Clichê Adolescente 2 – Capítulo 06

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UMA NOVELA DE NANDO BRAGA 

DIREÇÃO DE VINNY LOPES  


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Maju, Régis e Vitor aguardam ansiosos por resultado dos exames. Ela toma soro deitada na cama. Médico entra.

Médico – Como a nossa paciente está?

Maju – Poderia estar melhor se o senhor me dissesse qual o meu real estado clinico. Há algum problema?

Médico – Não acredito que seja um problema… Vocês são novos, acabaram de casar, a imaturidade dá lugar a maturidade e responsabilidade, não vejo particularmente problemas com relação à chegada de um bebê. Maria Júlia você está grávida!

Maju – Grávida?!

Maju emocionada.

Vitor – Eu vou ser pai…?

Maju – Seremos…

Ele desmaia.

Médico – Desmaiou no lugar certo, em pleno hospital.

Risos.

STOCK-SHOTS – AMANHECE

Nasce um novo dia na ‘cidade da garoa’.

CORTA PARA: MANSÃO GUTERRES – INTERIOR – QTO. GIOVANNA – MANHÃ

Léo e Giovanna dormem pelados juntos na cama. Aos poucos ele acorda.

Léo – Giovanna, meu Deus que horas são?! O que estou fazendo aqui…

Aflito, levanta e procura roupas.

Léo – Aonde estão as minhas roupas?!

Giovanna – Não seja careta em plena manhã, ai Léozinho, você não era assim em nossos tempos áureos de relacionamento… Ainda mais depois da noite maravilhosa que tivemos ontem, tiramos um belo de um atraso!

Léo – Por favor, me dê as minhas roupas!

Giovanna – Quer que eu dê só as roupas…?

Fica de quatro em cima da cama.

Giovanna – Aproveite, posso distribuir outra coisa a você e sem cobrar nada, nenhum compromisso.

Léo – Quer saber de uma coisa? Tô dando o fora daqui assim mesmo, do ‘jeitin’ que vim ao mundo, pelado!

Ia saindo mas volta.

Léo – Apesar de não lembrar de quase nada, valeu pela noite. Pra você querer mais, só posso ter mandado muito bem. Que fique na lembrança porque figurinha repetida não completa álbum, desculpa.

Ele sai completamente nu do quarto. Giovanna irritada vai até o corredor.

Giovanna – Isso é o que nós vamos ver!

SONOPLASTIA: TEMA GIOVANNA E LÉO – CONTROLE (KELLY KEY)

Volta para o quarto, tranca e desliza na porta sob choro. Na sala de estar, Denise que ia na direção esbarra em Léo que fazia o inverso.

Denise – O que é isso?!

Léo – Foi mal dona Denise, mas a culpada é a sua filha que sumiu com as minhas roupas. Cá entre nós, tô em forma ou não estou?

Denise o observa de cima a abaixo.

Denise – Se vista ou suma daqui antes que a dona Frida pegue você assim, zanzando pela casa pelado…

Dão as costas um para o outro, Denise retorna a direção dele.

Denise – Tem mais uma coisa. Léo, a sua depilação está vencida, tenho uma depiladora ótima! Recomendo…

Léo presta continência a Denise, sorriem, e eles saem.

LAGUNA/SC – CASA MAX – EXTERIOR – MANHÃ

Max corta a grama do jardim e observa a movimentação na antiga casa de Clara. Chica chega de lá.

Max – Quem são?

Chica – Os novos moradores. Convidei para jantaram hoje aqui em casa, meu filho se comporta, eles não tem culpa do despejo da Clarinha.

Sai e entra na casa. Max volta a olhar para a mudança na casa em frente.

SP – HOTEL CLARA – INTERIOR – QTO – MANHÃ

Clara se veste.

Luca – Aonde vai? Quer que te acompanho? Já peguei a maldade da cidade, nada mais me abala.

Risos.

Clara – Quero matar essa guerra sozinha, tô indo atrás da nossa suposta avó, Frida Guterres.

Luca – E como vai se aproximar dela? Cair de paraquedas e dizer que é neta dela?! “Oi vó, sou filha da filha que você deserdou!”

Clara joga jornal de anuncio de emprego. Numa nota destacada, Frida busca por empregada.

Clara – Duvidas que vou conseguir este emprego a todo custo?

Se olham e riem. Sabrina, disfarça que dorme, e ouve toda a conversa.

SP – CASA LIA – EXTERIOR – MANHÃ

Ela sai de casa. Num carro estacionado a frente, alguém a espia. Sem perceber perigo, Lia vai em direção ao ponto de ônibus um pouco distante dali. Carro segue. No ponto, ela senta. De longe, avista ônibus, levanta e dá a mão. Carro misterioso para em frente, de modo que atrapalha a visão do motorista do coletivo, responsável desce do carro e pega Lia pelo braço. Não há ninguém por perto.

Marcelo – Não vai a lugar algum!

Lia – Marcelo?!

Marcelo – Vai sofrer na minha mão, vagabunda! Entre neste carro AGORA!

Lia – Não vou…

Ele a joga para dentro do veículo.

Lia – O que quer de mim?! Sr. Marcelo me deixe!

