FALSO HORIZONTE | Capítulo 13

FH Oficial

UMA NOVELA DE PRISCILA BORGES E  YURI NEVES

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10min

 

CENA 01. RANCHO DO MÁRIO/SALA DE ESTAR/INTERIOR/NOITE:

Continuação imediata/

Zélia encara a Suzana, confusa.

Zélia     – Como é que é?

Suzana    – É isso mesmo que você ouviu. Eu quero destruir o Alberto e quero a sua ajuda. (pausa) Eu posso entrar?

Zélia deixa a Suzana passar. A segunda já se aproxima do sofá e senta, a primeira senta ao lado dela.

Zélia     – Me explica isso, Suzana. Como assim acabar com o Alberto?

Suzana    – Ele me traiu com a uma pessoa do bordel e eu quero destruir o Alberto e aquele lugar. Nós temos interesses em comuns, Zélia.

Zélia     – Eu percebo que temos. Mas como você pretende destruir o bordel? O Alberto não vai deixar.

Suzana    – Eu vou me candidatar à prefeitura, eu vou disputar com o Alberto e vou ganhar. Mas pra isso eu preciso da sua ajuda, da ajuda das beatas. Nós precisamos e vamos destruir aquele lugar.

Zélia     – Ilhabela nunca teve uma prefeita mulher, acha mesmo que consegue?

Suzana    – Acho não, eu tenho certeza. Essa eleição é minha.

Zélia     – Eu e as minhas meninas vamos te ajudar, mas não conte com a ajuda do padre, ele não quer se meter nessas coisas.

Suzana    – Eu sabia que não e nem pretendia. Na verdade, eu quero que isso seja feito somente por mulheres.

Zélia     – E a vice-prefeita?

Suzana    – Eu só consigo pensar em você, Zélia.

Elas se encaram.

 

CENA 02. RANCHO DO MÁRIO/CORREDOR/INTERIOR/NOITE:

Nádia sai de seu quarto e caminha pelo corredor, ela encontra o Omar.

Omar      – Está indo aonde toda arrumada?

Nádia     – Eu tenho um encontro com o Lauro, mas não conte pra mamãe e muito menos pro papai.

Omar      – Eu deveria te dar o troco, mas não vou fazê-lo.

Nádia     – Obrigada, irmãozinho.

Omar      – Nada. Você não vai conseguir sair pela sala.

Nádia     – Mamãe ainda está lá?

Omar      – Ela tá na sala e o Thiago está nos fundos com os amigos.

Nádia     – Droga!

Omar      – Eu te ajudo a sair pelos fundos sem que eles vejam.

Nádia     – Sério?

Omar      – O que eu não faço por você, irmãzinha?

Eles sorriem e seguem andando.

 

CENA 03. RANCHO DO CÉSAR/CORREDOR/INTERIOR/NOITE:

Lauro sai do seu quarto e caminha pelo corredor. César surge atrás dele.

César     – Está todo arrumando. Vai a algum lugar?

Lauro     – Estou? (pausa) Eu… eu vou no bordel, pai.

César     – Ah, e eu vou ter que jantar sozinho? Nem a Amparo está em casa. Mas vá sim, pelo menos você esquece a Nádia e a Pérola.

Lauro     – Eu vou indo então. (pausa) Tchau pai.

Lauro sai. César sorri.

 

CENA 04. RANCHO DO MÁRIO/SALA DE ESTAR/INTERIOR/NOITE:

Omar e Nádia descem as escadas, sem serem percebidos. Sentadas no sofá, Zélia e Suzana conversam. 

Suzana    – Você aceita ser a minha vice-prefeita?

Zélia     – É claro que eu aceito, Suzana. Isso é incrível!

Suzana    – Ótimo! Era só isso que eu queria te avisar, diga isso as beatas e diga que eu espero o apoio delas.

Zélia     – Mas pera aí você não disse quem é a putinha do Alberto.

Suzana    – É a Gina, a filha da puta da Gina.

Zélia     – Oh deus! A Gina é a pior de todas, ela é… eu nem sei o que ela é.

