Amor Sem Fim – Segundo Capítulo

UMA NOVELA DE JHEFF REIS

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Cena 01 | Fazenda de Agapito | Noite.

Agapito volta pra casa.

Agapito – Quero que reúna todos os homens. Vamos atrás desse desgraçado que abusou da minha filha e sequestrou a Maria Lúcia!

Juca – Sim senhor!

Agapito – E quem achar o desgraçado traga pra mim e terá uma boa recompensa. Quero acabar com esse miserável com minhas próprias mãos…

Juca sai.

 

Cena 02 | Cidade | Dia.

Após a madrugada de procura, vários homens ocupam a cidade em busca de Toni e Malu.

Chega Agapito.

Agapito (Para Juca) – Conseguiu alguma coisa?

Juca – Ainda não patrão. Mas nossos homens vão continuar a busca até achar os dois.

Agapito – Se for necessário quero que as buscas sejam feitas pelas outras cidades próximas até que achem esse dois!

Juca – Sim senhor!

Agapito – E só me volte aqui quando conseguir pegar eles.

Agapito vai embora.

 

Cena 03 | Cidade | Igreja | Dia.

O Padre esconde Toni e Malu na sacristia.

Padre – Vocês precisam fugir. A cidade está cercada e o melhor caminho é a estradinha pra o Rio de Janeiro.

Toni – Nos vamos Padre. Muito obrigado por nos ajudar.

Padre – Espero ter feito o certo.

Malu – Obrigada. (Beija a mão do padre).

Padre – Que Deus acompanhe vocês e livre-os desses malfeitores.

Toni – Amém!

Padre – Agora vão, saiam pelo fundo da igreja! Eles não vão ver vocês.

Toni e Malu saem pelo fundo.

Corta para; Rua. Um capanga vê os dois saindo da igreja.

Capanga – Achei vocês!

O capanga sopra um apito chamando os outros.

Toni – Corre Malu, corre!

Malu sai correndo, enquanto Toni vai pra cima do Capanga e lhe aceita.

Toni sai também correndo. OS dois fogem.

Ainda no chão, o capanga volta a apitar chamando os outros.

Corta.

 

Cena 04 | Igreja | Inicio de Tarde

Algumas horas depois… Agapito vai ao confessionário.

Agapito – A benção Padre?

Padre – Deus abençoe.

Agapito – Sabe Padre, eu queria conversar com o senhor olho no olho.

Padre – Achei que quisesse se confessar meu filho.

Agapito – Ultimamente Padre, tenho me confessado com Deus. Só eu e ele.

Padre – Vamos até a sacristia.

O Padre entra na sacristia, cinco capangas armados apontam a arma para o Padre.

Padre – Jesus, Maria e José o que é isso?

Agapito (Fechando a porta) – Agora vamos resolver nossas pendências.

Padre – E que pendências são essas meu filho?

Agapito – Minha filha, seu padre, minha filha.

Padre – Mas eu não sei de nada sobre a sua filha.

Agapito – Eu vou refrescar sua mente.

Agapito pega uma arma e põe na cabeça do Padre.

Agapito – Um de meus homens me disse que viu o desgraçado e minha filha saindo daqui mais cedo. É verdade?

Padre – É verdade sim.

Agapito – E o senhor tem coragem de assumir isso assim na minha cara?

Padre – Sou fiel a Deus e não posso mentir. Deus condena a mentira.

Agapito – Pois então, eu vou cobrar agora tudo o que eu já fiz por essa igreja.

Agapito engatilha a arma.

Padre – Mas vai matar o Padre e dentro da igreja? Isso é pecado meu filho.

Agapito põe o Padre ajoelhado e aponta a arma pra cabeça dele.

Agapito – Comece a rezar Padre!

O padre começa a rezar com o terço em mãos.

Cena 05 | Entrada | Inicio de Tarde

Toni e Malu caminham numa estrada de barro.

Toni – Conseguimos meu amor, conseguimos.

Malu (Ignora) – Fico pensando em mainha. Fugi sem me despedir dela.

Toni – Culpa da sua irmã.

Malu – Um dia ela vai pagar por tudo.

