Clichê Adolescente 2 – Capítulo 18

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UMA NOVELA DE NANDO BRAGA 

DIREÇÃO DE VINNY LOPES  


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Denise – Já podemos visitar a Giovanna? Ela já despertou? Tá consciente? 

Gustavo – Jamais pensei que um dia passaria por isso novamente, Denise, a Giovanna faleceu. 

Léo – Que? A Gi morta?! 

Gustavo – Ela infelizmente não resistiu aos ferimentos e veio ao óbito. 

Frida entra no hospital junto a Clara. Com todo ódio, Denise se levanta da cadeira e vai na direção da mãe. 

Frida – E então? Como a Giovanna está?! 

Denise – MORTA! Você matou a sua neta! ASSASSINA! 

Frida bofeteia Denise. 

Frida – Você está descontrolada! 

Denise devolve tapa. 

Denise – Vai pagar pelo que fez!  

Vai saindo pegando a bolsa na cadeira. 

Denise – Tenho agora um funeral para organizar. 

Ela sai. Gustavo a acompanha. Abalada, Frida senta numa cadeira. 

Frida – A culpa foi minha… Misericórdia, eu matei a minha própria e única neta. 

STOCK-SHOTS – AMANHECE 

Em clima de tensão, amanhece em São Paulo. 

CORTA PARA: SP – MANSÃO GUTERRES – INT – SALÃO DE FESTAS – MANHà

Velório de Giovanna acontece. Toda a elite paulistana e amigos se encontram. Lia e os pais religiosos cumprimentam Frida. 

Mãe de Lia – Como está minha querida…? 

Frida – Mal, literalmente mal. Sem ânimo para continuar vivendo missionária. 

Pai de Lia – Foi tão mais grave do que imaginávamos. Para o caixão estar fechado, é sinal de que o corpo está desfigurado. 

Mãe de Lia – Nosso todo poderoso quis assim… Talvez a Giovanna tenha algum outro propósito melhor no céu. 

Consola Frida. Lia vê Gustavo, disfarça e os dois se aproximam. 

Gustavo – Já decidiu que não vai mais se casar? Posso procurar um apartamento pra gente. 

Lia – Acho que aqui nem agora é o momento certo para falarmos sobre isso. A mãe enterrar a filha, deve ser a pior sensação do mundo! Dói a alma só de ver… 

Olham Denise ao lado do caixão fechado. 

SP – HOTEL CLARA – INTERIOR – QTO – MANHà

Clara se veste com roupa comportada. 

Sabrina – Aonde pensa que vai? 

Clara – Não penso, eu vou no enterro da Giovanna. 

Sabrina – Clara como consegue ser tão cara de pau? Se hoje ela está morta prestes a ser enterrada, foi por sua causa! Eu sei o que aconteceu, ela me disse! Te viu beijando o Léo… Deveria ter se dado conta que ela era a nossa prima e você a matou! Sem consideração total! Que ódio das duas, sua e da vó! Aquela velha…  

Clara – Tanto eu como a avó não temos nada a ver com a morte da Giovanna, não estávamos dirigindo um carro tão pouco pilotando uma moto a cem por hora, aliás podia ser você hoje sendo a esta hora velada.  

Sabrina – Antes fosse eu… Acho que já está na hora de nos revelarmos a dona Frida. Não temos motivos para omitir que somos os netos dela. 

Clara – Detesto concordar com você, mas tem razão. Ninguém substitui ninguém nesta vida, mas a dona Frida ficaria menos pior ao saber que possui três netos.  

SP – MANSÃO GUTERRES – INTERIOR – SALÃO DE FESTAS – MANHà

Denise põe pó branco em copo de agua e pede para garçom levar à Frida, que aceita e toma. 

Denise, celular – Ela tomou o sonífero agora, quero que a responsável pela morte da minha filha seja internada ainda hoje. Depois do enterro? Ótimo! O manicômio é o lugar certo para a minha mãe! 

SP – GALERIA DO ROCK – INTERIOR – PARAÍSÃO BAR – MANHà

Régis verifica mercadoria que recém chegou no bar. Barulho de reforma toma conta do shopping. 