Suzana    – Ela é uma mulher com algo a mais, Zélia, segundo o Alberto.

Zélia     – Se ela tem algo a mais, ela não é uma mulher.

Suzana    – É o que eu acho também, mas isso não é o caso. (pausa) Eu posso contar contigo ainda?

Zélia     – É claro que pode, prefeita.

Suzana    – É bom saber, vice-prefeita.

Suzana sai. Zélia sorri, animada.

 

CENA 05. FUNDOS DO RANCHO DO MÁRIO/INTERIOR/NOITE:

Thiago, Amparo e Leila estão sentados, conversando. Mário se aproxima e senta ao lado deles.

Mário     – Qual é a fofoca da noite, pessoal?

Thiago    – Não tem fofoca nenhum, senhor. Nós só estamos batendo papo.

Mário     – Olha pra minha cara! Eu conheço vocês, sei que estão fofocando sobre alguém.

Leila     – Não é sobre a sua família, seu Mário.

Mário     – Isso é bom. É sobre quem então gente?

Amparo    – Cês não vão falar? Eu falo! Suzana descobriu que o Alberto está traindo ela a dois anos com uma prostituta.

Mário     – Uma puta fiel? Isso é milagre!

Amparo    – E não é só qualquer puta. É a Gina, seu Mário.

Mário     – Quem é a Gina? Eu só conheço a Iris e a Clara porque elas saem com os meus filhos.

Thiago    – A Gina é a… a travesti seu Mário.

Mário     – Oh, então quer dizer que o nosso prefeito gosta de mulher com algo a mais? Interessante.

Eles continuam conversando. Atrás deles, Nádia sai da casa sem ser vista.

 

CENA 06. RESTAURANTE/INTERIOR/NOITE:

Nádia entra no restaurante e se aproxima do Lauro que está sentado. Ela senta.

Lauro     – Boa noite.

Nádia     – O que aconteceu Lauro pra querer me encontrar?

Lauro     – Não aconteceu nada, eu só estava com saudades.

Nádia     – Você não me procurou mais desde aquele dia.

Lauro     – Você me levou pra uma armadilha, Nádia.

Nádia     – Desculpa ter usado você pra irritar os meus pais, mas foi divertido.

Lauro     – Foi divertido pra você que não teve o Mário e César atrás de você, os dois querendo em matar.

Eles riem e seguem conversando.

 

CENA 07. BORDEL PUTTANESCA/SALÃO/INTERIOR/NOITE:

Robson está dançando com a Iris, ambos animados. Pérola e Marilda estão sentadas, conversando.

Marilda   – Olha só pra isso! Mal chegamos e ele já está se engraçando pra um rabo de saia, é sempre assim.

Pérola    – E você está com ciúmes, Marilda.

Marilda   – Eu não tenho ciúmes do Robson. Eu não gosto dele.

Pérola    – É claro que gosto e ele gosta de você, mas vocês ficam de rabo doce e dá nisso.

Marilda   – É tão obvio assim?

Pérola    – É! Levanta e vai falar com ele, ou melhor nem fala, só beija e pronto.

Marilda   – Eu não, ele que tem que tomar iniciativa.

Pérola    – Se continuar com essa palhaçada, os dois nunca vão ficar juntos.

Pérola dá um gole no uísque que está bebendo. Marilda encara o Robson.

 

CENA 08. BORDEL PUTTANESCA/CORREDOR/INTERIOR/NOITE:

Eleonora e Nilda estão andando pelo corredor. Elas conversam.

Eleonora  – Ela não saiu do quarto desde que o Alberto veio falar com ela. A culpa é minha!

Nilda     – Não é não. A culpa é minha de ter colocado ilusão na cabeça dela, você estava certa.

Eleonora  – Eu ia falar com ela, mas não quis ir sozinha.

Nilda     – Fez bem, é melhor nós duas falarmos com ela.

Elas entram no quarto.

 

CENA 09. BORDEL PUTTANESCA/QUARTO/INTERIOR/NOITE:

Eleonora e Nilda entram no quarto. Gina está deitada na cama, triste.

