comer.

Zélia     – São só três pessoas a mais, Thiago. Isso não é nada.

Ouve-se a campainha. Zélia sai e Thiago continua fazendo a janta.

 

CENA 21. RANCHO DO MÁRIO/SALA DE ESTAR/INTERIOR/NOITE:

Zélia abre a porta e Suzana entra. Elas se encaram.

Zélia     – Suzana?

Suzana    – Nós precisamos iniciar a campanha logo.

Elas se encaram.

 

CENA 22. RUA/EXTERIOR/NOITE:

O táxi para e dele sai um homem segurando suas malas. CÂM logo mostra que esse homem é o Marcos.

 

FIM DO CAPÍTULO

Escrita por

Priscila Borges

Yuri Neves

Direção

Allan Sab

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