Clichê Adolescente 3 – Último Capítulo

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UMA NOVELA DE LUCAS OLIVEIRA

DIREÇÃO DE VINNY LOPES

228 - Cópia - Cópia (6)

CENA 01 – TRÂNSITO – EXT. – MADRUGADA

Dentro do carro, Paco dirige às pressas. Karla grita dentro do carro e Jaciane, ao seu lado, lhe ameaça com a arma.

Karla: (Chorando) Pelo amor de Deus, sua maluca. Para esse carro! – Diz sob a mira da arma.

Jaciane: Você pega agora seu celular, e liga pro Dado. Manda ele ir para o endereço que eu te falei, tá? Rápido!

Nervosa, Karla pega o celular e manda uma mensagem para o amado. Jaciane confere e em seguida joga o celular pela janela.

Paco: (Nervoso) Isso é arriscado, Jaciane. A mãe dessa enjoada, sabe pra onde a gente está indo. E se ela chamar a polícia?

Jaciane: Ela não vai chamar a polícia! Ela sabia de todo plano, e concordou.

Paco: Mas não sabia que estávamos armados. E muito menos, que íamos sequestrar a filha dela.

Jaciane: Agora não tem o que fazer. Para de falar, e acelera. ACELERA!

Apreensivo, Paco pisa no freio e o carro segue em alta velociades, driblando vários carros e fazendo ultrapassagens perigosas. Karla nervosa. Só sabe chorar e pensar, como sairá dessa.

 

CENA 02 – GALPÃO ABANDONADO – INT.

Dado já está no local onde Karla lhe mandou ir. Agoniado com a demora da amada, ele caminha de um lado para o outro nervoso. Ao virar-se, Dado dá de cara com Karla sob a mira da arma de Jaciane. Paco ao lado.

Dado: Ué, mas que palhaçada é essa?

Jaciane: Realmente é uma palhaçada mesmo, Dado. Você nadou, nadou… Pra morrer na praia!

Dado: O que você tá fazendo, sua maluca? Solta a Karla agora! – Diz correndo até a moça.

Paco: Nem, mas um passo, cara! – Diz levantando a arma em direção a Dado – Se vier até aqui, leva chumbo. E essa patricinha também.

Jaciane: Isso mesmo, Dadozinho. Controle seu frisson masculino. Não se podem ganhar todas. E essa literalmente você já perdeu! (T) Paco, prende ele. RÁPIDO!

Paco se aproxima de Dado, mas é surpreendido por um chute do bandido, que lhe faz derrubar a arma. Enquanto segura Karla, Jaciane se prepara para atirar. Paco e Dado se embolam no chão, tentando pegarem a arma. Jaciane mira a arma em direção a Dado, quando se vê na mira de outra arma.

Polícia: Parada aí! A senhora está presa! – Diz um policial, ao colocar a arma na cabeça de Jaciane.

A dondoca se vira e solta Karla. Ela se rende, levantando as duas mãos.

Jaciane: Calma, não é nada disso que os senhores estão pensando. O único bandido, é aquele ali – Diz apontando pra trás, mas se surpreende ao não ver mas Dado e nem Paco.

Polícia: Ele quem minha senhora? Não estou vendo mais ninguém aqui, a não ser você essa jovem.

Karla chora. Fraca, ela não consegue se levantar, e ainda não consegue se dá conta do que está acontecendo. Jaciane é algemada, e fica sem entender o que aconteceu.

Jaciane: Mas eu juro. Não éramos só nós duas. Tinha mais gente aqui.

Polícia: Bom, isso você explica na delegacia. Podem levar! – Diz dando ordem aos outros policiais.

Jaciane é levada. Karla também é levada para ambulância, que vão embora com suas respectivas sirenes ligadas.

 

CENA 03 – HOSPITAL DOM REAL – INT. – SALA DE INTERNAÇÃO – DIA SEGUINTE – MANHÃ

Karla está deitada. Luma ao seu lado, de mãos dadas coma a filha.

Karla: (Chorando) Eu vi mãe. O Dado fez de tudo pra me defender. Ele brigou com o Paco e os dois se embolaram no chão. Só que os dois sumiram, mãe. Eles sumiram. E agora, onde será que está meu malandrinho?

Luma: Minha filha esquece esse bandido. Ele já trouxe desgraça demais para sua vida. Foi eu que denunciei aqueles dois para polícia. Parece que não adiantou de tudo, mas pelo o menos a Jaciane, eles conseguiram pegar.