Marcelo – Quero começar o que não deu nem pra iniciar. Vou te inaugurar Lia, você deixa de ser virgem á partir de hoje!

Ele acelera o carro, ela chora.

SP – MANSÃO GUTERRES – INTERIOR – SALA DE JANTAR – MANHÃ

Frida e Denise tomam riquíssimo café da manhã.

Denise – Quem era o homem que veio ontem aqui em casa mamãe?

Frida – Um empresário. Porque querida? Resolveu se interessar pelos negócios da família?

Denise – Não tenho o menor interesse dona Frida, se conforme. O meu único trabalho é ir no banco sacar dinheiro ou experimentar roupas no shopping.

Frida – Creio em milagres querida, tenho fé…

Sai do local. Denise apanha revista de moda.

CORTA PARA: MANSÃO GUTERRES – INTERIOR – ESCRITÓRIO – MANHÃ

Frida entra no escritório, tranca a porta e apanha telefone.

Frida, telefone – Então? Conseguiu encontrar a minha filha Tânia?!

Na sala, Giovanna pelo telefone ouve a conversa de Frida.

SP – APTO. MAJU E VITOR – INTERIOR – MANHÃ

Casal entra no apartamento.

Vitor – É o que o dinheiro deu, alugar um apartamento próximo do minhocão. O seu pai já ofereceu ajuda… Maria Júlia é até melhor para o bebê, morar num lugar mais tranquilo, confortável, longe dessa poluição!

Abre janela que dá em frente ao elevado.

Maju – Fala como se não houvesse poluição na república, me poupe Vitor. Foge para o interior se quer paz! A partir do momento que decidimos nos casar, os nossos pais deixaram de ser responsáveis por nós, aceitar a ajuda deles, mostra que ainda somos dependentes e portanto, se dão o direito de intervir em nossas vidas, e isso dispenso! Meu amor, nós vamos ser pais. Quem daqui pra frente vai precisar de algo, é o bebê da gente.

Vitor – E o escritório? Quando volta ao serviço?

Maju – Me dispensaram esta semana, ainda nem sabem da minha gravidez. Uma notícia de cada vez, primeiro foi a morte da minha mãe, amanhã conto que fomos abençoados por Deus.

Eles continuam conversando em off.

SP – TRANSITO – EXTERIOR – CARRO MARCELO – MANHÃ

Lia – Porque está fazendo isso comigo?! O que te fiz?!

Marcelo – Só me fez perder a minha esposa e o meu filho. Sabe o prejuízo garota que me deu? Duas pensões vou ter que pagar! Acha que sairia disso sem dar nada? A sua virgindade me desembolsa. Mais dias menos dias você liberaria a ‘preciosa’ de qualquer forma, que o gratificado seja eu. Nada mais natural…

Marcelo acaricia coxas de Lia, e aos poucos sobe até a vagina dela.

Lia – Para ou eu vou gritar ainda mais alto! SOCORRO!

Ele a bofeteia duas vezes, segura com uma mão a boca de Lia, e a outra puxa o cabelo. Ela tenta se defender com as mãos, mas é judiada ainda mais.

Marcelo – Grita, vai em frente, fique à-vontade, mas saiba que se não for você, os seus pais vão morrer, quem escolhe? Quer enterrar papai ou mamãe?!

Gustavo estaciona moto ao lado do carro de Marcelo, e ouve os gritos.

Gustavo – O que tá pegando ali?

Desce da moto e bate na janela do passageiro. O carro tem insulfilme escuro, prejudicando a visão de Gustavo que dá socos na janela.

Gustavo – Abre essa janela ou eu vou arrombar!

Pega celular e liga para a polícia.

Marcelo – Eu vou abaixar essa merda, disfarce ou alguém morre.

Marcelo abaixa janela do motorista.

Marcelo – Que foi rapaz? Não tenho esmola não, trabalhar cansa mas não mata ninguém vagabundo.

Ele ia fechando a janela do automóvel, Lia aproveita descuido, e destrava a porta. Sai correndo, Marcelo desce do carro e corre atrás pelo viaduto engarrafado. Gustavo pega moto e acelera entre os milhares de veículos parados.

Lia – SOCORRO!

Marcelo se aproxima de Lia.

Marcelo – A sua virgindade nasceu pra ser minha!

Estica mão para puxar Lia, Gustavo aparece.

Gustavo – Sobe aí!

Ela pula em cima da moto, e saem. Marcelo enfurecido.

Marcelo – Droga!

SP – GUTERRES CONSTRUÇÕES – INTERIOR – ESCRITÓRIO FRIDA – TARDE

Várias moças aguardam por Frida no saguão.

Frida – Boa tarde meninas, certamente estão pensando, ou falando entre vocês mesmas sobre quem irá avaliar as senhoritas, que no caso sou eu. Quero alguém de confiança, com quem eu possa compartilhar a minha intimidade e de toda a família Guterres. Por isso me dispus a entrevista-las. A seleção estava marcada para as duas e são exatamente duas da tarde, portando vamos iniciar. Quem é a primeira?

Clara – Sou eu dona Frida Guterres!

Elas se olham, Frida sorri.

fimdocap

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