Clichê Adolescente 3 – Penúltimo Capítulo

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UMA NOVELA DE LUCAS OLIVEIRA

DIREÇÃO DE VINNY LOPES

228 - Cópia - Cópia (6)

CENA 01 – MANSÃO GARCIA – SALA – NOITE

Luma está tomando um vinho. Sentada elegantemente na maior tranquilidade. Karla chega rapidamente e vai direto subindo as escadas em direção ao quarto:

Luma: Epa! Volta aqui minha filha. Aonde você pensa que vai?

Karla volta, e se direciona a mãe.

Karla: Mãe, eu tô muito cansada. Tive um dia cheio hoje, tá? Só quero dormi.

Nesse momento, Paco, que estava atrás de uma curtinda, puxa karla e lhe coloca uma mordaça na boca. Pêga de surpresa, ela se bate e começa enquanto olha pra mãe.

Luma: Calma, minha filha, calma. É para o seu bem!

Karla olha fundo nos olhos da mãe, sem entender. E fica surpresa quando ver Jaciane, surgir também no local.

Jaciane: Confortável aí, Karla? Eu sei que você adora falar. Mas ouvir os outros, é muito bom também! Segura ela, Paco. Porque agora, é eu e você! – Diz ao se aproximar da jovem.

Tentando se soltar, Karla se mexe raivosa, e Paco lhe segura mais forte:

Jaciane: Você achou que ia se dá bem, não é? Que iria tirar o Dado da cadeia, e ficar passeando com ele por aí, como se nada tivesse acontecido. Doce ilusão! Eu não esqueci nada do que aquele desgraçado me fez, e só esquecerei quando ele pagar por tudo que fez.

Luma: Pela a amor de Deus, gente. Tira pelo o menos a mordaça da boca dela. Não precisa disso.

Jaciane faz sinal para Paco tirar, e ele retira a mordaça da boca da jovem.

Karla: Mas que palhaçada é essa? Mãe, como é que a senhora permite uma coisa dessas?

Luma: É para o seu bem, minha filha. Você me enganou! Disse que não se encontrava mais com aquele bandido, mas mentiu.

Karla: Mas eu amo ele, mãe. A senhora não deve saber o que é amor, né? Nem o meu pai, deve ter amado.

Jaciane: Pelo amor de Deus, isso não é hora para esses assuntos! Olha aqui Karla, o que eu quero de você, é simples: Me diga AGORA onde é que o Dado está escondido?

Karla: E se eu não dizer vai acontecer o que?

Jaciane dá um sorriso ciníco e em seguida, tira uma arma da bolsa, apontando para Karla. Luma fica estática.

Jaciane: Isso! É isso que vai acontecer se você não colaborar, queridinha.

Luma: Mas o que é isso? Vocês não me disseram que estavam armados.

Jaciane: Tem coisas que é melhor ficar em sigilo, minha querida. Paco, pode levar a chata.

Luma: Não! Vocês não vão levar ninguém!

Jaciane: Cala a boca! Se não quiser ir junto – Diz ao apontar a arma para socialite.

Karla grita. Paco lhe coloca a mordaça novamente e a leva. Jaciane vai andando devagar até a porta com a mira da arma apontada para Luma. Em seguida, vai embora. Desesperada, Luma começa a gritar os empregados:

Luma: Liga pra polícia! LIGA PRA POLÍCIA, PELO AMOR DE DEUS! Aqueles dois levaram minha filha. Como eu fui burra, burra – Diz enquanto se estapeia.

As empregadas correm em direção ao telefone, atendendo ao pedido da patroa.

 

CENA 02 – RUA – EXT.

Isadora continua andando pelas ruas sem direção. Carros passam, e a noite fica cada vez mais fria. Cansada, ela resolve sentar em uma calçada e ali de cabeça baixa, começa a chorar debruçada sobre os joelhos. Nesse momento, um carro buzina e para próximo a moça que lhe pergunta o preço do programa. Ao olhar em direção ao motorista, Isadora tem um grande surpresa: É seu primo!

Vitor: Prima? – Diz surpreso – Não sabia que tu tinha entrado nessa vida. Saiu da minha casa, pra isso? Foi esse o trabalho que você arranjou?

Isadora: Vai embora, Vitor. Você não sabe de nada. E nem eu vou te contar! – Diz levantando-se, indo embora dalí.

Vitor sai do carro, e pega Isadora pelo braço.

Vitor: Espera aí, priminha. Tu pode querer não me contar, mas dá pra perceber que não está numa boa situação. Se não, não estava aqui jogada no meio da rua.

Isadora: Não adianta eu te falar nada. Nunca se imopotou comigo. Não seria agora que se importaria!

Vitor: Aí é que você se engana. Vem passar uma noite comigo. Uma noite, um dia, uma semana…Só que dessa vez eu pago! Eu pago, pra te ter todinha.

Isadora: Nunca! Só se eu estivesse morta!