Karla: (Chorando) Mãe, me deixa sozinha, por favor?

Luma sai. Karla continua chorando, e lembra todos os momentos que passou ao lado de seu amor. Um amor bandido que lhe trouxe feliciade, mesmo que em ritimo de filme de ação. O médico entra no quarto.

Médico: Com licença, mocinha. Tem um cara aí querendo falar com você. Vai querer receber?

Karla: Cara? Que cara?

Médico: Ele disse que se chama Dilson. Mas é conhecido como Dado. Conhece?

Karla: Dado? – Diz com brilhos nos olhos – Claro doutor. Manda entrar, manda.

O médico chama Dado, que entra todo sujo, mas consegue fazer Karla sorrir.

Dado: Maluquinha – Diz ao abraça-la.

Karla: Meu amor, meu malandro, meu tudo. Onde é que você tava, seu maluco? Eu pensei que tinha te perdido. Não iria aguentar viver sem você – Diz com emoção abraçando, e beijando Dado.

Dado: Eu fugir, Karla. Se eu ficasse alí, as polícias iriam me prender também. Só que o Paco também correu e a gente acabou brigando no matagal que tinha atrás do galpão.

Karla: Mas e aí, meu amor. O que você?

Dado: Eu fiz o que melhor pra nós dois. Não dá pra falar aqui, e tem mais, minha maluca. Se você quiser ficar comigo, vamos ter que fugir. Se eu continuar aqui no Rio, vão acabar me achando mais cedo ou mais tarde.

Karla: Mas fugir pra onde, Dado?

Dado: Não sei. Pra qualquer lugar. Só não podemos viajar do modo tradicional. Você aluga um jatinho particular, e a gente vai junto. Pra algum lugar, pra onde você quiser. E só assim a gente pode começar do zero e vivermos nossa vida. Se você não topar, eu vou ter que fugir do mesmo jeito, mas infelizmente nunca mais a gente vai se ver.

Karla: Não, isso não! Eu fujo, meu amor. Eu fujo com você! – Diz beijando o amado – Eu vou até o fim do mundo pra ficar do teu lado, meu malandro. Eu me apaixonei por você, não importa o que você seja, você me deu amor. Não adianta eu dizer que não, se meu coração grita pelo sim. É você que eu quero, e é com você ficar. Com você!

Dado e Karla voltam a se beijar com paixão. Ele sai, e promete esperar a amada até ela sair, para juntos poderem planejar a fulga, e fugir.

 

ALGUMAS SEMANAS DEPOIS…

 

 

CENA 04 – CASA DE VITOR – QUARTO – NOITE

Vitor: Vai desgraçada, Chupa! CHUPA! – Diz obrigando Isadora a lhe fazer sexo oral.

Isadora: (Chorando) Não, não. Pelo amor de Deus, Vitor. Para por favor – Diz enquanto está no chão, algemadas por várias correntes.

Vitor: CALA BOCA! – Diz e lhe dá um tapa – Eu não mandei você falar, mandei?

Isadora: Você é um doente!

Vitor: Doente, mas tenho você. E você vai ser sempre minha, Isadora. Tá ouvindo? Minha! E vai ser pra sempre!

Isadora chora, e grita de raiva. Um grito forte que gera pena, mas que serve de lição, porque a vida é assim, e nem todos conseguem se dá bem no final.

 

CENA 05 – CASA DE MIRELY – SALA

Mirely abre a porta e dá de cara com seu ex-marido.

Mirely: O que você está fazendo aqui?

César: Vim ver você. E o meu filho também.

Mirely: Você muito bem que o Gedeon não mora mais nessa casa. E quanto a mim, eu estou muito bem sozinha, César. Muito melhor do que quando estava casada com você.

César: Eu também estou bem. Tô morando aí na casa de uma gata rica. A gente se dá muito bem.

Mirely: Hum…Era só isso? Então passe bem e até mais! – Diz batendo a porta na cara dele.

Ela volta para seu quarto e deita na cama. Agarrando um garoto com o qual, ela está tendo um rolo.

Mirely: Pronto, meu bebê. Agora ninguém não nos incomodam mais – Diz voltando a garrar o novinho.

 

CENA 06 – FACULDADE FUTURO CERTO – PÁTIO – DIA SEGUINTE – MANHÃ

É o dia da formatura. Um grande palanque está no pátio. Os formandos Isadora, Cristiano, André, Drica e Vivian sobem ao palco, no qual do alto, observa seus respectivos familiares emocionados. Cristiano grita que ama seu amor e no fim, todos jogam seus chapéus para o alto. André desce animado e vai abraçar Marcos e seu irmão, Adriano:

Adriano: Parabéns, maninho. Você é o cara!