Gina      – Não! Eu quero ficar sozinha, é sério.

Nilda     – Você está mal e nós duas somos as culpadas.

Eleonora  – Nós temos que ficar com você, Gina.

Gina      – A culpa não é de vocês. A culpa é minha! Eu que acreditei em algo impossível.

Nilda     – Amor não impossível!

Gina      – Pra mim e pra pessoas como eu é sim. Uma travesti nunca vai ter um relacionamento duradouro.

Nilda     – Isso não é verdade e você sabe que não é. Vocês são pessoas como nós e vocês podem sim encontrar o amor.

Eleonora  – Você é mulher! Você é forte! E você não pode e não vai ficar mal por um homem que não te merece.

Gina      – Sabe o que eu quero?

Nilda     – Não, mas nós vamos fazê-lo se for te fazer feliz.

Gina      – Eu quero um abraço do casal mais lindo dessa cidade. As minhas mães.

Eleonora  – Eu não tenho idade pra ser sua mãe, querida.

Gina      – Cala a boca e me abraça.

Elas se abraçam. Gina sorri e beija o rosto das duas, elas retribuem.

 

CENA 10. MANSÃO DO PREFEITO/SALA DE ESTAR/INTERIOR/NOITE:

Alberto está sentado no sofá assistindo TV. Suzana entra e eles se encaram.

Alberto   – Onde você estava?

Suzana    – Eu estava agindo, pensando e planejando, Alberto.

Alberto   – E o que isso quer dizer, Suzana?

Suzana    – Isso quer dizer que eu estava agindo, pensando e planejando.

Suzana sobe as escadas e Alberto a encara, curioso.

 

CENA 11. RANCHO DO CÉSAR/SALA DE ESTAR/INTERIOR/NOITE:

Ambiente à meia-luz. Lauro e Nádia entram na casa aos beijos, tomando cuidado para não fazer barulho. Eles sobem as escadas, já tirando as roupas.

 

CENA 12. BORDEL PUTTANESCA/QUARTO/INTERIOR/DIA:

Amanhece.

Robson está deitado na cama com a Iris, ambos estão pelados. Marilda entra, os vê e se aproxima, cutucando o Robson.

Marilda   – Robson! Acorda!

Robson    – (sonolento) Marilda? Onde eu estou? O que aconteceu?

Marilda   – Levanta e bota uma roupa. Nós tempos trabalho a fazer.

Robson    – Minha cabeça.

Marilda   – Isso se chama ressaca, Robson. Levanta logo.

Robson levanta e começa a se vestir. Ele olha pra Iris e olha pra Marilda.

Robson    – Eu fiz/

Marilda   – (corta) Vocês dois estão pelados, deitados juntos, eu imagino que sim.

Robson    – Eu preciso pagar?

Iris      – (sonolenta) Não se preocupa com isso, Robson.

Marilda   – Você está acordada?

Iris      – Vocês me acordaram, mas tudo bem, eu tenho que ir trabalhar.

Robson    – Obrigado pela noite.

Iris      – Eu que agradeço.

Robson e Marilda saem do quarto.

 

CENA 13. BORDEL PUTTANESCA/CORREDOR/INTERIOR/DIA:

Pérola está esperando. Marilda e Robson saem do quarto, eles começam a andar e conversam.

Pérola    – Pelo visto a noite foi boa, né Robson?

Robson    – Eu não consigo lembrar de nada, não lembro nem o nome dela.

Marilda   – Iris.

Robson    – Obrigado.

Pérola    – Como anda as coisas com aquele jornalista?

Marilda   – Ele já embarcou, deve chegar hoje mesmo.

Pérola    – Antes do almoço nós temos que ir lá no Mário.

Robson    – Será que dá pra gente descer e tomar café?

Marilda   – É pra lá que estamos indo, bêbado.

Os três seguem andando.

 

CENA 14. RANCHO DO CÉSAR/QUARTO DO LAURO/INTERIOR/DIA:

Lauro e Nádia estão deitados na cama, pelados. Eles começam a despertar.

Nádia     – Não! Não! Nós dormimos aqui, Lauro? Minha mãe vai me matar.