Vitor: Morta você vai ficar, se continuar no meio da rua. (T) Então, o que me diz?

Isadora pensa. Ela não quer voltar para casa do irmão, mas também sabe que não pode continuar na rua.  Sem muito raciocinar, ela topa.

Isadora: Se não tem outro jeito….

Vitor abre a porta do carro, e mesmo sem muita vontade, Isadora entra. Ele tambem entra e em seguida, acelera.

 

CENA 03 – APARTAMENTO DE CAIO – EXT.

Já com as malas no chão, Caio comemora a ida de seu namorado para o seu apê.

Caio: Meu amor, eu tô tão feliz de você está aqui.

Gedeon: E eu? Estou me sentindo uma criança quando ganha um novo presente. Morrendo de curiosidades de saber como é, de saber como é morar aqui, acordar ao teu lado, viver vários momentos bons, e ruins também, ao lado desse barbudinho aqui, que eu amo (Risos) – Diz e pegando no queixo dele.

Caio: Bobo…Mas me conta, como foi com seus pais? Foi díficil quando você se assumiu?

Gedeon: Ah, nem tanto. Minha mãe não esperava, mas aceitou. O pior foi que meu pai resolveu assumir que tinha um caso com a vadia da empregada bem na hora. Aí minha mãe expulsou eles de casa. Mas eu duvido que meu pai ainda esteja com Isadora.ele se casou com minha mãe, em comunhão total de bens. Ou seja, ele vai sair com algum e não vai querer dividir nada com a vagabunda.

Caio: Ué, mas se ele não queria nada sério com ela, porque abriu mão do casamento dele, assumiu tudo assim, de uma vez?

Gedeon: Eu bem que queria saber. Mas meu pai é imprevisível. Enfim, mas deixar isso pra lá e comemorar a nossa nova vidas juntos que começaremos a partir de hoje.

Caio: Isso mesmo. E eu tenho uma ótima idéia para essa comemoração. (Riso malicioso).

Caio pega Gedeon pela cintura e os dois saem felizes em direção ao quarto. Prontos pra começar dalí, um novo capítulo da vida de ambos. Um capítulo que tem tudo pra ser, de felicidade.

 

CENA 04 – PENSÃO VAGABUNDA – QUARTO

Magali e Cristiano estão deitados na cama, abraçados.

Cristiano: Ai, meu amor. Sabia que mesmo estando aqui, nessa pensão de quinta, eu me sinto mais feliz do que na casa de minha mãe? Pelo o menos aqui eu tô livre. Eu sei que tudo que vou conquistar vai ser com meu suor. E claro, você está aqui do meu lado, né (Risos) – Diz e dá um beijo nela.

Magali: É, eu sei como você está se sentindo, Cristiano. Eu também vou me formar, e seguir minha vida. Não aguento mais dividir a casa com o Zildo e aqueles mantras e insenços dele. Ah, por falar nisso, vi no jornal vários anúncios de emprego que eu acho uma boa opção pra você – Diz pegando o jornal que estava em cima do criado-mudo, ao lado cama.

Cristiano: (Olhando o jornal): Será? Ai não, Magali. Não sei se esses são emprego que estão a minha altura.

Magali: Ah, por favor, né? Meu amor, você tem que encarar de frente essa nova etapa. E não importa como seja, tudo é um aprendizado e vai te ajudar a crescer. Não combinamos de estarmos juntos? Pois então…

Cristiano: É Mag. Você está certa. Amanhã eu vou fazer isso sim. Emprego, me aguarde. Aí vou eu! – Diz fazendo gestos.

Magali agarra o namorados e os dois começam a se beijar.

 

CENA 05 – TRÂNSITO – EXT. – MADRUGADA

Dentro do carro, Paco direge às pressas. Karla grita dentro do carro e Jaciane, ao seu lado, lhe ameaça com a arma.

Karla:  (Chorando) Pelo amor de Deus, sua maluca. Para esse carro! – Diz sob a mira da arma.

Jaciane: Você pega agora seu celular, e liga pro Dado. Manda ele ir para o endereço que eu te falei, tá? Rápido!

Nervosa, Karla pega o celular e manda uma mensagem para o amado. Jaciane confere e em seguida joga o celular pela janela.

Paco: (Nervoso) Isso é arriscado, Jaciane. A mãe dessa enjoada, sabe pra onde a gente está indo. E se ela chamar a polícia?

Jaciane: Ela não vai chamar a polícia! Ela sabia de todo plano, e concordou.

Paco: Mas não sabia que estávamos armados. E muito menos, que íamos sequestrar a filha dela.

Jaciane: Agora não tem o que fazer. Para de falar, e acelera. ACELERA!

Apreensivo, Paco pisa no freio e o carro segue em alta velocidade, driblando vários carros e fazendo ultrapassagens perigosas. Karla nervosa. Só sabe chorar e pensar, como sairá dessa. 

 

CORTA PARA:

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