Régis – O que está havendo lá em cima?  

Funcionário – Reforma, alugaram quase todo o segundo andar para fazer uma academia. 

Régis – Academia de ginastica em plena numa galeria de rock? Que dinheiro mal gasto! 

Funcionário – Não senhor, é uma academia de dança. 

CORTA PARA: SALAS DO SEGUNDO ANDAR 

Lis (38) comanda pedreiros na reforma das salas para a construção de sua academia de dança. 

Lis – ‘Bora’ rapaziada, quero inaugurar o mais rápido possível esta academia… Espero que dê certo e o investimento seja recompensado com lucro. 

Pedreiro – Vai ser um sucesso dona! 

Lis – Não se depender da amorosidade dos senhores… Quero ver todos trabalhando, mãos na massa, inclusive eu! 

Apanha marreta e quebra parede. 

SP – CEMITÉRIO – EXTERIOR – TARDE 

Enterro de Giovanna acaba. Permanece só o Léo no luxuoso tumulo.  

Léo – O amor não mata mas provoca morte. A Giovanna morreu me amando, não dei valor a quem mais me queria bem. 

Clara surge. 

Clara – Se arrepende de alguma coisa? 

Léo – Arrependo de não ter me arrependido antes… De não ter entendido uma atitude dela que por mais inaceitável seja, a Giovanna achava que tinha razão, era uma posição dela, que não respeitei. Deveria ter respeitado! 

Clara – Afinal, vocês terminaram porque? 

Léo – Nunca a amei, tínhamos uma amizade colorida que ocasionou numa gravidez indesejada na época mas que abracei e curti a situação. Ser pai me faria crescer e evoluir como homem. Nossas famílias forçaram um compromisso, íamos casar, mas ser mãe não era o que a Giovanna queria ser… Abortou o bebê com a ajuda da Denise numa clinica clandestina, com péssimos profissionais, e omitiram a todos. A intenção era num certo momento dizer que o aborto havia sido espontâneo, mas caiu por terra o plano quando  infecciono devido a má higienização do procedimento induzido do aborto. Tiveram que revelar a verdade e eu terminei a nossa relação. Me senti traído, ela matou o nosso filho. 

Alguém parece espiar. Clara e Léo percebem e ao olhar para trás, encontram um corvo.

SP – MANSÃO GUTERRES – INTERIOR – FRENTE – TARDE 

Gustavo estaciona carro de Denise em frente da mansão. 

Gustavo – Quer que eu passe o dia com você? Mandei desmarcar as tatuagens que faria hoje. Tá bem? 

Denise – Vou ficar melhor daqui a pouco… 

Vê viatura do hospício se aproximar. 

CORTA PARA: SP – MANSÃO GUTERRES – INTERIOR – QTO FRIDA – TARDE 

Recém chegada, Frida tira os calçados e zonza deita na cama. 

Frida – Que sono repentino me deu senhor… 

Desmaia. Denise acompanhada por três enfermeiros entram no quarto. 

Denise – É essa aí a encomenda de vocês! Levem-na pra nunca mais voltar! 

Enfermeiros colocam Frida numa maca e vão para fora da casa rumo a ambulância. Entrando, Clara e Léo flagram. 

Clara – O que está acontecendo aqui?  

Denise – Não é da sua conta! Ah, está demitida!  

Clara – E quem é você para me demitir? A própria dona Frida já deixou bem claro isto a senhora! Quem manda é ela! 

Denise – Era… Tá vendo aquela ambulância, é do hospício. E a dona Frida está indo pra lá!  

Clara – Você está internando a própria mãe? Que tipo de sujeita é?  A dona Frida não sai desta casa! Se depender de mim quem vai sair daqui e chutada, é você titia! Sou a filha da sua irmã Tânia, lembra dela? Daqui a minha avó não sai! 

Denise surpresa.

CORTA PARA:

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ESTREIA DIA 15

DE JHEFF REIS 

S A N G U E  C R U Z A D O – O seu novo conflito das 22Hrs!

ADNTV

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