Lauro     – O que? Não é possível.

Nádia     – É sim, aconteceu, eu preciso sair daqui agora.

Lauro     – Calma, eu te ajudo a sair daqui.

Lauro e Nádia levantam, já pondo as roupas. Nádia não encontra sua blusa.

Nádia     – Minha blusa! Onde está a minha blusa, Lauro?

Lauro     – Ela deve estar pelo corredor, na sala, nós viemos tirando a roupa.

Nádia     – Aí meu deus! O seu pai vai nos matar.

Lauro     – A Amparo deve ter achado primeiro que ele, eu espero.

Nádia     – Droga! Eu preciso de uma blusa, Lauro.

Lauro     – Eu te empresto uma.

Lauro pega uma blusa no armário e dá pra ela. Nádia veste e eles saem.

 

CENA 15. RANCHO DO CÉSAR/SALA DE JANTAR/INTERIOR/DIA:

César está sentado na mesa, tomando café. Amparo o serve.

César     – Obrigado, Amparo. (pausa) Onde está o Lauro?

Amparo    – Eu/

Ela é interrompida com a chegada do Lauro. Ele senta na mesa.

Lauro     – Estou aqui, pai.

César     – O que você ia falar mesmo, Amparo?

Amparo    – Eu ia falar que eu não tinha o visto ainda.

César     – Ata. (pausa) Pelo visto o senhor chegou tarde ontem, ouvi os barulhos.

Lauro     – Desculpa pai.

Amparo    – A noite deve ter sido boa, né Lauro?

Lauro     – Foi boa sim.

Lauro e Amparo se encaram. César não percebe os olhares.

 

CENA 16. FRENTE AO RANCHO DO MÁRIO/EXTERIOR/DIA:

Nádia vem se aproximando. Omar, que estava sentado, levanta e se aproxima.

Omar      – Onde é que você estava, Nádia?

Nádia     – Desculpa, desculpa. Eu acabei dormindo lá.

Omar      – Lá? Me diz que você dormiu na rua, Nádia.

Nádia     – Eu dormi com o Lauro na casa dele.

Omar      – Você é maluca?!

Nádia     – Não era pra eu ter dormido lá, era pra rolar sexo e depois ir embora. Mas eu acabei dormindo.

Omar      – Mãe e pai deram falta de você. Thiago abriu a boca.

Nádia     – O que esse filho da puta disse?

Omar      – Ele disse que você não dormiu na sua cama e eu fiquei sem ter o que dizer.

Nádia     – Droga! Droga!

Eles entram.

 

CENA 17. RANCHO DO MÁRIO/SALA DE JANTAR/INTERIOR/DIA:

Mário e Zélia sentados à mesa. Thiago à parte. Nádia e Omar entram, já se sentando.

Mário     – Onde é que você dormiu Nádia?

Zélia     – E não adianta dizer que dormiu aqui por a gente sabe que não dormiu.

Nádia     – Desculpa, eu sei que errei. Mas é que estava muito tarde então eu decidi ir dormir no bordel.

Mário     – E porque não avisou?

Nádia     – Porque eu esqueci. Eu estava cansada, só deitei e dormi.

Omar      – Ela disse que não ia demorar, fiquei preocupado.

Mário     – Todos nós ficamos. Não faz mais isso.

Nádia     – Não vou.

Zélia     – É só isso? Não é possível! Não é possível que seja só isso.

Mário     – Só isso o que?

Zélia     – Ela dormiu no bordel! Ela dormiu naquele lugar! Numa cama cheia de sêmen desconhecidos e você diz que tudo bem.

Mário     – Eu não disse que estava tudo bem, Zélia.

Zélia     – Você entendeu o que eu quis dizer, Mário. E já que você não honra as calças que põe, eu vou honrar as minhas.

Nádia     – Qual é o castigo?

Zélia     – Ir na igreja comigo e com o seu irmão.

Nádia     – Merda!

Zélia     – Nádia!

Nádia     – Eu vou na igreja.

Zélia     – Ótimo. Aproveita e convence o seu irmão pra não levar aquela putinha.