Marcos: Fico muito feliz por você, meu amigo. Você merece!

André: Obrigado gente. Vocês são minha família agora. Obrigado por ser esse irmão maravilhoso que você é, Adriano. E você Marcos, valeu por tudo. Você é um parceirão!

Marcos: Você que é um iluminado, cara. Sua luz brilha aonde você passa. Tu arrasou na faculdade, arrasou na escola de música. É fera! Agora só falta eu ver você como um grande violinista.

André: E vai ver, Marcos. Está cada vez mas perto. E você, tem mérito nisso. Se não fosse sua ajuda, eu nem sei o que seria.

Os três se abraçam felizes e pulam no meio do povão. Em seguida, o som é ligado e a festa começa na maior animação.

DIAS DEPOIS…

 

CENA 07 – MANSÃO GARCIA – JARDIM – DIA

Magali e Cristiano estão casando em uma cerimônia simples e simbólica. Depois de casados, Luma cumprimenta o filho e a nora:

Luma: Espero que faça meu filho feliz, viu? (RISOS) Apesar de não concordar com esse casamento. O importante é sua felicidade.

Magali: Pode deixar, minha sogra. Eu amo esse modelo metido aqui – Diz e da um beijo nele.

Luma: Eu só queria que a sua irmã estivesse aqui também. Só Deus sabe onde ela possa está.

Cristiano: Fica tranquila, mãe. A Karla sabe se virar. Logo, logo ela manda algum recado avisando que está bem.

Zildo e Luara se beijam e conversam com Alas e Drica e com Vivian e Atanael, que também assumem um namoro:

Zildo: A Luara foi feita pra mim. Quando eu a vi, eu disse: Essa gata tem que ser minha. A gente tem os mesmos gostos, as mesmas manias. É perfeito!

Luara: Exageraaaado!

Alas: Mania de maluco, isso sim! – Diz dando risada.

Drica: Pois o senhorito, também vive enchendo a casa de incenso.

Alas: Foi influência do Zildo, amor. Foi tudo culpa dele. Ainda bem que me afastei desse cara.

Vivian: E eu, gente. Que me apaixonei por esse bocó aqui. O estagiário da faculdade!

Atanael: Mas que fique claro que eu não tive mérito nenhum na formação dela. A Vivian é muito sabida. E ah, eu posso ser até um bocó, mas eu sei que tu me ama desse jeito – Diz e beija-a.

Todos riem.

 

CENA 08 – ANGRA DOS REIS – PRAIA

Karla e Dado se beijam enquanto tomam banho de mar. Um beijo molhado e apaixonado. Felizes, o casal sai do mar e cai na areia.

Dado: Ai que coisa boa é essa sensação de ser livre, e de está aqui junto com você.

Karla: E vamos ficar aqui pra sempre, meu amor sempre. Minha mãe não tem casa aqui em angra. Ela não gosta. E já, eu mando uma mensagem dizendo que estou morando com alguma amiga, e pronto, ela manda mais dinheiro.

Dado: Sua maluquinha. (Risos) Acho que foi por isso que a gente deu tão certo.

Karla: (Riso) Pois é. Aí quando a gente quiser viajar, a gente vai. Passeia por onde a gente quiser com o meu jatinho particular como dos pássaros livres. E assim a gente vai vivendo meu amor.

Dado: Ai, ai. Só você mesmo pra topar levar essa vida de fugitiva ao meu lado.

Karla: Pra ficar ao teu lado, eu viveria até no Iraque. No meio daquela guerra toda, daquele fogo, daqueles tiros. E sabe por quê? Porque eu te amo, meu malandro. EU TE AMOOOOOOOO – Diz gritando alto.

Karla e Dado voltam a se beijar, e se embolam nas areias da praia. Ela não se arrepende de nada. Eles são assim, e são felizes desse jeito, sem precisarem mudar. Porque são incorretos, mas se amam, e o amor está alcance de todas as pessoas. Não importa seu modo de pensar, e muito menos suas maneiras de agir. Porque quando o amor bate a porta do coração, elas só pensam em ser felizes. E não uma felicidade da maneira que a sociedade quer, mas sim do jeito que cada um escolhe. Errando ou acertando? Não importa! Só vivem como querem, e isso basta!

 

#FIM

CA3

CORTA PARA:

ADNTV

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