Vem vindo uma carroça.

Toni – Boa tarde amigo?

Homem – Boa tarde!

Toni – Pode dá uma carona pra gente?

Homem – Pode subir.

Toni – Muito Obrigado.

Os dois sobem na carroça que segue entrada adentro.

 

Cena 06 | Igreja | Sacristia | Inicio de Tarde.

Agapito põe a arma na cabeça do Padre, que se encontra ajoelhado.

Padre – Senhor o perdoe não sabe o que faz.

Agapito puxa o gatilho.

 

Cena 07 | Casa de Agapito | Noite.

Agapito chega a casa com a roupa cheia de sangue.

Jurema – Mais o que é isso homem? Que sangue todo é esse? Que besteira tu aprontou agora?

Agapito – Fiz besteira nenhuma não.

Jurema – E que sangue todo é esse?

Agapito – Levei um tiro. Mas estou bem. Vá me aprontar um banho e tira essa cara de morta.

Jurema vai pro quarto preparar o banho

 

Cena 08 | Casa de Agapito | Quarto | Noite

Jurema prepara o banho de Agapito. Juca a observa da porta.

Jurema – O que é que você quer com essa cara?

Juca – Eu sei o que aconteceu.

Jurema – Do que é que cê tá falando?

Juca – Eu sei por que o seu Agapito está sujo de sangue.

Jurema vai até a porta, olha de um lado ao outro, põe Juca pra dentro do quarto e fecha a porta.

Jurema – Desembucha homem. O que foi que aconteceu?

Juca – O Padre ajudou a Maria Lúcia e o rapaz com quem ela ia se casar a fugirem. Na verdade dona Jurema, a dona Cecília não foi abusada. Ela foi no lugar da irmã pra se casar com o moço.

Jurema – E como é que você sabe disso tudo?

Juca – Ela mesmo me contou. E o seu Agapito foi atrás do Padre, colocou ele de joelho, colocou uma arma na cabeça do Padre e puxou o gatilho.

Jurema assustada cai sentada no banco de madeira

Jurema – O Agapito matou o Padre?

Juca – Não senhora! A arma falou três vez. Foi ai que o delegado entrou na igreja, foi até a sacristia e atirou no patrão.

Jurema – Misericórdia. Mai esse homem perdeu as estribeiras de vez.

Alguém mexe na porta.

Jurema – Vá saia, saia pela janela.

Juca pula a janela.

Agapito (Abrindo a Porta) – Meu banho já esta pronto?

Jurema – Está!

Agapito tira as roupas e entra na banheira de madeira.

Agapito – Pegue a escova e esfregue minhas costas.

Jurema pega o escovão e passa nas costas de Agapito.

Jurema – Acho melhor tu tirar dessa sua cabeça essa ideia de querer matar o rapaz que levou a Maria embora.

Agapito – Mas que ideia idiota é essa agora? Ele abusou da boa fé de minha filha.

Jurema – Ele ia se casar com a Maria Lúcia. Como é que é que ele ia abusar da Cecília?

Agapito fica pensativo.

Agapito – Cala essa sua boca e esfrega as minhas costas. Você é melhor calada.

Jurema continua esfregando as costas de Agapito.

 

Cena 09 | Casa de Agapito| Madrugada

Agapito caminha com uma vela em mãos, em direção ao quarto de Cecília.

Agapito entra, põe a vela sobre um criado mudo antigo. Senta-se na cama de Cecília e começa a alisa lá. Ele suspende o vestido dela e passa a mão em suas partes.

Na porta, Jurema com lagrimas nos olhos vê o que Agapito está fazendo.

Agapito – Acorde, acorde menina.

Cecília – O que o senhor quer?

Agapito – Tira a roupa, tira a roupa.

Cecília – Para com isso. Me solta senão eu vou gritar.

Agapito – Tira a roupa, tira a roupa agora que eu to mandando.

Agapito sente uma forte dor no peito e vai ao chão.

FIM DO CAPÍTULO

 

Escrita por
Jheff Reis

Direção
Vinny Lopes

Realização
ADNTV Ficção 2017

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4 comentários em “Amor Sem Fim – Segundo Capítulo

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