Omar bufa. Nádia encara o Thiago com ódio, ele sorri.

 

CENA 18. BORDEL PUTTANESCA/QUARTO/INTERIOR/DIA:

Gina, Eleonora e Nilda estão deitadas na cama. A última começa a despertar.

Nilda     – (ri) Não acredito que a gente dormiu aqui.

Eleonora  – (sonolenta) Como nós três coubemos dessa cama?

Gina      – (sonolenta) Eu fiquei toda apertada. Essa é a minha cama!

Nilda     – Desculpa, Gina.

Gina      – Está tudo bem, eu estou brincando.

Eleonora  – São que horas? Eu tenho cliente de manhã.

Nilda olha o relógio na parede.

Nilda     – Deus! Você está atrasada, muito atrasada.

Eleonora  – Ele deve ter desistido.

Nilda     – Cliente meu não fica insatisfeito. Vai fazer de graça agora, liga pra ele.

Eleonora  – Estou indo chefe.

Eleonora beija a Nilda, levanta e sai. Gina encara a Nilda.

Gina      – Eu tenho que atender hoje?

Nilda     – Não se preocupa com isso, já remarquei tudo e alguns passei pra outras meninas.

Gina      – Obrigada.

Nilda dá um beijo na testa da Gina e sai. Ela sorri.

 

CENA 19. BORDEL PUTTANESCA/SALÃO/INTERIOR/DIA:

Eleonora sai correndo. Clara e Iris estão sentadas conversando.

Clara     – Eu percebi que você e o Robson dormiram juntos.

Iris      – É só sexo.

Clara     – Eu sei que sim, nunca imaginei você namorando. Mas ele parece ser legal.

Iris      – Bêbado todo mundo é.

Clara     – (olha a hora) Tenho que ir pra igreja.

Iris      – Ore por mim.

Clara sorri e sai.

 

CENA 20. RANCHO DO CÉSAR/COZINHA/INTERIOR/NOITE:

Amparo está lavando a louça. Lauro entra e se aproxima dela.

Lauro     – Amparo, cadê a blusa da Nádia?

Amparo    – Eu sabia que era dela. O seu pai ia amar saber disso.

Lauro     – Você me convence a sair com ela e depois não gosta.

Amparo    – Eu não quero que o seu pai descubra, isso é pra você tomar cuidado. Eu gosto da Nádia e gosto de vocês dois juntos, mas o seu pai não.

Lauro     – Eu sei e estou tomando cuidado, eu juro.

Amparo    – Obrigada. A blusa dela e a sua calça estão no seu quarto. Eu botei lá depois do café da manhã.

Lauro     – Obrigado.

Lauro sorri e sai.

 

CENA 21. FRENTE À IGREJA/EXTERIOR/DIA:

Zélia vem se aproximando com a Nádia. Célia e Divina se encaram.

Zélia     – Bom dia, irmãs. A Nádia resolveu acompanhar a missa hoje.

Célia     – Isso é ótimo!

Divina    – Ela está precisando mesmo.

Nádia     – Eu vou entrar, não sou obrigada a aturar essas duas.

Nádia entra.

Célia     – Cadê o Omar?

Zélia     – Ele foi pegar a putinha.

Divina    – Ótimo.

Zélia     – Ótimo?

Célia     – Nós precisamos conversar, Zélia. É sério e tem a ver com a sua filha Nádia.

Zélia     – O que ela fez dessa vez?

Divina    – Eu e a Célia vimos ela e a Iris juntas, elas estavam agarradinhas demais, sabe? Nós achamos que elas/

Zélia     – (corta) Não! Uma filha sapatão não! Não é possível!

Zélia sai correndo. Célia e Divina se encaram.

 

CENA 22. DELEGACIA/SALA DO DELEGADO/INTERIOR/DIA:

Agatha e Leonel estão sentados. Zélia entra em disparado.

Leonel    – Zélia?

Zélia     – Vocês têm que fechar aquele bordel imediatamente!

 

FIM DO CAPÍTULO

Escrita por

Priscila Borges

Yuri Neves

Direção

Allan Sab

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